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Escapadinha a dois! 

Praticamente até aos dois anos eu e o pai do miúdo nunca o deixamos em lado nenhum e nunca fomos para fora só os dois.

Ha cerca de um mês fomos passar um fim‑de‑semana a um hotel de charme e o miúdo ficou nos avós uma noite. Optamos por não ligar enquanto ele esteve acordado porque da única vez que eu mãe fiz uma skypecall com ele começou a chorar e esticar os braços para o telemovel a pedir colo!! (Aperto!!!)

Custou-me imenso aquela noite, e eu que preciso tanto de dormir porque como sabem praticamente não durmo que o miúdo ainda acorda muitas vezes, não dormi nada nessa noite! Enfim.

Mas o fim‑de‑semana foi bom e valeu a pena.

   

 
É verdade que às vezes com a rotina e até mesmo por nos absorvermos com os filhos esquecemos um bocadinho o nosso companheiro, o que nos fez apaixonarmos-nos, e acho que passamos a ser mães em vez de sermos a Bárbara que também é mãe. E nesse sentido valeu bem a pena. Acho que acabei por me encontrar também comigo mesma, descontraída e bem disposta. 

Admito que com o miúdo estou sempre em modo alerta e a tentar controlar tudo! (Ups!)

Pensei para os meus botões que mesmo não fazendo uma regra, eu e o pai, devíamos ter o nosso momento a dois todos os meses. Nem que fosse um jantar ou uma tarde. 

E para aqueles que estão a pensar : “mas eles trabalham juntos!” . Trabalhamos, cada um com as suas responsabilidades, almoçamos em 20 minutos e retomamos ao trabalho. Não digo que não haja um carinho durante o dia mas acreditem que às vezes nem uma conversa de casal temos! 

Por isso mesmo ou em consequência  disso estamos neste momento em que vos escreve dentro de um avião em direcção a Milão. Quatro dias!! 

  

  

Viemos a trabalho mas não tivéssemos achado que nos fazia bem estes momentos, e eu teria recusado vir. Custa-me deixar o meu tesouro, mas sei que fica bem e feliz.

São quatro dias, numa perspectiva são pouco dias, noutra são muitos! Vamos ver como corre. 

Há três anos que não viajava! Eu que adoro laurear a pevide, e que antes de engravidar viajava umas quatros ou cinco vezes ano. Cá estou. Vou a pensar na volta, mas vou para aproveitar! 

PS: publico este post hoje que já cá estou , em Portugal. 🙂 

O pai do meu filho

Não sei em relação às outras mães mas, não queria, nem conseguia fazer isto sozinha.

Houve um tempo em que sim. Em que ser mãe estava acima de qualquer relacionamento que poderia ter e como eram todos passageiros ponderava seriamente ter um filho sozinha.

Fico feliz que a vida (leia-se Twitter) me tenha trazido a pessoa com quem divido a minha vida é que me permite partilhar a experiência da parentalidade.

Acho que se fala pouco dos pais e da sua importância.

O Zé partilha todas as decisões comigo desde o momento em que decidimos ter um filho juntos. Esteve e está sempre presente.

Conseguimos, realmente um equilíbrio e pomos em práctica a igualdade dos géneros, sendo que essa igualdade não significa que temos de fazer exactamente as mesmas coisas. 

Eu cozinho, quase todos os dias, porque sou eu que o faço melhor. Ele ficou em casa com o Sebastião desde que ele nasceu para eu poder ir trabalhar. Todos os dias nos compensamos. Todos os dias crescemos e aprendemos juntos.

Sinto que o relacionamento com o Sebastião é igualmente repartido. O meu filho não é um ‘filho da mamã’ é um filho dos pais. Está comigo de igual maneira como está com o pai, apesar de cada um de nós ter algo de diferente na nossa relação.

Acho que nunca lhe vou conseguir agradecer o suficiente por ele ser a pessoa que é e, acima de tudo, pelo amor incondicional que preenche as nossas vidas.

