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Nutrição e Receitas

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Sopas!

Sempre ouvimos dizer que as sopas são muito importantes na nossa alimentação e que uma boa sopa como base numa refeição é meio caminho andado para estarmos bem alimentados.

No que toca aos bebés começam cedo no mundo das sopas, sendo muitas vezes o primeiro contacto com a chamada “comida sólida”.

No nosso caso o miúdo começou a comer sopa aos quatro meses e meio, apenas com legumes e mais tarde aos seis meses acrescentamos as carnes brancas, aos oito meses as vermelhas (excepto o porco), até que aos nove meses introduzimos o ovo (só o amarelo) e o peixe mas apenas a pescada, o tamboril e a abrótea.

A organização mundial de saúde defende e recomenda o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses, mas como desde o 1º mês do meu filho a amamentação foi acompanhada de suplemento de leite artificial optei por iniciar a comida sólida mais cedo. O pediatra alertou-me que era menos um biberão mas também era menos uma mamada. Eu entendi, mas decidi aquilo que me parecia melhor com a concordância do nosso pediatra.

Uma das coisas que repito a toda a gente é que devem confiar no pediatra que escolhem para o vosso filho e quando não concordarem com as indicações dele, devem discutir e avaliar com o médico as vossas opiniões.  Não acho benéfico guiarmos-nos por mais que uma bitola, ou seja, o pediatra dizer que devemos fazer de uma forma e depois as amigas dizem que devemos fazer d’outra e nós mudamos a indicações só porque sim. No meu entender, devemos na próxima oportunidade expor as sugestões que nos deram e achamos válidas e ouvir o parecer do nosso médico.

Por isso segui sempre à riscas as indicações alimentares (e não só) do nosso pediatra. E até ver estamos satisfeitos.

Começamos então aos quatro meses e meio com as sopas de legumes, tendo como base batata+cenoura+abóbora. Ainda hoje a base é esta e já lá vão uns valentes meses.

Há quem diga que não se deve juntar cenoura e abóbora mas como já mencionei, eu confio nas indicações do nosso pediatra.

Tendo a base, a cada 3 dias acrescentávamos um legume novo, nunca passando os 5 legumes por sopa. A sopa deve ser sempre sem sal e na altura de servir acrescentar um fio de azeite cru.
Nesta fase estavam proibidos os espinafres e as leguminosas. Os espinafres só foram liberados após os 9 meses e as leguminosas após os 12 meses.

A refeição da sopa foi sempre acompanhada de uma peça de fruta ralada, inicialmente a maçã, a pêra ou a banana. E isso também se mantém até hoje, sendo que agora com 15 meses já pode comer qualquer fruta e foi aos seis meses que a papaia e a manga passaram a fazer parte do cardápio.

Tudo isto parece rigoroso e aborrecido mas na verdade não é! Tem muito mais gosto comer sopas em bebé do que em adulto. Em adultos não temos por hábito comer sopas com carne ou peixe e por muito que se invente não saímos das sopas ou cremes de legumes, com uma ou outra variação.

Nos bebés as misturas tornam-se muito mais interessantes.
Esta semana, por exemplo, a sopa do miúdo já foi de cabrito e agriões e agora é de coelho e alface.
Às vezes calha tamboril + alho-francês (esta é óptima!),  perú + couve-flor (muito cremosa) ou frango + brócolos! Tendo sempre a base já referida acima.
Acho que também me posso esticar nos mixs porque aqui o pequeno tem a chamada “boa-boca”, marcha tudo!

Regra geral faço a sopa para 3 dias e o que der a mais congelo para aquelas ocasiões em que por algum motivo não tenho sopa fresca ou para levar para casa das avós. Assim garantimos que se nos apetecer jantar ou almoçar sem pré-aviso temos sempre sopa para o pequenino, que como disse logo no inicio deste texto é meio caminho andado para uma boa refeição. No caso dos miúdos é quase o caminho todo.  Sopa e fruta e está feito. Se a seguir comer comida da nossa, já é um bónus dos bons! E a nós sai-nos muitas vezes o bónus!

Para evitar que a sopa se estrague, após arrefecer coloco logo em embalagens individuais, evitando assim mexer na sopa cada vez que o miúdo vai comer.

É só pegar e aquecer a sopa daquela refeição.

No caso das congeladas, descongelo no microondas e depois gosto de aquecer no fogão até ferver. Mas julgo que não é necessário.

