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Síndrome de Ansiedade

Desde que me lembro sofro de Síndrome de Ansiedade…

Recordo-me de estar na escola e sentir vários sintomas: as mãos a suar, o coração a palpitar e uma sensação de estar fora do meu corpo.

Naquela altura sentia que era um assunto tabu, talvez devido à falta de compreensão por parte das pessoas que me rodeavam, algo muito comum a quem nunca sentiu na pele este problema. Vi por exemplo, muitas vezes a minha mãe a chorar porque não sabia o que fazer comigo, principalmente quando muitos familiares e a maioria dos médicos a quem recorríamos, diziam que era mimo. Cresci então como a miúda mimada cujas reações envergonhavam facilmente a família.

Como é normal naquela idade eu era uma criança cheia de sonhos e objetivos, mas devido a esta condição muitos deles tiveram de ficar para trás.
Desses sonhos havia alguns que sobressaíam: ser uma mulher independente, encontrar alguém especial – o amor da minha vida, como sempre gostei de dizer – e construir uma família.
Quanto a ser independente, mesmo sendo algo extremamente difícil para quem sofre de Síndrome de Ansiedade, ainda hoje em dia faz parte da minha luta. Mas apesar de todas as barreiras impostas por esta condição, consegui criar o meu próprio negócio, um feito do qual muito me orgulho.
Quanto ao outro, a verdade é que tanto sonhei e desejei que consegui encontrar alguém que me aceita como sou e ainda por cima me admira ao ver como luto diariamente sem desistir, contra os obstáculos que este problema me coloca, como as crises de ansiedade, os pontuais ataques de pânico, etc.
Para conhecer essa pessoa foi preciso a ajuda de um certo passarinho azul muito conhecido por sinal, que nos juntou em pouco tempo. O Twitter!
Apesar de tomar a pílula acabei por engravidar, não tendo a noção naquela altura que certos medicamentos para a ansiedade e depressão ajudam a atenuar o efeito da pílula.
Mesmo sendo uma surpresa inesperada ficamos muito felizes, tendo sido desde logo algo muito desejado!
Após o “carrossel” inicial de emoções entre o choque e a felicidade que esta maravilhosa notícia me fez sentir, dei por mim a pensar na medicação que tomava e no impacto que poderia ter na gestação do bebé. Como é que eu iria eu gerar um bebé e ao mesmo tempo tomar os medicamentos indispensáveis para tratar e controlar o meu problema? – perguntei a mim mesma muitas vezes de lágrimas nos olhos.
Consultei então a minha médica ginecologista que desde logo me encaminhou para uma psiquiatra de forma a se traçar um plano de redução da medicação.

