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3x Parto = amor ao cubo

A Bárbara lançou o desafio.. e eu aceitei 😉

Tenho 3 filhos, três rapazes liiindos que amo mais que tudo! E com eles, tenho 3 histórias de partos diferentes, cada uma importante, especial e única.

1ª gravidez.. Afonso (5 anos hoje)

 

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Gravidez tranquila, vivida em êxtase, primeiro filho!

No dia 24 de Fevereiro, a 2 dias da minha DPP*, rebentam-me as águas às 5 da manhã.
O pânico!!! As águas de que cor eram? Seriam normais? Com cor? “Olha vamos mas é para o hospital!!”
As pernas a tremer, mando mensagem a toda a gente a anunciar que vou para o hospital! Aterrorizada mas tão feliz.
Contrações mais ou menos dolorosas, peço epidural e dão-me.
Vou para o quarto porque já estava na parte activa do parto e estava na maior.. lembro-me que durante contrações estava a jogar farmville e no chat no facebook.. eeheh
Até que.. a epidural deixa de fazer grande efeito e o Afonso está preso no canal.. E eles têm que o posicionar manualmente..
&%$%$#&$%/()/& e mais umas palavras menos simpáticas..
Não foi nada bonito digo-vos.. Mas pelas 13:58 (olhem lá a precisão), nasce o Afonso, com 3.812kg e 49cm!
Papás babadíssimos!! O Afonso nasceu maior do que o previsto então teve que ficar embrulhado numa manta e o pai foi ao carro buscar a mala porque a roupa que tínhamos preparada era pequena demais!! 🙂
O pós-parto foi muito bom.. Mal eles nascem uma pessoa esquece tudo.. 😉
2ª gravidez – Henrique (3 anos hoje)

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Quando engravidei do Henrique já morava cá na Holanda. Era tudo diferente do sistema de saúde português.
Ecos eram só 2 durante a gravidez. As consultas eram com uma Midwife* e não envolviam sequer um ginecologista.. Era tudo demasiado estranho mas que remédio.. Temos que confiar.. Não falando da parte que os partos aqui são mais humanizados.. E encorajados a ser em casa.. A ideia metia-me demasiada impressão!! Em casa? E se acontece alguma coisa? Não não! Quero hospital!!
3 dias depois da minha DPP, pelas 6 da manhã acordo com contrações.. Um pouco dolorosas mas como não me tinham rebentado as águas eu estava mais ou menos tranquila.. (Ingénua..) 😛
Ligo para a Midwife que vem logo cá a casa para me fazer avaliação.
Entretanto o meu marido leva o Afonso para casa da minha irmã que mora aqui perto pois o plano era seguir para o hospital.
Chega a Midwife, deito-me na cama, ela verifica a minha dilatação e diz algo como: “não podes ir para o hospital, já estás com 8cm, não chegas a tempo!”
Bem.. Nem vos conto.. Eu não sabia o que fazer.. Se entrar em pânico.. Rir ou chorar.. Tive ali 5 min de confusão na minha cabeça mas pronto.. Aceitei!
Ela pôs o equipamento todo na minha cama, preparou-se e eu deixei que o meu corpo tomasse as rédeas e trouxesse o meu menino ao mundo..
As dores eram terríveis.. Eu andava pelo quarto.. O meu marido sempre comigo a dar-me força e todo o apoio possível e imaginário..
Pus-me em todas as posições possíveis de modo a atenuar a dor.
Até que elas decidem rebentar as águas para as contrações serem mais eficazes. E assim foi.. Passado pouco tempo eu já o sentia a descer e neste ponto as contrações apesar de dolorosas são muito mais suportáveis.. Porque sabemos que estão efectivamente a levar a algum lado..
Às 8:50 nasce o Henrique.. Um rapagão com 4.300kg e 52cm num parto natural, sem epidural, sem cortes, sem soros, sem toques, sem pressas e ao meu ritmo..
Tive a honra de ser eu a cortar o cordão umbilical..
Apesar do meu medo foi uma bofetada de luva branca.. Correu muito bem e o pós parto foi ainda melhor.. 2 horas depois já eu tomava banho no MEU chuveiro e me sentava no MEU sofá e já tinha o Afonso em casa para conhecer o mano.. Lembro-me que até fui eu que fiz o jantar nessa noite!!
Maravilhoso <3
3ª gravidez – Alex (6 meses quase sete 🙂 hoje)

image3O Alex também nasceu na Holanda.

