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Estamos de volta! 

E cá estou eu novamente, dentro de um avião a escrever no blogue! Estamos de regresso. 

Tenho o coração a pular de saudades e de ansiedade. Já só quero chegar e abraçar o meu filho!! Aiiiiii! 

Foi bom, valeu a pena, passou rápido e ele esteve sempre bem e feliz. E eu até consegui dormir 7 horas seguidas! 

   

  

  

  

 Fizemos skypecall todos os dias e ele percebeu tudo. Foi um alívio.

Mas agora só queremos chegar!! 

PS: o primeiro post de hoje foi escrito na ida e este post escrito hoje de manhã no avião de regresso! E já cá estamos, no melhor lugar do mundo, o abraço do meu pequenino. ❤️❤️❤️

Escapadinha a dois! 

Praticamente até aos dois anos eu e o pai do miúdo nunca o deixamos em lado nenhum e nunca fomos para fora só os dois.

Ha cerca de um mês fomos passar um fim‑de‑semana a um hotel de charme e o miúdo ficou nos avós uma noite. Optamos por não ligar enquanto ele esteve acordado porque da única vez que eu mãe fiz uma skypecall com ele começou a chorar e esticar os braços para o telemovel a pedir colo!! (Aperto!!!)

Custou-me imenso aquela noite, e eu que preciso tanto de dormir porque como sabem praticamente não durmo que o miúdo ainda acorda muitas vezes, não dormi nada nessa noite! Enfim.

Mas o fim‑de‑semana foi bom e valeu a pena.

   

 
É verdade que às vezes com a rotina e até mesmo por nos absorvermos com os filhos esquecemos um bocadinho o nosso companheiro, o que nos fez apaixonarmos-nos, e acho que passamos a ser mães em vez de sermos a Bárbara que também é mãe. E nesse sentido valeu bem a pena. Acho que acabei por me encontrar também comigo mesma, descontraída e bem disposta. 

Admito que com o miúdo estou sempre em modo alerta e a tentar controlar tudo! (Ups!)

Pensei para os meus botões que mesmo não fazendo uma regra, eu e o pai, devíamos ter o nosso momento a dois todos os meses. Nem que fosse um jantar ou uma tarde. 

E para aqueles que estão a pensar : “mas eles trabalham juntos!” . Trabalhamos, cada um com as suas responsabilidades, almoçamos em 20 minutos e retomamos ao trabalho. Não digo que não haja um carinho durante o dia mas acreditem que às vezes nem uma conversa de casal temos! 

Por isso mesmo ou em consequência  disso estamos neste momento em que vos escreve dentro de um avião em direcção a Milão. Quatro dias!! 

  

  

Viemos a trabalho mas não tivéssemos achado que nos fazia bem estes momentos, e eu teria recusado vir. Custa-me deixar o meu tesouro, mas sei que fica bem e feliz.

São quatro dias, numa perspectiva são pouco dias, noutra são muitos! Vamos ver como corre. 

Há três anos que não viajava! Eu que adoro laurear a pevide, e que antes de engravidar viajava umas quatros ou cinco vezes ano. Cá estou. Vou a pensar na volta, mas vou para aproveitar! 

PS: publico este post hoje que já cá estou , em Portugal. 🙂 

“São dois!”

“São dois!”

Foram estas as palavras do médico obstetra que me acompanhava na gravidez.

Friamente diz-me: São Dois!

O meu cérebro congelou. Fisicamente, senti as lágrimas correrem-me pelo rosto num misto de felicidade e de pânico, um formigueiro nas pernas.
Ouvir dois pequenos corações em disparo é a melhor sensação do mundo.

Mentalmente, não conseguia processar a informação, apenas tentava perceber como tinha sido possível isto acontecer traçando mentalmente em flashes toda a árvore genealógica da minha família e da do meu marido tentando encontrar uma explicação. Para ajudar, os meus pensamentos descambaram ainda mais: vou ter que mudar de casa! e de carro! Como vou ter dinheiro para dois bebés!? Como é que isto me foi acontecer?

Fui despertada pelo meu marido que me apertava os pés com um sorriso que naquele momento me pareceu pateta: São dois! Que giro! Dizia ele.

Devo ter ficado de tal forma apática que o médico me interrompeu os devaneios: “Desculpe, já percebi que não estava à espera!”

É verdade! Não estava à espera, nenhuma mamã de 1ª viagem estaria.
Muito menos percebendo desde logo os riscos implicados neste tipo de gravidez, que é vivida sempre em cima da linha: hoje estão dois mas amanhã podem não estar! É isto que ouvimos quase até ao 4º mês de gestação. Os restantes 5 meses são passados na agonia da possibilidade de parto prematuro!

A minha história é feliz! Apesar de algumas contingências pelo meio da gravidez os meus bebés nasceram saudáveis às 38 semanas de gestação.

Aqui começa a minha história! Mãe de gémeos!

Quando recordo os primeiros seis meses de vida dos meus bebés confesso que tenho a sensação de ter perdido alguns momentos. Ser mãe de gémeos significa não ter descanso entre os momentos de amamentação. Recordo-me de uma altura em que andava pela casa em estado morta-viva, praticamente sem ouvir nada e só conseguia emitir monossílabos, tal era o cansaço.

Recordo-me de tentar sair de casa sozinha com os gémeos, por exemplo para comprar fraldas, e acabava sempre por demorar três horas, duas das quais fechada nos fraldários a dar de mamar aos bebés.

Quando vamos pela rua com um carrinho duplo que mal cabe nos elevadores e que ocupa todo o corredor inevitavelmente somos abordados na rua. E lá vema pergunta da praxe “São Gémeos?”. Honestamente e até em tom de desabafo, ainda hoje não percebo bem que tipo de resposta pretende obter alguém que faz uma pergunta destas a uma mãe que empurra um carrinho com 2 bebés iguais! A quantidade de vezes que me apeteceu responder…
“Não! São primos!”

Mas olhando para trás, apesar da violência psicológica que implica todo este processo, tenho de confessar… Sou feliz a dobrar!

Ser mãe de gémeos é ser arrebatada de amor incondicional duas vezes ao mesmo tempo. É ter uma explosão de sentimentos de orgulho, felicidade, vitória tão grandes que não cabem no peito.

É andar sempre no limite das forças! É pegar em 20kg ao mesmo tempo porque os dois querem colo ao mesmo tempo! Demorar 1h30 para sair de casa com três mochilas e mesmo assim faltar sempre alguma coisa! É ser os primeiros a chegar ao restaurante para poder ter 2 cadeirinhas de bebé disponíveis! É correr cinco centros comerciais na mesma cidade só para conseguir arranjar duas peças de roupa iguais! É pensar sempre se o lugar de estacionamento é suficientemente largo para abrirmos as cinco portas do carro! É desesperar com o dobro dos custos em roupa e em fraldas! É ir às urgências em dois dias diferentes por causa da mesma doença porque um fica doente num dia e o outro no outro! É lavar, passar e dobrar o dobro da roupa!

Mas é também ter o dobro do amor! O dobro dos beijos! O dobro dos abraços! O dobro do orgulho! O dobro do carinho! É ser a mãe mais completa do mundo por cada vez que correm dois tesouros para os meus braços no final do dia! É ser completa! É ser rica!

Ser mãe de gémeos é ter um tesouro milionário para toda a vida!

 

 

Daniela Alves é bancária e passa o dia a lidar com dinheiro, mas os verdadeiros tesouros dela estão em casa e são gémeos.