Esta foi uma fase muito difícil porque logo de início comecei a sentir a falta da medicação e fui-me abaixo… Havia dias em que fazia o caminho de casa para o trabalho sempre a falar ao telemóvel para não ter de pensar na possibilidade de ter uma crise de ansiedade.
A intensidade com que vivi os três primeiros meses da gravidez foi muito grande ao ter que ao mesmo tempo reduzir a medicação, – entretanto já noiva – ter que organizar o meu casamento e tratar do processo de compra de casa… Se para uma pessoa que não sofre deste tipo de patologia gerir tudo isto ao mesmo tempo (e em pouco tempo) seria muito complicado, o quanto não o foi para mim.
Com toda esta turbulência acabei por ter alguns pequenos sustos com a gravidez – perdas de sangue, constantes idas às urgências, etc. – tive que saber muito bem gerir os meus níveis de ansiedade e stress, porque sabia que se eu me alterasse quem iria sofre era o bebé. Para isso tentei aprender alguns truques ao nível da respiração e ouvia música para me acalmar e relaxar, mas acabou por não ser o suficiente.
Cada vez mais fiquei “presa” a este síndrome que teimava em dominar a minha vida. As palpitações, os suores frios, a falta de segurança em mim própria e medos como o de perder o bebé ou o de eu morrer, eram cada vez mais uma constante.
Uma vez mais voltei a recorrer às médicas que me acompanhavam, aconselhando-me desde logo repouso absoluto, fazendo também os ajustes necessários na medição que tomava. E para piorar a minha situação a empresa para quem trabalhava aproveitou o fato de eu estar grávida para não renovar o contrato de trabalho, ficando sem emprego e sem qualquer tipo de rendimento.
Isto afetou-me bastante porque como já mencionei, sempre valorizei ser uma mulher independente e jamais me via a ser sustentada por quem quer que fosse.
Foi por esta altura que senti dentro da barriga o primeiro pontapé do meu filho. Senti-lo desta forma fez-me ganhar um novo animo e prometi a mim mesma que não iria desistir de lutar para trazer ao mundo um bebé saudável.
O suporte familiar foi também essencial para o conseguir, e o apoio que tive especialmente do meu marido e da família mais chegada, foi incrível!
A entrada para o último trimestre da gravidez tinha já engordado mais de 20kg, o que me trouxe algumas complicações ao nível da coluna, pernas e nervo ciático, começando a ter dificuldades em caminhar. Por isso foi com uma enorme sensação de alívio – e recordo-me como se fosse hoje – o dia em que ficou marcada a cesariana. A ansiedade de ter o meu filho nos meus braços era muita.
Quando finalmente chegou o dia curiosamente acordei calma e dei entrada no hospital apenas com o meu marido, para evitar a ansiedade dos restantes pessoas, mantendo à minha volta um ambiente tranquilo. Subi para a sala de cirurgia bastante tranquila onde pouco depois iria sentir um alívio enorme nas dores no nervo ciático graças à epidural.
Mal me foi administram a epidural o meu marido entrou e sentou-se do meu lado a dar-me a mão.
Numa questão de poucos minutos ouviu-se um choro de bebé, e ao ver o meu marido lavado em lágrimas de felicidade, caí em mim: Já sou mãe!
Logo de seguida puseram-no junto a mim e num momento muito íntimo por entre uma “chuva” de beijinhos, prometi que iria protege-lo enquanto fosse viva!
Senti desde aquele primeiro segundo como se já o conhecesse desde sempre.
Foi sem dúvida o momento mais feliz de toda a minha vida!
Como todo o processo da cesariana correu dentro da normalidade, não demorei muito em descer para o meu quarto para descansar e partilhar com a restante família – que entretanto foram chegando – este momento de alegria e amor!
Hoje sinto que sou uma pessoa mais completa e confiante, que luta diariamente para que o meu filho cresça feliz e pelo amor que me une ao meu marido.
Provavelmente terei que viver com isto a minha vida toda, e se assim for, que seja… Porque sou muito feliz!!

 

Joana Macedo Silva

 

Queria Joana, muito obrigada pela tua partilha e pela tua coragem! Desejamos-te tudo de bom e que continues a vencer no teu caminho! <3

O parto da bebé mais linda que o hospital de Abrantes já viu!

Fui convidada pela minha querida Bárbara para contar como foi o parto da minha Maria Leonor.
Pois bem, o meu parto…

Vamos voltar ao dia 30 de Agosto de 2014 pelas 21h, que foi quando tudo começou.
Passei o dia 30 de Agosto a subir a descer as escadas do meu prédio porque me tinham dito que ajudava a acelerar o processo, sim, porque eu desde os meus 7 meses de gravidez que estava deserta para que a gravidez terminasse porque toda eu era uma bola com pernas sem joelhos e sem tornozelos.
Por volta das 20h do dia 30 disse ao marido: “Já que a miúda não quer nascer que me dizes de irmos à festa da terra dos meus avós ver os Némanos?” (ehehe)
Claro que ele me ignorou completamente e disse que eu era maluca.

Às 21h em ponto estava na minha cozinha e sinto um liquido quente a descer pelas pernas, sem que eu tivesse qualquer controlo sobre ele!
Vou a passo apressado para a casa de banho e dou de caras com o meu marido sentado na sanita a jogar candy crush!
Sem dizer uma palavra, fico parada a olhar para ele e a apontar para os calções ensopados.