A gravidez também correu bem (eu adoro estar grávida!!!).
Mais uma vez, o meu filho não tinha pressa de sair e então 3 dias depois da minha DPP acordo às 4:30 da manhã com contrações muito fortes e seguidas..
Ligo logo à Midwife e ela vem prontamente.
Afonso e Henrique vão para a minha irmã e eu fico à espera..
Desta vez e apesar do parto do Henrique ter corrido muito bem, eu queria epidural.. Queria estar relaxada, não queria dores.. Então depois de ver a minha dilatação (3cm) seguimos para o hospital (5:30).
Na chegada a médica não foi muito receptiva ao meu pedido e enrolou-me.. Disse que as contrações ainda não estavam muito seguidas e que a epidural trazia muitos riscos e mais blablabla.. Eu aceitei esperar mas queria epidural na mesma. Não era o meu primeiro filho, sou adulta e sei o que quero.
O meu marido incansável sempre ao meu lado, a ver-me contrair de dores de pé ao lado da cama..
A médica não aparecia, as assistentes diziam que o anestesista não tinha chegado e mais blablabla..
Contrações mais fortes e eu a conter-me de pé ao lado da cama.. Até que não aguento mais e relaxo o corpo numa contração.. E as águas rebentam.. E eu sinto a cabeça do Alex a descer (7:45)..
O meu marido manda-me subir para a cama (só estávamos os dois no quarto) porque queria ir chamar alguém para nos assistir e eu não o queria deixar ir nem tão pouco me queria mexer!! (Tinha medo de fechar as pernas e puxar o miúdo para cima! Ahahah).
Carreguei na campainha até que aparece uma enfermeira que entra com a médica.. Puxam-me para a cama, puxo umas 3 vezes e nasce o Alex (7:55).. 4.320kg, 52cm.
Parto natural, sem epidural, quase não-assistido, sem cortes mas com 2 pontos. Também fui eu que cortei o cordão umbilical!
Foi muito emocionante quando ele nasceu porque de certo modo senti-me traída. Não foi de todo o que eu desejava. Para ser assim mais valia eu ter ficado em casa.
A médica pediu-me desculpa porque de facto me negligenciou e eu depois apresentei queixa no hospital pela forma como me trataram.
Mas no fim correu tudo bem, ele já estava nos meus braços e lá está.. Uma pessoa esquece, apaixona-se uma vez mais perdidamente e segue em frente..
❤
Té Simães Monteiro
*DDP: Data Prevista para o Parto
*MidWife: Parteira
Conheci a Té através do instagram e fascinou-me a forma como carrega os seus filhos, fiquei muito contente por ela ter aceite partilhar este bocadinho da sua história! Beijinhos aos 5 aé de casa!

Gravidez Santa mas Parto Infernal!

Olá, cá estou para participar no desafio e contar muito resumidamente a história do meu parto (bem, meu não, da Sara)

Apesar de ter tido uma gravidez santa, sem quaisquer sintomas, o parto foi complicado.
Não foram muitas horas, mas foram muitas dores e algumas complicações.
Às 41 semanas, o parto teve de ser induzido. Entrei no hospital às 12h de dia 9 de Dezembro de 2012. Fizeram a indução e só às 20h00 comecei a sentir contrações.
Apesar das contrações cada vez mais fortes e próximas, não tinha dilatação. Então fui para uma sala isolada, com monitorização do bebé e onde me deram epidural. Mas não fez efeito. E as contrações eram de tal maneira fortes que eu pensava que não ia aguentar.
O meu marido foi ver-me durante dois minutos (eu não quis que ele estivesse ali por causa do estado em que estava) e disse que eu revirava os olhos e quase que subia as paredes, mesmo estando deitada. Ainda hoje me lembro das dores e nunca na vida tive tamanha dor e espero nunca voltar a ter.
Então disse às enfermeiras que a epidural não tinha feito nada e elas deram-me outra. Quando passado um tempo disse que mais uma vez a epidural não teve efeito, elas não acreditaram e não ligaram. E só diziam: “agora já está melhor, não está?” E eu: “Não!” E elas:”Como não? Vá calma”. Só me apetecia dizer asneiras.
Isto passou-se das 21h às 00h30, hora em que entram e dizem que tenho de fazer uma cesariana de emergência.
Vou para a sala de cesariana e dão-me aquela anestesia na base das costas em que deixamos de sentir da bacia para baixo.
Foi um alivio tãooo grande que quase beijei o anestesista!
Mas assim que aliviou, eu senti o bebé a descer de repente.
A médica olhou e disse: “Afinal é parto normal! Nunca fizemos um parto normal numa sala de cesariana! Vão buscar o material de parto normal!”
E depois fiz força duas vezes e nasceu a minha filha com ajuda de ventosa à 1h14 de dia 10 de Dezembro 2012.

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Sei que teve de ser reanimada. Mas até hoje foi o bebé e é a criança mais saudável que conheço.
Uma gravidez santa, um bebé e uma criança santas mas um parto infernal!
Beijinhos a todas!
Inês Conceição

IMG_3472                                                                                                                                                              Adoramos esta foto!
Obrigada pela partilha Inês e um beijinho especial à Sara! <3

 

O Nascer de uma Princesa <3

 

Fui convidada pela Bárbara a fazer um texto sobre “Parto” para o Blog Sweet Caos, e como é evidente nem sequer hesitei em dizer de imediato que sim!

