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Sandra

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Uma frase que fica

Em Outubro do ano passado faleceu o neurocirurgião João Lobo Antunes. Dei por mim nessa altura a ler alguns dos textos fantásticos que nos deixou. Já vos aconteceu ler uma frase e não conseguirem tirá-la da cabeça?

Comigo foi esta que partilho convosco. Acho que diz tudo.

Os laços da paternidade não têm cor e atam-nos os filhos contra o peito.

Co-sleeping até que idade?

O Sebastião dormiu mal desde que nasceu. Nos primeiros 2 anos eu nunca soube o que era dormir mais de 3 horas seguidas. Ele nasceu a uma terça-feira de manhã e nessa mesma noite, enquanto a maior parte das mães e bebés dormiam por exaustão, o meu gritava em plenos pulmões. Eu soube logo desde aí que não iria ter a vida facilitada.

As noites dos primeiros 3 meses foram passadas sentada com ele ao colo. Ele chorava muito. Cólicas, dentes, necessidade, fome, para ser sincera poderia ser tudo isto junto, ou só porque sim, tentámos mil e uma técnicas mas poucas coisas o acalmavam.

Quando fez 3 meses, a exaustão era tanta que sentia que nem conseguia já pensar como deve ser. Ele adormeceu ao colo e eu deitei-me na cama com ele encostado a mim, dormimos 1h30m e eu descobri o co-sleeping.

Não planeámos e nem fizemos uma opção de parentalidade. Foram as circunstâncias. Foram as necessidades dele e as nossas que nos levaram a esta opção.

Quando li algumas coisas sobre o co-sleeping fez todo o sentido para a nossa família. Era o único modo de todos em casa descansarmos e nos sentirmos bem.

Tive os meus receios. Em primeiro lugar, um dos principais preconceitos que existem em relação a esta opção tem haver com a dependência dos bebés. Se pararmos para pensar não deixa de ser parvo pensar que um bebé que depende de nós para tudo irá ficar mais dependente porque tem companhia para dormir. Interessante como a sociedade acha que sentir-se seguro é estar dependente e pedir ajuda é ser frágil. Dá que pensar, não é?

Fomos criticados por todos os pais que têm crianças que nasceram a dormir a noite toda e que aos 3 meses já estavam no seu quarto.

Não seria interessante que a crítica tivesse sido ao contrário? É que eu também acho absurdo um bebé dormir sozinho num quarto longe dos pais.

Mas na verdade, a única coisa que acredito realmente como mãe é que a família deve fazer o que sente ser natural. Se o meu bebé dormisse a noite toda assim que nasceu acho que faria total sentido colocá-lo no quarto a partir dos 6 meses.

Mas o meu bebé não dormia. Não dormia nem aos 3 meses, nem aos 6 meses, nem sequer aos 2 anos.

O nº de horas foi espaçando até às 5h seguidas e não houve fórmulas mágicas nem medicação. Foi natural e progressivo.

O co-sleeping fez todo o sentido para nós. Foram momentos que partilhámos e acima de tudo momentos em que realmente conseguimos descansar.

Desde os 18 meses que o Sebastião tem uma cama no quarto dele. Uma cama de menino ‘crescido’ há espera de companhia. Quando fez 3 anos ele passou a dizer que era ‘crescido’ e nós perguntámos se ele não queria experimentar dormir na cama dele e ele respondeu que sim.

Uma semana depois desmontámos em conjunto o berço que ele diz que é para outro bebé. Arrumámos tudo bem guardado e fizemos a cama de lavado.

Nessa noite sentámo-nos na cama dele a contar uma história, eu pus um colchão no chão e dormi junto dele.

Não houve choros nem birras.

No dia a seguir fiquei apenas até ele adormecer. E tem sido assim até hoje.

Existem noites que dorme seguido e outras que chama várias vezes e até aquelas em que pede leite às 3h30 (já estamos habituados). Mas dorme sozinho no quarto dele.

Nunca pensámos que seria tão simples e natural esta passagem.

Depois de tudo o que passámos, depois de tantas noites sem dormir chegámos até aqui porque respeitámos o ritmo dele e as suas necessidades.

Por isso mamãs e papás, tudo tem o seu tempo e hora e nestas coisas de bebés todos têm ritmos diferentes.

Quando me perguntam até quando devem fazer o co-sleeping a resposta é simples: até todos quererem.

Dia Internacional de todas as Famílias

Hoje comemora-se o Dia Internacional da Família e para nós não nos importa como é a vossa.

Só nos importa uma única coisa: o amor que une as pessoas.

Aproveitamos para relembrar os motivos pelos quais este dia foi criado:

  • a importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na base da educação infantil;
  • reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família;
  • chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para seus direitos e responsabilidades;
  • sensibilizar e promover o conhecimento relacionado com as questões sociais, económicas e demográficas que afetam a família.

