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Dar a volta às birras

Querem uma ajuda com as birras?  Também eu queria 😀

Agora a sério, vou-vos contar o que aconteceu lá em casa esta semana e pode ajudar alguma coisa.

Sabemos que há dias menos bons, não é? Mesmo usando as estratégias das birras.

Nós estávamos com um problema lá em casa. Todas as manhãs havia choro e birras.

Primeiro para vestir, alguns dias para comer, sempre para lavar a cara e os dentes. Resumindo, quando finalmente o deixávamos na creche já estávamos completamente esgotados.

Começámos a conversar e realmente não podia continuar isto todas as manhãs. As birras faziam parte da nossa rotina. Era sempre nas mesmas alturas, pelos mesmo motivos.

Optámos pelo plano B, (o plano A incluía atirá-lo pela janela e não houve unanimidade 😉 ) decidimos mudar as rotinas!

Não foi uma pequena mudança. Foi mesmo uma mudança total.

A ordem pelo qual fazemos as coisas, por exemplo: só o vestíamos depois do pequeno almoço e passou a ser a primeira coisa que fazemos quando acorda. Deixou de ver um episódio da Patrulha Pata para montar Lego ou fazer um puzzle. Passou a ajudar a fazer o pequeno-almoço da família. Mudámos algumas coisas do que comíamos. Ele é que mistura a massa das panquecas (sim! fazemos panquecas de manhã), o iogurte com muesly. Participa em tudo. Põe a mesa. Nós (os pais), nunca nos sentávamos para tomar o pequeno-almoço durante a semana, era sempre em pé no balcão da cozinha e agora sentamos-nos à mesa os três e ouvimos música.

Até comprámos uma nova pasta de dentes 🙂

Tenho-vos a dizer que rapidamente nos adaptámos às novas rotinas e as birras diminuiram em 80%!! Queremos chegar aos 100% mas quem queremos enganar? Isso não vai acontecer com a personalidade vincada do Sebastião. Aliás, hoje que está a ficar um bocadinho doente já foi mais complicado.

Mas, tenho-vos a dizer que estes últimos dias têm sido muito bons! Experimentem!

 

Ser mãe é ter dúvidas! É?

Se tem reparado, pouco tenho escrito neste últimos dois meses. A Sandra tem partilhado algumas situações por aqui com vocês mas eu pouco tenho contribuído. 

Na verdade nestes últimos dois meses aconteceu muita coisa digna de registo e de partilha com vocês e espero bem conseguir fazê-lo! 

Fomos de férias para os Açores, que adoramos! O miúdo fez a primeira viagem de avião, que correu bem! Fui com o pai a trabalho para a Turquia e o miúdo ficou cá com os avós uma semana, correu bem mas estávamos em Istambul aquando o atentado! (medo!) O miúdo deixou as fraldas nos entretantos! Como veem há muita coisa que tenho para partilhar com vocês. 

Mas não me apetece! … E não me apetece porque? Porque estes últimos tempos tem sido difíceis! 

Não sei se é a chamada fase dos terrible two, não sei se é do calor, nao sei se é de mim,mas tem sido difícil! Birras, muitas, dele, minhas, nossas! 

Há dias em que lido bem, outros em que lido mal, há dias em que tento a abordagem do abraço, outras a do “1,2,3”, outras a abordagem do berro. Enfim! Há dias em que sou eu que preciso de uma destas abordagens! 

Há dias em que estamos bem, há dias em que a medição de forças é de 25horas, mesmo que o dia só tenha 24!

É por isso tudo que me parece hipócrita escrever-vos das técnicas que usei para a primeira viagem de avião, por exemplo, ou de como lhe tiramos as fraldas! Será que resultaram mesmo ou foi sorte? Será que realmente valeu a pena preparar-nos para a situação? Será que adianta de alguma coisa partilhar isso com vocês? 

A ideia deste blogue era partilhar situações que permitissem aos outros pais perceberem que não estão sozinhos, que todos temos dificuldades, que há varias abordagens à mesma situação. Mas às vezes tenho dúvidas se alguma destas coisas influenciam realmente os nossos filhos ou se independentemente de usarmos uma disciplina positiva, comidas saudáveis ou escolas waldorf eles vão ser o que querem e fazerem como querem! Não que algum dos exemplos citados se aplique necessariamente ao meu filho. Será mesmo que eles vão ser o que querem tendo por base a formação que lhes demos?