Fomos a voar para o hospital de Abrantes, no caminha avisei os meus pais e só pensava “mas onde raio estão as contrações??”
Chegamos ao hospital e fui sujeita a toda a preparação standard para ter uma criança (devo confessar que meter o cateter do soro foi uma coisa bastante dolorosa).
Até aqui tudo bem, fiquei eu e o Tiago no quarto à espera das bem ditas contrações…
Era meia noite e nada de nada, e dilatação no 2… estava bonita a cena… já só pensava que ia para cesariana porque já me tinham arrebentado as águas há algumas hora.

Por volta das 3h da manhã começam a vir as ditas cujas! Ui! Jesus senhor!
Para mim foi um misto de pontapé nos rins, com murro no estômago e com cólicas ao mais alto nível! (mesmo assim acho que estou  a ser simpática)
O Tiago olhava com muita atenção para o aparelho de registo do CTG, a antecipar cada contração, mas isso não me ajudava muito. Contração vai e vem e dilatação nem vê-la…

Resolvi chamar a anestesista (que devia estar a dormir tranquilamente) para me dar a epidural, para mim não fazia sentido estar a sofrer daquela maneira quando havia algo que me poderia aliviar o sofrimento e tornar o momento do parto mais tranquilo.

Após 3 picadelas na coluna (a senhora anestesista tinha mau feitio quando acordava), lá consegui relaxar, e minhas amigas, a epidural, apesar de parecer que estamos paraliticas, foi a melhor invenção de sempre!!!

Lá consegui adormecer levemente, e foi o bastante para passar de 2 de dilatação para um 8!

Às 8.45 do dia 31 aparece a minha médica, que diz que ainda tinha de esperar um bocadinho.
O Tiago aproveitou para ir beber um cafézinho e deu lugar à minha mãe.

Neste entretanto sou vista por outro médico que vai ver como estava a dilatação e do nada começa a gritar : “ Oh Helena (a minha médica) despacha-te!!! Já estou a sentir aqui a cabeça!!!”
Bom… acho que não preciso de dizer que fiquei em estado de choque com aquelas palavras.

Entre “faz força”, “só mais um bocadinho” , e um médico louco a empurrar a minha barriga, às 9h e 17 minutos do dia 31 de Agosto de 2014 nasceu de parto normal, com 50cm e 3kg750 a bebé mais linda que o hospital de Abrantes viu nos últimos tempos 😀
A sensação de a ter no meu peito assim que nasceu e de a ver a tentar chegar ao meu peito para mamar, é uma coisa que não há explicação! <3

Estivemos 2 dias no hospital e regressamos a casa!

Inês Lourenço Tomé

 

Obrigada menina dos três nomes próprios por partilhares a tua experiência e um grande beijinho à princesa pequenina <3

O parto ou como ser super-mulher por umas horas!

Fui à revisão. 6 semanas depois e lá estava eu para ver como estavam as minhas entranhas pós-parto e falar de planeamento familiar. Fui à revisão. E no dia anterior passei em revista o parto, este meu último parto. E fiquei um bocado afectada. A memória ainda está fresca, ainda cá andam muitas sensações daquelas horas.

O meu bébé parecia que ia ser grande. As máquinas e os técnicos diziam que sim, que as medidas da cabeça, do fémur, da barriga do cachopo faziam prever um bebé de 4kg. E como eu já tinha tido uma cesariana prévia, tinha assim indicação para outra. Mas hoje em dia quando se fala, ouve ou pensa na palavra cesariana dentro da maternidade, parece que estamos a pecar, a cometer um crime ou o caraças mais velho, tal é a pressão para reduzir o número de cesarianas. A gente ouve isso nas notícias, mas não me venham com coisas, também se sente pelos corredores e gabinetes da maternidade.

