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família de acolhimento

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E na doença?

Por cá as coisas estão a melhorar, o miúdo está a ficar fino mas infelizmente a miúda teve mesmo que ser internada e por isso desde domingo que estamos no hotel!

A parte boa é que em dois dias há melhorias visíveis no estado dela! E assim já valeu a pena!

O que me leva a escrever hoje não é sobre os meus filhos, mas sobre aqueles filhos sem pais, que estão institucionalizados.

Quem dá o colo tão importante na hora da doença? Quando vão às urgências de um hospital? Quando uma enfermeira lhes tira sangue?

Estávamos nas urgências e um menino de dois anos queixava-se da barriga. Chorava muito e o colo da mãe era o lugar seguro dele para descansar entre as mãos da equipa hospitalar que tentava entender a razão da queixa! Ele adormecia, até nova ronda de mãos.

Do outro lado uma bebé chorosa forçada a fazer medicação, consolada com o colo e o abraço da mãe em segundos!

E os filhos que não tem pais?

Chorei… desolada na dor que tantas crianças devem sentir, no vazio que carregam no peito e na falta do lugar seguro.

Lembro-me muitas vezes dos meninos institucionalizados que se preocupam com quem faz o turno da noite ou da manhã. Não tem uma família para eles, tem funcionários, que acredito saibam dar amor, mas tiram folgas e férias.

Será que vocês me percebem?

Até onde vai o nosso conforto e o nosso receio para não mudarmos isto?

Porque é que a adopção é na sua maioria feita apenas por casais que não podem ter filhos?

Porque não somos todos famílias de acolhimento?

Eu sei as respostas todas! Só não sei se este nosso egoísmo receoso deverá ser maior que o amor. Não deveria!!