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Sandra

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Fruta verdadeira

(Este post não é patrocinado.)

Queria partilhar convosco o que descobri antes das férias. Ofereceram-me fruta da marca Hero para o miúdo experimentar.

hero fruta

 

 

 

 

 

 

 

Apesar do miúdo normalmente comer fruta fresca. As bolsitas são uma boa opção para o lanche quando saímos. A Bárbara já cá tinha falado das vantagens das frutas em boião. Verdade que quando eles são mais pequenos, este tipo de soluções, são mesmo muito práticas.

Eu já conhecia a marca por trabalhar profissionalmente com eles mas, na verdade, nunca tinha experimentado os seus produtos da categoria de Baby.

No site português da marca podem encontrar mais informação mas, resumindo:

A Hero é uma multinacional especialista na área de nutrição e alimentação, fundada em 1886 em Lenzburg, Suíça. Atualmente o Grupo Hero está presente em aproximadamente 30 países da Europa, Estados Unidos e China, assim como em mercados no Médio Oriente e Norte de África.

Na área da nutrição infantil (Hero Baby) são líderes de mercado em Espanha.

Claro que estas informações só são relevantes se realmente tivermos confiança na marca e os nossos bebés gostarem dos produtos.

Eu não sei se são como eu, mas não existe nada que eu dê ao Sebastião que não prove primeiro :).

Eu acho que todas os pais são as provadores e os comedores de restos oficiais em qualquer casa.

Fomos passear e eu levei as bolsitas dentro da mala. Quando deu a fome ao miúdo ofereci-lhe uma bolsita e provei primeiro.

E a experiência foi mais ao menos assim:

Nunca, repito, nunca experimentei nenhum outra fruta embalada com este sabor.
Só existe uma maneira de as coisas saberem igual, fazendo em casa com fruta biológica e mesmo assim, garanto-vos, que as que fazia para ele quando era bebé não são tão boas como estas.
hero fruta
Os sabores são realmente deliciosos e aconselho-vos a experimentarem.
A gama que experimentei é totalmente biológica e chama-se Solo – ou seja, só tem fruta mesmo – e os ingredientes do que ele está a beber na fotografia são estes: puré de maçã biológica (41,9%), puré de banana biológica (29%), puré de cenoura biológica (29%) e sumo de limão biológico a partir de concentrado.
Ele depois de beber esta quis logo outra a seguir de: Banana, Pêra e Laranja. Adorou o sabor.
Em relação aos boiões os sabores são mais simples Maçã verde, Banana e a mistura clássica: Pêra e Maçã.
São todos deliciosos.
Ele gostou dos sabores mas simplesmente recusou a comer os boiões: Mãe, eu gosto mas esses são dos bebés! Eu quero dos crescidos. Os dos crescidos são as bolsitas.
Talvez eu tenha comido alguns dos boiões (não estava lá ninguém a ver por isso não há provas).
Com o resto, sabem o que fiz para o lanche do miúdo? Panquecas!!! Sim, e ficaram deliciosas! Têm mesmo que experimentar. Em vez de usarem leite, substituem pelos boiões.
Já vos disse que são a partir dos 4 meses? Podem agradecer depois 🙂
Já podem encontrar estes produtos Hero Baby no Continente, também já existem no Intermarché e E.Leclerc.
Podem ver os produtos que existem no site: www.hero.pt
Ainda tenho lá em casa a papa para experimentar. Pelo resultado da fruta, tenho a certeza que vai ser muito boa. Como se lembram, nós nunca fomos muito adeptos de papas. Mas existe um dia na creche que o lanche é papa. O Sebastião já me perguntou: Mãe, tu sabes que eu gosto de papa? Já sei que da próxima vez que vier com essa conversa é desta que lhe vou dar.HB - SOLO FARINHA 300G

Actividades de Outono

Chegou o Outono. Eu confesso, já vos tinha dito aqui, que não tenho muito jeito (nem paciência) para as actividades manuais. Mas está provado que depois de sermos pais temos que nos transformar todos numa Martha Stewart.