Esta jovem esteve a um passo de ser entrevadinha, pois que tem espinha bífida oculta que só descobriu quando, uns anos depois de ser delegada de informação médica, papar muitos quilómetros de carro e ter dores horríveis de costas, fez um RX e descobriu a bendita condição espinal. Ora, esta coisa coloca a epidural numa miragem, numa possibilidade que na realidade não existe, porque, apesar de ser compatível, das duas vezes nenhum anestesista se quis atravessar à frente dela para me dar a epidural. E deixam a decisão na mãe, ali, tapada com uma bata fina, a tripar com dores, vulnerável e com muito pouco neurónio a funcionar em condições. No parto das meninas fui ao engano, crente que haveria um anestesista capaz. Mas não. Um parto à antiga, sem epidural, cheio de dores, mas como a cachopa era pequena (a outra depois nasceu por cesariana…uma aventura, o nascimento das gémeas) nem me custou muito a fase da expulsão. Desta vez, voltei a ir convencida desse tal anestesista, qual ânsia pelo D. Sebastião, e o dito clínico voltou a colocar a decisão em mim. Ora porra, EU TENHO DUAS FILHAS PARA CRIAR, pá, e parece que vem aí mais um, não posso arriscar complicações!!! E como diz um amigo, parti para a loucura.

Oito horinhas em trabalho de parto sem epidural! Oito horinhas com uns anestésicos que apenas me punham a dormir entre contracções, que as senti todas, todinhas. Bem como todos os toques. É uma violência! É preciso muita capacidade de abstracção para uma mulher não se sentir violentada…devia haver outra maneira para saber em que estado está a dilatação…é tão violento, tantas vezes…e sem epidural…chorei e berrei muito…uma mulher demora muito tempo a esquecer-se desta parte dos toques; como neste artigo, só pensava “meu rico pipi”.

O meu mau feitio veio ao de cima, disse que eu é que sabia o que estava a passar, disse para irem treinar toques para outro lado, e não estava a falar de futebol, implorei carradas de vezes por uma cesariana, gritei muito e só não cuspi em toda a gente porque estava deitada e não tinha poder de alcance. Fui muito má, mas não me conseguia controlar, caneco.

A fase da expulsão foi horrível, dolorosa, caótica, quase que não dava tempo para preparar a cama e a artilharia para o parto. Passo esta parte à frente, porque é mais do mesmo: berros, gritos, dores, por aí.

O Joaquim saíu, chorou imediatamente e senti-me finalmente livre daquele pesadelo. Confesso que foi isso que pensei: “acabou”. Não senti nada de felicidade por ser mãe outra vez…só por aquilo ter acabado.

Puseram-me o meu filho em cima, na barriga…desajeitado. Ele era tão grande (4050 gr) que, naquele momento, escorregou. Deitei-lhe a mão e a primeira coisa que lhe disse, foi “ó filho, porra!”. Muito romântico!

O pai cerejo foi atrás dele, disse que era muito bonito e parecido com a Laura. E eu perguntei “podemos ir embora?”.

Ainda sofri mais um bocado, por causa dos pontos que me doeram cumó caraças…sem epidural (esta gaja, a epidural, há-de ser sempre a minha miragem).

Por isto, custou-me muito ir à revisão. Voltei a reviver algumas das dores…mas vá lá, está tudo bem. Falou-se de planeamento. A loja fechou e tenho que escolher a melhor forma para garantir o fecho. E o sôtor perguntou se tinha dúvidas, eu disse que não e ele disse “é uma mulher sem dúvidas”. “Por acaso não é verdade, costumo ter muitas dúvidas, não sou como o Cavaco”. E do lado de lá dois silêncios de dois médicos internos, talvez por serem muito novinhos, um sorriso ligeiro da médica, talvez por ser próxima da minha geração, e um silêncio cortante do doutor, talvez por estar a entrar em assuntos que não são para ali chamados. Ainda bem que foi no fim da consulta. Eu e a minha mania de ser engraçadinha…

Carla Miguel

 

cerejeinhas3Aqui está uma foto recente das cerejinhas da Carla! As gémeas e o mano caçula <3

 

Este texto foi partilhado originalmente no Blogue da Carla.
Um blogue que adoramos e recomendamos e onde aprendemos imenso por isso ficamos muito felizes da Carla partilhar a história dela também no nosso blogue 🙂 Obrigada e beijinhos ao cerejal!

