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Dia Mundial das Pessoas Felizes

Enganei-me? É dia Mundial da Criança? Desculpem lá mas conhecem pessoas mais felizes que os miúdos?

Conhecem gargalhada mais genuína?

No outro dia estávamos, a observar uma brincadeira tonta do Sebastião com os gatos. Eles corriam pela casa, quase como se estivessem a brincar à apanhada e ele ria-se à gargalhada.

Nesse momento, o pai virou-se para mim e disse: Nós já não rimos assim.

É verdade, nós com a idade vamos perdendo esta capacidade de rir tão enérgica e natural como as crianças. Claro que continuamos a rir mas o riso deles é diferente do nosso, é completamente livre. Parece que riem com o corpo todo.

As crianças são felizes naturalmente e precisam tão pouco para o serem.

Por isso, hoje propomos que além dos mimos e presentes que queiram dar aos vossos miúdos os façam rir.

Vamos roubar gargalhadas aos nossos pequenos e comemorar o Dia Mundial das Pessoas Felizes.

P.S. Já escrevemos aqui no blog sobre a importância cívica, social e política deste dia, lembrem-se que não é só mais um dia para fazermos actividades giras com os bebés e crianças.

 

As mães gordas

O Sebastião apanhou uma gastroentrite viral e tivemos que recorrer à urgência do hospital. Foi super bem atendido como sempre. Foi-lhe feito um exame completo e todos os procedimentos necessários. Fez o tratamento e teve alta. Neste momento está em recuperação. Não tenho nada, absolutamente nada a dizer do modo como foi e é tratado sempre que tem que recorrer a uma urgência sem ser com a pediatra dele. Hoje quero falar de preconceito. Hoje quero falar do modo como as pessoas olham para as mães com excesso de peso. 

Está claro que uma mãe com excesso de peso apenas alimenta o seu filho com batatas fritas e refrigerantes. Todos sabemos isso, não é?

Por isso, é normal que quando uma criança está com gastroentrite uma médica tenha que a aconselhar em relação à alimentação não vá ela sair do hospital e dar à criança donuts de chocolate. Temos que também reforçar que a criança não deve comer diariamente essas coisas porque com toda a certeza esta mãe gorda não sabe disso e é completamente indiferente que este miúdo até seja um magricela pois de certeza que deve comer montes de coisas que lhe fazem mal mas ainda não se nota.

Não somos nada ditadores com a alimentação, aliás, já falei disso mesmo no blog da nutricionista Sandra Almeida e aqui também.

Acho que somos pais perfeitamente normais nesse aspecto, a diferença é no tipo de mãe.

Quando uma mãe com o peso normal dá um chocolate a um filho é isto que ouve: Fazes bem! É tão bom um miminho de vez em quando, até nós gostamos. Mas, quando a mãe é gorda… ui… o mundo vem abaixo. 

Não fazem ideia da quantidade de críticas meio veladas que tenho ouvido ao longo destes 3 anos. Isso não vai deixar de acontecer pois eu não vou deixar de ser gorda. É um verdadeiro estudo sociológico ver a diferença da reacção das pessoas. Quando o magricela do meu marido dá batatas fritas ao miúdo é risinhos e reforçado com um ‘é tão bom’; quando sou eu é interessante ver o ar de desilusão das pessoas e logo imediatamente um: ‘as batatas fritas fazem mal’.

O mais importante para mim é que o miúdo seja saudável mas tendo uma mãe gorda é de assumir que não deve ser.

Não sei se outras mães com excesso de peso passam pelo mesmo mas imagino que sim. Costumam ouvir este tipo de críticas? E as magricelas, também são criticadas?

Galinheta! Como eu me rendi à Patrulha Pata

Aposto que aí por casa há fãs da Patrulha Pata. Acertei? Todos os miúdos e miúdas, pelo menos abaixo dos 6 anos, adoram estes desenhos animados.Patrulha PataEu confesso que levei um bocado a habituar-me e não eram um dos meus favoritos. Até que me comecei a interessar pela personagem da Presidente Goodway. A sério, digam lá se não acham o seu animal de estimação o máximo?