A minha história não é longa nem mesmo daquelas histórias difíceis, porque para mim toda a gravidez foi uma dádiva! Não tive enjoo, nem desejos e cheguei às 39 semanas apenas com um carro de mão para conduzir! Sim a minha barriga estava toda empinada 🙂

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É certo que fiquei em casa com gravidez de risco aos 5 meses, mas deveu-se ao facto de eu desde a data em que engravidei não tinha adquirido nenhum peso extra, isto é, a minha pimpolhinha estava a engordar normalmente mas aqui a mãe não! E vim para casa! O que é certo, é que ao fim de um mês de estar em casa aumentei 2 kg e cheguei ao final com 47 Kg mais 14 que os meus habituais! Não entrem em pânico! Eu sou bastante pequena (132cm) por isso esse peso numa estatura assim eu até estava cheinha 🙂 🙂 🙂

Como fiz uma gravidez até normal, tendo em conta que sou uma mulher de estatura muito baixa e sempre pensei que a coisa não iria para além das 24 semanas… mas foi 🙂 … aguentamos e lá chegamos às 39 semanas.

Desde cedo que me mentalizei que tudo poderia ocorrer do mau ao bom e assim fomos vivendo o dia-a-dia de uma gravidez que para mim foi magnífica!

Com o passar do tempo fui interiorizando que até podia ir para uma sala de partos, ter as famosas contrações e passei algum tempo a ver todo o tipo de Parto que o Youtube disponibiliza (coisa de doida! Sim eu sei..), preferia ver tudo e mais alguma coisa para ter a certeza que quando chegasse a minha hora iria ter conhecimento, pelo menos visual da coisa (para o que nos dá quando ficamos em casa com gravidez de risco!)

O meu “mais que tudo” só dizia… estás a ver isso para quê? Pois para quê… na hora dá as dores e nem sequer sabemos como fazer a respiração que aprendemos nas aulas de preparação!

O tempo foi passando e a minha pimpolhinha a crescer normalmente e a Dª Ana Barbosa (que foi a médica escolhida por nós para fazer as ecografias – ADOREI!) dizia não se preocupe a sua menina tem muito espaço, embora não parecesse, está muito bem e não me parece que ela vá nascer prematura! Com estas informações vamos relaxando e levando a coisa mais ao de leve!

Fiz a última ecografia na Drª Ana Barbosa aos 8 meses e a coisa mantinha-se, até que comecei a ser seguida pelo Hospital de Vila Nova de Gaia (Não tenho que dizer, adorei todo o tratamento que me deram e a equipa médica, de enfermagem e auxiliar são TOP!).
Na segunda consulta foi indicada a fazer cesariana programada, a minha pimpolhinha estava estimado o percentil 75 e eles não queriam arriscar um parto normal!
Fiquei limitada ao distrito do Porto não podia andar em grandes viagens porque à mínima dor tinha de ir para o Hospital sem perder tempo!
E os dias foram passando e chegou a data agendada, fui para o Hospital um dia muito complicado na cidade (o trânsito estava um caos!) cheguei ainda havia pouco gente no servido, incluindo utentes…

Fui encaminhada para o Bloco ainda aguardei uns minutos (para mim foi uma hora!) e depois lá chegou o anestesista para me dar a epidural! Eu não sei mas entre entrar no Bloco e ter o efeito da anestesia a atuar para mim foi uma eternidade (depois descobri que foram cerca de 30 a 45 minutos!). Infelizmente não era possível o Pai assistir, e por isso ficamos os dois sozinhos (ele na sala de espera e eu no bloco), acho que para os dois foi uma longa espera!
Mas entretanto vejo a minha pimpolhinha lá ao fundo, pequena a chorar com a força do mundo, e a alegria no coração que quer sair pela boca e não cabe! Saltam dos olhos as lágrima de uma felicidade imensa! E queres agarrar e ficar ali mas não podes! E sentes “Ela Nasceu!”
Continuei a ouvir o choro e questionei se ela estava bem, disseram “Sim Mãe! A MJ está bem! Uma bela menina!”. Enquanto me cosiam trouxeram-na de novo para dar mais um beijinho e levaram-na ao Pai. Ela chorava trémula, e eu só a queria nos braços!

Assim que chegou e ouviu a voz do Pai calou-se e fez bolinhas com a boca! <3 🙂 Sem dúvida que o laço que criamos entre nós três durante a gravidez, foi fundamental para a construção familiar que fazemos a cada dia. Eu trouxe-a no ventre mas ela conhecia a voz da Mãe tal como conhecia a voz do Pai, e manifestava isso! Quando ele chegava se não fizesse a festinha na barriga eu tinha a sensação que ela me saía pelas costas 🙂

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Apesar de ter feito cesariana ao fim de duas noites no “Hotel” regressamos a casa! As dores do pós-operatório são muitas, mas passaram rápido. A minha cicatriz ficou perfeita e quero que fique para o resto da vida!