É que isto da parentalidade é mesmo muito trabalhoso e doloroso, por muita alegria e amor que possa trazer! Já cá disse uma vez que quem diz que a maternidade é só estrelinhas e bolinhas de sabão não sabe o que diz, por mais maravilhoso que o possa ser e que é! 

E pronto, agora que já desabafei talvez escreva os posts todos que tenho em atraso pois vocês já sabem que não sou perfeita, nem tenho um filho perfeito, mesmo que tenha um blogue!

Acima de tudo sou resiliente e aprendiz e mãe de um filho ainda mais resiliente e mais aprendiz que cresce à velocidade da luz e me surpreende todos os dias! 

Sem paciência

Quando paro para pensar consigo facilmente perceber que o problema dos miúdos não são as birras… é simplesmente a falta de paciência para elas.

Como é que se pode achar que uma criança de dois anos tem capacidade para perceber uma série de coisas que nós achamos banais?

Acham mesmo que ele percebe o motivo porque não pode despejar a água dos gatos no chão para depois lá esfregar as meias e as batatas? Ou porque não pode comer arroz de pato às 11h da manhã? E já viram coisa mais divertida do que tirar toda a água da banheira para o chão da casa-de banho?

O problema não são eles, somos nós. E neste caso é bem verdade. Se não trabalhássemos tanto, se não tivéssemos tantas coisas para fazer (e para pensar) ao mesmo tempo, se não sentíssemos constantemente o tempo a escapar-se entre mãos, talvez aí olhássemos para as birras de um modo diferente. Talvez aí fossemos mais leves, mais sorridentes e conseguíssemos olhar para esta fase do crescimento como tenho a certeza que vamos olhar daqui a 2 ou 3 anos, com saudade.

A verdade é que depois de 2 ou 3 dias de descanso, as birras que pareciam intermináveis, são mais fáceis de acalmar. Nada tem haver com as crianças, somos nós que estamos diferentes.

Gostava que fosse sempre assim…

Férias? Saldo Positivo.

Uma coisa que eu e a Bárbara temos a certeza é que a maternidade é feita de altos e baixos. Basta dar uma vista de olhos por este blog para confirmarem o que vos digo: nem sempre é fácil.

Hoje quero-vos falar sobre as férias ou escapadinhas. Aquele momento de pausa que ansiamos os restantes dias do ano.

O ano passado, na altura do Verão, correu às mil maravilhas. O miúdo tinha feito 1 ano no início do ano, e a todos os locais que fomos correu tudo pelo melhor. Foi bastante divertido e realmente deu para descansar. Depois do Verão, quando fizemos a escapadinha até ao Porto, já começámos a notar algumas dificuldades. Nessa altura, era essencialmente porque o Sebastião é um poço infindável de energia. Ele quando desata a correr ninguém o pára. Nada de diferente da maior parte das crianças daquela idade. O que pensámos foi que a partir daquele momento, seria cada vez mais difícil descansar.

Mas este ano começaram as verdadeiras dificuldades. Assim que aparece o calor, basta abrir uma rede social e somos inundados com as férias dos nosso amigos. O que é fantástico. Eu própria partilho esses momentos. Mas por detrás desses momentos existem outros.

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Nem todas as crianças são fáceis e perfeitas nas férias. Por isso Mamãs e Papás desesperados, calma, vocês não são os únicos.

Fomos fazer uma escapadinha. Começou por uma birra de 45 minutos a chorar e a gritar, enquanto ainda estávamos a arrumar as coisas, porque queria mexer em qualquer coisa que não podia (já nem me lembro). Depois disso seguiram-se várias. Birra para ir para a piscina, birra para sair da piscina, birra com fome, birra porque não queria comer, birra porque queria correr, birra porque queria colo, birra porque queria ver o Panda (não havia canal Panda)…

À noite foi o pior. Quarto de hotel, tudo silencioso. E ele a chorar descontroladamente às 4h da manhã (desculpem pessoas do quarto ao lado).

Na primeira noite, quis me vir embora. Sinceramente. Depois respirei fundo e continuei. Está aberta definitivamente a “Birra Season” e há dias muito difíceis. Fora e dentro de casa.

Mas tal como a maternidade no seu geral, há altos e baixos. Não quero recordar as coisas más, quero me lembrar de todos os momentos deliciosos que vivemos. E partilhar essas memórias. Porque sabem uma coisa? Já passaram duas semanas e eu já nem me lembro efectivamente das birras, só das gargalhadas dele a brincar na piscina.

Porque o saldo é sempre e sempre positivo.

 

Teorias! 

