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Sandra

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Parabéns Flor

Hoje faz um ano que nasceu a pequena Flor.

Parece que foi ontem, que recebi a notícia. A vida fica tão mais bonita com um bebé.

Parabéns Bárbara e Pedro pela linda família que criaram. Parabéns ao Vinny por ser o mano crescido. Parabéns Flor, que sejas feliz… todos os dias.

Este é para ti…

TIVESSES TU NASCIDO UMA FLOR

Tivesses tu nascido uma flor
Serias, sim, como as flores do campo.
Tivesses tu nascido uma flor
Os jardins seriam mais belos!

Como uma canção de amor,
pelo ar, a fluir,
a Alegria não teria sorriso tão lindo assim:
o sorriso mais simples
e o mais encantador!

Tivesses tu nascido uma flor
– não é nenhum exagero –
Tivesses tu nascido uma flor
o mundo teria muito mais cores!

Por que tudo em você inspira poesia
e a própria Poesia se inspiraria em você
E a vida inteira seria o mais doce sonho
se tivesses tu nascido uma flor…

Tivesses tu nascido uma flor
Serias tu o próprio Encanto
Serias mais que tudo que há de belo…
Por que, minha querida, tudo em você é incrível!

Tivesses tu nascido uma flor
serias, sim, como as flores do campo:
As mais humildes,
as mais inebriantes,
e as mais belas!
– E serias, ainda, a flor mais linda do mundo!

Augusto Branco

Os pormenores

De manhã é uma correria, não é?

Por aqui parece que estamos sempre atrasados. A maior parte dos dias passamos pelas coisas a correr… mas, não há nada como ter uma criança para nos mostrar a beleza dos pormenores.

Hoje de manhã lá íamos em direcção ao carro para o ir deixar à escola. Eu a pensar para mim, a chatice que era ter que deixar o carro tão longe por causa das obras na rua, a pensar que não iam cumprir o prazo e que aquilo ía-se arrastar por muitos mais meses e ele… ele simplesmente ía a desfrutar este passeio que damos todas as manhãs.

Vira-se para mim e diz: Mãe, ouves? Ouves?

Parei para tentar perceber o que ele queria dizer com aquilo.

E lá estava. Os passarinhos a cantar. Muitos e diferentes. Chegou a Primavera e eu não tinha reparado.

Acho que é isto o Mindfulness e apenas preciso de me deixar ensinar por um miúdo de 4 anos.

Aproveitámos o nosso passeio e ainda ficámos sentados com o Mickey a ouvir os passarinhos ao pé do jardim. E sabem uma coisa? Não chegámos nada atrasados.

Já vos disse que vou ser pai?

Já vos disse que vou ser Pai?

Esta foi a frase que mais proferi naquele ano de 1998. Tantas as vezes a disse que os meus amigos já não a podiam ouvir. Mas a verdade é que precisava de a dizer para me convencer disso mesmo. Ia ser pai.

O que ouvia em retorno era qualquer coisa do género: – Estás tramado!

Eu sabia que nada seria como antes, a partir do momento em que essa condição se materializasse naquela vida carregada dos meus genes, cá fora, sob o efeito da gravidade. E nada foi como antes.

Assisti ao parto de ambos os meus filhos. Embora em circunstâncias completamente diferentes, o amor à primeira vista instalou-se, espalhou-se pela minha pele enquanto os segurava e entranhou-se por todos os sentidos, até hoje e será para sempre incondicional.

O primeiro nasceu prematuro e em risco de vida, dele e da mãe. Naquela manhã cinzenta de janeiro, deixei metade dos pneus do Nissan Micra Super S nas ruas do Porto. Uma cesariana de urgência salvou-lhes a vida. Limpei-o, examinei todos os seus poros e vesti-o. Enquanto a mãe era cosida e recuperava do susto, passei uma hora a falar com ele. Contei-lhe tudo sobre este mundo. Falei-lhe das árvores que iria trepar, das abelhas de que iria fugir, das montanhas que iria subir, do mar que o iria envolver, da música que ele já ouvira ainda no ventre da mãe e de outras que ele iria descobrir, do Sporting com que ele iria sofrer, das gargalhadas que iria dar,… falei do frio e do calor, falei da boa comida e de cerveja, falei do que me veio à cabeça e ele ouvia, de olhos fechados, dormindo com expressão de gozo. Quanto mais o olhava, mais se entrelaçava uma ligação tão forte que ainda a sinto hoje quando nos rimos ou discutimos.