Portanto, agora estamos na fase de reunir coisas sobre o Outono.
Consegui, há hora do almoço, preparar umas imagens com poemas e canções, juntamos umas nozes, folhas e o Outono do Vivaldi e já temos um pacotinho jeitoso de contribuições 🙂

 

E vocês? Como está a ser o vosso Outono? 😀

O que fazem quando têm saudades?

Quando temos saudades a maior parte de nós não faz nada, certo?

Fica aquela dor cá dentro que não conseguimos explicar ou então choramos baixinho num momento a sós.

Impossível não ficar emocionada quando a saudade é expressa pelos miúdos.

O Sebastião, a semana passada, teve um crise de saudades.

Por vários motivos, a minha mãe não o foi buscar à escola como é habitual. Já não estava com ele há alguns dias. Ele já tinha perguntado mas nada de especial.

Fomos buscá-lo à escola e tudo calmo, fizemos as nossas rotinas e chegou a hora do banho.

As fitas habituais para entrar e sair (os vossos também são assim? primeiro não querem entrar, depois não querem sair).

Quando o tirámos do banho e o pusemos em cima da cama para vestir é que lhe deu um grande ataque de saudades.

Por cima da cama dele, temos uma série de ilustrações da My Simple Life do primeiro ano de vida do Sebastião. Uma delas representa as belas sonecas que ele e a avó faziam quando ele estava em casa.

Ele olha para o quadro e desata a chorar. Primeiro não percebíamos o que se passava. Até pensámos que se tinha magoado. Depois, no meio de soluços e a apontar para o quadro, disse: Porque é que a avó Mira não está aqui? Ela antes estava sempre aqui comigo!

Foi um pranto tal que vocês não fazem ideia. Ficou mesmo muito sentido. Só dizia que queria a avó. Estava mesmo incontrolável. Tentámos tudo para o acalmar mas não resultou. Decidi então ligar à minha mãe para falarem ao telefone. Ele então suplicou que ela lá fosse.

Claro que as avós não sabem dizer que não (e ainda bem). Então lá veio a minha mãe de casa, de comboio à hora do jantar.

Até ela chegar e apesar de eu lhe garantir que ela vinha esteve o tempo todo a soluçar.

Foi então que pensei que realmente as saudades são assim. Avassaladoras. Dilacerantes. Incontroláveis. Nós é que aprendemos a esconder.

 

 

 

 

Festa de Regresso às Aulas Um Bongo

No Sábado de manhã fomos à Festa de Regresso às Aulas Um Bongo!

Um BongoFoi mesmo muito divertido. A festa foi no Museu das Crianças um espaço que visitamos pela primeira vez. Devem estar a pensar: ‘Como é isto possível? Parece a história da Quinta Pedagógica dos Olivais…’ Desculpem não conhecer este espaço tão giro para os miúdos! Eu sei que já tem 20 anos mas eu só tenho um filho há 3, ok?

Não poderia ter sido o evento mais perfeito para conhecer o Museu das Crianças.

Um Bongo

O Um Bongo organizou uma festa para fazer o regresso à escola mais divertido. Se os vossos são como o meu, esta última semana tem sido todos os dias uma complicação para sair de casa.

No espaço exterior, Um Bongo tinha preparado um lanche cheio de coisas boas, como era dia de festa estava recheado de guloseimas e claro, com os vários sabores do Bongo. Os miúdos poderam fazer a sua máscara preferida do Bongo, pintar desenhos e fazer uma pintura facial com os animais favoritos. O Sebastião não quis porque diz que lhe faz comichão (a sério?) e optou por fazer uma estrelinha como a tatuagem que temos no pulso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No interior do museu, foram feitas diferentes actividades em várias salas onde as crianças experimentaram e brincaram em diversas situações. Não quero revelar muito o que se passa lá dentro pois acho que é mais divertido se forem sem saber o que vão encontrar. Posso dizer que desde brincar a diversas profissões, inventar uma história e fazer a banda do Um Bongo, houve um bocadinho de tudo.

