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As dúvidas! 

E quando o amor não chega?

E quando as nossas forças parecem perdidas na nossa mente e não nos lembramos de mais nada a não ser gritarmos? 

E quando achamos que estamos a fazer tudo mal e que tudo está mal? 

E quando a frustração se agarra a nós e não conseguimos gargalhar?

É quando nos deitamos que pensamos que achávamos que era fácil criar, educar, amar… que tontos éramos antes de sermos pais. 

As palavras por dizer!

Vão ao médico. Frequentem a consulta de planeamento familiar todas as semanas. Usem preservativo, dispositivo intrauterino, o anel, o adesivo e o implante. Espermicida inseticida e óleo de fígado de bacalhau. Laqueiem as trompas e façam uma vasectomia. Deixem crescer todos os pelos do corpo, não usem desodorizante, fio dentário ou pasta dentífrica. Não tomem banho se preciso for! Abstenham-se raios. Cuidem da vossa saúde, não tenham filhos, por favor.

Agora olha para cima, volta atrás e lê tudo do inicio. Posso trata-lo por tu? Chegados aqui, vou assumir que sim, somos amigos.

O que ninguém nos diz antes de sermos pais, é que depois de ter um filho viveremos para sempre no medo de o perder. E não é metáfora, não me refiro a perder um bebé que cresce e depois é do mundo, nada disso, perder perder, ver sofrer ou até morrer. Porque depois da euforia do nascimento nasce essa angustia, incerteza amarga, será que o vou deixar cair, estou a pegar bem, ainda parto alguma coisa, e se ele sufoca a dormir, a morte súbita é um risco, e no carro, vou mudar de carro para um mais seguro, e comprar uma cadeirinha com triplo airbag e atmosfera protetora. Porque agora tudo pode acontecer, e ele é tão frágil, que o único objetivo das nossas vidas é protegê-lo, com a nossa própria vida se for preciso. E não estou a exagerar.

E não acontece nada, ou acontece tudo. Nasce prematuro e os pais acordam de imediato para um limbo de muitas semanas de dúvidas, alimentadas por esperanças. Nasce bem e saudável mas um simples vírus, uma poeira de merda de tamanho microscópico, atira a vida do recém nascido para um novelo de indecisões, onde os pais se embrenham até à ponta do último fio, incapazes e impotentes, jurando dar a vida pelo ser que acabaram de conhecer. Correndo bem tudo se esquece, mas fica o medo, esse fica sempre.

Eles crescem. De bebés se tornam crianças, as saudades que sentimos do primeiro estado, e à medida que crescem qualquer percalço é um apocalipse. Da gripe à varicela, dos cinco pontos na cabeça à perna partida, do choro por perder um amigo à asma asfixiante. 

Ver um filho sofrer é um desastre de proporções inimagináveis. É uma dor na alma, um sobressalto constante. Um filho longe e um telefone a tocar é pólvora ao lado de fogo. E nada nos prepara para isto, nem as imagens da Síria vista no jornal da noite.

Por isso deixo o conselho, que não é ensinamento, mas sim aviso. Na preparação para o parto ninguém nos ensina a sofrer, ninguém nos avisa que vai ser assim para sempre, em todos os dias da nossa vida, ter filhos é ter medo de os perder.

Ainda aqui estás, posso continuar a tratar-te por tu? Vou dizer-te o que os teus outros amigos calaram. Não estás disponível para sofrer, todos os dias, pelos filhos? Volta ao inicio deste texto. Lê todo o primeiro parágrafo, repetidas vezes, até ao fim.

Há sangue suor e lágrimas no caminho da felicidade.

 

(Este texto é escrito ao abrigo do antigo e do novo acordo ortográfico. Num país que criou muitos mestiços eu gosto de misturas)

 

Paulo Couto

2 de Julho 2017

Paulo Couto é pai da Olívia e do Xavier, é empresário e realizador com alma de viajante. Vejam alguns dos seus trabalhos aqui



Os créditos da foto são mais uma vez da Marta Marinho, mulher do Paulo e excelente fotógrafa.

Dia dos irmãos! 

Corre por esse facebook fora que hoje é o dia dos irmãos! Não sei se é ou não, mas aproveito a deixa, e vamos acreditar que sim! 🙂

Este ano é o primeiro ano em que cá em casa há irmãos! Os meus filhos! (Repetir: os meus filhos!) 