A pimpolhinha deu 15 dias dolorosos aos Papás, mas foi a terapia choque! Noites sem dormir… Mamar fora de horas… dormir fora de horas…Depois passou… ao fim de um mês já dormia uma noite completa (6horas seguidas), fazia os soninhos durante o dia e mamava dentro dos horários!
No final do segundo mês passou para o quarto dela!

Hoje em dia é uma “piquena” bastante refilona e muito independente – Frase tipo “Eu sozinha”!

Trazer um Filho ao mundo é algo único! Para mim tornou-se na realização pessoal mais perfeita que tive e que durante muito tempo questionei se seria possível. Mas foi… Claro que nós somos um pouco daquilo que nos rodeia e o meu “mais que tudo” tem 50% de cota neste objetivo, não só em fazê-lo mas também em ajudar-me a chegar ao fim! <3 <3 <3

Alexandra Vaz

Obrigada Xaninha pela partilha! Muitas felicidades! <3

O meu parto AKA O filme de terror com um final e dois inícios felizes!

Demorei a escrever este artigo, demorei mais do que estava à espera.
Não é definitivamente a primeira vez que descrevo como foi o parto dos geminhos mas foi a primeira vez que tive que organizar as ideias e coloca-las em papel e foi tal como o parto, difícil.
A dificuldade de escrever reflete toda a dificuldade do parto que culminou num parto, vá, adivinhem… difícil!

O que vos vou contar pode-se agrupar na categoria de filme de terror com um final feliz e um início de duas vidas ainda mais felizes!
Começamos pelo princípio…

Era uma vez eu, que queria muito ser mãe mas tinha um pavor quase inexplicável do parto. Já tinha ouvido histórias boas mas na sua maioria eram histórias terríveis que se centravam na dor, quando eu queria imaginar um momento “cor-de-rosa” onde fosse só eu e o bebé num momento único e feliz. Por isso, numa decisão informada, e por opção, sempre admiti que preferia a cesariana. Já sei… já sei… Não é natural, é uma cirurgia dispensável, faz parte do processo de nascimento a passagem no canal vaginal, mas eu não concebia a minha dor, a dificuldade e esforço que o meu bebé teria que fazer para nascer.
Tomada esta decisão, a gravidez deveria ser um aglomerado de alegria, felicidade, bombons e uns quilos a mais, agrupados generosamente em 9 meses de puro êxtase na espera da pessoa que iria crescer dentro de mim. Devia ter sido assim, mas não foi…

Primeiro, não era a pessoa eram as pessoas, o que era espetacular. Gravidez 1 – Bebés 2!
Vou poupar-vos aos pormenores de uma gravidez gemelar de risco, em descanso absoluto e com muito medo. Era uma gravidez diferente, com muitos cuidados, alguns receios mas sempre com muita alegria.

Conforme o tempo foi avançando também a minha perspetiva sobre o parto foi mudando, deixei de me centrar na minha possível dor e desconforto, para me focar no que seria melhor para o Gonçalo e para o Guilherme. Também percebi desde logo que se as histórias que tinha ouvido sobre o parto eram más as histórias sobre partos gemelares eram horrendas. Não valia a pena pensar nisso, acreditava que a minha obstetra faria as escolhas certas, no momento certo.

Dia 17 de Novembro de 2014 foi uma segunda-feira como outra qualquer. Segunda-feira significava fazer ecografia, todas as segundas foram assim. Aquela eco, era mais uma de muitas, no entanto, eram sempre acompanhadas por um nervoso miudinho que acalmava mal ouvia os coraçõezinhos e via a expressão da médica que me indicava sempre que estava tudo bem, mas não no dia 17.
No dia 17, não estava tudo bem. A médica detetou o síndrome de transfusão feto-fetal e tinham que nascer de imediato. Lembro-me da médica dizer “Do Hospital já não sai!” e eu estranhamente calma perguntar “Mas eles estão bem?”, ao que a médica responde “Estão, mas o Guilherme está em sofrimento, tem que nascer hoje”. E enquanto me dirigia para a urgência a minha querida obstetra dizia-me ao telefone “Vai correr tudo bem! Deixa-te ficar aí porque realmente eles têm que nascer já!”.
Chegada à urgência e preparada psicologicamente para um parto vaginal (porque no hospital público é mesmo assim), sou informada que afinal não nascem hoje, vamos esperar 48 horas. Esperar?? Mas esperar como? Tenho um bebé em sofrimento, duas médicas já indicaram que têm que nascer de imediato! Nem pensar… Não podemos esperar!
Mas a médica de urgência em discussão com a médica da eco reafirmou a sua vontade. Esperar.

Falei de novo com a minha obstetra, e aí ela foi perentória, não há esperas para ninguém! “Perante os resultados da eco têm que nascer hoje.”
E aí tomei a decisão mais difícil de sempre, assinei um termo de responsabilidade e vim embora.