Um BONGOUm BONGO

Depois da brincadeira voltamos para o lanche que fez as delícias dos mais pequenos.

Um Bongo ainda nos ofereceu uma mochila bem gira com o elefante que na segunda-feira o Sebastião quis levar para a escola e mostrar aos amigos.

Este novo ano de aventuras começou bem.

Obrigada ao Um Bongo pelo convite.

Parabéns Bá

A Bárbara hoje faz anos! Desejo-lhe tudo de bom não fosse ela a minha partner in crime aqui do Sweet Caos. Os anos vão passando, os miúdos vão crescendo e multiplicando-se, os projectos crescendo mas para mim a Bárbara será sempre a boca mais linda do Twitter.  Parabéns miúda. Don’t grow up.

Conheça 5 estratégias para lidar com as birras dos seus filhos!

Nesta altura de férias em que vamos à praia, ao restaurante ou em que saímos de casa para um passeio, por vezes surgem as birras das nossas crianças nos momentos mais inoportunos. Nem sempre sabemos lidar com elas ou como reagir nestes momentos e por isso hoje venho falar-vos de algumas estratégias para poderem lidar melhor com esta situação.

Normalmente no momento das birras ficamos sem saber muito bem o que fazer e se tivermos uma reação desajustada temos a maior probabilidade de os filhos chorarem ainda mais e durante mais tempo. Ficamos naturalmente envergonhados e queremos sair dali o mais rapidamente possível. Mas apesar de toda esta situação constrangedora a birra é um processo normal e até positivo nas crianças, e porquê? Porque lhes permite aprender a lidar com a frustração. Surge normalmente por volta dos dois e mantém-se com mais intensidade até aos quatro anos. Nestas idades as crianças são naturalmente centradas em si próprias, egocêntricas e narcisistas, não conseguindo lidar com os limites colocados pelos pais. Estes limites e as limitações próprias da idade da criança (incapacidade para tomar decisões sem supervisão) geram uma enorme frustração para a qual a criança ainda não possui estratégias, e por isso surge o choro, o grito, o atirar-se ao chão e o espernear.

Isto é utilizado pelas crianças como forma de obter uma determinada resposta nos outros, nomeadamente a cedência dos limites, pois as crianças aprendem que os seus comportamentos geram determinadas respostas nos outros e aprendem a utilizá-lo a seu favor. Quantos de nós já cederam em comprar aquele brinquedo? Ou aquela guloseima? Ou em fazer o que a criança queria naquele momento? É algo perfeitamente comum por vezes cedermos, mas isso pode aumentar a frequência das birras. Por outro lado, quando somos mais inflexíveis então as birras tendem a diminuir até desaparecerem, aí por volta dos 5 anos de idade, quando a criança aprende outras habilidades para satisfazer a sua necessidade.

Para conseguir lidar melhor com estas situações aqui ficam 5 dicas essenciais:

1. Respirar fundo e ter uma atitude calma e serena

A nossa atitude calma e serena será apaziguadora para a criança e irá transmitir um sentimento de segurança. Ainda que seja uma situação difícil de gerir, é importante não elevar a voz nem ceder à irritação. Devemos ainda demonstrar que não vamos ceder às exigências e caprichos da criança pois isso demonstra-lhe que a birra não é a melhor forma de obter o que pretende. No caso de estarmos num lugar público devemos procurar uma zona mais tranquila, pois isso permitirá à criança acalmar-se gradualmente.

2. Estabelecer consequências para o comportamento

O estabelecimento de consequências permitem à criança perceber que os seus comportamentos têm consequências tanto positivas como negativas. Estas consequências devem ser claras, simples e adequadas à idade e compreensão da criança. Para que a criança compreenda este sistema de punição sem violência, é importante que o bom comportamento seja também recompensado quando ocorre, seja por exemplo através de incentivos verbais, seja cozinhando o prato favorito da criança, comprando-lhe um brinquedo que deseja ou deixando-o realizar uma atividade que lhe dá prazer.