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3x Parto = amor ao cubo

A Bárbara lançou o desafio.. e eu aceitei 😉

Tenho 3 filhos, três rapazes liiindos que amo mais que tudo! E com eles, tenho 3 histórias de partos diferentes, cada uma importante, especial e única.

1ª gravidez.. Afonso (5 anos hoje)

 

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Gravidez tranquila, vivida em êxtase, primeiro filho!

No dia 24 de Fevereiro, a 2 dias da minha DPP*, rebentam-me as águas às 5 da manhã.
O pânico!!! As águas de que cor eram? Seriam normais? Com cor? “Olha vamos mas é para o hospital!!”
As pernas a tremer, mando mensagem a toda a gente a anunciar que vou para o hospital! Aterrorizada mas tão feliz.
Contrações mais ou menos dolorosas, peço epidural e dão-me.
Vou para o quarto porque já estava na parte activa do parto e estava na maior.. lembro-me que durante contrações estava a jogar farmville e no chat no facebook.. eeheh
Até que.. a epidural deixa de fazer grande efeito e o Afonso está preso no canal.. E eles têm que o posicionar manualmente..
&%$%$#&$%/()/& e mais umas palavras menos simpáticas..
Não foi nada bonito digo-vos.. Mas pelas 13:58 (olhem lá a precisão), nasce o Afonso, com 3.812kg e 49cm!
Papás babadíssimos!! O Afonso nasceu maior do que o previsto então teve que ficar embrulhado numa manta e o pai foi ao carro buscar a mala porque a roupa que tínhamos preparada era pequena demais!! 🙂
O pós-parto foi muito bom.. Mal eles nascem uma pessoa esquece tudo.. 😉
2ª gravidez – Henrique (3 anos hoje)

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Quando engravidei do Henrique já morava cá na Holanda. Era tudo diferente do sistema de saúde português.
Ecos eram só 2 durante a gravidez. As consultas eram com uma Midwife* e não envolviam sequer um ginecologista.. Era tudo demasiado estranho mas que remédio.. Temos que confiar.. Não falando da parte que os partos aqui são mais humanizados.. E encorajados a ser em casa.. A ideia metia-me demasiada impressão!! Em casa? E se acontece alguma coisa? Não não! Quero hospital!!
3 dias depois da minha DPP, pelas 6 da manhã acordo com contrações.. Um pouco dolorosas mas como não me tinham rebentado as águas eu estava mais ou menos tranquila.. (Ingénua..) 😛
Ligo para a Midwife que vem logo cá a casa para me fazer avaliação.
Entretanto o meu marido leva o Afonso para casa da minha irmã que mora aqui perto pois o plano era seguir para o hospital.
Chega a Midwife, deito-me na cama, ela verifica a minha dilatação e diz algo como: “não podes ir para o hospital, já estás com 8cm, não chegas a tempo!”
Bem.. Nem vos conto.. Eu não sabia o que fazer.. Se entrar em pânico.. Rir ou chorar.. Tive ali 5 min de confusão na minha cabeça mas pronto.. Aceitei!
Ela pôs o equipamento todo na minha cama, preparou-se e eu deixei que o meu corpo tomasse as rédeas e trouxesse o meu menino ao mundo..
As dores eram terríveis.. Eu andava pelo quarto.. O meu marido sempre comigo a dar-me força e todo o apoio possível e imaginário..
Pus-me em todas as posições possíveis de modo a atenuar a dor.
Até que elas decidem rebentar as águas para as contrações serem mais eficazes. E assim foi.. Passado pouco tempo eu já o sentia a descer e neste ponto as contrações apesar de dolorosas são muito mais suportáveis.. Porque sabemos que estão efectivamente a levar a algum lado..
Às 8:50 nasce o Henrique.. Um rapagão com 4.300kg e 52cm num parto natural, sem epidural, sem cortes, sem soros, sem toques, sem pressas e ao meu ritmo..
Tive a honra de ser eu a cortar o cordão umbilical..
Apesar do meu medo foi uma bofetada de luva branca.. Correu muito bem e o pós parto foi ainda melhor.. 2 horas depois já eu tomava banho no MEU chuveiro e me sentava no MEU sofá e já tinha o Afonso em casa para conhecer o mano.. Lembro-me que até fui eu que fiz o jantar nessa noite!!
Maravilhoso <3
3ª gravidez – Alex (6 meses quase sete 🙂 hoje)