Vamos para o Hospital Privado da Boa Nova, que com a sua equipa multidisciplinar super competente verificam e concluem, não têm que nascer hoje, têm que nascer JÁ!
Vamos em passo acelerado para o bloco, onde já está à espera uma equipa, ou melhor uma super equipa, não só em número (porque eram realmente muitas pessoas) mas em amor e atenção.

As expressões sérias e a tensão era palpável, mas todos disfarçavam, não era a situação ideal mas ia correr tudo bem. Todos transmitiam isso e eu recebia essas boas energias que combatiam os meus medos e receios.
Preparadíssima, equipada apenas de bata e telemóvel (sim telemóvel, porque foi recomendado que o pai não assistisse ao parto porque era de risco e difícil mas a equipa tirou todas as fotos possíveis!), anestesia raquidiana administrada, vamos lá conhecer o Gonçalo e o Guilherme. Problema, a anestesia “não pegou”. Senti tudo, doeu tudo, gritei tudo…

E entretanto ouvi o choro, o Gonçalo estava connosco, a neonatologista veio mostrar mas não lhe pude tocar ou pegar, não havia tempo. Faltava o Guilherme, o mais pequeno, o que estava em risco, o que eu podia perder.
Na enésima vez que a minha obstetra diz “Está quase! Aguenta! Já vai passar!” e entre os carinhos que a anestesista me dava enquanto eu não gritava porque as dores eram tais que faziam que nem respirar conseguisse, ouvi o Guilherme, choro fraquinho e pesaroso. E não me lembro de mais nada…

Não o vi no dia 17, aliás, só o vi no dia 19 dentro da sua casinha de vidro, guardado e protegido, como se faz aos diamantes.

O Gonçalo estava ótimo, sereno, pacifico. O Guilherme demorou 17 dias a chegar até aí, sempre resiliente, sempre lutador, sempre corajoso.
Hoje, passados 20 meses, são crianças alegres e felizes, com uma história de coragem e superação.

Joana Carvalho

13728256_10207419786914408_692901916_o                                                                                        Foto dos gémeos da Joana! <3

 

Obrigada Joana pela partilha! Muito obrigada.

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Outra vez o sono dos bebés…

Penso que nunca ouvi falar tanto sobre o sono do bebé como actualmente. Muito se escreve, muito se diz e muito se teoriza…

Apesar de algumas formações na área dos bebés e das famílias não sou especialista no sono mas sou mãe e acho que isso é o que realmente importa. Daquilo que vivenciei como mãe juntando algumas teorias que sabia na altura consigo agora concluir que tal como o mundo não é preto e branco, também os bebés são diferentes como uma palete de cores. Há bebés irritáveis, sensíveis, difíceis, enérgicos, mas também os há calmos, pacíficos, fáceis de lidar e portanto com esta realidade é impossível de determinar uma teoria como certa. O que fazer quando até os pediatras de referência nos dizem o que é certo ou errado, mesmo quando vai contra aquilo que acreditamos?

Eu penso que a tentativa e erro fazem parte do processo de parentalidade primeiro porque como já disse anteriormente os bebés são todos diferentes, mas também porque eles passam por etapas de crescimento e quando parece que está tudo bem e pacífico de repente acontece algo que volta a desorganizar tudo e portanto o que funcionou num momento pode ter que ser adaptado a uma nova realidade. Não é fácil gerir tanta informação com as dúvidas e crenças. Se me permitem deixo aqui umas dicas:

– Do que sabem, do que ouvirem e do que lerem retirem os métodos que vos deixem confortáveis. Um bebé não pode estar descansado se sentir ansiedade e dúvida por parte dos pais;

– Os pais estarem de acordo entre si com a rotina de sono que escolheram adoptar é importante. Uma família que discute sobre o facto do bebé estar a chorar há 30 min, ou a dormir na mesma cama não traz paz ao bebé, muito pelo contrário;

– Alternarem os cuidados quando um dos pais está mais cansado. Quando estão irritados e exaustos porque o bebé não dorme a paciência diminui, não pensam com clareza e perturbam ainda mais o bebé. Se um dos pais não puder, recorram a uma terceira pessoa da vossa confiança;

– Encontrar um ponto de equilíbrio entre o vosso bem-estar e o do bebé. Podem abdicar de algumas coisas em prol das necessidades do bebé mas não é razoável anular tudo o que for prazeroso em função daquilo que ele quer. Se os pais não estiverem bem consigo próprios, ou entre eles, isso vai destabilizar o bebé mesmo que seja a médio prazo;

– Não confundir as necessidades do bebé com as necessidades da mãe/pai. Todos os pais gostam de sentir que os filhos precisam de si e por vezes custa aceitar a sua autonomia, mas esta é fundamental para o desenvolvimento geral da criança. Neste caso a autonomia no sono é um processo natural e desejável e não obriga que exista sofrimento/choro. Por outro lado, quando os pais não aceitam e impedem a autonomia da criança podem estar a promover a insegurança;

– Antes de chegarem ao limite peçam ajuda especializada. Escolham um apoio que esteja disponível para adaptar a metodologia consoante a família que tem à frente, ou seja, vá de encontro às vossas crenças e seja sensível à vossa realidade familiar. Bebés diferentes têm necessidades diferentes logo, as abordagens não devem ser “chapa 5”.

