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A fazer deles homens! 

Hoje comprei para o meu afilhado de 3 anos dois conjuntos de cozinha! 

Hoje brinquei aos bebés com o meu filho. 

O meu afilhado é rapaz! O meu filho é um rapaz! São os dois bem reguilas, bem mexidos e bem brutos! 

No entanto o meu afilhado gosta de brincar às cozinhas! No entanto o meu filho gosta de brincar aos bebés!

O meu afilhado vê o pai a cozinhar muitas vezes! O meu filho vê o pai a tratar dele muitas vezes!

E é isto! Só isto!

Estamos a fazer dos nossos filhos aquilo que queremos para nós! Homens! 

Homens com H grande! D’aqueles homens que não ajudam, fazem! E se não os há ou há poucos, vamos criá-los! 

O Futuro é agora

A tecnologia faz parte do nosso dia-a-dia. Se não fosse ela, além de este blog não existir, o S. também não existia.

O modo como as crianças integraram a tecnologia existente no seu dia-a-dia ainda surpreende muitos adultos.

O S. ainda não fez os 15 meses e neste momento já sabe: ligar e desligar o dvd; mudar os canais da tv ainda que aleatoriamente, maioritariamente pra os canais de teste e para o canal Cuba Vision (não fazia ideia sequer que existia, posição 222 da NOS para quem quiser dar uma vista de olhos); abrir as aplicações para bebé que instalei no telemóvel e fazer alguns jogos simples, abrir a app do Spotify e pôr a tocar o álbum do Panda (isto para mim foi realmente surpreendente, especialmente quando vê que não toca e tentar carregar nos botões de volume do telemóvel); ligar a aparelhagem e colocar cd’s lá dentro, e tantas outras coisas.

Nós cá em casa somos completamente adeptos da tecnologia e mesmo assim ainda nos surpreendemos muitas vezes com o modo com que ele lida e utiliza o que tem ao dispôr.

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Vejo muitos pais preocupados que os filhos já não brincam na rua, já não jogam à bola, já não se interessam por livros, já não fazem as mil e uma coisas que, na nossa mente de adultos, estão relacionadas com a infância.

Não posso deixar de sorrir, quando estas preocupações vêm de pais que raramente levam os filhos a um parque ou nunca pegam num livro para ler. Exigir às crianças coisas que os próprios não fazem e nem sequer mostraram como fazer é simplesmente hipócrita.

A tecnologia, tal como os livros, a pintura ou o jogar à bola devem ser olhados como meios para um fim. Sendo esse fim o divertimento, o conhecimento, a imaginação, a aprendizagem do outro e toda a desmultiplicação de vertentes e temáticas que permitem à criança crescer e aprender.

Demonizar a tecnologia é virar as costas a uma nova era. Ela é realmente um meio e não um fim. Cabe a nós, como educadores,  integrar a sua utilização como tantas outras coisas e acima de tudo permitir à criança a magia da experimentação, quer esta seja ler um livro ou colorir um desenho numa app.

Não sei se já repararam, mas o futuro é (mesmo) agora.

 

 

Objectos anti-birras

Normalmente começa assim:

Não.

Não podes brincar com isso.

Filho, isso não é para brincar.

Dà à mãe. Dá à mãe.

E acaba assim:

Pronto, não chora bebé.

Toma a/o (inserir nome de objecto pessoal que não é brinquedo).

É giro não é?

Brinca. Brinca.

Quem nunca deu um objecto impróprio a um bebé para evitar uma birra que atire o primeiro telemóvel…

 

Atira ao chão!

Tenho o miúdo naquela fase em que tudo vai parar ao chão. Tudo!
É o brinquedo, a colher, a papa, o telemóvel, o biberão,  a chupeta, TUDO!

Ele acha piada, ri-se, maravilha-se com a brincadeira.

E nós dizemos que não lhe damos mais nada para as mãos, que as coisas não são para se atirar ao chão, e ele ri-se!
Passado um bocado já nós lhe demos mais alguma coisa e ele recomeça a brincadeira.

Já sei que é normal, que faz parte, que depois passa. Mas até lá não vamos ganhar nenhum problema de coluna? 😛

E as mudas da fralda? É que de atirar as toalhitas ao chão até por a mão numa fralda com presente são 2 segundos!!
Imaginem!

 

 

Mau Mau Maria 

Fim de semana de sol, ideal para dar uma escapadinha. Descanso, relax, refeições tomadas com calma e vista para o mar. O dolce far niente tão perto.

Juro que quando saí de casa ontem antes do jantar era nisto que estava a pensar.

