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Dia nacional do Pijama

E eis que chega o dia que tantos miúdos anseiam! Lá por casa o miúdo andava em contagem decrescente desde a semana passada! O dia em que todos vão de pijama para a escola!

O dia parece-me que é ansiado por miúdos e graúdos, pelo menos por aqueles a quem hoje também é permitido irem de pijama para o trabalho! (Deve ser bom, deve!)

Porém, este dia é muito mais do que brincar de pijama todo o dia, é dia de consciencializar as pessoas para o facto de existirem crianças que crescem durante anos em instituições sem a realidade uma família.

Todos os anos por cá no blog que vos falamos sobre dia e este ano gostávamos de vos lembrar novamente que qualquer um de nós pode fazer a diferença para estas crianças.

Como?

Sendo família de acolhimento, contribuindo nos mealheiros do dia do pijama, comprando o livro da Pedra Falante, falando sobre o dia e a necessidade a outros adultos, falando às crianças para que cresçam com esta consciência. Etc !

Vamos deixar as crianças gozarem o dia cheio de brincadeiras e almofadas mas não se esqueçam nunca do propósito dele! E vamos tentar mudar isto!

Lembrem-se:

“Todas as crianças têm direito a crescer numa família.”

Saibam mais aqui:

www.mundosdevida.pt

Dia nacional do pijama! 

Hoje celebrou-se o dia nacional do pijama nas creches, nos jardins de infância e nas primárias por este país fora! 🙂 

 Este dia além de ser uma festa para os mais pequenos pretende ser educativo e solidário.

Como o nome indica as crianças e os adultos das instituições aderentes devem ir vestidos de pijama, de pantufas e de robe e podem até levar as almofadas para a escola! É um dia diferente, sem dúvida! 

  Pijama de super-bebé! 😍

Mas mais que ser um dia diferente, este dia pretende sensibilizar toda esta comunidade de que há crianças que não crescem numa família porque estão institucionalizadas durante anos, ao contrário das nossas crianças, que tem um lar! 

É verdade que os mais pequeninos, como o meu miúdo por exemplo, ainda não entendem o significado deste dia. Mas vai entender e vai saber que participou sempre!! 

Esta acção inclui uma recolha de donativos que incentiva a criança a recolher os mesmos junto da família e amigos e serve depois para  ajudar a encontrar soluções que permitam que as crianças separadas dos seus pais possam crescer no seio de uma família.

Eu gosto de toda a ideia deste dia! 

E pra quem não sabe o mote desta campanha é: ” uma criança tem o direito a crescer numa família!” 

E eu, que acredito que a família é amor, não importa quão diferente possa uma família ser, desde que seja feita de amor, estou muito feliz porque hoje foi aprovada a lei que permite a adopção aos casais homossexuais. 

 Esta imagem generaliza… Mas diz muita coisa!! 

Independentemente de tudo, venceu o amor! 

Vamos sair?

Já não me consigo lembrar de como é sair de casa apenas com a minha mala.

Uma ‘mala pequena preta que dá com tudo’ então esqueçam. Agora só mesmo de malote para cima.

Antigamente só existiam dois motivos que interferiam na decisão de sair, o primeiro seria se realmente me apetecia ou não e o segundo, dependia do tipo de actividade, se existia orçamento ou não.

Ah belos tempos em que apenas dois eixos definiam qualquer saída de casa. Sair de casa com uma criança é uma verdadeira odisseia, mesmo que seja só ir ali tomar um café. E, não é só pela quantidade de coisas que temos de levar atrás, porque isso é mesmo uma questão de hábito e ter uma mala sempre com os essenciais é obrigatório.

O problema é que é mais uma pessoa a ter em conta. Essa ‘pequena’ pessoa também tem uma ‘palavra’ a dizer.

Por exemplo, eu não posso nunca combinar nada enquanto estou fora de casa… Porque as crianças são totalmente imprevisíveis. Eu posso chegar a casa e ele estar a ficar febril ou simplesmente não ter dormido nada e estar com birra. Essas coisas alteram totalmente as dinâmicas das saídas.

Forçar a criança a estar num espaço quando ela ‘não está para amar’ é plenamente possível mas acreditem que não é agradável nem para ela nem para os pais.

O ‘vamos sair?’ passou a ser uma pergunta que não é fácil responder imediatamente, e se a resposta for afirmativa entramos na fase da logística.

As horas e o local da saída determinam uma série de coisas que temos de levar connosco, por exemplo a quantidade de refeições e o tipo de roupa.

À medida que eles vão crescendo a quantidade de tralha que levamos atrás diminui, o que facilita muito a deslocação.