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Acima de tudo acreditem que aquele bebé não nasceu para vos chatear e ele precisa de vocês, mas pode ter um temperamento que exige mais do vosso papel de pais para responder às suas necessidades. Já dizia Brazelton que os pais são os melhores especialistas nos seus filhos, mesmo assim podem precisar de ajuda nos primeiros tempos para entender a comunicação do bebé. Tenham a certeza de que aos poucos tudo vai correr bem.

*A autora não segue o acordo ortográfico

Íris Seixas ajuda os pais no processo de descoberta do seu filho, partindo das premissas de que cada bebé é um ser único, e que os pais são os peritos nos seus filhos. Trabalha com Infância e Parentalidade e podem-na seguir e contactar através da sua página: Íris Seixas – Página Profissional na área da Infância/Parentalidade

Curso de recuperação pós-parto

Íamos ser pais pela primeira vez e por isso concordamos que seria importante frequentarmos o Curso de Preparação para a Parentalidade e desta forma prepararmo-nos para a chegada do nosso bebé. Por isso, começamos por pesquisar locais onde o pudéssemos fazer, já que o Hospital não tinha vagas. Foi assim que encontramos o instituto4life que dispõe de vários programas de Preparação para o Nascimento e Parentalidade. Optamos pelo programa base, de baixo custo, um curso com menos sessões, mas com toda a informação essencial para chegarmos ao grande dia sem dúvidas. Entre as várias ofertas do programa escolhido, a mamã pode usufruir de uma sessão do curso de recuperação pós-parto totalmente gratuita.
Posso dizer-vos que usufruí de praticamente todas as ofertas do programa, incluindo essa sessão do curso de recuperação pós-parto. Gostei imenso da sessão e decidi inscrever-me. O curso tem a duração de um mês e inclui oito sessões.

Após o parto inicia-se uma etapa em que a nossa recuperação física é essencial. Felizmente eu recuperei muito bem o peso. Contudo, a barriguinha ficou mais flácida, o que é natural. Senti mais stress devido à grande exigência de todas as tarefas do dia-a-dia com o nosso bebé: alimentá-lo, vesti-lo, mudar a fralda, sossegá-lo, mimá-lo, lavar e passar as roupinhas dele e claro! Continuar a fazer todas as outras tarefas domésticas que fazíamos antes do bebé chegar. Um bebé pode consumir todo o nosso tempo e o stress é inevitável por pouco que seja. Também fiquei com os músculos mais tensos, principalmente porque passei a pegar todos os dias num novo peso, o meu bebé (o meu é bem pesadinho porque é um comilão).

Voltar para o ginásio estava fora de questão, já que não tinha ninguém que ficasse com o meu bebé e além disso o nosso corpo precisa recuperar progressivamente até estar preparado para exercícios mais intensos.

O curso de recuperação pós-parto permitiu-me retornar à actividade de uma forma progressiva, na presença do meu bebé, com o acompanhamento de uma Fisioterapeuta. Permite-me recuperar as estruturas que sofreram alterações durante a gravidez e parto. Compreende um conjunto de exercícios direccionados para cada grupo muscular específico, nomeadamente os músculos pélvicos, músculos abdominais e músculos lombares. Contribui para restaurar a força muscular e resistência, tonificar os músculos, potenciar a recuperação pélvica, aliviar o stress e tensão muscular, melhorar a aptidão cardiovascular e além de tudo, ajuda a prevenir/recuperar em caso de depressão pós-parto. No meu caso, foi uma forma de sair de casa e descontrair.

Agora estou a frequentar estas aulas, mais tarde, quem sabe, volto ao ginásio. Acima de tudo gosto de sentir-me bem e na minha opinião todas as mamãs devem procurar isso, sentirem-se bem. Aconselho a ponderarem frequentar estes cursos, pois com certeza melhoram a sua autoconfiança e autoimagem para além de usufruírem de todas as vantagens que referi antes.

 

Filipa é mãe do pequeno Simão. É professora e foi por esse motivo que trocou o Porto por Lisboa.

Todas as ilustrações dos convidados são: My Simple Life

Tosse Convulsa!

 

Recentemente vi nas notícias que o Mark Zuckerberg tinha tido uma filha. Que anda babado, como todos os papás. E como “papá” babado do Facebook, usa a rede social para mostrar o orgulho no tempo com a sua filhota. Depois disso, várias foram os títulos sobre a situação, que devido à falta de tempo (pois também eu sou a mãe babada de um pequenino) ignorei. Até que vi um que dizia que Mark Zuckerberg tinha colocado uma foto com a filha, e tinha sido severamente criticado por outros utilizadores da dita rede social.