Das nossas famílias para as vossas: muito amor na vossa vida.

 

O primeiro Dia da Mãe

Há 3 anos era Dia da Mãe. O Sebastião tinha 2 meses e meio. Não comemoramos normalmente estas datas e não lhes damos muita importância mas hoje quando abri o meu facebook lá estava esta foto. Há 3 anos atrás eu tinha um bebé pequenino.

Hoje tenho uma criança, um pequeno rapaz que me surpreende todos os dias. Que adora conversar e brincar. Que continua como se tivesse sempre ligado à electricidade. Que me chama às 3h da manhã para me dizer que gosta muito de mim. Que faz birras e negoceia. Que não aceita um não como resposta. Que quer que lhe explique tudo. Hoje eu tenho um pequenino que já está muito crescido.

Adoro esta fase mas cá dentro, de vez em quando, tenho saudades do bebé.

Passa num Instante

A Associação Caminhos da Infância tem neste momento uma campanha de sensibilização chamada ‘Passa num Instante’.

Esta campanha pretende sensibilizar a sociedade para a os maus tratos e negligência na infância, com um foco grande na parentalidade positiva, no âmbito do Mês Internacional da Prevenção do Mau Trato na Infância que se assinala em Abril.

Juntamente com a campanha criaram um site: http://www.palavrasdainfancia.com/

Neste site podemos escolher algumas imagens e associar as palavras que os nossos pequenos dizem. É uma maneira de recordarmos estes momentos que vão passar num instante.

A ideia da  Associação Caminhos da Infância é  sensibilizar os cuidadores para a passagem do tempo e para a importância de se cuidar da infância pois é vivida apenas uma vez, razão pela qual tem um grande significado, logo é necessário investir nesta fase.

Aos cuidadores – pais, tios, avós, irmãos – importa lembrar que é fundamental estar presente para conhecer, entender, descodificar os sinais das crianças e dar-lhes uma resposta adequada.

É necessário criar uma infância com boas memórias, para que seja um período de tempo que não se quer esquecer.

Porque o tempo voa e, quando damos conta o small passa a medium, o nº18 a nº24, o estôgamo afinal é estômago e o péu é só mais um chapéu.

Temos de aproveitar o tempo.

 

Fomos à Quinta Pedagógica dos Olivais!

Sim, nós devemos ser as únicas pessoas com filhos pequenos que ainda não tinham ido à Quinta Pedagógica dos Olivais!

Tínhamos tentado uma vez e quando chegámos já estava fechada. Para nossa defesa saibam que já visitámos quintas pedagógicas em outras zonas do país e como assim que surge o sol vamos para o nosso cantinho de ‘campo’ nunca tinha calhado.

Mas este fim-de-semana não escapou e tirámos a manhã para uma visita. Lógico que não preciso de dizer que adorámos! É sem dúvida o campo na cidade.

Tivemos a sorte de haver leitões e pintainhos o que tornou o passeio ainda mais encantador.

Para quem nunca visitou (ainda existe alguém por aí?) aconselho a pensarem já neste passeio e a não perderem esta oportunidade.

Com entrada gratuita, sim, completamente gratuita! A Quinta é um equipamento público, gerido pelo município de Lisboa. Eu fiquei muito espantada com as condições, superou completamente as minhas expectativas e garanto-vos que não vos vai desiludir.

Perfeita para levarem os miúdos nestes dias quentes de Primavera. Podem correr, brincar, interagir com os animais e passear no pomar.

A Quinta promove uma série de visitas e actividades que ficaram por experimentar mas com toda a certeza vamos participar no futuro.

Eu sei que isto são old news mas mais vale tarde do que nunca 😉

Quinta Pedagógica dos Olivais: Site | Facebook | Twitter

 

Os Pais no Caos

Vocês já sabem que adoramos ter convidados aqui no blog. Todas as histórias são importantes e as nossas crianças são únicas mas cheias de semelhanças.

Temos uma área no blog só para os convidados onde todos podem partilhar as aventuras da parentalidade connosco, é só mandar email para blog@sweetcaos.com.

Achamos também importante dar voz aos pais e temos feito sempre questão de convidar homens para escrever sobre o modo como lidam com a parentalidade. Com tantos textos fantásticos decidimos criar uma área específica para que possam partilhar as suas histórias. Reunimos todos os textos dos papás aqui.

Teremos muitas novidades em breve! Por isso fiquem atentos. 🙂

Férias com crianças? Não, obrigada.

Antes que comecem já a dizer que sou uma mãe horrível e que não quero passar tempo com o meu filho deixem-me esclarecer o que são férias ideais com ele.

Podem ser num sítio qualquer mas fixas. Ou seja estamos a dormir e a fazer as refeições no mesmo local e durante a manhã e a tarde fazemos actividades como ir à piscina, praia, a um quinta pedagógica, ao parque, passear, ir comer um gelado e retornar à ‘base’. Resumindo dormir-comer-actividade-dormir-comer-actividade-comer-dormir. Perceberam a ideia?