Acredito seriamente que um irmão é o melhor presente que se pode dar a uma criança. Acredito seriamente que os irmãos tem uma ligação especial à prova de quase tudo. 

Já sei que há irmãos que não se dão! Já sei disso! Como sei que há pais que enfim e filhos que coiso… mas isso tudo é fora do que é certo!

O certo é os pais serem os portos de abrigo dos filhos e os filhos a alegria dos pais. O certo é os irmãos serem companheiros e amigos.

O certo é o amor! 

Feliz dia dos irmãos! 

Dia Internacional de todas as Famílias

Hoje comemora-se o Dia Internacional da Família e para nós não nos importa como é a vossa.

Só nos importa uma única coisa: o amor que une as pessoas.

Aproveitamos para relembrar os motivos pelos quais este dia foi criado:

  • a importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na base da educação infantil;
  • reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família;
  • chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para seus direitos e responsabilidades;
  • sensibilizar e promover o conhecimento relacionado com as questões sociais, económicas e demográficas que afetam a família.

Das nossas famílias para as vossas: muito amor na vossa vida.

 

Dia da mãe

O dia da mãe já acabou. Já passa da meia-noite mas eu ainda não durmo. Aliás estou tão cansada que até me apetece vomitar! 

Ser mãe também é isto! A exaustão! Continuar a amar mesmo quando estamos exaustas. 

O dia da mãe já acabou e eu passei o dia com a miúda colada às mamas. Já foi assim no dia anterior. Não sei se um pico de crescimento, se cólicas e a mama funciona como conforto, não sei. Só sei que não descanso, que não consigo fazer nada, que me sinto cansada. 

Ser mãe também é já não aguentar mais e mesmo assim continuar acordada quando todos já dormem. Continuar a dar de mamar e a mudar fraldas pela noite dentro.

Continuar sem tomar um café que tanto nos ajudaria ou comer aquele chocolate que tanto nos acalmaria porque estamos a dar de mamar! 

Ser mãe é passar o dia a deixar que os outros cuidem dos nossos quando os nossos braços não chegam para tudo e de noite irmos aconchegar a roupa e beijar muito o nosso filho mais velho mesmo que ele não saiba quando acordar. Ser mãe também é isso! 

Ser mãe é também dar valor à nossa mãe. Obrigada mãe pelo percurso, pela ajuda, pela presença, pela compreensão, pelo amor.

Ser mãe é dormir sem fechar os olhos, falar sem abrir a boca e amar. Amar muito. 

Se não fosse o amor nada disto seria possível. 

Feliz dia da mãe! Mesmo já não sendo o dia da mãe. 

O meu é melhor que o teu

Vamos lá falar a sério. Não é o que todos os pais pensam? Vá não sejam tímidos. Não se escondam atrás do ‘ecrã’.

Secretamente (outros mais publicamente), lá no fundo, todos os pais acham que os seus filhos são os melhores, os mais especiais.

Desde que não cruze aquela fina linha da psicopatia (xô grupos de mamãs no facebook), qual é o problema disso?

Os filhos são para serem amados, desejados, acarinhados e são especiais! Para cada pai e mãe, os seus filhos são únicos e maravilhosos. São e devem sê-lo! É esse amor que os vai fazer crescer adultos seguros e confiantes.

Porque não lhes mostrar isso? Porquê esconder o afecto e o encantamento?

Porque não deixar essa admiração e orgulho tomar conta de nós?

Porque não substituir: Não fazes nada de jeito! por um Para a próxima fazes melhor. ?

Amem os vossos filhos sem limites nem receios. O amor nunca fez mal a ninguém.

 

Coitadinho de quem é pequenino!

Lembram-se de eu vos dizer que o meu filho de um dia para o outro deixou a mamã e o papá e passamos a ser a mãe e o pai?

Essa fase passou e tanto éramos a mãe como a mamã,  o pai como o papá. Entretanto o pai evoluiu para pai Pedro e eu passei a mãezinha. E Juro-vos que não sei onde ele foi buscar esta!
Mas a verdade é que adoro e rio-me sempre que o diz. Normalmente agarra-se a mim e diz: “esta é a minha mãezinha!” <3

A parte menos boa desta história e o que me fez escrever este texto é que eu nas ultimas duas semanas não ando nos meus melhores dias. Tenho dormido muito pouco e mal, tenho algumas coisas a martelar-me na cabeça e por isso mesmo tenho andado, infelizmente, com menos paciência. E no meio disto tudo ralho mais que o normal, digo coisas que não queria e chateio-me mais do que devia. Ter consciência disto tudo não ajuda a andar melhor… mas já deve ser um principio.