Antes dos 12 meses, sempre que queríamos passar um fim-de-semana fora de casa, parecia que íamos ficar um mês de férias. Era realmente impressionante a quantidade de coisas necessárias.

Hoje em dia é ligeiramente mais fácil e a experiência também ajuda.

Muitas vezes é complicado sair mas quando corre pelo melhor é bom para todos.

O pai do meu filho

Não sei em relação às outras mães mas, não queria, nem conseguia fazer isto sozinha.

Houve um tempo em que sim. Em que ser mãe estava acima de qualquer relacionamento que poderia ter e como eram todos passageiros ponderava seriamente ter um filho sozinha.

Fico feliz que a vida (leia-se Twitter) me tenha trazido a pessoa com quem divido a minha vida é que me permite partilhar a experiência da parentalidade.

Acho que se fala pouco dos pais e da sua importância.

O Zé partilha todas as decisões comigo desde o momento em que decidimos ter um filho juntos. Esteve e está sempre presente.

Conseguimos, realmente um equilíbrio e pomos em práctica a igualdade dos géneros, sendo que essa igualdade não significa que temos de fazer exactamente as mesmas coisas. 

Eu cozinho, quase todos os dias, porque sou eu que o faço melhor. Ele ficou em casa com o Sebastião desde que ele nasceu para eu poder ir trabalhar. Todos os dias nos compensamos. Todos os dias crescemos e aprendemos juntos.

Sinto que o relacionamento com o Sebastião é igualmente repartido. O meu filho não é um ‘filho da mamã’ é um filho dos pais. Está comigo de igual maneira como está com o pai, apesar de cada um de nós ter algo de diferente na nossa relação.

Acho que nunca lhe vou conseguir agradecer o suficiente por ele ser a pessoa que é e, acima de tudo, pelo amor incondicional que preenche as nossas vidas.

E como já tinha dito antes, só ele poderia ser o pai do meu filho.

No meio

Os nossos dias são complicados. Uns dias mais do que outros.

A correria do casa-trabalho-casa sufoca-nos.

O relógio que não pára. A vida que não pára. Tudo o que ainda queremos fazer. Tudo o que ainda falta fazer.

O futuro que ansiamos e que rapidamente passa a presente e vai desaparecendo no passado.

Às vezes parece que nem respiramos. É tudo tão rápido.

Os minutos que não pausam. Ainda agora nos levantámos e já está na hora de dormir. Nos entretantos passou a vida.

E no meio disto tudo… a felicidade.

A vida está a acontecer e nós somos felizes.

(Vou tentar não me esquecer.)

Dia da família!

A semana passada no infantário do miúdo festejou-se a rigor a semana da família! Por isso existiram actividades para todos os gostos e a horas diferentes para que pudessem chegar a todos os membros da família, pais, irmãos, avós. 

Não fosse o miúdo ter ficado um dia em casa e tínhamos ido, eu e ele, a todas!

Mas sexta-feira foi particularmente especial pois era o Dia da Família! 

Então lá fomos, pai, mãe e filho e ainda levamos a avó de convidada penetra 😉

  

A ideia era os familiares com os miúdos, ao ar livre, se divertissem a pintar, cortar, colar, e por aí fora artigos relacionados com a primavera para se efectuar depois um mural. Tendo sempre em atenção o tema deste ano: reciclar! 

  

E portanto as borboletas, as flores, tudo deveria ser feito com materiais reciclados ou aproveitados! 

Nós como somos bem mandados e fizemos uma borboleta fashion com as mãos do papá  numa caixa de chocapic! 

       

Pelo meio a avó ainda fez uma bela de uma flor e fugia-nos com o miúdo para os escorregas, mas quando chegou a hora do miúdo por as mãos na massa (ou o dedo) lá esteve para finalizar o trabalho dos pais.

  

No final ainda ficamos para dar o almoço ao pequeno que teve direito a comer na esplanada! Uma categoria!

Foi uma manhã em cheio, muito bem passada!

Acima de tudo foi uma manhã que me fez sentir que escolhi bem a escola do meu filho. 

Não pelas pinturas, nem pelos escorregas mas porque quem lá trabalha está sempre a chamar a comunidade a participar nas actividades e com isso conseguimos ver todo o carinho com que nos recebem e com que tratam os nossos filhos. Afinal acabam por ser também elas, educadoras e auxiliares, a família dos nossos pequeninos quando estão lá!

E o vosso dia da família como foi?


Espreitem lá alguns trabalhos que vi por lá! Criativos hein?! 🙂 

   

    

Quatro Filhos! 

Lembro-me de em miúda não querer ter filhos. Lembro-me perfeitamente de quando decidi que queria ter 4!

