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Quatro Filhos! 

Lembro-me de em miúda não querer ter filhos. Lembro-me perfeitamente de quando decidi que queria ter 4!

Quando comecei a namorar com o Pedro e a coisa ficou séria rapidamente, lembro-me de lhe dizer que gostava de ter uma família grande. Sou filha única e embora tenha tido uma infância boa e com muitos primos, não recomendo. Sinto a falta do abraço de um irmão, ou de mais que um! 

O Pedro não fugiu assustado com as minhas intenções de ter quatros filhos mas disse-me que nem pensar! Dois e estava bom! Um dia iamos de carro e ele disse que concordava comigo, que deveria ser espectacular ter sempre a casa cheia, sempre alguém com quem brincar e que seria isso mesmo.

Durante muitos anos por motivos profissionais adiamos o momento de ter filhos, aproveitamos para viajar muito e um dia decidimos que já não interessava mais se era a época certa ou não é e que ia ser “agora” e depois tudo se arranjava!

E assim foi! O pequenino veio, muito desejado e já está a caminho dos 15 meses. Mudou muito a vida, mudou tudo!!! Deixei de trabalhar, vamos construir uma casa, não durmo há dois anos porque já na gravidez a coisa era difícil! Mas agora temos ainda mais vontade de ter os nossos quatros filhos e já sonhamos com o segundo!

Por isso mesmo o post que vos transcrevo abaixo me tocou tanto! Por isso mesmo estou vidrada no blog da Maria e deixei de lado os meus livros e todos os dias leio os artigos dela! Da deliciosa família da Maria! A Maria, o Francisco, os seus quatros filhos e o cão! Tão bom!

Fiquem com um texto fantástico e depois vão lá ver o blog maravilhoso deles. 

” Seis meses quatro

Hoje faz seis meses que somos pais de quatro. Ter um quarto filho é muito diferente de ter um primeiro ou um segundo mas nunca pensei que fosse tão diferente de ter um terceiro.

As pessoas na rua arregalam os olhos: “quarto?!?” – dizem uns, “Tão novinha.. ” –  dizem outros, abanando a cabeça, como se fosse uma fatalidade que me aconteceu por não ter tomado as devidas precauções.
Os amigos dizem que somos uns corajosos, a família diz que somos loucos, os médicos e enfermeiras acham que já não têm de nos explicar nada pois já sabemos, concerteza, tudo sobre gravidez, parto e puerpério (“ainda por cima  a mãe é psicóloga…”)
Existe de facto alguma descontração num quarto filho, embora nunca tivéssemos sido uns pais muito stressados (lembro me bem de mentir  à enfermeiras relativamente ao tempo de amamentação do nosso primeiro filho quando percebi que elas achavam que 3 minutos era pouco mas eu tinha a certeza que ele estava bem…)
Num quarto filho ninguém nos fala sobre como se deve amamentar, ninguém pergunta sobre os nossos receios e ansiedades, ninguém nos quer ensinar a dar o banho – tive de explicar que não era brincadeira que não me lembrava  MESMO como se dava banho a um recém nascido.
Enfim, percebi que ser mãe de quatro é uma condição diferente. Para o bem e para o mal. Às vezes perguntam-me como é ter quatro filhos, à espera que responda “é muito cansativo.. ”  e se eu responder isto oiço  um “pois, imagino…” Mas se eu disser ” bem é muito, muito bom! ” vão achar que eu não bato bem da cabeça “lá está ela, eu sempre achei que ela era meia doida” (Ok talvez tenha exagerado em ter ido à festa de aniversário do Lux na véspera da Jasmim ter nascido…)
Mas claro que é cansativo, só que às vezes sinto que o cansaço está muito sobrevalorizado. Não lhe podemos dar muita importância, senão não fazemos nada. A vida não é para ser simples, é para ser intensa e para ser intensa claro que vai trabalho.
 Desde o dia em que me aparecem 3 cabecinhas loiras pelo hospital adentro, de olhos brilhantes a verem a irmã mais nova pela primeira vez, percebi que lhes estou a dar das melhores coisas que eles podem ter, amor de irmãos e uma casa cheia.  Não me importo de ficar cansada no fim do dia, de não lhes poder proporcionar uma universidade no estrangeiro, férias na eurodisney ou todos os brinquedos que eles gostariam de ter.
Hoje, seis meses passados com 4 filhos tenho a certeza que foi isto que imaginei para a minha família, que é com muito amor e orgulho que estamos a ver crescer quatro irmãos que se adoram, que se odeiam, que brincam juntos, que riem juntos, que têm ciúmes uns dos outros,  que discutem, que se atropelam para ser os primeiros a fazer xixi, que ficam a conversar até adormecer, que pegam a mana ao colo sem jeito nenhum, que vibram como nós com as conquistas uns dos outros, que falam todos ao mesmo tempo.
Não sei se estou a dar a atenção que queria a cada um deles, não tenho o tempo que queria para me sentar a construir legos com um deles como tinha com um só, muitas vezes o mais velho faz os trabalhos de casa sem nós o conseguirmos ajudar, às vezes não sei se lavaram os dentes, se as meias estão certas, às vezes sinto que dei mais atenção a um do que a outro e fico desfeita, tento compensar, às vezes tentar compensar ainda é pior, às vezes não tenho a certeza se puseram bem as cuecas, se a mochila foi pronta para a escola. Mas sei que quero mimá-los, quero enchê-los de amor a cada um como se fosse o único. Sei que provavelmente não os estou a preparar para uma carreira de sucesso, serem lideres ou génios, mas tenho a certeza que os estou a preparar para o amor.
Hoje os parabéns são para eles os quatro.” 

