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Desporto radical 

Há um desporto radical muito perigoso que as mães fazem com frequência. Chama-se “acabar com as birras” e consiste em agarrar num dos filhos enquanto este esperneia e tentar que ele pare de gritar, espernear, pontapear e mais coisas acabadas em ar. 

A mãe além de segurar o filho endiabrado tem que respirar fundo, manter a calma e tentar fugir às pernas loucas que voam entre o espernear.

Quando não se consegue escapar, fica-se assim:


Continuação de boas férias 😂 

Birras ao vestir!

Parece que com os três anos chega definitivamente a parte do :”Eu visto o que eu quero!”.
Já há muito que o miúdo demonstra essas vontades mas vamos conseguindo controlar e explicando o porquê das nossas escolhas.
Exemplo: dia de ginástica na escola não pode ir de botas.

A última é que só quer vestir calças de fato-de-treino!! Qualquer outro modelo é berreiro na certa!
Sejam elas de bombazine, de ganga, com forro, sem forro. Só se cala se forem de fato-de-treino.

O que com este tempo de chuva dá imenso jeito…. um dia destes lá vai ele de calças de fato-de-treino e botas para a escola!!! :S

 

Ser mãe é ter dúvidas! É?

Se tem reparado, pouco tenho escrito neste últimos dois meses. A Sandra tem partilhado algumas situações por aqui com vocês mas eu pouco tenho contribuído. 

Na verdade nestes últimos dois meses aconteceu muita coisa digna de registo e de partilha com vocês e espero bem conseguir fazê-lo! 

Fomos de férias para os Açores, que adoramos! O miúdo fez a primeira viagem de avião, que correu bem! Fui com o pai a trabalho para a Turquia e o miúdo ficou cá com os avós uma semana, correu bem mas estávamos em Istambul aquando o atentado! (medo!) O miúdo deixou as fraldas nos entretantos! Como veem há muita coisa que tenho para partilhar com vocês. 

Mas não me apetece! … E não me apetece porque? Porque estes últimos tempos tem sido difíceis! 

Não sei se é a chamada fase dos terrible two, não sei se é do calor, nao sei se é de mim,mas tem sido difícil! Birras, muitas, dele, minhas, nossas! 

Há dias em que lido bem, outros em que lido mal, há dias em que tento a abordagem do abraço, outras a do “1,2,3”, outras a abordagem do berro. Enfim! Há dias em que sou eu que preciso de uma destas abordagens! 

Há dias em que estamos bem, há dias em que a medição de forças é de 25horas, mesmo que o dia só tenha 24!

É por isso tudo que me parece hipócrita escrever-vos das técnicas que usei para a primeira viagem de avião, por exemplo, ou de como lhe tiramos as fraldas! Será que resultaram mesmo ou foi sorte? Será que realmente valeu a pena preparar-nos para a situação? Será que adianta de alguma coisa partilhar isso com vocês? 

A ideia deste blogue era partilhar situações que permitissem aos outros pais perceberem que não estão sozinhos, que todos temos dificuldades, que há varias abordagens à mesma situação. Mas às vezes tenho dúvidas se alguma destas coisas influenciam realmente os nossos filhos ou se independentemente de usarmos uma disciplina positiva, comidas saudáveis ou escolas waldorf eles vão ser o que querem e fazerem como querem! Não que algum dos exemplos citados se aplique necessariamente ao meu filho. Será mesmo que eles vão ser o que querem tendo por base a formação que lhes demos?

É que isto da parentalidade é mesmo muito trabalhoso e doloroso, por muita alegria e amor que possa trazer! Já cá disse uma vez que quem diz que a maternidade é só estrelinhas e bolinhas de sabão não sabe o que diz, por mais maravilhoso que o possa ser e que é! 

E pronto, agora que já desabafei talvez escreva os posts todos que tenho em atraso pois vocês já sabem que não sou perfeita, nem tenho um filho perfeito, mesmo que tenha um blogue!

Acima de tudo sou resiliente e aprendiz e mãe de um filho ainda mais resiliente e mais aprendiz que cresce à velocidade da luz e me surpreende todos os dias! 

Toma um estalo! E outro!

 

Não sei se isto faz parte do terrible two como falou a Sandra mas sei que é assustador.
Ultimamente o meu miúdo responde aos “nãos” com um estalo! Ou dois!

Um dos últimos foi quando acordou às 4 da manhã e lhe disse que tinha que continuar a dormir porque ainda era de noite, sem mais nem menos, espeta-me dois estalos de contrariado! Até vi estrelas e olhem que tinha as persianas fechadas!!

O que fazer?
“Abraçar” dirão as seguidoras da Disciplina Positiva,  “Dar outro estalo” respodem as defensoras da moda antiga…
(não se zanguem que estou a generalizar!)