3. Ter presente as necessidades das crianças

É importante percebermos que necessidades como o sono, a fome e a atenção são muitas vezes os “motores” de uma birra. Se estas estiverem satisfeitas a birra ocorrerá com menos frequência.

4. Estabelecer limites e regras claras, precisas e adequadas ao desenvolvimento

As regras têm sempre de ser bem delimitas, claras, precisas e adequadas ao desenvolvimento da criança. Regras demasiado restritas ou demasiado flexíveis deixam as crianças confusas. Devemos focar o discurso no “deves…” ao invés do “não deves…” para que a criança possa focar-se mais no comportamento adequado, o que facilita a sua aprendizagem.

5. Proporcionar algumas oportunidades de escolha

Proporcionar oportunidades de escolha à criança são importantes para que sinta que há coisas na sua vida em que tem alguma autonomia. Pode ser escolher entre duas peças de roupa, entre dois alimentos a comer na próxima refeição ou entre brinquedos a levar quando sair.

Sandra R. Santos
Psicóloga especialista em aconselhamento parental
Podem encontrar este texto e outros no blog Entre Consultas
Se quiserem saber um pouco mais podem ver aqui:
Consultório Psicóloga Sandra Santos

Colégios: Máquinas de fazer dinheiro

Estava aqui a pensar como haveria de escrever este post sobre os colégios sem ferir susceptibilidades. Depois pensei que este blog é meu e da Bárbara e nós escrevemos o que queremos aqui. E, se existem, hoje em dia, indignações por tudo e por nada em todos os recantos das redes sociais, acho que este é um bom motivo para me indignar. Atenção que este post é comprido.

Não sou contra fazer dinheiro. Sou totalmente a favor. O que eu espero é que as empresas que pretendem fazer dinheiro, o façam como eu ou a Bárbara o fazemos nos nossos negócios: fornecendo um excelente serviço/produto a quem nos procura. E se não forem honestos, nem vale a pena terem um negócio… a não ser que seja um colégio.

Nós começámos tardiamente a saga dos colégios pois o Sebastião teve a sorte de ter uma avó disponível para ficar com ele. Já no início tivemos muitas dificuldades para encontrar um local que para nós fosse interessante. Provavelmente lembram-se de vos falar nas actividades e depois finalmente na creche.

A creche onde ele está é dos 0 aos 3 anos. A nossa ideia era ele iniciar nos estabelecimentos públicos no próximo ano lectivo, dado que irá fazer 4 anos em Fevereiro. Não teve colocação. Prioridade aos meninos de 5 e 4 anos feitos. Fiquei desiludida, claro que sim. Desde o início que na creche onde ele está nos tinham dito que como ele só faz os 4 anos em 2018 poderia fazer mais um ano ali ressalvando, logicamente, que o plano pedagógico implementado, já tinha algumas deficiências para a idade.

Tendo esta informação, e com algum receio que no próximo ano ele não voltasse a entrar, decidimos agendar visitas a outros colégios para podermos tomar uma decisão. Atenção. Isto é a minha experiência e tenho a certeza que todos estão muito satisfeitos com o sítio onde têm os vossos filhos.

Agora vou falar de dinheiro. Porque aliás, este post é sobre isso mesmo. Vamos falar de plafonds disponíveis para as coisas ficarem bem claras. Neste momento a mensalidade que pagamos é de 300€ já com refeições incluídas. Portanto esse era o nosso valor ideal e inicial. Tendo em conta que passaria para uma sala já considerada pré-escolar, normalmente associada a um primeiro ciclo, já estávamos preparados para subir esse valor. Com muita dificuldade. Mas sempre a pensar no que seria melhor para ele.

