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Sandra

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A fase do cocó

Tenho a sorte de o Sebastião ainda não ter aprendido nenhuma asneira. Nunca dizemos à frente dele e pelos vistos, na escola, não há ninguém que use termos menos próprios.

Mas, miúdos, são miúdos, não é?

Ele tinha que arranjar qualquer coisa para dizer às escondidas.

Entrou então na fase escatológica.

Diz baixinho: Cocó e Xixi de desata-se a rir que nem um louco.

Quanto mais dizemos para não dizer mais ele junta a palavra a várias frases.

Normalmente, nunca diz alto. Chega ao pé do nosso ouvido e diz: Cocó, ou então, uma frase a que junta no fim a palavra.

Algumas das melhores são: Gosto muito de ti e do Cocó, Esta comida é muito boa e do cocó…

Estamos nisto lá em casa 🙂

Quem Nunca?

Hoje de manhã estava a trocar uma mensagem com a Bárbara no exacto momento em que o Sebastião estava a ter um resgate emocional porque não queria se vestir. Nesses momentos, logo pela manhã, às vezes é muito difícil lidar.

Nunca vos apeteceu desistir de ser mãe/pai?

Estão a olhar para mim de lado? Sinceramente que nunca? Eu às vezes sinto-me a Ally McBeal, lembram-se dessa série?  Imaginem, ele a fazer uma birra daqueles descomunais  e eu calmamente a dizer-lhe que assim não reunimos condições para continuar a nossa relação a agarrar na mala e a sair porta fora. Isto desenrola-se em segundos na minha cabeça e depois lá continuo a tentar, umas vezes calmamente outras nem por isso, a tentar convencê-lo que está na hora de vestir. Gostava de pensar que não sou a única a sentir-me assim. 🙂

O fantástico disto da maternidade é que rapidamente nos esquecemos destes momentos de desespero.

Basta ele dizer alguma coisa querida ou apertar a nossa mão e já não nos lembramos que há 10 segundos atrás queríamos mandar tudo pelo ar. Ainda agora desejávamos ardentemente estar solteiras num país distante e agora só estamos tristes porque não temos mais filhos.

Isto de certeza que é uma hormona qualquer que se activa quando somos pais…

 

 

 

Dar a volta às birras

Querem uma ajuda com as birras?  Também eu queria 😀

Agora a sério, vou-vos contar o que aconteceu lá em casa esta semana e pode ajudar alguma coisa.

Sabemos que há dias menos bons, não é? Mesmo usando as estratégias das birras.

Nós estávamos com um problema lá em casa. Todas as manhãs havia choro e birras.

Primeiro para vestir, alguns dias para comer, sempre para lavar a cara e os dentes. Resumindo, quando finalmente o deixávamos na creche já estávamos completamente esgotados.

Começámos a conversar e realmente não podia continuar isto todas as manhãs. As birras faziam parte da nossa rotina. Era sempre nas mesmas alturas, pelos mesmo motivos.

Optámos pelo plano B, (o plano A incluía atirá-lo pela janela e não houve unanimidade 😉 ) decidimos mudar as rotinas!

Não foi uma pequena mudança. Foi mesmo uma mudança total.

A ordem pelo qual fazemos as coisas, por exemplo: só o vestíamos depois do pequeno almoço e passou a ser a primeira coisa que fazemos quando acorda. Deixou de ver um episódio da Patrulha Pata para montar Lego ou fazer um puzzle. Passou a ajudar a fazer o pequeno-almoço da família. Mudámos algumas coisas do que comíamos. Ele é que mistura a massa das panquecas (sim! fazemos panquecas de manhã), o iogurte com muesly. Participa em tudo. Põe a mesa. Nós (os pais), nunca nos sentávamos para tomar o pequeno-almoço durante a semana, era sempre em pé no balcão da cozinha e agora sentamos-nos à mesa os três e ouvimos música.

Até comprámos uma nova pasta de dentes 🙂

Tenho-vos a dizer que rapidamente nos adaptámos às novas rotinas e as birras diminuiram em 80%!! Queremos chegar aos 100% mas quem queremos enganar? Isso não vai acontecer com a personalidade vincada do Sebastião. Aliás, hoje que está a ficar um bocadinho doente já foi mais complicado.

Mas, tenho-vos a dizer que estes últimos dias têm sido muito bons! Experimentem!

 

Buéda Fixe!

Estamos na fase do ‘Buéda’!

Eu estou buéda crescido. Isto é buéda comida. Estes desenhos são buéda fixes.

E por aí fora. Ao princípio fiquei um bocado surpreendida. Onde é que ele foi apanhar isto?

Até que…

 

É meu! Eu digo buéda, buéda mais vezes do que devia.

Fui tão apanhada.

Falta de Humor

Onde é que está definido que para ser adulto temos que abdicar do sentido de humor?

É que, com tanta coisa que leio por aí em relação à parentalidade, esse deve ser um critério obrigatório para ter filhos.

Cada um sabe de si mas estou farta de gente que acha que tem sempre razão e não tem humor nenhum.

Como se existisse o manual certo para ser pai ou mãe e que nos obrigasse a nunca gritar mas também a nunca rir.

Por favor, poupem-me à vossa ‘maturidade’. Riam-se. Sejam felizes. Não se levem demasiado a sério.

Lágrimas do fogo

A televisão estava ligada nas notícias. As imagens indescritíveis dos últimos dias sucediam-se. Comentávamos entre nós o pesadelo das populações do nosso país. O Sebastião brincava num canto.

Começa um segmento em que uma das inúmeras vítimas dos incêndios fala da casa que perdeu. O meu filho levanta-se e vem ter comigo. ‘Mãe, porque é que ela está a chorar?’