Bom apetite! 😉

Experimentar novos sabores

Na fase de crescimento, e a bem da verdade ao longo de toda a vida, a experimentação é mesmo essencial.

Segunda o S. fez 15 meses e por coincidência foi dia de jantar com amigas.

O primeiro jantar de sushi do S.

  Na verdade, já ía de casa com a sopa comida, e eu levei fruta comigo. A ideia era ele participar do jantar e experimentar um pouco do nosso menu de degustação.

Era vê-lo a tentar espetar o pauzinho nos rolos de sushi…

A principal dificuldade de fazermos refeições fora de casa, nesta fase em que ele já anda, é não o conseguirmos aguentar muito tempo sentado na cadeirinha.

Para ele depois de comer é altura de brincar. Ainda o conseguimos entreter durante algum tempo mas depois começa a ser difícil porque na verdade ele só quer ir para o chão explorar o sítio novo onde está.

É sempre mais fácil os jantares em que os amigos se reúnem em casa e ele pode estar a brincar completamente à vontade.

Experimentar comida e sítios novos todos nós gostamos, até um bebé.

 

BLW ou como sujar é crescer

Para quem não sabe BLW significa Baby-Led Weaning, que simplesmente quer dizer: Desmame guiado pelo Bebé.

BLW tem nome de carro e o conceito para quem não conhece parece mais uma daquelas coisas do pessoal do Age of Aquarius.

Não tomei contacto com o BLW em nenhuma aula de yoga, foram mesmo as enfermeiras do centro de saúde, e mais tarde a pediatra, que incentivaram o método.

Tudo bem que não usaram o termo, nem exploraram todas as teorias dos ritmos do bebé, o seu amadurecimento e contributo para a independência. A conversa foi mais do género: Agora mamã, o que era óptimo, era que o sentasse na cadeirinha ao pé de vocês, e o deixasse explorar e brincar com a comida.

Estávamos por volta dos 8 meses (pode ser introduzido mais cedo), já tinha dentes mais do que suficientes e estávamos a iniciar a introdução dos sólidos. Pareceu-me uma óptima ideia.

Damos a sopa e a fruta por isso garantimos sempre a alimentação, e o segundo prato passou a ser para exploração.

Não fazíamos ideia do que era BLW, apenas seguíamos um conselho que nos foi dado por profissionais que respeitamos e que se enquadrava totalmente com a nossa visão de parentalidade.

Ele mexe nos alimentos, experimenta texturas, aprende a mastigar, a engolir sem se engasgar e tudo isto, ao ritmo dele, sem pressão.

Claro que a colher estava sempre presente, e entre uma ‘experimentação’ e outra, aproveitávamos para lhe oferecer os alimentos. Uns dias aceitava e outros recusava.

Por isso, não nos consideramos puristas do BLW, houve sempre uma colher por ali nos sólidos e a sopa é sempre dada por nós.

As principais vantagens do BLW em relação à diversificação alimentar tradicional, em que é oferecido à criança a comida na colher esmagada e progressivamente se vai aumentando o tamanho/textura da comida, no nosso entender, está ligada com o progresso natural que o BLW permite:

  • A criança não segue o ritmo que os pais entendem a que deve ser feito mas sim o seu próprio
  • Passa a conhecer os diversos alimentos e a expressar preferências
  • Não há drama, nem choros, nem birras
  • A evolução é mais rápida do que a introdução com colher
  • Incentivamos a independência
  • Partilhamos refeições

Isto claro que é apenas a minha opinião em relação ao nosso processo.

A parte mais chata disto tudo, é mesmo a sujeira que se instala. Aí não há mesmo hipótese de controlar. Fica tudo sujo (especialmente ao início), ele, a mesa, o chão e com alguma ‘sorte’ os móveis à volta.

Os pais que têm cão em casa só têm de limpar o bebé e a mesa 😀

Ao utilizar o método BLW, o que sentimos foi um aumento da necessidade do S. de utilizar os talheres. Como o segundo prato, faz sempre connosco à mesa, automaticamente começou por imitação a tentar segurar nos talheres.

Não corre sempre bem e ainda faz muitas refeições usando apenas as mãos mas na última semana começou a usar cada vez mais os talheres e já conseguiu fazer refeições completas sem mexer nos alimentos. Estou a falar apenas dos sólidos porque a sopa continuamos a ser nós a dar na colher.