As teorias são todas boas e espectaculares quando funcionam ou quando está tudo bem! De outra forma só servem para fazerem com que cresça em nós uma frustração do tamanho do mundo!

No início do mês, para vos dar um exemplo, a nutricionista Sandra Almeida explicou porque não devíamos obrigar as crianças a comerem. Recebemos alguns e-mails e comentários de mães com muita dificuldade para que os filhos comessem e ajudamos dando todas as dicas que já experimentamos e funcionaram! 

Ora esta semana o miúdo esteve doente! Já se sabe, a falta de apetite, a indisposição, a birra! Por estar doente não forcei a comida… Não queria sopa, comia fruta, não queria fruta, comia iogurte, não queria iogurte, bebia leite!

O problema é que agora, já a falta de apetite lá vai, porque graças a Deus já passou a maleita, e deparo-me com um pequeno que não quer comer sopa e berra: “iogurtes!!”

Sim, com 21 meses ele já diz isso é muito mais! 

E agora Sandra? Não devo obrigar o miúdo a comer?

Já cantei, já contei histórias, já pus desenhos animados, já disse que era o cão, o gato, o pardal que comiam a sopa e nada. O pouco que vai, vai porque me chateio com ele! 

E ainda hoje à hora do almoço liguei aflita para a escola a saber se tinha comido ao que me respondem: ” Ah, sim, muito bem! Já comeu a sopa e agora está a comer o peixe e o purê!” . Ora! 

E a teoria de não dormir na cama dos pais? 

E a teoria de não comerem doces?

E a teoria de não lhes falarmos alto?

E a teoria de não lhes darmos palmadas?

E a teoria de “somos os melhores pais que conseguimos ser” ?

E a teoria de “são pequeninos não entendem”? 

Tenho cá para mim que as teorias são como e quando os miúdos quiserem… O resto são teorias!! 

The Terrible Two

O Sebastião fez 20 meses. Está definitivamente naquela fase que os ingleses chamam de ‘Terrible Two’ ou como dizemos por cá: a adolescência dos bebés.

Adoro pensar que tenho um adolescente de 20 meses em casa, com todos as atitudes em comum com os de 16 anos… Até bate com as portas e tudo.

Esta fase inicia-se normalmente a partir dos 18 meses e costuma durar até aos 3 anos (‘só’ faltam mais 14 meses).

Os Terrible Two, são a altura em que o bebé finalmente toma consciência de si próprio e tenta se afirmar como indivíduo e membro da família.

É a altura daquelas ‘birras’ que nos deixam completamente exaustas. Todas as energias que temos são sugadas e repetimos as mesmas coisas vezes sem fim.

Não é fácil.

No outro dia, numa série, dizia uma mãe para outra que não tinha dormido nessa noite por causa das cólicas de um bebé recém-nascido:

Posso te dizer que melhora. Mas estaria a mentir-te. Vai ficar muito pior.

Bem, não vamos ser tão dramáticas. Não é que seja pior. Vamos lhe chamar uma experiência diferente.

Um teste constante à paciência que muitas vezes perdemos.

Eu aqui me confesso. Grito demais. E se ainda tivesse algum efeito… A verdade é que ele acha que estou a brincar com ele e ri-se à gargalhada.

A parte pior é o constante desafio e a parte melhor é o constante desafio.

Sim, é ambíguo o sentimento.

Mas vê-lo crescer, expressar os seus gostos e desejos, questionar e participar (à sua maneira) nas decisões, isto é maravilhoso.

Isto é crescer.

É realmente uma ‘mini’ adolescência e cabe a nós, os pais, ajudá-los a atravessar esta fase e, de preferência, sem enlouquecermos.

A indisciplina

Estava a conversar com o Zé sobre A não perfeição da Bárbara e o quanto era difícil muitas vezes lidar com as birras dos pequenitos, enquanto conversávamos, ele ao meu colo brincava.

Conseguiu chegar ao cesto das molas. Nós continuámos a conversar. Ele viu-nos distraídos e atirou uma mola ao chão. Eu disse para ele não o fazer. Ele atirou outra. À terceira vez, já eu estava com a voz alterada, ele não esteve com meias medidas, atirou o cesto todo e eu respirei fundo e posei-o no chão.

Estamos, sem dúvida alguma, na fase da indisciplina.

Na consulta dos 15 meses, a nossa (maravilhosa) pediatra perguntou-nos: Então e as birras? Como é que ele está? – Na altura da questão não nos parecia nada que não conseguíssemos facilmente controlar. Mesmo assim ela reforçou: Preparem-se que ele agora vai entrar na fase de testar os limites.