Seria por colocar uma foto da miúda num sítio tão público? Como era um momento [curto] em que podia divagar pela net, abri a notícia. Começava com algo do género: “Mark Zuckerberg tira licença de paternidade de 6 meses”. Não, não podia ser por isso…quem dera a muitos pais fazer o mesmo! Se ele pode, não deve, OBVIAMENTE hesitar!

Aparvalhei quando percebi a real razão das críticas: parece que a foto era num consultório médico e a legenda era algo do tipo: “à espera das vacinas”. Estavam a criticá-lo por vacinar a filha. Há muitas modas relacionadas com educação de crianças, mas esta é uma que nunca compreenderei. Porque na maioria delas, podemos dizer: “Não temos nada com isso! É decisão dos pais”. Nesta “moda”, a decisão é dos pais, sim, mas temos algo com isso, sim senhor! A cobertura de vacinas por cá induz a chamada imunidade de grupo, que acresce ainda mais proteção à população para além da vacina individualmente.

Se sempre me foi difícil compreender por que razão boatos já contrariados pela ciência ou justificações para não vacinar com constituintes da vacina usados há dezenas de anos eram razão para esta prática se começar a espalhar… Mas no ano que passou, tive uma razão ainda mais válida para me irritar sempre que ouço alguém defender a não vacinação… O meu miúdo apanhou tosse convulsa aos 2 meses! O diagnóstico foi feito 3 dias antes de levar a vacina que iniciaria o seu processo de proteção da doença.

Hoje li uma outra notícia: a de um menino que morreu com tosse convulsa, e cuja mãe tenta espalhar a história, para que as grávidas se vacinem contra a tosse convulsa e estejam protegidas logo desde a gravidez (não é garantido que a vacinação das grávidas proteja totalmente o bebé recém nascido, mas compreendo que esta mãe, perante tal dor, queira sentir que faz algo de bom por alguém, em memória do seu filho).

O meu miúdo safou-se, mas ainda hoje com 7 meses tem por vezes crises de tosse que me fazem doer o coração. Durante o internamento não descansei, por não saber o futuro, e por não ter a certeza do Destino não me ir roubar mais um filho. Esteve aflito, mas mesmo assim podia ter sido bem pior. Podia ter sido mais grave. Podia ter morrido!

E sinceramente, não consigo “perdoar” a quem deixa certos vírus e bactérias circular por aí, quando já quase não deviam existir. Foi graças a essas pessoas que vivi tempos de tanta incerteza. Foi graças a essas pessoas que várias mães passaram pelo mesmo que eu, e muitas não viram a sua história ter um final feliz.

Sou tolerante para praticamente tudo o que vejo e ouço. Porque realmente não tenho nada a ver com isso… Com a decisão de não vacinar, já tenho!

 

Ana Matos é mãe da Leonor e do Leonardo, médica e autora dos blogues mamã-bio e Our Mad World
Ver outro artigo da Ana no nosso blogue: aqui!

Ilustração: My Simple Life

Jardim Encantado!

A cidade de Espinho no norte do país tornou-se por estes dias a Cidade Encantada com muitas actividades para miúdos e graúdos convidados pela magia do Natal.

Há animação de rua, musicas de natal ao vivo, oficinas e muitas mais actividades.

Nós fomos ao Jardim Encantado no sábado de manhã! E que bem que soube.
Uma das coisas que me incomoda sempre nas actividades e eventos para miudos é serem quase todos de tarde!
O meu miúdo, como muitos que conheço, dormem de tarde e é de manhã que estão activos e animados. E por norma de manha não se passa nada!
Mas este Natal em Espinho passa 🙂

E passa tudo a partir das 10 horas no jardim em frente à camara Municipal, ou seja, no Jardim Encantado.
Mas podem iniciar as vossa actividades mais tarde 😉

Enquanto esperam podem sempre correr e saltar no jardim que é sempre uma excelente forma de entreter os mais pequenos.

  

    

  
E foi assim mesmo que começamos, a correr atrás dos “piu-pius” enquanto esperavamos pela Mariana para nos contar “as coisas que o saco diz!”
E olhem que ainda sei as lenga-lengas de tão giras que são!
E a Mariana é realmente uma contadora de histórias e de emoções.

  
  

Acreditem que até o fedelho com menos de 2 anos prestou atenção e participou!
E eu ainda hoje repito com uma cara demasiado estranha: “E a velha a fiaaaaaaar!!”

Depois seguimos para assistir ao teatro de marionetes “O Sonho de Olívia e Sebastião” da Companhia Marionetas da Feira.
Muito cativante 🙂
E aqui foi preciso pouco para agarrar o miúdo, as marionetes fizeram esse trabalho sozinhas!

  
  

Depois disto já não fomos à oficina que pertence ao circuito encantado porque o nosso pequeno já estava a acusar o sono e a fome mas adoramos cada bocadinho deste encantamento.

E por isso mesmo recomendo, vão lá e passem uma manhã agradável.

