O título deste post é mesmo uma pergunta que não é nada fácil responder.

Estou-me a referir à frustração dos miúdos, se fosse dos adultos, tenho uma série de amigas que garantem que não há nada que não se resolva com pizza e uma garrafa de vinho.

Como esta solução não é viável, todos os dias lá em casa lidamos com conflitos que resultam por o Sebastião ainda não saber lidar com a frustração.

Quando se vê contrariado, em qualquer situação, entra na fase de ‘eu vou gritar tanto que mais cedo ou mais tarde ou os vizinhos chamam a segurança social ou tu vais-me dar o que eu quero). Está lixado que eu não lhe dou e na verdade não quero saber o que pensam lá no prédio.

Nos dias bons a técnica é, sempre calmamente, tentar negociar o que ele quer. Por exemplo: não quer tomar banho. Então vamos brincar mais um bocadinho, 5 minutos no despertador, ele fica todo contente e quando o relógio apita é hora de cumprir a parte dele do acordo.

Quando já se está a passar mesmo para o outro lado, em que já nem sequer houve o que nós estamos a dizer, é dar-lhe colo, abraçá-lo e continuar a falar calmamente.

Nos dias bons, isto resulta. Demora um pouco mas realmente resulta. Além de que é maravilhoso para controlar a nossa frustração. Sim, porque no fim do conflito, quem normalmente se sente mais frustrado somos nós.

Mas, não há dias sempre bons. E nos maus é mesmo péssimo. Nesses dias, quando a frustração se instala, quando analisamos e vemos que não conseguimos lidar da melhor maneira com o conflito lembro-me sempre das palavras da Bárbara: Eu era muito melhor mãe antes de ser mãe :). E esta simples verdade faz-me acreditar que todos nós falhamos como pais uma vez por outra e quanto mais tivermos consciência disso, melhor seremos cada dia que passa.

 

 

 

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Sandra
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