O segundo, de outra mãe, nasceu em ultimato: Ou sais daí ou ficas tipo Benjamim Burton. Não queria vir conhecer o mundo e foi uma carga de trabalhos para o tirar do ventre da mãe. Mas lá veio e a rotina foi a mesma, com exceção da fractura da clavícula que resultou do esforço para o trazer à luz da sala de partos. Repetiram-se as emoções, duplicou a paixão o suficiente para agora dividir o amor por dois rebentos e ainda sobrar muito para admirar e agradecer a ambas as mães.

O facto de ser terapeuta especialista em neurodesenvolvimento da criança poderia me ter preparado para muitas coisas inerentes ao que se espera que um filho vá conseguindo fazer ou perceber porque é que as coisas não estão a acontecer como dizem os livros destas coisas.

Mas, como qualquer pai, presumo, não estava preparado para a intensidade das emoções.

E, nós portugueses, temos muita inibição no que se refere a falar sobre emoções. Um filho na nossa vida, é uma paleta delas todas, de todas as cores. Temos de ir aprendendo a geri-las na tela, de forma a que cada pincelada não altere demasiado o equilíbrio das nossas reações.

Nada foi como antes. A partir desses momentos, a minha vida ganhou um propósito que incluía talvez a mais verdadeira das felicidades. Em cada conquista que faziam, em cada descoberta que lhes fazia sorrir, em cada angústia que os fazia vir ter comigo, em cada fralda que lhes mudava, nas histórias que lhes contava, mas também nas zangas que tivemos, no dizer que não, nas explicações dos porquês, nos “desastres” que provocavam às refeições, no espalhar das tralhas pela casa toda, em cada momento, os meus olhos ainda vêem aquele dia em que nasceram e imaginam um futuro para cada um deles. E isso, para mim faz-me sorrir de felicidade.

Claro que nada foi como antes. Alterei as minhas rotinas todas. O trabalho passou a ser visto como um meio. O prazer estava em ir buscá-los ao jardim de infância mais cedo do que eles estavam à espera. Os fins de semana… bem os fins de semana passaram a me cansar mais do que um mês de trabalho. Mas não trocava um fim de semana prolongado ou umas férias em aventuras pré-programadas ou espontâneas numa qualquer montanha ou resort à beira-mar, como as que tinha antes de ser pai e que me permitiram conhecer meio mundo, pela ausência daqueles traquinas. Não trocava liberdade de chegar a casa às horas que fossem, depois de experimentar mais meia dúzia de cervejas, pela ausência do “está na hora de dar banho ao bebé” ou de um “é preciso fazer a sopa dele” ou um “tens de ir à farmácia porque ele está com febre”. Não trocava um fim de semana em pijama pela ausência da experiência de um acordar com um pigalhete aos pulos em cima de mim, às 6 e meia da manhã.

Ser pai permitiu-me conhecer o outro meio mundo. O mundo que nos faz olhar para os outros percebendo que cada um tem uma história feita do que os meus filhos também são feitos: afectos e emoções ou a falta deles, falhanços e sucessos, boas e más interacções, palavras e silêncios, aprendizagens e esquecimentos, frustrações e conquistas.

Sim. nada foi como antes. Só agora, que um já está na faculdade e o outro é um adolescente, é que começo a recordar muito do que fiz antes de eles entrarem na minha vida. Durante as suas infâncias, parece que essa vida aconteceu numa qualquer encarnação anterior. No fundo, comecei a aprender a viver com os meus filhos e descobri a minha religião: ser pai.

Joaquim Faias, terapia ocupacional na carne, música para alimentar a alma, cerveja para os sentidos, utilizador apple desde sempre, Sporting para sempre e pai como religião.

Como lidar com a frustração?

O título deste post é mesmo uma pergunta que não é nada fácil responder.

Estou-me a referir à frustração dos miúdos, se fosse dos adultos, tenho uma série de amigas que garantem que não há nada que não se resolva com pizza e uma garrafa de vinho.

Como esta solução não é viável, todos os dias lá em casa lidamos com conflitos que resultam por o Sebastião ainda não saber lidar com a frustração.

Quando se vê contrariado, em qualquer situação, entra na fase de ‘eu vou gritar tanto que mais cedo ou mais tarde ou os vizinhos chamam a segurança social ou tu vais-me dar o que eu quero). Está lixado que eu não lhe dou e na verdade não quero saber o que pensam lá no prédio.

