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Hotel – parte 2! 

Pois é! Depois de já termos estado no hotel o mês passado eis que cá estamos outra vez já há uns dias! 

Depois de um dia tranquilo com direito a visita de uma amiga em casa e um almoçinho de fast food, que faz mal já sei, mas sabe bem, principalmente a quem está de repouso em casa, eis que após o jantar as dores arrancaram como cavalaria e não me restou outra coisa que não fosse vir às urgência! 

Isto dos miúdos e da gravidez é mesmo um dia de cada vez, ou meio-dia de cada vez!!! 

Cheguei ao hospital com a certeza que era trabalho de parto, as dores, as cólicas, os nervos… e era… 33 semanas!!! Oh miúda!!! Stressada!!! 

Graças a Deus a equipa médica conseguiu mais uma vez parar este cenário, mas desta vez foi assustador. As contrações eram todas de 100!! Muitas, muitas! Dores… comprimidos atrás de comprimidos… até que estabilizou. 

Agora cá estamos, a tentar estar sossegadas, aguentando no forninho a miúda o mais que se puder. Numa próxima situação destas já sei que os médicos não irão travar e a miúda nascerá. 

(Ela que não ouça porque já todos percebemos que tem muita pressa!) 

“Estamos no hotel!”

Na minha primeira gravidez estava com 30 semanas e fui internada de urgência porque entrei em trabalho de parto. Graças à evolução da medicina e da fantástica equipa do hospital de Gaia conseguimos controlar a situação e o meu miúdo acabou por nascer às 41 semanas. É uma história para vos contar noutro post porque merece que percebam o feitio do meu miúdo. Eheheh 

Esta semana a história está-se a repetir. O problema é que ainda mais cedo … estou de 26 semana e “estou no hotel” outra vez.

Ia eu a sair de casa quando ao descer a rua escorreguei e fui de rabo ao chão. Uma queda aparentemente simples, numa rua a descer, molhada da chuva. Por descargo de consciência porque nessa tarde tinha que fazer uma viagem vim ao hospital ter a certeza que estava tudo bem. Sentia-me bem, o bebé mexia, tudo aparentemente normal. Há excepção das dores no fundo das costas resultante da queda.

Quando comecei a fazer a avaliação estava tudo normal e de repente… começam as contrações, começam a aumentar a intensidade e a frequência e eu começo a ver o filme na minha cabeça… “vou ficar internada!” Já pensava eu. 

E ao final da tarde após 4 horas de traçados (ctg) e da avaliação da médica o veredicto chegou. “Vai ter que cá ficar!” E pronto! 

Só que desta vez há mais um membro em casa! E custa mais estar cá. Tenho plena consciência que estou no sítio certo e que é aqui que devo estar, por muitas saudades que eu tenha dos meus amores e eles de mim. 

O meu homem pequenino percebe e tem aceite. Pergunta-me de estou melhor e se já posso ir embora. Como lhe digo que ainda não, diz que então cá fica comigo. Explicamos que não pode porque o médico não deixa, e ele responde que vai ficar doente para poder ficar. Até que depois se convence que amanhã é outro dia e se convence a ir embora sem a mamã, e me diz : ” amo-te de vida!” ❤️ 

Nunca sai sem se despedir da mana e sem nos dizer para ficarmos boas! E sei que no infantário diz que a mamã caiu mas é muito forte e vai ficar boa! 

E é isso que todos queremos. Que neste momento tudo se resolva, com calma e é com calma que teremos que ir até ao final da gravidez. Repouso até ao fim, já me disse a médica. E eu só espero que desta vez também corra tudo bem como com o miúdo.

Estes meus filhos ainda são mais apressados que os pais. Aí aí! 

3x Parto = amor ao cubo

A Bárbara lançou o desafio.. e eu aceitei 😉

Tenho 3 filhos, três rapazes liiindos que amo mais que tudo! E com eles, tenho 3 histórias de partos diferentes, cada uma importante, especial e única.

1ª gravidez.. Afonso (5 anos hoje)

 

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Gravidez tranquila, vivida em êxtase, primeiro filho!

No dia 24 de Fevereiro, a 2 dias da minha DPP*, rebentam-me as águas às 5 da manhã.
O pânico!!! As águas de que cor eram? Seriam normais? Com cor? “Olha vamos mas é para o hospital!!”
As pernas a tremer, mando mensagem a toda a gente a anunciar que vou para o hospital! Aterrorizada mas tão feliz.
Contrações mais ou menos dolorosas, peço epidural e dão-me.
Vou para o quarto porque já estava na parte activa do parto e estava na maior.. lembro-me que durante contrações estava a jogar farmville e no chat no facebook.. eeheh
Até que.. a epidural deixa de fazer grande efeito e o Afonso está preso no canal.. E eles têm que o posicionar manualmente..
&%$%$#&$%/()/& e mais umas palavras menos simpáticas..
Não foi nada bonito digo-vos.. Mas pelas 13:58 (olhem lá a precisão), nasce o Afonso, com 3.812kg e 49cm!
Papás babadíssimos!! O Afonso nasceu maior do que o previsto então teve que ficar embrulhado numa manta e o pai foi ao carro buscar a mala porque a roupa que tínhamos preparada era pequena demais!! 🙂
O pós-parto foi muito bom.. Mal eles nascem uma pessoa esquece tudo.. 😉
2ª gravidez – Henrique (3 anos hoje)

