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As mães gordas

O Sebastião apanhou uma gastroentrite viral e tivemos que recorrer à urgência do hospital. Foi super bem atendido como sempre. Foi-lhe feito um exame completo e todos os procedimentos necessários. Fez o tratamento e teve alta. Neste momento está em recuperação. Não tenho nada, absolutamente nada a dizer do modo como foi e é tratado sempre que tem que recorrer a uma urgência sem ser com a pediatra dele. Hoje quero falar de preconceito. Hoje quero falar do modo como as pessoas olham para as mães com excesso de peso. 

Está claro que uma mãe com excesso de peso apenas alimenta o seu filho com batatas fritas e refrigerantes. Todos sabemos isso, não é?

Por isso, é normal que quando uma criança está com gastroentrite uma médica tenha que a aconselhar em relação à alimentação não vá ela sair do hospital e dar à criança donuts de chocolate. Temos que também reforçar que a criança não deve comer diariamente essas coisas porque com toda a certeza esta mãe gorda não sabe disso e é completamente indiferente que este miúdo até seja um magricela pois de certeza que deve comer montes de coisas que lhe fazem mal mas ainda não se nota.

Não somos nada ditadores com a alimentação, aliás, já falei disso mesmo no blog da nutricionista Sandra Almeida e aqui também.

Acho que somos pais perfeitamente normais nesse aspecto, a diferença é no tipo de mãe.

Quando uma mãe com o peso normal dá um chocolate a um filho é isto que ouve: Fazes bem! É tão bom um miminho de vez em quando, até nós gostamos. Mas, quando a mãe é gorda… ui… o mundo vem abaixo. 

Não fazem ideia da quantidade de críticas meio veladas que tenho ouvido ao longo destes 3 anos. Isso não vai deixar de acontecer pois eu não vou deixar de ser gorda. É um verdadeiro estudo sociológico ver a diferença da reacção das pessoas. Quando o magricela do meu marido dá batatas fritas ao miúdo é risinhos e reforçado com um ‘é tão bom’; quando sou eu é interessante ver o ar de desilusão das pessoas e logo imediatamente um: ‘as batatas fritas fazem mal’.

O mais importante para mim é que o miúdo seja saudável mas tendo uma mãe gorda é de assumir que não deve ser.

Não sei se outras mães com excesso de peso passam pelo mesmo mas imagino que sim. Costumam ouvir este tipo de críticas? E as magricelas, também são criticadas?

O primeiro Dia da Mãe

Há 3 anos era Dia da Mãe. O Sebastião tinha 2 meses e meio. Não comemoramos normalmente estas datas e não lhes damos muita importância mas hoje quando abri o meu facebook lá estava esta foto. Há 3 anos atrás eu tinha um bebé pequenino.

Hoje tenho uma criança, um pequeno rapaz que me surpreende todos os dias. Que adora conversar e brincar. Que continua como se tivesse sempre ligado à electricidade. Que me chama às 3h da manhã para me dizer que gosta muito de mim. Que faz birras e negoceia. Que não aceita um não como resposta. Que quer que lhe explique tudo. Hoje eu tenho um pequenino que já está muito crescido.

Adoro esta fase mas cá dentro, de vez em quando, tenho saudades do bebé.

Férias com crianças? Não, obrigada.

Antes que comecem já a dizer que sou uma mãe horrível e que não quero passar tempo com o meu filho deixem-me esclarecer o que são férias ideais com ele.

Podem ser num sítio qualquer mas fixas. Ou seja estamos a dormir e a fazer as refeições no mesmo local e durante a manhã e a tarde fazemos actividades como ir à piscina, praia, a um quinta pedagógica, ao parque, passear, ir comer um gelado e retornar à ‘base’. Resumindo dormir-comer-actividade-dormir-comer-actividade-comer-dormir. Perceberam a ideia?

Temos tido umas fantásticas destas desde que ele nasceu e são sempre deliciosas.

No início do ano decidimos experimentar fazer umas de conhecimento ou seja, uma daquelas férias que implica andarmos de um lado para o outro a conhecermos os sítios.

Sim porque nós somos daqueles que acreditam que uma das melhores experiências que se pode proporcionar aos miúdos é viajar.

Adoramos ver os turistas pela cidade de Lisboa com 2 e 3 filhos, a desfrutarem de momentos únicos.

Que fofos.

Optámos por São Miguel por diversos motivos. Primeiro queríamos testar como seria a viagem de avião (foram espectaculares sem problema nenhum a não ser um pouco de impaciência na viagem de regresso), era um sítio que queríamos conhecer mas dentro do nosso país e caso existisse alguma situação mais complicada seria muito mais fácil resolver.