image3O Alex também nasceu na Holanda.

A gravidez também correu bem (eu adoro estar grávida!!!).
Mais uma vez, o meu filho não tinha pressa de sair e então 3 dias depois da minha DPP acordo às 4:30 da manhã com contrações muito fortes e seguidas..
Ligo logo à Midwife e ela vem prontamente.
Afonso e Henrique vão para a minha irmã e eu fico à espera..
Desta vez e apesar do parto do Henrique ter corrido muito bem, eu queria epidural.. Queria estar relaxada, não queria dores.. Então depois de ver a minha dilatação (3cm) seguimos para o hospital (5:30).
Na chegada a médica não foi muito receptiva ao meu pedido e enrolou-me.. Disse que as contrações ainda não estavam muito seguidas e que a epidural trazia muitos riscos e mais blablabla.. Eu aceitei esperar mas queria epidural na mesma. Não era o meu primeiro filho, sou adulta e sei o que quero.
O meu marido incansável sempre ao meu lado, a ver-me contrair de dores de pé ao lado da cama..
A médica não aparecia, as assistentes diziam que o anestesista não tinha chegado e mais blablabla..
Contrações mais fortes e eu a conter-me de pé ao lado da cama.. Até que não aguento mais e relaxo o corpo numa contração.. E as águas rebentam.. E eu sinto a cabeça do Alex a descer (7:45)..
O meu marido manda-me subir para a cama (só estávamos os dois no quarto) porque queria ir chamar alguém para nos assistir e eu não o queria deixar ir nem tão pouco me queria mexer!! (Tinha medo de fechar as pernas e puxar o miúdo para cima! Ahahah).
Carreguei na campainha até que aparece uma enfermeira que entra com a médica.. Puxam-me para a cama, puxo umas 3 vezes e nasce o Alex (7:55).. 4.320kg, 52cm.
Parto natural, sem epidural, quase não-assistido, sem cortes mas com 2 pontos. Também fui eu que cortei o cordão umbilical!
Foi muito emocionante quando ele nasceu porque de certo modo senti-me traída. Não foi de todo o que eu desejava. Para ser assim mais valia eu ter ficado em casa.
A médica pediu-me desculpa porque de facto me negligenciou e eu depois apresentei queixa no hospital pela forma como me trataram.
Mas no fim correu tudo bem, ele já estava nos meus braços e lá está.. Uma pessoa esquece, apaixona-se uma vez mais perdidamente e segue em frente..
❤
Té Simães Monteiro
*DDP: Data Prevista para o Parto
*MidWife: Parteira
Conheci a Té através do instagram e fascinou-me a forma como carrega os seus filhos, fiquei muito contente por ela ter aceite partilhar este bocadinho da sua história! Beijinhos aos 5 aé de casa!

Gravidez Santa mas Parto Infernal!

