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Sandra

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Os primeiros passos

O S. começou a andar.

Vacilante, optando de vez em quando por gatinhar ou aumentando a velocidade para não perder o equilíbrio mas, está a andar. Cada dia melhor, cada dia mais seguro.

Dizem-nos que são bebés até aos 2 anos e que a partir daí são crianças.

No dia que começou a dar os primeiros passos sem ajuda compreendi que estava dado o tal ‘passo gigantesco’ em direcção à sua independência.

A partir desse dia é um pouco menos bebé e um pouco mais daquilo que irá ser.

A felicidade do crescimento, as pequenas conquistas que os nossos bebés fazem todos os dias têm este sabor agridoce do fantástico que ainda irá ser e as saudades do que fica para trás.

 

Sobre as memórias 

Sou só eu ou à medida que o tempo vai passando as memórias ocupam um lugar cada vez mais especial nas nossas vidas?

Que fortes são. Hoje, uma amiga recordava os almoços de Domingo, aquele momento é tão vivído que conseguimos ouvir os sons e cheirar a comida na panela.

Dá vontade de ser pequena outra vez e esperar que a mãe nos chame para a mesa.

Hoje construímos novas memórias e talvez, daqui a umas décadas, o S. recorde com saudade os nossos Domingos de manhã.

‘O som da água da piscina, o meu pai a fazer disparates, o cheiro do café que a minha mãe tomava a seguir…’

Cair e Levantar

Tantas vezes na vida ‘caímos’ para nos voltarmos a levantar.

Assim, vamos crescendo, aprendendo, amadurecendo e acima de tudo, criando memórias que nos servem de base aquilo a que chamamos de experiência.

A experiência da maternidade é construída com momentos em que também ‘caímos’.

Todos nós, mães e pais, em determinado altura gostaríamos de ter feito as coisas de maneira diferente. O mais importante não é a ‘queda’ mas sim levantarmo-nos sempre.

É essa energia avassaladora que toma conta de nós que devemos cuidar e deixar prevalecer para bem de todos.

Tenho um amigo, também pai, que diz que fazemos sempre o melhor que sabemos com as ‘ferramentas’ que temos no momento.

É exactamente assim na maternidade/paternidade.

A todos os pais que se debatem com os seus ‘erros’ simplesmente, não se esqueçam, o importante é levantar.

Como diz a Bárbara: Upa.

 

A Sopa

Ontem a minha mãe perguntou se queria que ela fizesse sopa para o S. Eu prontamente disse que não.

Gosto de ser eu a fazer para saber exactamente o que contém e ir variando à minha maneira.

Deixar as refeições dele prontas ou pelo menos definidas é uma coisa importante para mim.

Faz-me sentir que estou mais presente.

Hoje de manhã, antes de sair para o trabalho, descobri que me tinha esquecido. Simplesmente, passou-me completamente que tinha de deixar sopa feita para hoje.

Sim, eu esqueci-me de fazer a sopa para o meu filho.

Não sei o que isso faz de mim mas sei exactamente o que me faz sentir.

#SAUDADES

Esta semana recebi uma notícia maravilhosa. A minha família vai crescer!

A minha prima está grávida de gémeos. Provavelmente duas meninas (yeahh roupa gira!).

Esta fantástica novidade deu-me imensas saudades da gravidez.

Apesar das dúvidas e medos associados, foi simplesmente uma altura maravilhosa.

Tive a sorte de ter uma gravidez sem nenhum problema que me permitiu usufruir ao máximo de cada momento e ainda conseguir montar uma empresa no mês antes do nascimento do S.

As duas semanas que antecederam o nascimento foram já penosas. Sem me conseguir mexer e com a ansiedade a aumentar já que o rapaz não se decidia (acabou por nascer de 41 semanas e 1 dia).

Recordo já com saudade esta experiência que é, sem dúvida alguma, inesquecível.

Não há palavras para descrever o que é gerar uma vida.

Ser o centro das atenções não é nada mau também. Aconselho a todas as grávidas a usarem e abusarem desse estatuto. Vão compreender que depois de os pôr-mos cá fora muita coisa vai mudar 😉

E vocês? Têm saudades da vossa gravidez?

 

19 de Março

Amaste-o desde a primeira vez que ouviste o seu coração bater.

Acho que foi nesse momento que passaste a ser pai.