E no meio disto tudo ainda recebo um delicioso “mãezinha”.

Isto levou-me a pensar mesmo que os pequeninos são mesmo coitadinhos, uns indefesos, uns inocentes, amam as mães quer elas sejam boas ou más, eles só sabem que ali é suposto ser o seu porto seguro.

Quantas crianças não correm para os braços das mães mesmo quando elas lhe batem, lhes gritam um “mamã” a pedir conforto quando estão a receber violência?
Quantas crianças rejeitadas pelas mães lhes continuam a pedir colo?
Quantas crianças mal amadas chamam pelas mães durante os terrores nocturnos?

Dói-me pensar nisto e imaginar estas imagens… dói mais ainda saber que existem!

Eu sinto que para o meu filho sou o mundo, sou a sua segurança, o seu conforto, o seu lugar.
Ele também é o meu mundo e sei que temos o sentido de pertença e de carinho em sentido bilateral.

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Como eu gostava que fosse assim com todas as crianças e mães.

Dia nacional do pijama! 

Hoje celebrou-se o dia nacional do pijama nas creches, nos jardins de infância e nas primárias por este país fora! 🙂 

 Este dia além de ser uma festa para os mais pequenos pretende ser educativo e solidário.

Como o nome indica as crianças e os adultos das instituições aderentes devem ir vestidos de pijama, de pantufas e de robe e podem até levar as almofadas para a escola! É um dia diferente, sem dúvida! 

  Pijama de super-bebé! 😍

Mas mais que ser um dia diferente, este dia pretende sensibilizar toda esta comunidade de que há crianças que não crescem numa família porque estão institucionalizadas durante anos, ao contrário das nossas crianças, que tem um lar! 

É verdade que os mais pequeninos, como o meu miúdo por exemplo, ainda não entendem o significado deste dia. Mas vai entender e vai saber que participou sempre!! 

Esta acção inclui uma recolha de donativos que incentiva a criança a recolher os mesmos junto da família e amigos e serve depois para  ajudar a encontrar soluções que permitam que as crianças separadas dos seus pais possam crescer no seio de uma família.

Eu gosto de toda a ideia deste dia! 

E pra quem não sabe o mote desta campanha é: ” uma criança tem o direito a crescer numa família!” 

E eu, que acredito que a família é amor, não importa quão diferente possa uma família ser, desde que seja feita de amor, estou muito feliz porque hoje foi aprovada a lei que permite a adopção aos casais homossexuais. 

 Esta imagem generaliza… Mas diz muita coisa!! 

Independentemente de tudo, venceu o amor! 

Algumas coisas :)

Depois de dois posts a “reclamar” acho que vos dizia dizer algumas coisas! 

Ser mãe também é isto! Duvidar, partilhar, ajudar, na tentativa de sermos melhores para que os nossos filhos sejam também melhores e mais felizes.

Sempre disse que ser mãe é soberbo! É um amor que não se explica, é um medo constante, é uma vontade de fazermos sempre melhor. É uma falta de ar!  É a frase batida ” ter o coração a bater fora do peito”! Literalmente! 

Mas ser mãe também é ter muitas dúvidas, não saber se é melhor ir pela esquerda ou pela direita, é errar, é ter medo… É arriscar!

E isso não faz de nós piores mães, eu até acho que faz melhores! 🙂

Se as noites são difíceis, as brincadeiras de dia compensam! 

Se estamos na fase das birras e dos estalos, os beijinhos e abraços deles fazem esquecer isso! 

E como já disseram nos comentários, daqui a uns anos até vamos ter saudades destas coisas! Porque eles crescem, e rápido! 

Por isso e porque com este blogue percebi que a maior parte das mães tem os mesmo receios e atravessa ou atravessou as mesmas fases que nós, agradeço todas as palavras que temos recebidos! E por favor continuem desse lado! 😉

Bom fim-de-semana e vão mimar os vossos filhos! Por aqui já se brinca desde as 8!