O primeiro dia de uma mãe.

Soube pelo P3 do novo livro da fotografa Jenny Lewis e fiquei logo fascinada pelas brilhantes fotografias que nos apresenta!

Para este livro Jenny fotografou várias mamãs com os seus recém-nascidos nas suas primeiras 24 horas de vida.

As imagens são mágicas e a autora pretende com esta publicação passar a mensagem da dor positiva e da doce vitória sobre o parto em vez de segmentar o medo que as novas gerações tem deste momento.

Resta-me dizer que o resultado é lindo e partilhar com vocês a minha foto das primeiras 24 horas do meu filho. 🙂

IMG_4159

Podia estar no livro da Jenny, mas não está! 😛
No entanto acho que também demonstro a felicidade desta dor positiva!

beijnhos Bárbara

 

Feliz dia do pai!

Há muitos anos que queria ser mãe mas a vida vai nos pondo outras tarefas pela frente e vamos andando e adiando!

Quando decidimos que estava na hora, vivemos com alguma ansiedade a vontade de conseguir engravidar.

Talvez por isso, tenha como uma das melhores memórias da minha gravidez, o dia do teste!

Lembro-me bem que estava na casa-de-banho e a vontade de fazer xixi não vinha! Eu que sou maria-mijas!!!

Nesse dia, uma segunda-feira, íamos a sair do escritório e o Pedro disse- me para comprar o teste. Também já tinha pensado nisso, mas o atraso na menstruação era de dois dias e não queria falsas esperanças.

Mas lá fui, lá comprei, e lá estava eu na casa de banho! 

Vimos as intruções e o teste demoraria uns segundos!

Veio a vontade, e ainda estava eu a pousar o teste no lavatório e já o anúncio era bem visível. Estava grávida!!

Não me lembro de mais nada! Só me lembro do pai do meu filho a chorar desalmadamente, compulsivanente, como nunca vi! Feliz, histérico, emocionado!

Não sabia se o abraçava, se chorava também, se me ria, mas sabia que o pai do meu filho nascia ali. E ali nascia também um amor maior! 

Foi presente na gravidez, nas aulas de preparação, deu-me a mão no parto e só não viu o filho nascer porque fomos para cesariana.

Tratou do cordão-umbilical, massajou a barriga para aliviar as cólicas, estimulou tantas vezes para que fizesse cócó!!! Ainda hoje é o pai que lhe dá banho! E o Vinny ainda hoje adormece ao colo do pai com a facilidade de um passarinho!

O filho trata o pai por Man e o pai trata o filho por pepito! 

Eu trato os dois por “mor”!

Lindo e piroso, como deve ser 🙂

Feliz dia do pai! 

Ps. A ilustração é mais uma vez da incrível Ana Cocker da My Simple Life!