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Quando engravidei do Henrique já morava cá na Holanda. Era tudo diferente do sistema de saúde português.
Ecos eram só 2 durante a gravidez. As consultas eram com uma Midwife* e não envolviam sequer um ginecologista.. Era tudo demasiado estranho mas que remédio.. Temos que confiar.. Não falando da parte que os partos aqui são mais humanizados.. E encorajados a ser em casa.. A ideia metia-me demasiada impressão!! Em casa? E se acontece alguma coisa? Não não! Quero hospital!!
3 dias depois da minha DPP, pelas 6 da manhã acordo com contrações.. Um pouco dolorosas mas como não me tinham rebentado as águas eu estava mais ou menos tranquila.. (Ingénua..) 😛
Ligo para a Midwife que vem logo cá a casa para me fazer avaliação.
Entretanto o meu marido leva o Afonso para casa da minha irmã que mora aqui perto pois o plano era seguir para o hospital.
Chega a Midwife, deito-me na cama, ela verifica a minha dilatação e diz algo como: “não podes ir para o hospital, já estás com 8cm, não chegas a tempo!”
Bem.. Nem vos conto.. Eu não sabia o que fazer.. Se entrar em pânico.. Rir ou chorar.. Tive ali 5 min de confusão na minha cabeça mas pronto.. Aceitei!
Ela pôs o equipamento todo na minha cama, preparou-se e eu deixei que o meu corpo tomasse as rédeas e trouxesse o meu menino ao mundo..
As dores eram terríveis.. Eu andava pelo quarto.. O meu marido sempre comigo a dar-me força e todo o apoio possível e imaginário..
Pus-me em todas as posições possíveis de modo a atenuar a dor.
Até que elas decidem rebentar as águas para as contrações serem mais eficazes. E assim foi.. Passado pouco tempo eu já o sentia a descer e neste ponto as contrações apesar de dolorosas são muito mais suportáveis.. Porque sabemos que estão efectivamente a levar a algum lado..
Às 8:50 nasce o Henrique.. Um rapagão com 4.300kg e 52cm num parto natural, sem epidural, sem cortes, sem soros, sem toques, sem pressas e ao meu ritmo..
Tive a honra de ser eu a cortar o cordão umbilical..
Apesar do meu medo foi uma bofetada de luva branca.. Correu muito bem e o pós parto foi ainda melhor.. 2 horas depois já eu tomava banho no MEU chuveiro e me sentava no MEU sofá e já tinha o Afonso em casa para conhecer o mano.. Lembro-me que até fui eu que fiz o jantar nessa noite!!
Maravilhoso <3
3ª gravidez – Alex (6 meses quase sete 🙂 hoje)

image3O Alex também nasceu na Holanda.

A gravidez também correu bem (eu adoro estar grávida!!!).
Mais uma vez, o meu filho não tinha pressa de sair e então 3 dias depois da minha DPP acordo às 4:30 da manhã com contrações muito fortes e seguidas..
Ligo logo à Midwife e ela vem prontamente.
Afonso e Henrique vão para a minha irmã e eu fico à espera..
Desta vez e apesar do parto do Henrique ter corrido muito bem, eu queria epidural.. Queria estar relaxada, não queria dores.. Então depois de ver a minha dilatação (3cm) seguimos para o hospital (5:30).
Na chegada a médica não foi muito receptiva ao meu pedido e enrolou-me.. Disse que as contrações ainda não estavam muito seguidas e que a epidural trazia muitos riscos e mais blablabla.. Eu aceitei esperar mas queria epidural na mesma. Não era o meu primeiro filho, sou adulta e sei o que quero.
O meu marido incansável sempre ao meu lado, a ver-me contrair de dores de pé ao lado da cama..
A médica não aparecia, as assistentes diziam que o anestesista não tinha chegado e mais blablabla..
Contrações mais fortes e eu a conter-me de pé ao lado da cama.. Até que não aguento mais e relaxo o corpo numa contração.. E as águas rebentam.. E eu sinto a cabeça do Alex a descer (7:45)..
O meu marido manda-me subir para a cama (só estávamos os dois no quarto) porque queria ir chamar alguém para nos assistir e eu não o queria deixar ir nem tão pouco me queria mexer!! (Tinha medo de fechar as pernas e puxar o miúdo para cima! Ahahah).
Carreguei na campainha até que aparece uma enfermeira que entra com a médica.. Puxam-me para a cama, puxo umas 3 vezes e nasce o Alex (7:55).. 4.320kg, 52cm.
Parto natural, sem epidural, quase não-assistido, sem cortes mas com 2 pontos. Também fui eu que cortei o cordão umbilical!
Foi muito emocionante quando ele nasceu porque de certo modo senti-me traída. Não foi de todo o que eu desejava. Para ser assim mais valia eu ter ficado em casa.
A médica pediu-me desculpa porque de facto me negligenciou e eu depois apresentei queixa no hospital pela forma como me trataram.
Mas no fim correu tudo bem, ele já estava nos meus braços e lá está.. Uma pessoa esquece, apaixona-se uma vez mais perdidamente e segue em frente..
❤
Té Simães Monteiro
*DDP: Data Prevista para o Parto
*MidWife: Parteira
Conheci a Té através do instagram e fascinou-me a forma como carrega os seus filhos, fiquei muito contente por ela ter aceite partilhar este bocadinho da sua história! Beijinhos aos 5 aé de casa!