  

Até dia 23, saibam mais aqui.

 

 

 

Filosofia para crianças

Aqui no blogue adoramos a ideia de filosofia para crianças e por isso mesmo a filósofa Joana Rita Sousa foi a nossa primeira convidada e falou-nos do sentido da vida.

Agora a Joana está prestes a iniciar uma formação em Lisboa sobre os “porquês” destinado a pais, educadores, professores, animadores e outros agentes educativos – e sobretudo, pessoas crescidas e curiosas com a filosofia, para crianças!

Vão perder?

Podem saber mais aqui ou pedir informações através do e-mail: iac-humanizacao@iacrianca.pt

“São dois!”

“São dois!”

Foram estas as palavras do médico obstetra que me acompanhava na gravidez.

Friamente diz-me: São Dois!

O meu cérebro congelou. Fisicamente, senti as lágrimas correrem-me pelo rosto num misto de felicidade e de pânico, um formigueiro nas pernas.
Ouvir dois pequenos corações em disparo é a melhor sensação do mundo.

Mentalmente, não conseguia processar a informação, apenas tentava perceber como tinha sido possível isto acontecer traçando mentalmente em flashes toda a árvore genealógica da minha família e da do meu marido tentando encontrar uma explicação. Para ajudar, os meus pensamentos descambaram ainda mais: vou ter que mudar de casa! e de carro! Como vou ter dinheiro para dois bebés!? Como é que isto me foi acontecer?

Fui despertada pelo meu marido que me apertava os pés com um sorriso que naquele momento me pareceu pateta: São dois! Que giro! Dizia ele.

Devo ter ficado de tal forma apática que o médico me interrompeu os devaneios: “Desculpe, já percebi que não estava à espera!”

É verdade! Não estava à espera, nenhuma mamã de 1ª viagem estaria.
Muito menos percebendo desde logo os riscos implicados neste tipo de gravidez, que é vivida sempre em cima da linha: hoje estão dois mas amanhã podem não estar! É isto que ouvimos quase até ao 4º mês de gestação. Os restantes 5 meses são passados na agonia da possibilidade de parto prematuro!

A minha história é feliz! Apesar de algumas contingências pelo meio da gravidez os meus bebés nasceram saudáveis às 38 semanas de gestação.

Aqui começa a minha história! Mãe de gémeos!

Quando recordo os primeiros seis meses de vida dos meus bebés confesso que tenho a sensação de ter perdido alguns momentos. Ser mãe de gémeos significa não ter descanso entre os momentos de amamentação. Recordo-me de uma altura em que andava pela casa em estado morta-viva, praticamente sem ouvir nada e só conseguia emitir monossílabos, tal era o cansaço.

Recordo-me de tentar sair de casa sozinha com os gémeos, por exemplo para comprar fraldas, e acabava sempre por demorar três horas, duas das quais fechada nos fraldários a dar de mamar aos bebés.

Quando vamos pela rua com um carrinho duplo que mal cabe nos elevadores e que ocupa todo o corredor inevitavelmente somos abordados na rua. E lá vema pergunta da praxe “São Gémeos?”. Honestamente e até em tom de desabafo, ainda hoje não percebo bem que tipo de resposta pretende obter alguém que faz uma pergunta destas a uma mãe que empurra um carrinho com 2 bebés iguais! A quantidade de vezes que me apeteceu responder…
“Não! São primos!”

Mas olhando para trás, apesar da violência psicológica que implica todo este processo, tenho de confessar… Sou feliz a dobrar!

Ser mãe de gémeos é ser arrebatada de amor incondicional duas vezes ao mesmo tempo. É ter uma explosão de sentimentos de orgulho, felicidade, vitória tão grandes que não cabem no peito.

É andar sempre no limite das forças! É pegar em 20kg ao mesmo tempo porque os dois querem colo ao mesmo tempo! Demorar 1h30 para sair de casa com três mochilas e mesmo assim faltar sempre alguma coisa! É ser os primeiros a chegar ao restaurante para poder ter 2 cadeirinhas de bebé disponíveis! É correr cinco centros comerciais na mesma cidade só para conseguir arranjar duas peças de roupa iguais! É pensar sempre se o lugar de estacionamento é suficientemente largo para abrirmos as cinco portas do carro! É desesperar com o dobro dos custos em roupa e em fraldas! É ir às urgências em dois dias diferentes por causa da mesma doença porque um fica doente num dia e o outro no outro! É lavar, passar e dobrar o dobro da roupa!

Mas é também ter o dobro do amor! O dobro dos beijos! O dobro dos abraços! O dobro do orgulho! O dobro do carinho! É ser a mãe mais completa do mundo por cada vez que correm dois tesouros para os meus braços no final do dia! É ser completa! É ser rica!

Ser mãe de gémeos é ter um tesouro milionário para toda a vida!

 

 

Daniela Alves é bancária e passa o dia a lidar com dinheiro, mas os verdadeiros tesouros dela estão em casa e são gémeos.