Temos tido umas fantásticas destas desde que ele nasceu e são sempre deliciosas.

No início do ano decidimos experimentar fazer umas de conhecimento ou seja, uma daquelas férias que implica andarmos de um lado para o outro a conhecermos os sítios.

Sim porque nós somos daqueles que acreditam que uma das melhores experiências que se pode proporcionar aos miúdos é viajar.

Adoramos ver os turistas pela cidade de Lisboa com 2 e 3 filhos, a desfrutarem de momentos únicos.

Que fofos.

Optámos por São Miguel por diversos motivos. Primeiro queríamos testar como seria a viagem de avião (foram espectaculares sem problema nenhum a não ser um pouco de impaciência na viagem de regresso), era um sítio que queríamos conhecer mas dentro do nosso país e caso existisse alguma situação mais complicada seria muito mais fácil resolver.

A Bárbara já tinha lá estado há um ano atrás e parecia-nos totalmente tranquilo e perfeito para a primeira experiência um pouco mais longe.

Já nos imaginávamos pelas ruas de Barcelona ou nos cafés de Paris com o nosso ‘anjo’.

Mas não. Não poderia ser assim tão fácil.

Não sei como raio os outros miúdos ficam tão sossegados ao pé dos pais, passeiam ao mesmo ritmo e nunca os vemos chorar (será do jet lag?).

Mas o nosso quer fazer as coisas todas ao ritmo dele o que implica correr por todo o lado e não sossegar um único minuto. Fazer birras porque quer alguma coisa que viu ou porque está simplesmente cansado de estar ali.

Agora que já acabaram, passamos momentos muito bons mas não foi nada fácil.

Não foi nada a ideia romântica que tinha do que seria viajar com um filho. Foi desafiante desde o momento em que acordava até ir dormir ao final do dia.

No primeiro dia eram 3h da manhã e estava o Zé na recepção a ver se lhe arranjavam um copo de leite.

Não adorei. Não fiquei fã e não quero fazer nada deste género nos próximos meses. É importante para ele? Sim, é. Mas acho que não se perde nada se for a partir dos 4/5 anos (ou até dos 15 anos). Até lá vamos optar pelas nossas férias de não fazer nada.

Foi cansativo. Foi desgastante. Por isso desculpem-me as babybloggers que enchem o instagram com fotos maravilhosas de férias com miúdos, eu também tenho algumas dessas mas isso não quer dizer que tenham sido 24 h fantásticas e que viajar com miúdos não é um verdadeiro desafio.

Por isso, mamãs e papás, não fiquem tristes quando acharem que só o vosso bebé é que chora e que pais horríveis devem ser quando já estão a contar os dias para voltarem para casa. #estamosjuntos

 

Nasceu!

Seguidores e amigos, papás e mamãs, é com imensa felicidade que partilho convosco o nascimento de mais um bebé no Sweet Caos.

Hoje é um dia muito especial, a nossa ‘família’ cresceu (e eu ganhei mais uma sobrinha).

Parabéns à Bárbara, ao papá Pedro e ao mano Vicente.

Bem-vinda Flor.

Pequenina

És pequenina e ris … A boca breve
É um pequeno idílio cor-de-rosa …
Haste de lírio frágil e mimosa!
Cofre de beijos feito sonho e neve!

Doce quimera que a nossa alma deve
Ao Céu que assim te faz tão graciosa!
Que nesta vida amarga e tormentosa
Te fez nascer como um perfume leve!

O ver o teu olhar faz bem à gente …
E cheira e sabe, a nossa boca, a flores
Quando o teu nome diz, suavemente …

Pequenina que a Mãe de Deus sonhou,
Que ela afaste de ti aquelas dores
Que fizeram de mim isto que sou!

Florbela Espanca, in “Livro de Mágoas”

 

Vamos Doar?

Chegou a altura de entregar o IRS! Sim, eu sei que esta altura do ano nem sempre é a melhor mas vamos falar da parte boa da entrega do IRS, ok?

Ao entregar a sua declaração pode doar 0,5% do valor dos seus impostos para uma instituição à sua escolha! A isto chama-se ‘consignação do imposto’ e na realidade significa que parte do valor pago por si em impostos em vez de entrar nos cofres do Estado vai directamente para uma instituição, desde que esteja presente na lista oficial.

Não tem nenhum custo para si e pode beneficiar quem mais quiser ajudar. Esta é uma óptima maneira de contribuir e fácil, fácil.

Pode ver a lista oficial nesta área do Portal das Finanças.

Depois basta marcar um X no quadro 11 do modelo 3 e escolher a melhor opção para si.

Simples, não é?

Não há desculpas para não ajudar 🙂