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Sandra

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O primeiro dente (a cair)

Sim, é realmente extraordinário mas já caiu o primeiro dente ao Sebastião. Como vos contei logo no princípio, ele teve dentes muito cedo. Aos 3 meses já tinha 2 dentes e por isso, não é de espantar, que mudasse a dentição também cedo.

Confesso que não estávamos preparados para acontecer já, especialmente porque foi tudo muito rápido. Reparámos que estava a abanar numa quarta-feira e na sexta-feira já tinha caído.

Esta etapa de crescimento muito rápida, tem tido quer consequências físicas como psicológicas.

Não sei se ainda se lembram mas crescer é difícil.

Nós vamos tentando lidar com as situações o melhor possível mas, isso fica para outro post. 🙂

A fada dos dentes lá apareceu em casa. Ele pôs o dente numa caixinha na mesinha de cabeceira e no outro dia de manhã em vez da caixa encontrou um miminho.

Tudo perfeito, tirando o facto que guardámos a caixinha numa mesinha de cabeceira no nosso quarto. 3 dias depois, ele abre a mesinha e encontra o dente. Foi uma choradeira do caraças.

Na ideia dele, a fada não tinha gostado do dente dele e tinha devolvido. Lá o convencemos que tinha ali deixado porque ele tem outro a abanar e ela os queria juntar.

Pouco ou nada corre como planeado neste mundo da parentalidade 🙂

A melhor notícia: Gravidez

Estava aqui a pensar que neste mundo em que acontecem mil coisas ao mesmo tempo, em que somos constantemente bombardeados de mil imagens, mil palavras, não é fantástico que a melhor notícia de todas continua a ser a mais simples?

Aparece na forma de um sinal (+) e a nossa vida nunca mais volta a ser a mesma. Aliás, acho que aquele sinal não quer dizer positivo quer simplesmente dizer: mais um.

Deixas de ser tu para seres dois.

Quando a gravidez é planeada e desejada esta vai ser sempre a melhor notícia que podemos receber. Talvez não te apercebas agora. Acho que muitas de nós não tem tempo para ficar feliz. O cérebro ataca logo com mil dúvidas e questões, incertezas em relação ao futuro. A partir daquele momento, começa o processo automático de auto-julgamento. E mesmo que digam que só nos tornamos mães nove meses depois, para mim, começa nesse instante. Passando uns meses, às vezes anos, tens consciência que, quando desejada, aquela foi a melhor notícia que alguma vez tiveste.

O mundo pode ficar do avesso mas uma gravidez é sempre a melhor notícia de todas. Se tu que me estás a ler aí desse lado, acabaste de descobrir que a tua gravidez finalmente aconteceu. quero que saibas que essa é e será sempre a melhor notícia de todas. Aquela que te irá fazer sorrir quando te lembrares passado uns meses, e todas as dúvidas e receios que estás a sentir neste momento serão transformados em dúvidas e receios diferentes e vais-te recordar destes momentos como: ahhh aquele tempo sem dúvidas e receios. 🙂

Relaxa, aproveita a tua gravidez e descobre como a tua vida, a pouco e pouco, se transforma.  E, deixa-te ser feliz.

 

Parabéns Flor

Hoje faz um ano que nasceu a pequena Flor.

Parece que foi ontem, que recebi a notícia. A vida fica tão mais bonita com um bebé.

Parabéns Bárbara e Pedro pela linda família que criaram. Parabéns ao Vinny por ser o mano crescido. Parabéns Flor, que sejas feliz… todos os dias.

Este é para ti…

TIVESSES TU NASCIDO UMA FLOR

Tivesses tu nascido uma flor
Serias, sim, como as flores do campo.
Tivesses tu nascido uma flor
Os jardins seriam mais belos!

Como uma canção de amor,
pelo ar, a fluir,
a Alegria não teria sorriso tão lindo assim:
o sorriso mais simples
e o mais encantador!

Tivesses tu nascido uma flor
– não é nenhum exagero –
Tivesses tu nascido uma flor
o mundo teria muito mais cores!

Por que tudo em você inspira poesia
e a própria Poesia se inspiraria em você
E a vida inteira seria o mais doce sonho
se tivesses tu nascido uma flor…

Tivesses tu nascido uma flor
Serias tu o próprio Encanto
Serias mais que tudo que há de belo…
Por que, minha querida, tudo em você é incrível!