Para iniciar, escolhemos 2 colégios de referência na zona, que têm também primeiro ciclo, e 1 Jardim infantil. Fizemos alguns telefonemas para outros que não tinham vagas (a maior parte IPSS). O nosso critério de escolha foi notoriedade/reconhecimento, orientações do modelo educativo e localização. Alguns colocámos de lado porque excediam os 600 euros mensais mas a maior parte não apresenta os preços publicamente por isso agendámos visita.

O que encontrei nos colégios?

Eu não sei como é em vossa casa mas posso dizer que na minha 300 euros é muito dinheiro. É um grande esforço financeiro para nós. Estou muito satisfeita onde ele está neste momento mas não acho que seja barato. Até ontem ter ido visitar os ‘colégios’ de bem.

Para que possam ter uma base para avaliação estamos a falar de mensalidades entre os 400€ e os 500€, actividades à parte, transporte à parte. Este valor é já com as refeições. Refeições num deles queria dizer almoço, pois os lanches levam de casa, num outro era só almoço e lanche da tarde porque de manhã, vou citar, ‘eles comem muito cedo por isso se algum pedir damos uma bolacha’. Sobre isto, temos um valor de inscrição que ronda os 300€, mais uniformes por volta dos 150€. E mais seguros e coisinhas e material e o camandro. Um preçário que parece um folheto do Lidl mas com mais zeros.

Se visitarem os sites destes colégios, o que fiz logicamente, eles dizem coisas como:

‘Crianças que pensem e utilizem o coração, crianças otimistas e responsáveis perante a vida, capazes de aceitar as suas diferenças , de respeitar o seu próprio ritmo e de enaltecer as suas capacidades.’

Ou

‘Educar através da relação afectiva, ousando a troca’

Juntando a esta informação, o renome dos colégios eu achei que eram perfeitos até passar a porta.

Vou fazer uma lista das coisas que vi para ser mais fácil.

  • Chão levantado
  • Paredes com bolor e tinta a descascar
  • Brinquedos, jogos e livros que já deveriam estar no lixo há muitos anos
  • Salas demasiado pequenas para tantas crianças
  • Cadeiras e mesas degradadas
  • Casas-de-banho assustadoras
  • Pouca segurança
  • Pouca higiene
  • Salas sem luz natural
  • Salas onde brincam, comem e dormem
  • Cozinhas minúsculas e prontas para serem visitadas pelo Ljubomir.

Esta é a parte física da instituição. Estamos a falar de colégios que existem desde os anos 50 e ficou claramente comprovado que existem realmente desde essa altura.

Vamos falar do resto?

Modelo educativo. Ah e tal, essas coisas modernas de orientações pedagógicas. Desculpem qualquer coisinha mas não são esses estímulos que constroem uma personalidade? Pois bem, para mim é importante. Para mim, mais do que o espaço físico, o que fazem com os miúdos o dia todo é importante. Por isso se chamam: Estabelecimentos de Ensino, senão chamavam-se Garagens para Miúdos.

Onde ele está neste momento, seguem o Movimento da Escola Moderna. Que para nós, como pais e educadores, faz todo o sentido.  Na nossa escolha de visitas, pedagogias próximas a este movimento baseando-se na democracia directa e respeito pelo outro e que reforçassem a expressão artística eram a base da escolha.

Ora bem num deles, fomos acompanhados na visita pela directora do colégio. Que vendeu claramente uma filosofia de integração e próxima do que pretendemos. Mas o discurso em primeiro lugar não estava em conformidade com o espaço físico e depois com o que realmente se passava no colégio, é que conversando um pouco com as pessoas é tão fácil perceber exactamente aquilo em que acreditam. Noutro, a pessoa que nos atendeu, responsável pelas visitas, quando lhe perguntámos pela filosofia de ensino mandou-nos consultar o site. Outra, não conseguiu articular nada, simplesmente nada. Acho que nem sabia bem o que estávamos a perguntar.