Nos dias bons a técnica é, sempre calmamente, tentar negociar o que ele quer. Por exemplo: não quer tomar banho. Então vamos brincar mais um bocadinho, 5 minutos no despertador, ele fica todo contente e quando o relógio apita é hora de cumprir a parte dele do acordo.

Quando já se está a passar mesmo para o outro lado, em que já nem sequer houve o que nós estamos a dizer, é dar-lhe colo, abraçá-lo e continuar a falar calmamente.

Nos dias bons, isto resulta. Demora um pouco mas realmente resulta. Além de que é maravilhoso para controlar a nossa frustração. Sim, porque no fim do conflito, quem normalmente se sente mais frustrado somos nós.

Mas, não há dias sempre bons. E nos maus é mesmo péssimo. Nesses dias, quando a frustração se instala, quando analisamos e vemos que não conseguimos lidar da melhor maneira com o conflito lembro-me sempre das palavras da Bárbara: Eu era muito melhor mãe antes de ser mãe :). E esta simples verdade faz-me acreditar que todos nós falhamos como pais uma vez por outra e quanto mais tivermos consciência disso, melhor seremos cada dia que passa.

 

 

 

A fase do cocó

Tenho a sorte de o Sebastião ainda não ter aprendido nenhuma asneira. Nunca dizemos à frente dele e pelos vistos, na escola, não há ninguém que use termos menos próprios.

Mas, miúdos, são miúdos, não é?

Ele tinha que arranjar qualquer coisa para dizer às escondidas.

Entrou então na fase escatológica.

Diz baixinho: Cocó e Xixi de desata-se a rir que nem um louco.

Quanto mais dizemos para não dizer mais ele junta a palavra a várias frases.

Normalmente, nunca diz alto. Chega ao pé do nosso ouvido e diz: Cocó, ou então, uma frase a que junta no fim a palavra.

Algumas das melhores são: Gosto muito de ti e do Cocó, Esta comida é muito boa e do cocó…

Estamos nisto lá em casa 🙂

Quem Nunca?

Hoje de manhã estava a trocar uma mensagem com a Bárbara no exacto momento em que o Sebastião estava a ter um resgate emocional porque não queria se vestir. Nesses momentos, logo pela manhã, às vezes é muito difícil lidar.

Nunca vos apeteceu desistir de ser mãe/pai?

Estão a olhar para mim de lado? Sinceramente que nunca? Eu às vezes sinto-me a Ally McBeal, lembram-se dessa série?  Imaginem, ele a fazer uma birra daqueles descomunais  e eu calmamente a dizer-lhe que assim não reunimos condições para continuar a nossa relação a agarrar na mala e a sair porta fora. Isto desenrola-se em segundos na minha cabeça e depois lá continuo a tentar, umas vezes calmamente outras nem por isso, a tentar convencê-lo que está na hora de vestir. Gostava de pensar que não sou a única a sentir-me assim. 🙂

O fantástico disto da maternidade é que rapidamente nos esquecemos destes momentos de desespero.

Basta ele dizer alguma coisa querida ou apertar a nossa mão e já não nos lembramos que há 10 segundos atrás queríamos mandar tudo pelo ar. Ainda agora desejávamos ardentemente estar solteiras num país distante e agora só estamos tristes porque não temos mais filhos.

Isto de certeza que é uma hormona qualquer que se activa quando somos pais…

 

 

 

Concurso de Natal!

Olha o Concurso de Natal fresquinho! Oba! Oba! O Natal chegou mais cedo ao Sweet Caos!

Temos 2 presentes hiper-mega-giros para as vossas crianças!!!

Educa Borras vai ser o nosso Pai Natal e oferecer às 2 pessoas mais ‘bem comportadas’  uns deliciosos Animastutos!

Os Animastutos são uma nova proposta de jogos eletrónicos educativos da Educa Borras com várias personagens unidos por uma história comum.

Temos para oferecer o Doc e a Haku neste Concurso de Natal!

Doc

O Doc é o companheiro de jogos perfeito para que as crianças da casa se familiarizem com a linguagem e criem hábitos de leitura. As letras e as palavras não têm segredos para este Animastuto, e como tal os mais pequenos irão aprender rapidamente esta área.

Para além disso, é muito observador e as crianças podem desenvolver a sua memória com ele.

Haku

A Haku é a especialista na ciência e nas experiências! Ao jogares com este Animastuto, aproximas-te do mundo da natureza com grande entusiamo.