Quase a chegar ao destino o S. vomitou. Para os pais que já passaram por isto sabem o quanto é aflitivo. Agora imaginem estar numa autoestrada e não ter maneira de parar o carro. Muito difícil mesmo. O S. desde pequeno que chora a andar de carro. Esta é a segunda vez que vomita em andamento. Estamos a chegar à conclusão que ele realmente enjoa, o que nos vai limitar nos passeios que pensávamos dar, agora que ele já está maiorzinho.

A noite foi mais complicada do que o habitual, o que é totalmente compreensível, dado ser um sítio a que não está habituado. A última vez que cá viemos foi no verão passado e era demasiado pequeno para se lembrar.

Iniciámos hoje o dia sem planos, com o único objectivo de passear e relaxar o mais possível.  Sim, passeámos. Sim, houve momentos simplesmente maravilhosos.



Mas também houve birras, choro e stress.

De um momento para outro, o S. começou a mexer em tudo, a deitar coisas para o chão, a gritar e a chorar quando o impedíamos de mexer em alguma coisa e transformou-se numa daquelas crianças que eu, antes de ser mãe, costumava olhar de lado e pensava como era possível ser tão “mal-educada”.

Como pais, tentamos ao máximo aplicar as práticas de uma disciplina positiva.

Mas hoje, no restaurante, enquanto voavam talheres e o choro punha os olhos de todos em cima de nós, enquanto tentava engolir um pedaço de bife e evitava umas mãos dentro da travessa do arroz… Hoje, por breves momentos, transformei-me naquelas mães que jurei nunca ser e compreendi esses pais que perdem a calma, que dizem coisas que não querem dizer.

Cruzei aquela linha por segundos, e se não fosse a constante calma e paciência do pai, talvez a tivesse passado para sempre.

Mais do que a indisciplina, que julgo ser uma consequência desta fase de descoberta e de testar os limites que o S. está a passar, o que realmente me assusta é a minha reacção às situações. 

Vamos ser claros, ele tem 12 meses, eu tenho 38 anos. Julgo que a pessoa que tem mais ferramentas para lidar com estes momentos sou eu. Perder a calma não deve ser admissível para um adulto. Se é fácil? Não.

Será que foi apenas um dia? Será uma fase? Como lidam com a indisciplina?

Onde é que se desliga?

Não sei onde vai buscar tanta energia!

Horas de brincadeira, em que a consegue revirar a casa toda, divisão por divisão.

Era de esperar que tivesse um sono tranquilo durante a noite, certo?

Dormiu em 12 meses e meio apenas duas noites seguidas.

Adora umas belas sestas mas normalmente o ritmo dele é sempre acelerado.

Mamãs com bebés que não dormem mais do que 4h seguidas, estou convosco.

Podem ver na ilustração acima, feita pela My Simple Life e inserida no livro criado para o 1º aniversário do S., como são as nossas noites lá em casa.

Eu sei o quanto pode ser desesperante não conseguir realmente descansar.

Nos primeiros meses senti realmente que estava à beira de um colapso, valeu-me a calma e o apoio do pai nesta altura.

Hoje em dia, só vos digo que a capacidade de adaptação do ser humano é realmente fantástica mas não deixo de sonhar (acordada) com uma noite de sono de 7h, pronto se forem 6h já fico contente (5h por favor).

 

O primeiro aniversário

Quando a data do primeiro aniversário do S. se começou a aproximar materializou-se a sua real importância.

Até um mês antes, quando me perguntavam se ía fazer alguma coisa para o aniversário eu respondia que em princípio não, porque na verdade ainda não tinha realmente pensado nisso.

Nunca liguei aos aniversários. Pelo vistos, isto é uma coisa que também muda com a maternidade 🙂

Há medida que a data de aniversário se aproximava decidi fazer uma pequena festa apenas para a família mais chegada. Ponderámos alargar a mais pessoas, todas elas importantes para nós e com quem gostávamos de partilhar este momento. Com família e amigos a lista já passava as 100 pessoas! Desistimos e decidimos fazer um lanche em casa.

Acabei por decidir fazer tudo para o aniversário por incentivo do Z.  “Ah e tal que tu consegues… Que giro seria seres tu a fazer” E com esta conversa até acabei a fazer o bolo do Mickey que está aí em cima (sim, fui eu que fiz, juntamente com mais umas quantas coisas com a temática do Mickey, no final, o meu irmão acabou a dizer que a quantidade de comida dava para alimentar a República Popular da China)

Foi muito cansativo mas ainda bem que o fiz. Logicamente que ele não se vai lembrar mas ficamos com a memória dessa data para depois lhe podermos contar (e mostrar os vídeos).

O primeiro aniversário não é apenas dele, é o nosso primeiro aniversário como pais (mais 9 meses).

Ainda bem que criámos mais esta memória.

Oh boa. É bom. É demais. É tão bom.