-Temos uma vertente muito ligada à expressão artística, especialmente as artes plásticas. (Dizia a Directora)  Então, se calhar, em vez de terem pintado 2 vidrões com os miúdos talvez se pintassem o recreio, que tem um mural completamente degradado isso se notasse mais.

Por exemplo têm máquinas de impressão 3D e quadros interactivos mas o chão tem buracos. Professam o respeito pelo outro e a integração mas quando lhes perguntei se serviam refeições vegetarianas, a resposta nos 3 foi: não, e em alguns ainda tive direito a comentários depreciativos em relação a algumas crianças que eram vegetarianas. Um roçou mesmo o racismo dado que eram de uma etnia específica.

Ok. Eu aceito que sou um pouco exigente.

Também sei que não visitei colégios de ‘topo’. Mas desculpem-me por achar que pagar uma mensalidade de 450 euros num país em que o ordenado mínimo é de 557€ me garantia o mínimo de qualidade.

Sou pela inclusão em todos os aspectos, por conhecer e respeitar as diferenças e sou uma total crente no sistema de ensino público. E, até hoje, ainda não vi nada no privado que me convencesse do contrário. Acho que o ensino público ainda tem muito que andar e evoluir. Precisamos de mais equipamentos. Precisamos de melhorar a filosofia pedagógica das escolas. Precisamos de melhorar a formação dos nossos educadores. Precisamos que os pais tenham condições para terem crianças sem se preocuparem  como vai ser quando forem trabalhar. Precisamos de dar mais e melhores condições aos professores. E espero que daqui a um ano esteja aqui a apontar tudo o que de mal está no ensino público e com mais conhecimento de causa.

Os colégios, pouco ou nada têm haver com educação e cada vez mais e apenas com dinheiro.

Se calhar sempre foi assim mas, só agora é que tenho um filho.

Acredito que as crianças são felizes e também acredito que as pessoas que trabalham nestes locais são bons profissionais. Contudo, não se fazem omeletes sem ovos. E se os pais dão os ‘ovos’ porque raio a omelete não é melhor?

Desafio os pais que têm os filhos nestes colégios a fazerem uma coisa: a quererem mais. Sejam mais exigentes. Não mandem os vossos filhos para um sítio só porque a Mariazinha lá andou e aos que não tiveram hipótese de escolha, não cruzem os braços. Façam valer o vosso dinheiro.

Depois destas visitas, decidi cancelar todas as restantes. Tive a oportunidade de falar com outras mães e profissionais da área que partilharam as suas experiências nos colégios que visitei e dos que ficaram por visitar.

Em dois dias já ouvi muita coisa que poderia aqui partilhar. Não o faço por não ter sido comigo e só lá estando poderia garantir a verdade. Eu acho que o que vi já foi suficiente. Os pais visitam os colégios, e eu sei que muitas vezes sem alternativa, saem a dizer: Não é assim tão mau. Mas amigos, é mau mesmo.

Mas sabem quando é que vale o vosso dinheiro? Quando chegam a um sítio, com outra mãe e dizem que os miúdos não entraram e que gostavam que eles ficassem mais um ano e do outro lado vos dizem que vão fazer um plano pedagógico com actividades específicas para eles.

Venham daí os vossos comentários e podem-me insultar por email também: sandra@sweetcaos.com

Sem vaga!

Sim, eu só inscrevi o Sebastião no ensino público. Sim, eu realmente acreditava que ele iria entrar na primeira opção escolhida. Sim, ele não entrou nem na primeira, nem na segunda, nem na terceira. Sim, foi uma grande desilusão. Sim, eu sei que só falta uma semana para o final do mês. Sim, eu sei que sou parva.

Mas hoje descobri que há gente bem mais parva que eu e outras muito espertas.

Nos próximos dias conto-vos tudo.

Blake – A roupa sem género

Hoje vou-vos falar do novo projecto da Bárbara, a Blake.