Acho que não estava preparada para aquela pergunta. Imediatamente, os meus olhos também se encheram de lágrimas e com a voz meio embargada respondi-lhe: ‘Está a chorar porque ficou sem casa.’

‘Porque é que ela ficou sem casa?’ – O pai continuou a responder pois naquele momento eu não conseguia.

‘Porque houve um incêndio muito grande e a casa ardeu, às vezes acontecem coisas más e não podemos fazer nada.’

Às vezes acontecem coisas más e não podemos fazer nada. Será?

Nota: A fotografia fantástica que está neste post é de Adriano Miranda e foi retirada do jornal Público.

 

 

 

Actividades de Outono

Chegou o Outono. Eu confesso, já vos tinha dito aqui, que não tenho muito jeito (nem paciência) para as actividades manuais. Mas está provado que depois de sermos pais temos que nos transformar todos numa Martha Stewart.

Portanto, agora estamos na fase de reunir coisas sobre o Outono.
Consegui, há hora do almoço, preparar umas imagens com poemas e canções, juntamos umas nozes, folhas e o Outono do Vivaldi e já temos um pacotinho jeitoso de contribuições 🙂

 

E vocês? Como está a ser o vosso Outono? 😀

O que fazem quando têm saudades?

Quando temos saudades a maior parte de nós não faz nada, certo?

Fica aquela dor cá dentro que não conseguimos explicar ou então choramos baixinho num momento a sós.

Impossível não ficar emocionada quando a saudade é expressa pelos miúdos.

O Sebastião, a semana passada, teve um crise de saudades.

Por vários motivos, a minha mãe não o foi buscar à escola como é habitual. Já não estava com ele há alguns dias. Ele já tinha perguntado mas nada de especial.

Fomos buscá-lo à escola e tudo calmo, fizemos as nossas rotinas e chegou a hora do banho.

As fitas habituais para entrar e sair (os vossos também são assim? primeiro não querem entrar, depois não querem sair).

Quando o tirámos do banho e o pusemos em cima da cama para vestir é que lhe deu um grande ataque de saudades.

Por cima da cama dele, temos uma série de ilustrações da My Simple Life do primeiro ano de vida do Sebastião. Uma delas representa as belas sonecas que ele e a avó faziam quando ele estava em casa.

Ele olha para o quadro e desata a chorar. Primeiro não percebíamos o que se passava. Até pensámos que se tinha magoado. Depois, no meio de soluços e a apontar para o quadro, disse: Porque é que a avó Mira não está aqui? Ela antes estava sempre aqui comigo!

Foi um pranto tal que vocês não fazem ideia. Ficou mesmo muito sentido. Só dizia que queria a avó. Estava mesmo incontrolável. Tentámos tudo para o acalmar mas não resultou. Decidi então ligar à minha mãe para falarem ao telefone. Ele então suplicou que ela lá fosse.

Claro que as avós não sabem dizer que não (e ainda bem). Então lá veio a minha mãe de casa, de comboio à hora do jantar.

Até ela chegar e apesar de eu lhe garantir que ela vinha esteve o tempo todo a soluçar.

Foi então que pensei que realmente as saudades são assim. Avassaladoras. Dilacerantes. Incontroláveis. Nós é que aprendemos a esconder.

 

 

 

 

Festa de Regresso às Aulas Um Bongo

No Sábado de manhã fomos à Festa de Regresso às Aulas Um Bongo!

Um BongoFoi mesmo muito divertido. A festa foi no Museu das Crianças um espaço que visitamos pela primeira vez. Devem estar a pensar: ‘Como é isto possível? Parece a história da Quinta Pedagógica dos Olivais…’ Desculpem não conhecer este espaço tão giro para os miúdos! Eu sei que já tem 20 anos mas eu só tenho um filho há 3, ok?

Não poderia ter sido o evento mais perfeito para conhecer o Museu das Crianças.

Um Bongo

O Um Bongo organizou uma festa para fazer o regresso à escola mais divertido. Se os vossos são como o meu, esta última semana tem sido todos os dias uma complicação para sair de casa.

No espaço exterior, Um Bongo tinha preparado um lanche cheio de coisas boas, como era dia de festa estava recheado de guloseimas e claro, com os vários sabores do Bongo. Os miúdos poderam fazer a sua máscara preferida do Bongo, pintar desenhos e fazer uma pintura facial com os animais favoritos. O Sebastião não quis porque diz que lhe faz comichão (a sério?) e optou por fazer uma estrelinha como a tatuagem que temos no pulso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No interior do museu, foram feitas diferentes actividades em várias salas onde as crianças experimentaram e brincaram em diversas situações. Não quero revelar muito o que se passa lá dentro pois acho que é mais divertido se forem sem saber o que vão encontrar. Posso dizer que desde brincar a diversas profissões, inventar uma história e fazer a banda do Um Bongo, houve um bocadinho de tudo.

Um BONGOUm BONGO

Depois da brincadeira voltamos para o lanche que fez as delícias dos mais pequenos.

Um Bongo ainda nos ofereceu uma mochila bem gira com o elefante que na segunda-feira o Sebastião quis levar para a escola e mostrar aos amigos.

Este novo ano de aventuras começou bem.

Obrigada ao Um Bongo pelo convite.

Parabéns Bá

A Bárbara hoje faz anos! Desejo-lhe tudo de bom não fosse ela a minha partner in crime aqui do Sweet Caos. Os anos vão passando, os miúdos vão crescendo e multiplicando-se, os projectos crescendo mas para mim a Bárbara será sempre a boca mais linda do Twitter.  Parabéns miúda. Don’t grow up.