Tag

amigos

Browsing

Dia dos namorados!

Não sou das mães que incentiva os filhos a “namorarem” em pequenos, mas também não faço nenhum drama quando eles aos quatro anos dizem que tem namorada(o).

Rio-me e até me divirto, confesso, com os planos que fazem para o futuro.
E já ouvi cada plano! ahahahha

Este ano, o miúdo chegou a casa na véspera, e qual romântico assumido, pediu para no dia seguinte levar uma rosa vermelha à namorada!

Uma rosa vermelha??? say what?

Fique desde já claro que o pai nunca foi destas demonstrações, portanto, não foi cá em casa que ele viu isso! Ainda se fosse um gadget 😛

O melhor que lhe arranjei foi uns cravos brancos que tinha na jarra e que feliz e contente ele lá foi! A namoradinha, por sua vez, também lhe levou uma prenda e esperava uma rosa vermelha (!) mas ficou super feliz com os cravos e acho que nem se lembrou que a expectativa era uma flor diferente! Os amiguinhos deliraram com tal sintonia e riam-se muito! O amor aos 5 anos deve ser isto!

img_9489

No entanto, o  espanto maior do dia ainda estava para vir!

Se já sabíamos que o moço era um parte-corações e um romântico, o que não sabíamos é que o charme também abraçou a irmã. E ela, de dois anos, veio com uma linda camélia vermelha para casa que um amiguinho pediu em casa para lhe levar!  Está bem então!

85222469_232633277758311_6800386191234433024_n

Começamos bem!! E já imagino os choros e ranhos que vai ser esta casa quando estes dois entrarem na adolescência!!

Ser tia

Adorei o convite da Sandra e da Bárbara para um post aqui no Sweet. Demorei um pouco, mas a ideia estava cá, afinal faz parte do meu dia a dia.
Sou tia de vários filhos de amigos. Não me tratam necessariamente por tia, mas sinto-me tia de todos eles.
Ser tia passa muito por ir com eles brincar para o chão, construir legos ou simplesmente ficas a ver tv com eles aninhados em mim, cada um à sua maneira (o João tinha de ter nem que fosse uma mão em cima de um braço meu, o Diogo punha os pés debaixo de mim). E passa muito também por querer saber da sua evolução, estejam a começar a andar ou a acabar o 5º ano (a sério, Diogo, 5º ano já feito?).
Há filhos de amigos que não acreditam na idade tenho. Não porque tenham noção do que cada idade parece, mas porque me vêem mais próxima deles que dos pais. Sabem que sou amiga dos pais, por isso devo ser crescida, por outro lado sou quase uma deles, não posso ter quase 40 anos como os pais.
Mais que os maçar com pedidos de gracinhas, adoro observá-los, cinco minutos que esteja com um baby são para aproveitar, são para ver um gesto, uma gracinha e tentar guardá-la para sempre na memória. Não invado, não vou a correr para cima de um bebé, fico à distancia a dar-lhe espaço, ele saberá quando me quer dar confiança. Gosto muito de provocar uma gargalhadinha a um bebé, e adoro quando já mais velhos me topam o tom mais sarcástico ou irónico. Ouvi-los rir ou dizer “olha a Marta, disse assim…” é música para os meus ouvidos. Ser tia é um pouco deixá-los conhecer-nos, sentirem-se próximos ainda que nos respeitem como adultos que somos. O João e o Diogo são dois desses sobrinhos. O David também. Talvez a Marta me veja assim às vezes. Há mais, mas estou com todos menos vezes.
A Carlota… Se me seguem no twitter ou somos amigos de facebook (adoro) saberão que há uma Carlotinha na minha vida. Bom, a Carlota foi uma sobrinha que me apareceu no caminho, a mãe e eu somos amigas de infância, estivemos alguns anos sem contacto e entretanto reencontrámo-nos. A Carlota nasceu numa altura em que eu estava sem trabalhar e a mãe propôs-me ficar com ela dois meses. Depois a Carlota iria para a escola. Muito bem, assim ficou combinado e comecei em julho de há dois anos, tinha a Carlota 5 meses. Um pouco antes do fim do mês a Carlotinha começou uma caminhada que não esperávamos. Para não tornar este um post muito pesado direi que acabei por ficar com ela mais nove meses que os dois previstos, acompanhei de perto e in loco consultas, exames, ressonâncias. Dar-lhe de comer era uma aventura diária, cada dia era de uma forma e uma reacção diferentes. Está tudo bem agora, ainda não acabou, mas a Carlota está numa escola maravilhosa e é muito bem acompanhada por todos os lados (é mesmo assim). Ora, a minha relação de tia com a Carlota é necessariamente diferente por vários motivos. Estive diariamente com ela e foram dias muito intensos, de muita responsabilidade, mas dias sempre emocionantes e divertidos muitas vezes. A Carlota nunca me esquece, mesmo que não a veja um mês seguido. Saber que se faz parte da vida de uma criança que não nos vê é uma sensação indescritível. Agora a Carlota também já consegue estar sentada no chão a brincar e seguir-nos conversas e pedidos de gracinhas (eu sei, mas é irresistível). Ser tia é emocionar-me com a normalidade que ela vai conquistando diariamente.
Enfim, adoro todos os meus sobrinhos e adopto todos os que posso. O Vinnie e o Sebastião são sobrinhos de todos nós, que seguimos as suas mães. Adoro cá vir saber novidades de todos, meninos e mães nas suas primeiras viagens.
Marta Spínola é tia sem o ser de diversas crianças, autora do blog Da vida de Pi e criadora da hashtag #CarlotaDays. Twitteira extraordinaire.