A Bárbara já tinha lá estado há um ano atrás e parecia-nos totalmente tranquilo e perfeito para a primeira experiência um pouco mais longe.

Já nos imaginávamos pelas ruas de Barcelona ou nos cafés de Paris com o nosso ‘anjo’.

Mas não. Não poderia ser assim tão fácil.

Não sei como raio os outros miúdos ficam tão sossegados ao pé dos pais, passeiam ao mesmo ritmo e nunca os vemos chorar (será do jet lag?).

Mas o nosso quer fazer as coisas todas ao ritmo dele o que implica correr por todo o lado e não sossegar um único minuto. Fazer birras porque quer alguma coisa que viu ou porque está simplesmente cansado de estar ali.

Agora que já acabaram, passamos momentos muito bons mas não foi nada fácil.

Não foi nada a ideia romântica que tinha do que seria viajar com um filho. Foi desafiante desde o momento em que acordava até ir dormir ao final do dia.

No primeiro dia eram 3h da manhã e estava o Zé na recepção a ver se lhe arranjavam um copo de leite.

Não adorei. Não fiquei fã e não quero fazer nada deste género nos próximos meses. É importante para ele? Sim, é. Mas acho que não se perde nada se for a partir dos 4/5 anos (ou até dos 15 anos). Até lá vamos optar pelas nossas férias de não fazer nada.

Foi cansativo. Foi desgastante. Por isso desculpem-me as babybloggers que enchem o instagram com fotos maravilhosas de férias com miúdos, eu também tenho algumas dessas mas isso não quer dizer que tenham sido 24 h fantásticas e que viajar com miúdos não é um verdadeiro desafio.

Por isso, mamãs e papás, não fiquem tristes quando acharem que só o vosso bebé é que chora e que pais horríveis devem ser quando já estão a contar os dias para voltarem para casa. #estamosjuntos

 

Adóu Coes

Demorei um bocado a perceber o que queria dizer: Adóu Coes, nessa língua fantástica que é o Sebastianês.

Agarrava-se à almofada do nosso quarto a dizer com muito entusiasmo: Adóu Coes! Adóu Coes!

Até que finalmente percebi: Adoro Cores! Agora sempre que passamos por alguma coisa mais colorida ele desata a gritar o seu ‘Adóu Coes’ e a tentar abraçar os objectos.

Eu adoro muita coisa, começando por ele, mas nunca imaginei sentir tamanha alegria com cores. Não é fantástico o modo como as crianças olham para as coisas?

Que pena que nós adultos deixámos de nos encantar com a visão de um amarelo ou de um verde. Em algum momento no crescimento deixámos, simplesmente, de nos encantar com as coisas mais simples.

As crianças trazem-nos a lembrança constante que são realmente as coisas mais pequenas as mais espectaculares.

Acompanhar o crescimento de uma criança é o nosso Adóu Coes! Não adoramos as pequenas coisas da evolução deles? O primeiro passo, a primeira palavra. Afinal, é só andar, é só falar. Mas, é tão mais que isso, não é papás?

Vamos fazer um esforço para nos encantarmos com o que nos rodeia. O que seria a vida sem esta magia?

Make every moment count…

Não sabemos o que a vida nos traz no segundo a seguir… E ainda bem. 

Não saber o futuro traz-nos leveza mas não pudemos guardar o melhor da nossa vida para depois. 

A nossa vida é agora. Passa a correr. 

Ao abrir uma gaveta encontrei fraldas número 3. Claro que não foram as mais pequenas que usou mas aquelas andavam ali perdidas. 

O meu bebé já foi assim tão pequeno? Passou tão rápido. Passa tão rápido.

Aproveitem todos os dias, todos os minutos

Férias? Saldo Positivo.

Uma coisa que eu e a Bárbara temos a certeza é que a maternidade é feita de altos e baixos. Basta dar uma vista de olhos por este blog para confirmarem o que vos digo: nem sempre é fácil.

Hoje quero-vos falar sobre as férias ou escapadinhas. Aquele momento de pausa que ansiamos os restantes dias do ano.

O ano passado, na altura do Verão, correu às mil maravilhas. O miúdo tinha feito 1 ano no início do ano, e a todos os locais que fomos correu tudo pelo melhor. Foi bastante divertido e realmente deu para descansar. Depois do Verão, quando fizemos a escapadinha até ao Porto, já começámos a notar algumas dificuldades. Nessa altura, era essencialmente porque o Sebastião é um poço infindável de energia. Ele quando desata a correr ninguém o pára. Nada de diferente da maior parte das crianças daquela idade. O que pensámos foi que a partir daquele momento, seria cada vez mais difícil descansar.