Tivesses tu nascido uma flor
serias, sim, como as flores do campo:
As mais humildes,
as mais inebriantes,
e as mais belas!
– E serias, ainda, a flor mais linda do mundo!

Augusto Branco

Os pormenores

De manhã é uma correria, não é?

Por aqui parece que estamos sempre atrasados. A maior parte dos dias passamos pelas coisas a correr… mas, não há nada como ter uma criança para nos mostrar a beleza dos pormenores.

Hoje de manhã lá íamos em direcção ao carro para o ir deixar à escola. Eu a pensar para mim, a chatice que era ter que deixar o carro tão longe por causa das obras na rua, a pensar que não iam cumprir o prazo e que aquilo ía-se arrastar por muitos mais meses e ele… ele simplesmente ía a desfrutar este passeio que damos todas as manhãs.

Vira-se para mim e diz: Mãe, ouves? Ouves?

Parei para tentar perceber o que ele queria dizer com aquilo.

E lá estava. Os passarinhos a cantar. Muitos e diferentes. Chegou a Primavera e eu não tinha reparado.

Acho que é isto o Mindfulness e apenas preciso de me deixar ensinar por um miúdo de 4 anos.

Aproveitámos o nosso passeio e ainda ficámos sentados com o Mickey a ouvir os passarinhos ao pé do jardim. E sabem uma coisa? Não chegámos nada atrasados.

Como lidar com a frustração?

O título deste post é mesmo uma pergunta que não é nada fácil responder.

Estou-me a referir à frustração dos miúdos, se fosse dos adultos, tenho uma série de amigas que garantem que não há nada que não se resolva com pizza e uma garrafa de vinho.

Como esta solução não é viável, todos os dias lá em casa lidamos com conflitos que resultam por o Sebastião ainda não saber lidar com a frustração.

Quando se vê contrariado, em qualquer situação, entra na fase de ‘eu vou gritar tanto que mais cedo ou mais tarde ou os vizinhos chamam a segurança social ou tu vais-me dar o que eu quero). Está lixado que eu não lhe dou e na verdade não quero saber o que pensam lá no prédio.

Nos dias bons a técnica é, sempre calmamente, tentar negociar o que ele quer. Por exemplo: não quer tomar banho. Então vamos brincar mais um bocadinho, 5 minutos no despertador, ele fica todo contente e quando o relógio apita é hora de cumprir a parte dele do acordo.

Quando já se está a passar mesmo para o outro lado, em que já nem sequer houve o que nós estamos a dizer, é dar-lhe colo, abraçá-lo e continuar a falar calmamente.

Nos dias bons, isto resulta. Demora um pouco mas realmente resulta. Além de que é maravilhoso para controlar a nossa frustração. Sim, porque no fim do conflito, quem normalmente se sente mais frustrado somos nós.

Mas, não há dias sempre bons. E nos maus é mesmo péssimo. Nesses dias, quando a frustração se instala, quando analisamos e vemos que não conseguimos lidar da melhor maneira com o conflito lembro-me sempre das palavras da Bárbara: Eu era muito melhor mãe antes de ser mãe :). E esta simples verdade faz-me acreditar que todos nós falhamos como pais uma vez por outra e quanto mais tivermos consciência disso, melhor seremos cada dia que passa.

 

 

 

A fase do cocó

Tenho a sorte de o Sebastião ainda não ter aprendido nenhuma asneira. Nunca dizemos à frente dele e pelos vistos, na escola, não há ninguém que use termos menos próprios.

Mas, miúdos, são miúdos, não é?

Ele tinha que arranjar qualquer coisa para dizer às escondidas.

Entrou então na fase escatológica.

Diz baixinho: Cocó e Xixi de desata-se a rir que nem um louco.

Quanto mais dizemos para não dizer mais ele junta a palavra a várias frases.

Normalmente, nunca diz alto. Chega ao pé do nosso ouvido e diz: Cocó, ou então, uma frase a que junta no fim a palavra.

Algumas das melhores são: Gosto muito de ti e do Cocó, Esta comida é muito boa e do cocó…

Estamos nisto lá em casa 🙂

Quem Nunca?

Hoje de manhã estava a trocar uma mensagem com a Bárbara no exacto momento em que o Sebastião estava a ter um resgate emocional porque não queria se vestir. Nesses momentos, logo pela manhã, às vezes é muito difícil lidar.