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Para nós ver esta evolução é simplesmente fantástica.  Num instante vai estar a comer a sopa também sozinho.

Já sonhamos com o dia em que quando formos a um restaurante não nos olhem de lado e murmurem entre dentes: Lá vêm aqueles pais hippies que deixam a criança comer com as mãos…

Para quem quiser experimentar aqui ficam algumas ideias adaptadas retiradas daqui, traduzidas e transcritas aqui.

CERTOS E ERRADOS PARA O BLW:

1. CERTO – Oferecer ao seu bebé a oportunidade de participar dos momentos de alimentação da família. Você pode fazer isso próximo aos seis meses de idade, quando ele começar a demonstrar interesse em ver você comer e passar a levar comida à sua própria boca.

2. CERTO – Garantir que seu bebé está apoiado numa posição vertical, sentado, enquanto explora a comida. No começo você pode sentá-lo no colo, olhando para a mesa. Assim que ele tiver aptidão para pegar a comida, ele provavelmente já estará sentando sozinho, ou com um mínimo de suporte, numa cadeira de alimentação.

3. CERTO – Começar oferecendo comidas cortadas no tamanho da mão do bebé, preferencialmente cortados em palitos ou contendo hastes. Assim que possível e desde que apropriado, oferecer a ele a mesma comida que você está comendo, para que ele se sinta parte de tudo o que está acontecendo.

4. CERTO – Oferecer uma grande variedade de alimentos. Não há porque limitar a experiência do bebé com comidas além do que você faria com os brinquedos.

5. ERRADO – Apressar o seu bebé. Permita que ele faça as coisas ao seu tempo. E principalmente, resista à tentação de ‘ajudá-lo’, colocando coisas em sua boca.

6. ERRADO – Esperar que seu bebé coma todos os alimentos oferecidos, desde o começo. Assim que ele tiver descoberto que estes novos brinquedos têm um gosto bom, ele irá começar a mastigá-los e, mais pra frente, engoli-los.

7. ERRADO – Esperar que um bebé pequeno coma todos os pedacinhos de comida logo na primeira vez – lembre-se de que ele ainda não desenvolveu a habilidade de agarrar a comida que está dentro da sua mão.

8. CERTO – Tentar oferecer novamente alimentos que foram recusados anteriormente – bebés costumam mudar de opinião e passam a aceitar alimentos negados anteriormente.

9. ERRADO – Deixar seu bebé sozinho com a comida.

10. ERRADO – Oferecer alimentos que oferecem perigo óbvio – como amendoins.

11. ERRADO – Oferecer fast-food, comidas industrializadas ou alimentos que contém sal e/ou açúcar adicionados.

12. CERTO – Oferecer água em copo, mas não se preocupar caso seu bebé não demonstre interesse em tomá-la. Principalmente os bebês amamentados no peito tendem a continuar ingerindo todo o líquido necessário nas mamadas.

13. CERTO – Estar preparada para a bagunça! Um plástico limpo no chão, em baixo do cadeirão poderá proteger seu carpete e facilitar muito a limpeza. Isso vai lhe permitir, inclusive, a devolver ao seu bebé os alimentos que ele deixar cair, evitando um pouco o desperdício. (Você vai se surpreender em quão rápido seu bebé aprende a comer fazendo pouquíssima sujeira)

14. CERTO – Continuar permitindo ao seu bebé que mame em livre demanda, quando e por quanto tempo quiser. Espere que seu apetite por leite se altere a medida que ele passe a ingerir mais alimentos sólidos.

15. Se você tem um histórico familiar de intolerância a alimentos, alergias ou problemas digestivos, é CERTO discutir este método de desmame com seus médicos antes de adotá-lo.

16. Finalmente, é CERTO aproveitar enquanto assiste seu bebê a aprender sobre a comida – e desenvolver suas habilidades com as mãos e boca no processo!

 

 

 

Bolachas de Aveia rápidas

As bolachas em forma de estrela foram sujeitas à aprovação da família. Isto quer dizer que a minha irmã fez uma razia ao frasco.

Como deixei de comprar e optei por fazer em casa, ficámos sem este snack saudável.

Como tinha pouco tempo, pesquisei algumas receitas na net e adaptei ao que tinha em casa.