Mas este ano começaram as verdadeiras dificuldades. Assim que aparece o calor, basta abrir uma rede social e somos inundados com as férias dos nosso amigos. O que é fantástico. Eu própria partilho esses momentos. Mas por detrás desses momentos existem outros.

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Nem todas as crianças são fáceis e perfeitas nas férias. Por isso Mamãs e Papás desesperados, calma, vocês não são os únicos.

Fomos fazer uma escapadinha. Começou por uma birra de 45 minutos a chorar e a gritar, enquanto ainda estávamos a arrumar as coisas, porque queria mexer em qualquer coisa que não podia (já nem me lembro). Depois disso seguiram-se várias. Birra para ir para a piscina, birra para sair da piscina, birra com fome, birra porque não queria comer, birra porque queria correr, birra porque queria colo, birra porque queria ver o Panda (não havia canal Panda)…

À noite foi o pior. Quarto de hotel, tudo silencioso. E ele a chorar descontroladamente às 4h da manhã (desculpem pessoas do quarto ao lado).

Na primeira noite, quis me vir embora. Sinceramente. Depois respirei fundo e continuei. Está aberta definitivamente a “Birra Season” e há dias muito difíceis. Fora e dentro de casa.

Mas tal como a maternidade no seu geral, há altos e baixos. Não quero recordar as coisas más, quero me lembrar de todos os momentos deliciosos que vivemos. E partilhar essas memórias. Porque sabem uma coisa? Já passaram duas semanas e eu já nem me lembro efectivamente das birras, só das gargalhadas dele a brincar na piscina.

Porque o saldo é sempre e sempre positivo.

 

Smothie para a menina, para o menino e para o bebé!

Cá em casa andamos constantemente na luta por uma alimentação mais saudável. 

E se às vezes não resistimos a comida processada, na maioria das vezes somos bons meninos! 🙂

Agora andamos encantados com os smothies. Se bem que eu aldrabo um bocadinho a coisa! Eheheh

  

Então cá em casa eu junto 2 a 3 peças de fruta e um iogurte natural (dos normais ou grego) e no robot de cozinha processo tudo durante 1 minuto na velocidade 9, no final acrescento uma colherzinha de sementes de chia! Julgo que numa misturadora ou até mesmo com uma varinha mágica se consiga um bom resultado. 

Para pequeno-almoço ou lanche está a funcionar! É saboroso e sacia. 

E melhor ainda, já consegui converter o pequeno a esta maravilha também! 🙂 

Aviso à navegação!

Este post é um aviso aos recém-papás  que acham que é muito difícil vestir os bebés de tão tenra idade! E é! 

Mas esperem até eles terem dois anos!

E espernearem, e tirarem as calças que vocês acabaram de vestir, e dizerem que não, que aquela camisola não. E que não são aquelas botas, são as sapatilhas brancas mesmo que chova a potes! E esperem até eles terem a destreza de vos fugir de cima da cama com as calças nos tornozelos mais rápido que uma faísca, e que chorem com um ” não está bem!” porque sabem que vocês vão tirar tudo outra vez porque caramba algo não está bem!

E esperem até terem que correr atrás deles só para lhes lavarem a cara e desistirem de os pentearem dos dois lado! 

Depois venham-me cá dizer que é difícil vestir bebés! Chego a transpirar!!! 

Outra vez o sono dos bebés…

Penso que nunca ouvi falar tanto sobre o sono do bebé como actualmente. Muito se escreve, muito se diz e muito se teoriza…

Apesar de algumas formações na área dos bebés e das famílias não sou especialista no sono mas sou mãe e acho que isso é o que realmente importa. Daquilo que vivenciei como mãe juntando algumas teorias que sabia na altura consigo agora concluir que tal como o mundo não é preto e branco, também os bebés são diferentes como uma palete de cores. Há bebés irritáveis, sensíveis, difíceis, enérgicos, mas também os há calmos, pacíficos, fáceis de lidar e portanto com esta realidade é impossível de determinar uma teoria como certa. O que fazer quando até os pediatras de referência nos dizem o que é certo ou errado, mesmo quando vai contra aquilo que acreditamos?