Nunca vos apeteceu desistir de ser mãe/pai?

Estão a olhar para mim de lado? Sinceramente que nunca? Eu às vezes sinto-me a Ally McBeal, lembram-se dessa série?  Imaginem, ele a fazer uma birra daqueles descomunais  e eu calmamente a dizer-lhe que assim não reunimos condições para continuar a nossa relação a agarrar na mala e a sair porta fora. Isto desenrola-se em segundos na minha cabeça e depois lá continuo a tentar, umas vezes calmamente outras nem por isso, a tentar convencê-lo que está na hora de vestir. Gostava de pensar que não sou a única a sentir-me assim. 🙂

O fantástico disto da maternidade é que rapidamente nos esquecemos destes momentos de desespero.

Basta ele dizer alguma coisa querida ou apertar a nossa mão e já não nos lembramos que há 10 segundos atrás queríamos mandar tudo pelo ar. Ainda agora desejávamos ardentemente estar solteiras num país distante e agora só estamos tristes porque não temos mais filhos.

Isto de certeza que é uma hormona qualquer que se activa quando somos pais…

 

 

 

Dar a volta às birras

Querem uma ajuda com as birras?  Também eu queria 😀

Agora a sério, vou-vos contar o que aconteceu lá em casa esta semana e pode ajudar alguma coisa.

Sabemos que há dias menos bons, não é? Mesmo usando as estratégias das birras.

Nós estávamos com um problema lá em casa. Todas as manhãs havia choro e birras.

Primeiro para vestir, alguns dias para comer, sempre para lavar a cara e os dentes. Resumindo, quando finalmente o deixávamos na creche já estávamos completamente esgotados.

Começámos a conversar e realmente não podia continuar isto todas as manhãs. As birras faziam parte da nossa rotina. Era sempre nas mesmas alturas, pelos mesmo motivos.

Optámos pelo plano B, (o plano A incluía atirá-lo pela janela e não houve unanimidade 😉 ) decidimos mudar as rotinas!

Não foi uma pequena mudança. Foi mesmo uma mudança total.

A ordem pelo qual fazemos as coisas, por exemplo: só o vestíamos depois do pequeno almoço e passou a ser a primeira coisa que fazemos quando acorda. Deixou de ver um episódio da Patrulha Pata para montar Lego ou fazer um puzzle. Passou a ajudar a fazer o pequeno-almoço da família. Mudámos algumas coisas do que comíamos. Ele é que mistura a massa das panquecas (sim! fazemos panquecas de manhã), o iogurte com muesly. Participa em tudo. Põe a mesa. Nós (os pais), nunca nos sentávamos para tomar o pequeno-almoço durante a semana, era sempre em pé no balcão da cozinha e agora sentamos-nos à mesa os três e ouvimos música.

Até comprámos uma nova pasta de dentes 🙂

Tenho-vos a dizer que rapidamente nos adaptámos às novas rotinas e as birras diminuiram em 80%!! Queremos chegar aos 100% mas quem queremos enganar? Isso não vai acontecer com a personalidade vincada do Sebastião. Aliás, hoje que está a ficar um bocadinho doente já foi mais complicado.

Mas, tenho-vos a dizer que estes últimos dias têm sido muito bons! Experimentem!

 

Buéda Fixe!

Estamos na fase do ‘Buéda’!

Eu estou buéda crescido. Isto é buéda comida. Estes desenhos são buéda fixes.

E por aí fora. Ao princípio fiquei um bocado surpreendida. Onde é que ele foi apanhar isto?

Até que…

 

É meu! Eu digo buéda, buéda mais vezes do que devia.

Fui tão apanhada.

Falta de Humor

Onde é que está definido que para ser adulto temos que abdicar do sentido de humor?

É que, com tanta coisa que leio por aí em relação à parentalidade, esse deve ser um critério obrigatório para ter filhos.

Cada um sabe de si mas estou farta de gente que acha que tem sempre razão e não tem humor nenhum.

Como se existisse o manual certo para ser pai ou mãe e que nos obrigasse a nunca gritar mas também a nunca rir.

Por favor, poupem-me à vossa ‘maturidade’. Riam-se. Sejam felizes. Não se levem demasiado a sério.