Só vos digo que a meio da noite uma situação daquelas é dificil, muito! Não interessa como reagi porque apesar de tudo não serviu de nada, sendo que de manhã levei outro estalo quando insisti em lhe calçar as meias.

Eu sei que ele entende quando lhe explico que me magoa, que não se bate, que a mamã é amiga dele e faz tudo por ele.
E isso é suposto fazer o que? É que o comportamento não muda!
Devemos esperar que esa fase passe? E até lá?

Quando cheguei ao infantário contei a uma das auxiliares o sucedido e ela falou com ele, disse-lhe que não pode bater na mamã e notei que ele ficou realmente triste, que percebeu, mas para o bem e para o mal os miúdos esquecem tudo muito rápido!

Só vos digo se for uma fase que passe rápido!!!

 

A não perfeição!

O meu filho não é perfeito!
Eu, como mãe, por muito que me esforce, não sou perfeita!
O pai não é perfeito.

Só que há alturas em que a não perfeição nos atinge como uma bala de canhão e só me apetece desgrunhar-me e berrar tanto ou mais que o miúdo.

É aquela birra em plena rua, aqueles choro em pleno shopping, aquele atirar os objectos janela fora… é aquele dia em que dormimos mal, aquele dia em que estivemos stressados, aquele dia em que estamos também nós aborrecidos!

Muitas vezes as birras das crianças tem razão! Está calor, estão com fome, estão com sono! A birra é também uma forma de expressão… mas das formas de expressão que mais dói aos pais!

Não sei qual é a forma correcta de lidar com uma birra!
Ignorar? Ralhar? Conversar? Bater?
Aposto que existem imensas teorias e que há defensores das mesmas aos magotes! Mas a mim na maioria das vezes só me apetece chorar!
Ele a chorar para um lado e eu para o outro!
Mas tenho que respirar fundo e fazer o melhor que sei, que não sei o que é, mas que é o que me sair na altura!
Às vezes tento levar a birra para a distração, outras tento falar com ele, outras ralho, outras sai palmada e outras vezes agarro-o e embalo-o para dormir!

Muitas vezes após lidar com a birra sinto que agi mal!
Às vezes porque dei uma palmada e se calhar não devia, às vezes porque fui mansinha e devia ter sido mais rigorosa!
É tão complicado! E tão cansativo!

Acho que as mães se esforçam de mais para acertarem! E nao acho que o façamos conscientemente! Fazemos porque queremos dar o melhor de nós para que os nossos filhos sejam o melhor deles!

Eu na verdade quero muito que o meu filho seja feliz. E sei que as birras são sinal de tristeza!
Porque não o deixo brincar com os talheres, porque não vai para o pátio com os cães depois do banho, porque não pode esfregar a pomada da muda de fraldas na cara!
Será que não pode mesmo? Será que sou má mãe e ele será mau homem no futuro se fizer tudo aquilo que não pode!

Já disse que é complicado? E cansativo?
Já disse que nenhum de nós é perfeito?

É por isso que existe o amor! Para que seja possível aceitarmos quando estamos cansados que não somos perfeitos.

Birra fashion! (Já?)

E ontem, assim a meio dos 15 meses, o miúdo fez a primeira birra relacionada ao visual. (Já??)
Berrou, esperneou e deitou as mãos à cabeça para não levar calçadas as sapatilhas que eu tinha na mão.

Juro-vos que nem queria acreditar, mas quando peguei noutras calou-se!

Claro que não sou de me ficar e investi novamente com as primeiras selecionadas e que ficavam tão bem no conjunto que tinha vestido e … e o berreiro recomeçou…

Parei, olhei para ele, peguei novamente noutras sapatilhas e perguntei: 

“Queres estas?”

Ele abanou com a cabeça que sim e deixou-se calçar!

Estou pasma!

 

Avós ou a brigada anti-birra!

Os avós fazem muitos disparates! Não venham defender os “velhinhos” porque é verdade! 

Até os próprios avós de hoje, se pensarem bem na era em que eram só pais, sabem disso!

Mas não há nada como um par de avós para parar uma birra!

Pode estar a cair o Carmo e a Trindade cá em casa, tudo a bufar, o filho, o pai com o filho, a mãe com o pai, e entram os avós e o cenário ilumina-se!

Chegam com o saco da paciência vazio, vazio! Cheios de vontade, de disposição, de alegria! Até parece que nem foram trabalhar, ou que não tem tarefas domésticas para fazer, ou coisas que os aborreçam ou irritam! 

Um bom par de avós, e graças a Deus o meu miúdo tem dois pares de avós e duas bisavós, resolve e ajuda em muita coisa.

No regaço dos avós ele corre, grita, ri, faz disparates (muitos!) e aprende coisas que não deve! Irritam-me muitas vezes, encolho os ombros tantas outras mas admito que na maioria das vezes só o estão a mimar e a aturar!

São uma fantástica brigada anti-birra!