Eu penso que a tentativa e erro fazem parte do processo de parentalidade primeiro porque como já disse anteriormente os bebés são todos diferentes, mas também porque eles passam por etapas de crescimento e quando parece que está tudo bem e pacífico de repente acontece algo que volta a desorganizar tudo e portanto o que funcionou num momento pode ter que ser adaptado a uma nova realidade. Não é fácil gerir tanta informação com as dúvidas e crenças. Se me permitem deixo aqui umas dicas:

– Do que sabem, do que ouvirem e do que lerem retirem os métodos que vos deixem confortáveis. Um bebé não pode estar descansado se sentir ansiedade e dúvida por parte dos pais;

– Os pais estarem de acordo entre si com a rotina de sono que escolheram adoptar é importante. Uma família que discute sobre o facto do bebé estar a chorar há 30 min, ou a dormir na mesma cama não traz paz ao bebé, muito pelo contrário;

– Alternarem os cuidados quando um dos pais está mais cansado. Quando estão irritados e exaustos porque o bebé não dorme a paciência diminui, não pensam com clareza e perturbam ainda mais o bebé. Se um dos pais não puder, recorram a uma terceira pessoa da vossa confiança;

– Encontrar um ponto de equilíbrio entre o vosso bem-estar e o do bebé. Podem abdicar de algumas coisas em prol das necessidades do bebé mas não é razoável anular tudo o que for prazeroso em função daquilo que ele quer. Se os pais não estiverem bem consigo próprios, ou entre eles, isso vai destabilizar o bebé mesmo que seja a médio prazo;

– Não confundir as necessidades do bebé com as necessidades da mãe/pai. Todos os pais gostam de sentir que os filhos precisam de si e por vezes custa aceitar a sua autonomia, mas esta é fundamental para o desenvolvimento geral da criança. Neste caso a autonomia no sono é um processo natural e desejável e não obriga que exista sofrimento/choro. Por outro lado, quando os pais não aceitam e impedem a autonomia da criança podem estar a promover a insegurança;

– Antes de chegarem ao limite peçam ajuda especializada. Escolham um apoio que esteja disponível para adaptar a metodologia consoante a família que tem à frente, ou seja, vá de encontro às vossas crenças e seja sensível à vossa realidade familiar. Bebés diferentes têm necessidades diferentes logo, as abordagens não devem ser “chapa 5”.

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Acima de tudo acreditem que aquele bebé não nasceu para vos chatear e ele precisa de vocês, mas pode ter um temperamento que exige mais do vosso papel de pais para responder às suas necessidades. Já dizia Brazelton que os pais são os melhores especialistas nos seus filhos, mesmo assim podem precisar de ajuda nos primeiros tempos para entender a comunicação do bebé. Tenham a certeza de que aos poucos tudo vai correr bem.

*A autora não segue o acordo ortográfico

Íris Seixas ajuda os pais no processo de descoberta do seu filho, partindo das premissas de que cada bebé é um ser único, e que os pais são os peritos nos seus filhos. Trabalha com Infância e Parentalidade e podem-na seguir e contactar através da sua página: Íris Seixas – Página Profissional na área da Infância/Parentalidade

As memórias

No aniversário do Sebastião, falou-se na importância das memórias.

Se realmente assinalar datas e promover actividades diferentes com crianças abaixo dos 7/8 anos se contribui para a criação de memórias nas crianças ou apenas nos adultos.

A minha cunhada, que lecciona o primeiro ciclo e é mãe dos meus maravilhosos sobrinhos (um menino de 7 anos e uma menina de 4 anos), falava que, pela sua experiência, várias actividades feitas com crianças até aos seis anos não ficam gravadas nas suas memórias. Que ela quando menciona situações, junto dos alunos ou dos filhos, ocorridas há dois anos atrás, por exemplo, não existe uma lembrança real da situação.

Que ela as recria juntamente com a criança através da sua própria memória e experiência. O que acontece também muitas vezes, é se existe alguma lembrança da situação ela muitas vezes é misturada com outra, às vezes com meses ou anos de diferença, para criar uma nova memória nas crianças.

A discussão é bastante interessante, acho que criação de memórias é fundamental, mesmo que sejam unilaterais, pois com a idade, a documentação das situações e as relações conseguimos novamente transmitir às nossas crianças esses momentos.

No entanto, levanta aqui outra questão, muitas vezes estamos preocupados em transmitir uma série de sensações aos nossos filhos muito cedo. Apostando na estimulação e sempre preocupados em criar espaço para o ‘tempo de qualidade’ que tanto se fala. Não estaremos a fazer tudo demasiado cedo? Quando se tornam mais independentes não é a idade certa para realmente investir nesses momentos?

O que acham? Pais e mães de crianças mais velhas, qual a vossa experiência? Como lidam com a criação de memórias?