O que eu não sabia era que os limites que ele ía testar eram os da paciência.

Ao contar alguns dos disparates que ele faz durante o dia, dá-me vontade de rir mas, no momento as coisas não são assim tão fáceis.

Como dizia a Bárbara: Não sei se ria ou se chore.

Há momentos realmente muito complicados. Desde o momento em que ele nasceu que um dos pilares de educação que queremos pôr em prática é a Disciplina Positiva.

A Disciplina Positiva não é mais do que disciplinar com amor e empatia.

Calma, não comecem já a pensar que não há limites e que as crianças podem fazer tudo o que querem. Não é nada disso. Aliás, chama-se ‘disciplina’ positiva e não ‘vamos lá fazer o que nos apetece’ positiva.

Envolve várias coisas mas passa essencialmente pelo respeito e compreensão. E, no meu entender, na valorização da criança como indivíduo.

Um dos pontos passa por explicar à criança porque não pode fazer algo, por exemplo: Não podes mexer no fogão porque está quente. Quando tocamos em coisas quentes podemos nos magoar. Em vez de simplesmente gritar: Saiiiiiii daí!

Ou então, canalizar a atenção da criança para outra situação. No meio de uma birra, em vez de ralhar, levar a criança para outra divisão, mostrar-lhe um brinquedo ou um livro. No fundo desviar o focus da birra para outro ponto.

Parece bem, não parece?

A maior parte de nós, foram educados de maneira diferente. Os padrões que conhecemos não são estes. Se na teoria parece o melhor, na prática temos mesmo de respirar fundo e analisar a situação.

Às vezes não é fácil. Eu noto que o Zé põe em prática muito mais facilmente. Sem pouco pensar sobre o assunto. No meio da maior birra, ele pega-o ao colo, fala com ele, leva-o até à janela, brinca e… funciona.

Eu sei que eu tenho tido muito mais dificuldades nesta fase que estamos a passar. Porque realmente há momentos, que por diversas situações do dia-a-dia, nos levam até ao limite.

Eu estou a tentar. Como a Bárbara dizia no seu post, o principal problema é quando sentimos que falhamos. Quando sabemos o que é mais certo e temos dificuldade em o pôr em prática. A frustração vem daí.

Se pararmos e não reagirmos impulsivamente conseguimos dar o melhor de nós.

É preciso também aprender isto. Eu estou a aprender todos os dias.

Para quem quiser saber um pouco mais sobre Disciplina Positiva e partilhar experiências pode por exemplo aderir a este grupo no facebook.

Deixo-vos aqui uma frase que acho perfeita:

Disciplinar significa ensinar e não castigar.

T. Berry Brazelton

 

As birras dos pais

Porque razão os pais fazem braço de ferro com os filhos?

Julgo que a disciplina está muito longe de uma suposta guerra de poder.

O que impede os adultos de olharem para as crianças como indivíduos com vontade própria e respeitarem-nos?

De onde vem a ideia que bebés são manipuladores e manientos? Como é possível os pais olharem para uma criança e acharem que o seu comportamento (o choro, a birra) só existe porque os querem prejudicar?

Somos assim tão egoístas que não vemos que o único modo de os bebés se expressarem é através do seu comportamento?

É habitual ouvirmos expressões como: ‘Não lhe dei… Não lhe fiz… Não cedi… Porque ele tem de aprender!’

Sim, as crianças têm de aprender. Sim, as crianças têm de ser guiadas.

Não permitir algo a um bebé apenas porque não. Porque achamos que não devemos ceder. Que retorno tem essa atitude? O que aprende a criança com isso?

Desculpem-me mas, para mim isso sim, é uma birra.

Talvez esteja na altura de os pais crescerem um pouco.

Objectos anti-birras

Normalmente começa assim:

Não.

Não podes brincar com isso.

Filho, isso não é para brincar.

Dà à mãe. Dá à mãe.

E acaba assim:

Pronto, não chora bebé.

Toma a/o (inserir nome de objecto pessoal que não é brinquedo).

É giro não é?

Brinca. Brinca.

Quem nunca deu um objecto impróprio a um bebé para evitar uma birra que atire o primeiro telemóvel…

 

Sempre do contra!

Sou só eu a achar que os bebés são do contra?

Vamos no carro, o sol imenso, colocas a fraldinha de pano estrategicamente pendurada de forma a protege-los do sol. A primeira coisa que fazem? Sim, tirar a fralda! E depois choram que se fartam porque o sol está a bater-lhes na cara!!! Oh bebé!!!