Ela será a melhor pessoa para vos explicar exactamente o que é a Blake (vejam aqui) mas como sei que anda perdida entre o caos da maternidade e o caos deste novo projecto e porque também sei que ela não quer usar o Sweet Caos como plataforma de promoção da marca achei por bem vos revelar este maravilhoso projecto (pode ser que ela me envie alguns gifts 😉 ). Espero também que este seja o incentivo para ela escrever em nome próprio sobre esta marca.

Acho que tem sido claro ao longo destes dois últimos anos que somos claramente oponentes a uma diferenciação por género das crianças.

Somos pela inclusão.

Para nós não há coisas para meninos e coisas para meninas. E, se as nossas opiniões, são apenas uma gota neste fantástico universo a Bárbara decidiu levar um bocadinho mais à frente esta sua posição. Juntamente com a sua sócia, Mariana, decidiram criar uma marca de roupa para criança dos 0 aos 6 anos, totalmente unissexo. A assinatura da marca é Genderless – Just Kids, e acho que resume exactamente o espírito da marca. O importante são as crianças e nada mais. A colecção Primavera/Verão 2018 já está pronta e chama-se Try (other) Angle, é baseada em três pontos: igualdade, estilo e conforto. Sei que vão gostar e vejam que é mesmo perfeita para irmãos e irmãs.

Blake

Aposto que já ficaram apaixonados por alguma peça. Como podem fazer para comprarem esta roupa fantástica? Falarem muito na marca nos locais em que usualmente compram a roupa para os vossos miúdos. A Blake não vende directamente por isso terá sempre que ser a partir de uma loja. A colecção acabou de ser lançada, por isso, no início de 2018 já vão começar a ver estas peças nas vossas lojas favoritas.

Roupa para crianças feita por duas mães. Acho que tem tudo para dar certo, não concordam?

 

Qual a idade certa para tirar a chucha?

Alguns dentistas dizem que se deveria retirar a chucha até aos dois anos de idade. A minha pediatra falou-me nos três anos. Ou seja, parece-me que o ideal será ali entre os 2 e os 3 anos de idade.

Ora bem, o Sebastião tem 3 anos e meio, está o dia todo na creche sem a chucha e assim que chega a casa, ou ao carro, a primeira coisa que pede é a ‘né’ (os miúdos chamam muitas coisas estranhas às coisas).

Nós bem o distraímos e umas vezes somos bem sucedidos mas, sinceramente, a maior parte das vezes é uma guerra.

Tentámos já várias técnicas.

Técnica ‘Explicação’

A chucha na boca não deixa os teus dentes crescerem bem, eles precisam de espaço para crescer como tu.

Técnica ‘Doação’

Vamos dar a chucha aos outros bebés? Eles ainda são muito pequeninos e ainda precisam.

Técnica ‘Natureza’

Vamos pendurar aqui neste árvore/Vamos pôr dentro desta caixa/ Vamos oferecer ao cão/gato/patos/pavão

Técnica ‘Suborno’

Podes trocar as tuas chuchas por uma prenda grande!

Não, nenhuma resultou connosco.

No fim-de-semana usei a derradeira técnica.

Técnica ’Mãe passada da cabeça’

Já te disse que não quero que andes com a chucha. Tira já isso da boca!

Acompanhada por um rapto das chupetas.

O resultado?

Choro alto e gritos durante meia-hora.

Neste momento pensei, vou ser firme, se aguentei até agora também aguento mais um bocado, ele deve estar quase a desistir.

Mas não, o choro vou subindo cada vez mais de tom. Começou o desespero.

Ele quando se enerva muito começa com a cara muito vermelha e com vómitos.

Foi neste momento que caí em mim.

O que é que eu estava a fazer? Isto era o melhor para ele?

Tenho a certeza absoluta que não.

Por isso, no momento certo ele vai largar a chupeta.

Aconteceu assim com o dormir e com as fraldas.

Já devia ter aprendido.