E como já tinha dito antes, só ele poderia ser o pai do meu filho.

Mau Mau Maria 

Fim de semana de sol, ideal para dar uma escapadinha. Descanso, relax, refeições tomadas com calma e vista para o mar. O dolce far niente tão perto.

Juro que quando saí de casa ontem antes do jantar era nisto que estava a pensar.

Quase a chegar ao destino o S. vomitou. Para os pais que já passaram por isto sabem o quanto é aflitivo. Agora imaginem estar numa autoestrada e não ter maneira de parar o carro. Muito difícil mesmo. O S. desde pequeno que chora a andar de carro. Esta é a segunda vez que vomita em andamento. Estamos a chegar à conclusão que ele realmente enjoa, o que nos vai limitar nos passeios que pensávamos dar, agora que ele já está maiorzinho.

A noite foi mais complicada do que o habitual, o que é totalmente compreensível, dado ser um sítio a que não está habituado. A última vez que cá viemos foi no verão passado e era demasiado pequeno para se lembrar.

Iniciámos hoje o dia sem planos, com o único objectivo de passear e relaxar o mais possível.  Sim, passeámos. Sim, houve momentos simplesmente maravilhosos.



Mas também houve birras, choro e stress.

De um momento para outro, o S. começou a mexer em tudo, a deitar coisas para o chão, a gritar e a chorar quando o impedíamos de mexer em alguma coisa e transformou-se numa daquelas crianças que eu, antes de ser mãe, costumava olhar de lado e pensava como era possível ser tão “mal-educada”.

Como pais, tentamos ao máximo aplicar as práticas de uma disciplina positiva.

Mas hoje, no restaurante, enquanto voavam talheres e o choro punha os olhos de todos em cima de nós, enquanto tentava engolir um pedaço de bife e evitava umas mãos dentro da travessa do arroz… Hoje, por breves momentos, transformei-me naquelas mães que jurei nunca ser e compreendi esses pais que perdem a calma, que dizem coisas que não querem dizer.

Cruzei aquela linha por segundos, e se não fosse a constante calma e paciência do pai, talvez a tivesse passado para sempre.

Mais do que a indisciplina, que julgo ser uma consequência desta fase de descoberta e de testar os limites que o S. está a passar, o que realmente me assusta é a minha reacção às situações. 

Vamos ser claros, ele tem 12 meses, eu tenho 38 anos. Julgo que a pessoa que tem mais ferramentas para lidar com estes momentos sou eu. Perder a calma não deve ser admissível para um adulto. Se é fácil? Não.

Será que foi apenas um dia? Será uma fase? Como lidam com a indisciplina?

Donas da razão

Todos os casais discutem.

É normal, é saudável e só mostra que têm pontos de vista diferentes sobre certos assuntos.

Mas, e quando as discussões são sobre as crianças?

Quando existem dois pontos de vista realmente diferentes é possível chegar a acordo? Tem sempre um que ‘perder’ e o outro ‘ganhar’?

As mamãs realmente ouvem o outro lado? Ou são sempre as ‘donas da razão’?

Ter um filho é uma decisão conjunta, de preferência planeada e desejada. Este pequeno indivíduo só existe porque duas pessoas contribuíram para a sua concepção. Então, se é tudo a meias, se a responsabilidade é igual porque os pais, muitas vezes, são postos de parte?

A opinião de um pai, não pode e não deve ser menor que a da mãe.

Como mãe faço um esforço diário para manter o equilíbrio. Quando estava grávida pensava que estas tomadas de decisões seriam sempre feitas em conjunto e de repente descubro que não sai naturalmente. Que sinto que a minha opinião deve ser tida mais em conta afinal, eu sou a Mãe.

De onde vem esta necessidade de ‘comandar as tropas’ em relação às crianças?

E vocês? Como é lá em casa? Também são as ‘Donas da razão’?