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A primeira capa

Começaram os trabalhos manuais!

Acho tão giro isto de fazer coisas para e com os miúdos, acho mesmo. Acho giro mas não me convidem para trabalhos manuais. Não tenho jeito nenhum para estas coisas. Eu já cozinho! Mereço um desconto só por causa disso. Eu brinco às cozinhas, aos supermercados, dou de comer ao Cocas, faço caracóis com plasticina mas isto tudo é brincar; agora fazer realmente uma coisa com finalidade, bem, isso já é mais complicado.

Mas já se estava a ver que com a entrada na creche, mais cedo ou mais tarde, tinha de pôr as mãos à obra. E lá veio a capa para guardar os desenhos para fazer em conjunto.

Uma coisa porreira da paternidade a dois é que somos dois! Assim, dividi as tarefas: eu orientei, o Sebastião escolheu o tema e pôs a cola e efectivamente quem montou e teve todo o trabalho foi o Zé. Tínhamos de usar figuras geométricas que as educadoras já tinham enviado e utilizar outras que quiséssemos.

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Acho que para primeira capa não correu nada mal. Boa Zé! Podes continuar o bom trabalho.

 

Os brinquedos que não são

Em 13 meses a nossa casa encheu-se de brinquedos, livros, jogos, bolas, peluches. Há sempre alguém que traz mais um ou nós que nos encantamos com alguma coisa que vemos.

O S. tem um cantinho da brincadeira. Caixas com brinquedos. Armários com livros.

Se podia passar horas a brincar com as coisas dele? Sim, podia. Mas, na verdade onde estaria o encanto disso?

Onde estaria o encanto de descobrir tudo o que se encontra numa gaveta ou armário com coisas que não são dele?

Ah o fantástico poder da imaginação que transforma cada objecto numa brincadeira; ou como, eu gosto de chamar: nunca mais na vida terás a casa arrumada.

 

Brincar é preciso

Hoje fomos experimentar uma actividade diferente. A pintura para bebés e crianças com tintas de legumes caseiras e comestíveis.

O resultado final foi a chamada: autêntica salganhada. Dos pés à cabeça cobertos de tintas de espinafre, cenoura e beterraba. Uma manhã divertida que vale muito pela experiência de interacção entre todos os bebés.

O S. começou a actividade por dar abraços e beijos aos outros bebés e por ele continuava sem sujar as mãos. Acabou por decidir que esfregar a tinta na tela e no chão não era tão divertido quanto despejar todos os copos de tinta por cima dele, em cima dos outros e, claro que em cima de mim.

Esta foi mais uma actividade que decidimos fazer. Já experimentámos os concertos para bebés (que são simplesmente fantásticos) e todas as semanas temos a natação (esta é só com o pai).

Cá em casa gostamos de experimentar coisas diferentes mas não fazemos destas actividades a base dos nossos fins-de-semana.

Somos pela brincadeira. Tentamos fazer dos momentos em que estamos juntos, momentos de diversão e para isso, nem precisamos de sair de casa.

Brincar é preciso. Não conseguimos imaginar a vida sem humor. Gostamos de rir. Não sei o que o S. vai ser ou fazer da vida dele mas tenho a certeza que cá em casa faremos de tudo para ele não se tornar num adulto que se leve demasiado a sério.

O mundo já tem demasiada gente chata.

Sandra