Presidente e GalinhetaEu sou team Galinheta e confesso que quando vejo os episódios da Patrulha Pata, estou sempre à espera que entrem estas duas personagens. Que tal uma série só com a Galinheta? Isso é que era de valor. Façam a petição que eu assino por baixo 🙂

Galinheta

 

Uma frase que fica

Em Outubro do ano passado faleceu o neurocirurgião João Lobo Antunes. Dei por mim nessa altura a ler alguns dos textos fantásticos que nos deixou. Já vos aconteceu ler uma frase e não conseguirem tirá-la da cabeça?

Comigo foi esta que partilho convosco. Acho que diz tudo.

Os laços da paternidade não têm cor e atam-nos os filhos contra o peito.

Co-sleeping até que idade?

O Sebastião dormiu mal desde que nasceu. Nos primeiros 2 anos eu nunca soube o que era dormir mais de 3 horas seguidas. Ele nasceu a uma terça-feira de manhã e nessa mesma noite, enquanto a maior parte das mães e bebés dormiam por exaustão, o meu gritava em plenos pulmões. Eu soube logo desde aí que não iria ter a vida facilitada.

As noites dos primeiros 3 meses foram passadas sentada com ele ao colo. Ele chorava muito. Cólicas, dentes, necessidade, fome, para ser sincera poderia ser tudo isto junto, ou só porque sim, tentámos mil e uma técnicas mas poucas coisas o acalmavam.

Quando fez 3 meses, a exaustão era tanta que sentia que nem conseguia já pensar como deve ser. Ele adormeceu ao colo e eu deitei-me na cama com ele encostado a mim, dormimos 1h30m e eu descobri o co-sleeping.

Não planeámos e nem fizemos uma opção de parentalidade. Foram as circunstâncias. Foram as necessidades dele e as nossas que nos levaram a esta opção.

Quando li algumas coisas sobre o co-sleeping fez todo o sentido para a nossa família. Era o único modo de todos em casa descansarmos e nos sentirmos bem.

Tive os meus receios. Em primeiro lugar, um dos principais preconceitos que existem em relação a esta opção tem haver com a dependência dos bebés. Se pararmos para pensar não deixa de ser parvo pensar que um bebé que depende de nós para tudo irá ficar mais dependente porque tem companhia para dormir. Interessante como a sociedade acha que sentir-se seguro é estar dependente e pedir ajuda é ser frágil. Dá que pensar, não é?

Fomos criticados por todos os pais que têm crianças que nasceram a dormir a noite toda e que aos 3 meses já estavam no seu quarto.

Não seria interessante que a crítica tivesse sido ao contrário? É que eu também acho absurdo um bebé dormir sozinho num quarto longe dos pais.

Mas na verdade, a única coisa que acredito realmente como mãe é que a família deve fazer o que sente ser natural. Se o meu bebé dormisse a noite toda assim que nasceu acho que faria total sentido colocá-lo no quarto a partir dos 6 meses.

Mas o meu bebé não dormia. Não dormia nem aos 3 meses, nem aos 6 meses, nem sequer aos 2 anos.

O nº de horas foi espaçando até às 5h seguidas e não houve fórmulas mágicas nem medicação. Foi natural e progressivo.

O co-sleeping fez todo o sentido para nós. Foram momentos que partilhámos e acima de tudo momentos em que realmente conseguimos descansar.

Desde os 18 meses que o Sebastião tem uma cama no quarto dele. Uma cama de menino ‘crescido’ há espera de companhia. Quando fez 3 anos ele passou a dizer que era ‘crescido’ e nós perguntámos se ele não queria experimentar dormir na cama dele e ele respondeu que sim.

Uma semana depois desmontámos em conjunto o berço que ele diz que é para outro bebé. Arrumámos tudo bem guardado e fizemos a cama de lavado.

Nessa noite sentámo-nos na cama dele a contar uma história, eu pus um colchão no chão e dormi junto dele.

Não houve choros nem birras.

No dia a seguir fiquei apenas até ele adormecer. E tem sido assim até hoje.

Existem noites que dorme seguido e outras que chama várias vezes e até aquelas em que pede leite às 3h30 (já estamos habituados). Mas dorme sozinho no quarto dele.

Nunca pensámos que seria tão simples e natural esta passagem.

Depois de tudo o que passámos, depois de tantas noites sem dormir chegámos até aqui porque respeitámos o ritmo dele e as suas necessidades.

Por isso mamãs e papás, tudo tem o seu tempo e hora e nestas coisas de bebés todos têm ritmos diferentes.