Ingredientes

Meia maçã 

Meia banana

175g de aveia

70g de farinha integral

75mm de azeite

Confecção

Pré-aquecer o forno a 180 graus. Ralar a maçã juntamente com a banana. Eu utilizei a varinha mágica. Juntar numa taça todos os ingredientes. Envolver bem. Fazer pequenas bolas com a massa. Quanto maior a bolinha maior a bolacha. Colocar as bolinhas num tabuleiro forrado e espalmar. Vai ao forno durante 10 a 15m.

   
  

Óptimas para bebés (e adultos), super rápidas de fazer.

  

Gelado caseiro

O meu miúdo é alérgico a uma das proteínas do leite de vaca, a caseína.

  Foto de quando ele era pequenino e descobrimos a alergia.

 

Assim sendo, embora ele tenha alguma tolerância, o que lhe permite comer algumas coisas com leite, há muita coisa que ele não pode comer. Nesse lote de coisas englobam-se os gelados!

Já experimentamos e a reacção alérgica surgiu logo após as primeiras provas que não passaram de lhe por um bocadinho de gelado nos lábios.

Por isso com a chegada do calor, já que toda a gente gosta de um bom geladinho, está na hora de começar a pesquisar por gelados caseiros, simples e saborosos, recomendados a gente pequenina.

Alguém partilha links e ideias? 🙂

Obrigada!

PS: não se preocupem se as receitas originais levarem natas, já me muni de natas de soja para sobremesas e de natas de arroz 😉

Brilha, brilha lá no céu

Este fim-de-semana decidi tentar uma coisa diferente: bolachas saudáveis para bebé.

Este tipo de coisas ‘à mãe’, são um bocado estranhas para mim mas ao mesmo tempo dão-me imenso prazer fazer.

No primeiro aniversário do S., fiz umas bolachas de laranja, com o formato do Mickey e da Minnie, como recordação para os convidados.

Apesar de terem ficado muito saborosas, a receita continha açúcar e manteiga.

Gostava de fazer umas bolachas que o S. pudesse comer de vez em quando e que fossem mais saudáveis.

Descobri uma receita óptima no blog Na Cadeira da Papa.

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Ainda não tinha feito nenhuma receita de lá, mas depois desta sugestão vou com toda a certeza experimentar mais. Tem lá um Applecrumble que deve ser óptimo para miúdos e graúdos.

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A receita é esta e as bolachas são a partir dos 6 meses.

Como podem ver, não tem açúcar e os ingredientes são todos equilibrados.

Provavelmente, se forem como eu, não tinham a maior parte destes ingredientes em casa. Isso não é desculpa. Perde-se tanto tempo a passar no supermercado para comprar bolachas Maria ou ‘aquelas dos animais’ como o que é necessário para fazer estas bolachinhas.

Trabalho deu o que qualquer coisa dá. Verdade que tenho uma ‘Bimba’ lá em casa que dá uma ajuda nestas coisas mas as receitas Na Cadeira da Papa têm as duas versões.

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Completamente aprovadas e testadas pelo S.

Papa Bebé

Como já vos contei num post anterior, tentamos ao máximo manter uma alimentação equilibrada lá em casa que convive perfeitamente com a experimentação!

Experimentar e arriscar novos sabores sejam doces, salgados ou condimentados.

Experimentação não é introdução! Ou seja, experimentar um gelado não é a mesma coisa que comer gelados.

Sempre a tentar melhorar decidimos fazer mais uma pequena modificação na alimentação do S.

Lá em casa a marca eleita primeiro de leite artificial e posteriormente de papas é a Nutribén.

Com os 12 meses, deixámos de dar as papas (que são à base de farinhas) e introduzimos os flocos.

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Estes flocos de pequeno-almoço são apenas vendidos em farmácias e parafarmácias e apesar de terem muito menos quantidade de açúcar que os comercializados nos supermercados, logicamente, que contém os pós de perlimpimpim que excedem as necessidades diárias.

Decidimos então experimentar os flocos de aveia.

Uma versão diferente das tradicionais papas de aveia, sem açúcar e sem ir ao lume.

Depois de ler alguns blogues e sites, misturámos receitas e conseguimos uma solução adaptada às nossas necessidades e super saborosa, com uma grande vantagem: podemos ter um sabor diferente todos os dias.

Completamente testada pelos pais e aprovada pelo S. (como podem ver na foto, não sobrou nada), deixo-vos aqui a receita para quem queira experimentar.