Olá, cá estou para participar no desafio e contar muito resumidamente a história do meu parto (bem, meu não, da Sara)

Apesar de ter tido uma gravidez santa, sem quaisquer sintomas, o parto foi complicado.
Não foram muitas horas, mas foram muitas dores e algumas complicações.
Às 41 semanas, o parto teve de ser induzido. Entrei no hospital às 12h de dia 9 de Dezembro de 2012. Fizeram a indução e só às 20h00 comecei a sentir contrações.
Apesar das contrações cada vez mais fortes e próximas, não tinha dilatação. Então fui para uma sala isolada, com monitorização do bebé e onde me deram epidural. Mas não fez efeito. E as contrações eram de tal maneira fortes que eu pensava que não ia aguentar.
O meu marido foi ver-me durante dois minutos (eu não quis que ele estivesse ali por causa do estado em que estava) e disse que eu revirava os olhos e quase que subia as paredes, mesmo estando deitada. Ainda hoje me lembro das dores e nunca na vida tive tamanha dor e espero nunca voltar a ter.
Então disse às enfermeiras que a epidural não tinha feito nada e elas deram-me outra. Quando passado um tempo disse que mais uma vez a epidural não teve efeito, elas não acreditaram e não ligaram. E só diziam: “agora já está melhor, não está?” E eu: “Não!” E elas:”Como não? Vá calma”. Só me apetecia dizer asneiras.
Isto passou-se das 21h às 00h30, hora em que entram e dizem que tenho de fazer uma cesariana de emergência.
Vou para a sala de cesariana e dão-me aquela anestesia na base das costas em que deixamos de sentir da bacia para baixo.
Foi um alivio tãooo grande que quase beijei o anestesista!
Mas assim que aliviou, eu senti o bebé a descer de repente.
A médica olhou e disse: “Afinal é parto normal! Nunca fizemos um parto normal numa sala de cesariana! Vão buscar o material de parto normal!”
E depois fiz força duas vezes e nasceu a minha filha com ajuda de ventosa à 1h14 de dia 10 de Dezembro 2012.

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Sei que teve de ser reanimada. Mas até hoje foi o bebé e é a criança mais saudável que conheço.
Uma gravidez santa, um bebé e uma criança santas mas um parto infernal!
Beijinhos a todas!
Inês Conceição

IMG_3472                                                                                                                                                              Adoramos esta foto!
Obrigada pela partilha Inês e um beijinho especial à Sara! <3

 

O Nascer de uma Princesa <3

 

Fui convidada pela Bárbara a fazer um texto sobre “Parto” para o Blog Sweet Caos, e como é evidente nem sequer hesitei em dizer de imediato que sim!

A minha história não é longa nem mesmo daquelas histórias difíceis, porque para mim toda a gravidez foi uma dádiva! Não tive enjoo, nem desejos e cheguei às 39 semanas apenas com um carro de mão para conduzir! Sim a minha barriga estava toda empinada 🙂

Foto 1

É certo que fiquei em casa com gravidez de risco aos 5 meses, mas deveu-se ao facto de eu desde a data em que engravidei não tinha adquirido nenhum peso extra, isto é, a minha pimpolhinha estava a engordar normalmente mas aqui a mãe não! E vim para casa! O que é certo, é que ao fim de um mês de estar em casa aumentei 2 kg e cheguei ao final com 47 Kg mais 14 que os meus habituais! Não entrem em pânico! Eu sou bastante pequena (132cm) por isso esse peso numa estatura assim eu até estava cheinha 🙂 🙂 🙂

Como fiz uma gravidez até normal, tendo em conta que sou uma mulher de estatura muito baixa e sempre pensei que a coisa não iria para além das 24 semanas… mas foi 🙂 … aguentamos e lá chegamos às 39 semanas.

Desde cedo que me mentalizei que tudo poderia ocorrer do mau ao bom e assim fomos vivendo o dia-a-dia de uma gravidez que para mim foi magnífica!

Com o passar do tempo fui interiorizando que até podia ir para uma sala de partos, ter as famosas contrações e passei algum tempo a ver todo o tipo de Parto que o Youtube disponibiliza (coisa de doida! Sim eu sei..), preferia ver tudo e mais alguma coisa para ter a certeza que quando chegasse a minha hora iria ter conhecimento, pelo menos visual da coisa (para o que nos dá quando ficamos em casa com gravidez de risco!)

O meu “mais que tudo” só dizia… estás a ver isso para quê? Pois para quê… na hora dá as dores e nem sequer sabemos como fazer a respiração que aprendemos nas aulas de preparação!