Quando me perguntam até quando devem fazer o co-sleeping a resposta é simples: até todos quererem.

Dia Internacional de todas as Famílias

Hoje comemora-se o Dia Internacional da Família e para nós não nos importa como é a vossa.

Só nos importa uma única coisa: o amor que une as pessoas.

Aproveitamos para relembrar os motivos pelos quais este dia foi criado:

  • a importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na base da educação infantil;
  • reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família;
  • chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para seus direitos e responsabilidades;
  • sensibilizar e promover o conhecimento relacionado com as questões sociais, económicas e demográficas que afetam a família.

Das nossas famílias para as vossas: muito amor na vossa vida.

 

O primeiro Dia da Mãe

Há 3 anos era Dia da Mãe. O Sebastião tinha 2 meses e meio. Não comemoramos normalmente estas datas e não lhes damos muita importância mas hoje quando abri o meu facebook lá estava esta foto. Há 3 anos atrás eu tinha um bebé pequenino.

Hoje tenho uma criança, um pequeno rapaz que me surpreende todos os dias. Que adora conversar e brincar. Que continua como se tivesse sempre ligado à electricidade. Que me chama às 3h da manhã para me dizer que gosta muito de mim. Que faz birras e negoceia. Que não aceita um não como resposta. Que quer que lhe explique tudo. Hoje eu tenho um pequenino que já está muito crescido.

Adoro esta fase mas cá dentro, de vez em quando, tenho saudades do bebé.

Passa num Instante

A Associação Caminhos da Infância tem neste momento uma campanha de sensibilização chamada ‘Passa num Instante’.

Esta campanha pretende sensibilizar a sociedade para a os maus tratos e negligência na infância, com um foco grande na parentalidade positiva, no âmbito do Mês Internacional da Prevenção do Mau Trato na Infância que se assinala em Abril.

Juntamente com a campanha criaram um site: http://www.palavrasdainfancia.com/

Neste site podemos escolher algumas imagens e associar as palavras que os nossos pequenos dizem. É uma maneira de recordarmos estes momentos que vão passar num instante.

A ideia da  Associação Caminhos da Infância é  sensibilizar os cuidadores para a passagem do tempo e para a importância de se cuidar da infância pois é vivida apenas uma vez, razão pela qual tem um grande significado, logo é necessário investir nesta fase.

Aos cuidadores – pais, tios, avós, irmãos – importa lembrar que é fundamental estar presente para conhecer, entender, descodificar os sinais das crianças e dar-lhes uma resposta adequada.

É necessário criar uma infância com boas memórias, para que seja um período de tempo que não se quer esquecer.

Porque o tempo voa e, quando damos conta o small passa a medium, o nº18 a nº24, o estôgamo afinal é estômago e o péu é só mais um chapéu.

Temos de aproveitar o tempo.

 

Fomos à Quinta Pedagógica dos Olivais!

Sim, nós devemos ser as únicas pessoas com filhos pequenos que ainda não tinham ido à Quinta Pedagógica dos Olivais!

Tínhamos tentado uma vez e quando chegámos já estava fechada. Para nossa defesa saibam que já visitámos quintas pedagógicas em outras zonas do país e como assim que surge o sol vamos para o nosso cantinho de ‘campo’ nunca tinha calhado.

Mas este fim-de-semana não escapou e tirámos a manhã para uma visita. Lógico que não preciso de dizer que adorámos! É sem dúvida o campo na cidade.

Tivemos a sorte de haver leitões e pintainhos o que tornou o passeio ainda mais encantador.

Para quem nunca visitou (ainda existe alguém por aí?) aconselho a pensarem já neste passeio e a não perderem esta oportunidade.

Com entrada gratuita, sim, completamente gratuita! A Quinta é um equipamento público, gerido pelo município de Lisboa. Eu fiquei muito espantada com as condições, superou completamente as minhas expectativas e garanto-vos que não vos vai desiludir.

Perfeita para levarem os miúdos nestes dias quentes de Primavera. Podem correr, brincar, interagir com os animais e passear no pomar.

A Quinta promove uma série de visitas e actividades que ficaram por experimentar mas com toda a certeza vamos participar no futuro.

Eu sei que isto são old news mas mais vale tarde do que nunca 😉

Quinta Pedagógica dos Olivais: Site | Facebook | Twitter