Papas de Aveia do S. (a partir dos 12 meses)

Ingredientes

3 Colheres de Sopa de Flocos de Aveia Fina

Água Q.B. (pode optar também por leite)

1 peça de fruta à escolha

Preparação

Na noite anterior, deixar no frigorífico, dentro de uma taça os flocos de aveia cobertos de água.

De manhã, acrescentar à aveia demolhada a fruta pretendida cortada aos pedaços. Na nossa primeira experiência, utilizámos uma pêra rocha.

Aplicar a varinha mágica até desfazer completamente a fruta.

Colocar num recipiente próprio de microondas durante 2 minutos.

Retirar e misturar a papa.

Está pronta.

 

Quando mais quantidade de água levar mais liquida fica a papa. As três colheres de sopa de aveia são a quantidade ideal para o S. para outra criança poderá ser diferente. Atenção à temperatura da papa. Quando sai do microondas não está pronta para consumir, tem de se deixar arrefecer um pouco.

 

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UPDATE

Experimentámos a papa com uma banana inteira e não resultou tão bem. Como é uma fruta mais ‘seca’ a papa ficou mais grossa. Menos tempo no microondas ou apenas metade de uma banana deverá ser suficiente.

Obesidade infantil

Hoje trago-vos um tema sério. Mais que sério, difícil!

Esta semana fomos ao pediatra à consulta dos 12 meses. Está tudo muito bem com o nosso miúdo mas viemos com um alerta.
O V. tem excesso de peso!
Está com peso a mais para a altura dele e como nos mostrou o pediatra está na linha abaixo da obesidade.
Nada de grave, mas fica a recomendação: não quer comer, não come! e bolachinhas e pãozinho é de evitar.

Saímos da consulta despreocupados, sabemos que o pequeno é gordinho e roda baixa mas é lindo e a obesidade é um cenário que não estamos bem a ver.
Todos nos disseram que o pediatra é um exagerado e que o menino é “cheiinho” e blá blá blá.

O pediatra não é um exagerado, viu a curva do percentil e avisou-nos!

Os hábitos alimentares são importantes no crescimento correto e saudável de uma criança, principalmente numa criança que come o que lhe dão e não o que escolhe.
Portanto os pais, família, educadores, cuidadores, são responsáveis por uma alimentação correta.

Deve ser por estes comportamentos de negação por parte das famílias que uma em cada 3 crianças em Portugal tem excesso de peso e destas, muitas, mesmo muitos são obesas.

A obesidade é uma doença que acarreta problemas gravíssimos, físicos e psicológicos, e se há um alerta emitido aos pais, é nosso dever cuidarmos dos nossos filhos.

Estou tranquila quanto ao V. , ele tem imensa genica, é muito ativo e acredito que o excesso de peso com o facto de já andar e aliado depois a algumas atividades extras, se consiga resolver. Mas acreditem que passarei a olhar para a alimentação dele com outros olhos, pelo menos até à próxima consulta.

Não sou daquelas mães que enche os filhos de comida, quando não quer, insisto uma vez e não insisto mais, mas sou daquelas que em vez de duas conchas de sopa põe 2 conchas e meia. Agora, bem que só marcharão 2 conchinhas!

Não se ama mais um filho por ser magro ou gordo, mas quer-se o melhor para ele e como podem ver no filme que vos deixo feito pela APCOI* ,  se não cuidarmos dos hábitos alimentares dos nossos filhos estamos a prejudicar seriamente as nossas crianças.

Fiquem com estes pormenores e cuidem dos vossos miúdos!

beijinhos
Bárbara
Tomem nota:

– Uma em cada três crianças Portuguesas tem excesso de peso.

– 33,3% das crianças entre os 2 e os 12 anos têm excesso de peso, das quais 16,8% são obesas.

– De acordo com a Comissão Europeia, Portugal está entre os países da europa com maior número de crianças afectadas por esta epidemia.

– Mais de 90% das crianças portuguesas consome fast-food, doces e bebe refrigerantes, pelo menos quatro vezes por semana.

– Menos de 1% das crianças bebe água todos os dias.

– Só 2% ingere fruta fresca diariamente.

– De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade é a segunda principal causa de morte no mundo que se pode prevenir, a seguir ao tabaco.

*Associação Portuguesa contra a obesidade Infantil

A obesidade infantil é um problema sério para a saúde das crianças