Para os meus amigos e amigas.

Só nos completamos no ‘outro’. Porque o que não está em nós está algures por aí. Hoje este post é para os amigos(as), esses ‘outros’ que nos dão tanto e que sem eles não teríamos, muitas vezes, o equilíbrio suficiente para os desafios da maternidade.

Para os meus amigos e amigas.

Obrigada.

Aos que acreditam em mim. Lutam e trabalham por mim. Aos que me ensinaram tudo o que sei hoje. Aqueles que dão abraços apertados numa estação de comboio em França. Aos que aceitam que não atenda o telefone porque simplesmente não me apetece falar. Aos que fazem com que eu queira ser sempre melhor. Aqueles que partilham comigo as aventuras da maternidade. Aos que conseguem ter uma conversa comigo utilizando todas as redes sociais e aplicativos de mensagens (o Google+ não conta). Aqueles que começam hoje uma conversa e dão uma opinião daqui a 6 meses como se não fosse nada. Aos que invadem a minha casa com o seu talento. Aos que compraram toda a roupa para os primeiros meses do S. Aqueles que me mostram que a força interior é mais forte do que qualquer doença. Aos que criam empresas comigo. Aos que incentivam todos os projectos em que acredito. Aqueles que discutem comigo. Aos que sabem o que quer dizer Dude Bio Moreau. Aos que me fazem rir. Aos que me fazem chorar. Aqueles que gostam de Sushi e de Pizza. Aos que bebem vinho, gin e sumol de laranja. Aqueles que passam horas no hospital há espera que o S. nasça. Aos que comem pastéis de nata na rotunda do Hospital Sta. Maria. Aos que são #Fab. Aos que vão para fora à procura de uma vida melhor. Aqueles que ficam cá dentro à procura de uma vida melhor. Aos que compram meias. Aos que aparecem só porque precisam de uma abraço. Aos que cozinham favas. Aos que abrem a porta de suas casas. Aos que abrem o coração. Aos que guardam segredos. Aos que têm coração de pedra (e na verdade não têm). Aos que têm fé. Aqueles que compram fraldas e cremes. Aos que me ouvem gritar. Aos que me dizem que tudo se resolve. Aos que são felizes comigo e me deixam ser felizes com eles. Aos que escrevem blogs. Aos que me amam.

Todos eles fazem parte daquilo que sou hoje.