Aposto que quando aceitaste ter um filho, no meio de uma limpeza de frigorífico, não sabias que era isto que te esperava.

Não sabias que te esperava esta imensidão de amor.

Dizes que a paternidade te mudou. Te fez melhor. Te fez maior.

Eu vejo a mesma pessoa de sempre. O homem por quem me apaixonei.

Vejo a Boa pessoa que escolhi (e me escolheu) para partilhar uma vida.

Hoje acordaste a agradecer-me.

Mas eu só posso dizer…

… Obrigada tu, por seres o Pai do meu filho.

 

Mau Mau Maria 

Fim de semana de sol, ideal para dar uma escapadinha. Descanso, relax, refeições tomadas com calma e vista para o mar. O dolce far niente tão perto.

Juro que quando saí de casa ontem antes do jantar era nisto que estava a pensar.

Quase a chegar ao destino o S. vomitou. Para os pais que já passaram por isto sabem o quanto é aflitivo. Agora imaginem estar numa autoestrada e não ter maneira de parar o carro. Muito difícil mesmo. O S. desde pequeno que chora a andar de carro. Esta é a segunda vez que vomita em andamento. Estamos a chegar à conclusão que ele realmente enjoa, o que nos vai limitar nos passeios que pensávamos dar, agora que ele já está maiorzinho.

A noite foi mais complicada do que o habitual, o que é totalmente compreensível, dado ser um sítio a que não está habituado. A última vez que cá viemos foi no verão passado e era demasiado pequeno para se lembrar.

Iniciámos hoje o dia sem planos, com o único objectivo de passear e relaxar o mais possível.  Sim, passeámos. Sim, houve momentos simplesmente maravilhosos.



Mas também houve birras, choro e stress.

De um momento para outro, o S. começou a mexer em tudo, a deitar coisas para o chão, a gritar e a chorar quando o impedíamos de mexer em alguma coisa e transformou-se numa daquelas crianças que eu, antes de ser mãe, costumava olhar de lado e pensava como era possível ser tão “mal-educada”.

Como pais, tentamos ao máximo aplicar as práticas de uma disciplina positiva.

Mas hoje, no restaurante, enquanto voavam talheres e o choro punha os olhos de todos em cima de nós, enquanto tentava engolir um pedaço de bife e evitava umas mãos dentro da travessa do arroz… Hoje, por breves momentos, transformei-me naquelas mães que jurei nunca ser e compreendi esses pais que perdem a calma, que dizem coisas que não querem dizer.

Cruzei aquela linha por segundos, e se não fosse a constante calma e paciência do pai, talvez a tivesse passado para sempre.

Mais do que a indisciplina, que julgo ser uma consequência desta fase de descoberta e de testar os limites que o S. está a passar, o que realmente me assusta é a minha reacção às situações. 

Vamos ser claros, ele tem 12 meses, eu tenho 38 anos. Julgo que a pessoa que tem mais ferramentas para lidar com estes momentos sou eu. Perder a calma não deve ser admissível para um adulto. Se é fácil? Não.

Será que foi apenas um dia? Será uma fase? Como lidam com a indisciplina?

Trabalho fora de horas

Já passa da meia-noite. Estou a acompanhar a produção de um trabalho.  Hoje não vi uma série aos bocados, não andei a apanhar brinquedos do chão , não adormeci o meu filho nos meus braços.

Este é também o outro lado da maternidade. 

Onde é que se desliga?

Não sei onde vai buscar tanta energia!

Horas de brincadeira, em que a consegue revirar a casa toda, divisão por divisão.

Era de esperar que tivesse um sono tranquilo durante a noite, certo?

Dormiu em 12 meses e meio apenas duas noites seguidas.

Adora umas belas sestas mas normalmente o ritmo dele é sempre acelerado.

Mamãs com bebés que não dormem mais do que 4h seguidas, estou convosco.

Podem ver na ilustração acima, feita pela My Simple Life e inserida no livro criado para o 1º aniversário do S., como são as nossas noites lá em casa.

Eu sei o quanto pode ser desesperante não conseguir realmente descansar.

Nos primeiros meses senti realmente que estava à beira de um colapso, valeu-me a calma e o apoio do pai nesta altura.

Hoje em dia, só vos digo que a capacidade de adaptação do ser humano é realmente fantástica mas não deixo de sonhar (acordada) com uma noite de sono de 7h, pronto se forem 6h já fico contente (5h por favor).