O tempo foi passando e a minha pimpolhinha a crescer normalmente e a Dª Ana Barbosa (que foi a médica escolhida por nós para fazer as ecografias – ADOREI!) dizia não se preocupe a sua menina tem muito espaço, embora não parecesse, está muito bem e não me parece que ela vá nascer prematura! Com estas informações vamos relaxando e levando a coisa mais ao de leve!

Fiz a última ecografia na Drª Ana Barbosa aos 8 meses e a coisa mantinha-se, até que comecei a ser seguida pelo Hospital de Vila Nova de Gaia (Não tenho que dizer, adorei todo o tratamento que me deram e a equipa médica, de enfermagem e auxiliar são TOP!).
Na segunda consulta foi indicada a fazer cesariana programada, a minha pimpolhinha estava estimado o percentil 75 e eles não queriam arriscar um parto normal!
Fiquei limitada ao distrito do Porto não podia andar em grandes viagens porque à mínima dor tinha de ir para o Hospital sem perder tempo!
E os dias foram passando e chegou a data agendada, fui para o Hospital um dia muito complicado na cidade (o trânsito estava um caos!) cheguei ainda havia pouco gente no servido, incluindo utentes…

Fui encaminhada para o Bloco ainda aguardei uns minutos (para mim foi uma hora!) e depois lá chegou o anestesista para me dar a epidural! Eu não sei mas entre entrar no Bloco e ter o efeito da anestesia a atuar para mim foi uma eternidade (depois descobri que foram cerca de 30 a 45 minutos!). Infelizmente não era possível o Pai assistir, e por isso ficamos os dois sozinhos (ele na sala de espera e eu no bloco), acho que para os dois foi uma longa espera!
Mas entretanto vejo a minha pimpolhinha lá ao fundo, pequena a chorar com a força do mundo, e a alegria no coração que quer sair pela boca e não cabe! Saltam dos olhos as lágrima de uma felicidade imensa! E queres agarrar e ficar ali mas não podes! E sentes “Ela Nasceu!”
Continuei a ouvir o choro e questionei se ela estava bem, disseram “Sim Mãe! A MJ está bem! Uma bela menina!”. Enquanto me cosiam trouxeram-na de novo para dar mais um beijinho e levaram-na ao Pai. Ela chorava trémula, e eu só a queria nos braços!

Assim que chegou e ouviu a voz do Pai calou-se e fez bolinhas com a boca! <3 🙂 Sem dúvida que o laço que criamos entre nós três durante a gravidez, foi fundamental para a construção familiar que fazemos a cada dia. Eu trouxe-a no ventre mas ela conhecia a voz da Mãe tal como conhecia a voz do Pai, e manifestava isso! Quando ele chegava se não fizesse a festinha na barriga eu tinha a sensação que ela me saía pelas costas 🙂

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Apesar de ter feito cesariana ao fim de duas noites no “Hotel” regressamos a casa! As dores do pós-operatório são muitas, mas passaram rápido. A minha cicatriz ficou perfeita e quero que fique para o resto da vida!

A pimpolhinha deu 15 dias dolorosos aos Papás, mas foi a terapia choque! Noites sem dormir… Mamar fora de horas… dormir fora de horas…Depois passou… ao fim de um mês já dormia uma noite completa (6horas seguidas), fazia os soninhos durante o dia e mamava dentro dos horários!
No final do segundo mês passou para o quarto dela!

Hoje em dia é uma “piquena” bastante refilona e muito independente – Frase tipo “Eu sozinha”!

Trazer um Filho ao mundo é algo único! Para mim tornou-se na realização pessoal mais perfeita que tive e que durante muito tempo questionei se seria possível. Mas foi… Claro que nós somos um pouco daquilo que nos rodeia e o meu “mais que tudo” tem 50% de cota neste objetivo, não só em fazê-lo mas também em ajudar-me a chegar ao fim! <3 <3 <3

Alexandra Vaz

Obrigada Xaninha pela partilha! Muitas felicidades! <3