As crianças vão divertir-se a provar novos alimentos, porque esta panda é uma grande cozinheira e nunca tem problemas em provar tudo o que cozinha.

Cada produto Animastuto contém:

  • Um Animastuto com cartões interativos com um tema educativo central e vários temas educativos transversais.
  • Uma história ou conto em formato de livro e explicado pelo mesmo animal (contadores de histórias)
  • Canções
Não vos dissemos que eram uns presentes hiper-mega-giros para as vossas crianças!!!

Estamos completamente apaixonadas pelos Animastutos!

Como é que podem ganhar o Doc ou a Haku?
  1. Escrever uma frase original sobre os Animastutos nos comentários deste post (facebook ou site)
  2. Fazer like na página do Sweet Caos
  3. Fazer like na página da Educa Borras (https://www.facebook.com/EducaBorras/)
  4. Partilhar este post e identificar a marca @educaborras e 3 amigos à escolha.
  5. Este passatempo termina Domingo dia 10 de Dezembro às 23:59h.
  6. Os dois vencedores serão escolhidos em conjunto com a  Educa Borras e contactados por mensagem privada.

(O Facebook não tem qualquer responsabilidade por cada inscrição ou participante, nem a promoção é de forma alguma patrocinada, aprovada, administrada ou associada ao Facebook.)

Dar a volta às birras

Querem uma ajuda com as birras?  Também eu queria 😀

Agora a sério, vou-vos contar o que aconteceu lá em casa esta semana e pode ajudar alguma coisa.

Sabemos que há dias menos bons, não é? Mesmo usando as estratégias das birras.

Nós estávamos com um problema lá em casa. Todas as manhãs havia choro e birras.

Primeiro para vestir, alguns dias para comer, sempre para lavar a cara e os dentes. Resumindo, quando finalmente o deixávamos na creche já estávamos completamente esgotados.

Começámos a conversar e realmente não podia continuar isto todas as manhãs. As birras faziam parte da nossa rotina. Era sempre nas mesmas alturas, pelos mesmo motivos.

Optámos pelo plano B, (o plano A incluía atirá-lo pela janela e não houve unanimidade 😉 ) decidimos mudar as rotinas!

Não foi uma pequena mudança. Foi mesmo uma mudança total.

A ordem pelo qual fazemos as coisas, por exemplo: só o vestíamos depois do pequeno almoço e passou a ser a primeira coisa que fazemos quando acorda. Deixou de ver um episódio da Patrulha Pata para montar Lego ou fazer um puzzle. Passou a ajudar a fazer o pequeno-almoço da família. Mudámos algumas coisas do que comíamos. Ele é que mistura a massa das panquecas (sim! fazemos panquecas de manhã), o iogurte com muesly. Participa em tudo. Põe a mesa. Nós (os pais), nunca nos sentávamos para tomar o pequeno-almoço durante a semana, era sempre em pé no balcão da cozinha e agora sentamos-nos à mesa os três e ouvimos música.

Até comprámos uma nova pasta de dentes 🙂

Tenho-vos a dizer que rapidamente nos adaptámos às novas rotinas e as birras diminuiram em 80%!! Queremos chegar aos 100% mas quem queremos enganar? Isso não vai acontecer com a personalidade vincada do Sebastião. Aliás, hoje que está a ficar um bocadinho doente já foi mais complicado.

Mas, tenho-vos a dizer que estes últimos dias têm sido muito bons! Experimentem!

 

Buéda Fixe!

Estamos na fase do ‘Buéda’!

Eu estou buéda crescido. Isto é buéda comida. Estes desenhos são buéda fixes.

E por aí fora. Ao princípio fiquei um bocado surpreendida. Onde é que ele foi apanhar isto?

Até que…

 

É meu! Eu digo buéda, buéda mais vezes do que devia.

Fui tão apanhada.

Falta de Humor

Onde é que está definido que para ser adulto temos que abdicar do sentido de humor?

É que, com tanta coisa que leio por aí em relação à parentalidade, esse deve ser um critério obrigatório para ter filhos.

Cada um sabe de si mas estou farta de gente que acha que tem sempre razão e não tem humor nenhum.

Como se existisse o manual certo para ser pai ou mãe e que nos obrigasse a nunca gritar mas também a nunca rir.

Por favor, poupem-me à vossa ‘maturidade’. Riam-se. Sejam felizes. Não se levem demasiado a sério.