Quando comecei a namorar com o Pedro e a coisa ficou séria rapidamente, lembro-me de lhe dizer que gostava de ter uma família grande. Sou filha única e embora tenha tido uma infância boa e com muitos primos, não recomendo. Sinto a falta do abraço de um irmão, ou de mais que um! 

O Pedro não fugiu assustado com as minhas intenções de ter quatros filhos mas disse-me que nem pensar! Dois e estava bom! Um dia iamos de carro e ele disse que concordava comigo, que deveria ser espectacular ter sempre a casa cheia, sempre alguém com quem brincar e que seria isso mesmo.

Durante muitos anos por motivos profissionais adiamos o momento de ter filhos, aproveitamos para viajar muito e um dia decidimos que já não interessava mais se era a época certa ou não é e que ia ser “agora” e depois tudo se arranjava!

E assim foi! O pequenino veio, muito desejado e já está a caminho dos 15 meses. Mudou muito a vida, mudou tudo!!! Deixei de trabalhar, vamos construir uma casa, não durmo há dois anos porque já na gravidez a coisa era difícil! Mas agora temos ainda mais vontade de ter os nossos quatros filhos e já sonhamos com o segundo!

Por isso mesmo o post que vos transcrevo abaixo me tocou tanto! Por isso mesmo estou vidrada no blog da Maria e deixei de lado os meus livros e todos os dias leio os artigos dela! Da deliciosa família da Maria! A Maria, o Francisco, os seus quatros filhos e o cão! Tão bom!

Fiquem com um texto fantástico e depois vão lá ver o blog maravilhoso deles. 

” Seis meses quatro

Hoje faz seis meses que somos pais de quatro. Ter um quarto filho é muito diferente de ter um primeiro ou um segundo mas nunca pensei que fosse tão diferente de ter um terceiro.

As pessoas na rua arregalam os olhos: “quarto?!?” – dizem uns, “Tão novinha.. ” –  dizem outros, abanando a cabeça, como se fosse uma fatalidade que me aconteceu por não ter tomado as devidas precauções.
Os amigos dizem que somos uns corajosos, a família diz que somos loucos, os médicos e enfermeiras acham que já não têm de nos explicar nada pois já sabemos, concerteza, tudo sobre gravidez, parto e puerpério (“ainda por cima  a mãe é psicóloga…”)
Existe de facto alguma descontração num quarto filho, embora nunca tivéssemos sido uns pais muito stressados (lembro me bem de mentir  à enfermeiras relativamente ao tempo de amamentação do nosso primeiro filho quando percebi que elas achavam que 3 minutos era pouco mas eu tinha a certeza que ele estava bem…)
Num quarto filho ninguém nos fala sobre como se deve amamentar, ninguém pergunta sobre os nossos receios e ansiedades, ninguém nos quer ensinar a dar o banho – tive de explicar que não era brincadeira que não me lembrava  MESMO como se dava banho a um recém nascido.
Enfim, percebi que ser mãe de quatro é uma condição diferente. Para o bem e para o mal. Às vezes perguntam-me como é ter quatro filhos, à espera que responda “é muito cansativo.. ”  e se eu responder isto oiço  um “pois, imagino…” Mas se eu disser ” bem é muito, muito bom! ” vão achar que eu não bato bem da cabeça “lá está ela, eu sempre achei que ela era meia doida” (Ok talvez tenha exagerado em ter ido à festa de aniversário do Lux na véspera da Jasmim ter nascido…)
Mas claro que é cansativo, só que às vezes sinto que o cansaço está muito sobrevalorizado. Não lhe podemos dar muita importância, senão não fazemos nada. A vida não é para ser simples, é para ser intensa e para ser intensa claro que vai trabalho.
 Desde o dia em que me aparecem 3 cabecinhas loiras pelo hospital adentro, de olhos brilhantes a verem a irmã mais nova pela primeira vez, percebi que lhes estou a dar das melhores coisas que eles podem ter, amor de irmãos e uma casa cheia.  Não me importo de ficar cansada no fim do dia, de não lhes poder proporcionar uma universidade no estrangeiro, férias na eurodisney ou todos os brinquedos que eles gostariam de ter.
Hoje, seis meses passados com 4 filhos tenho a certeza que foi isto que imaginei para a minha família, que é com muito amor e orgulho que estamos a ver crescer quatro irmãos que se adoram, que se odeiam, que brincam juntos, que riem juntos, que têm ciúmes uns dos outros,  que discutem, que se atropelam para ser os primeiros a fazer xixi, que ficam a conversar até adormecer, que pegam a mana ao colo sem jeito nenhum, que vibram como nós com as conquistas uns dos outros, que falam todos ao mesmo tempo.
Não sei se estou a dar a atenção que queria a cada um deles, não tenho o tempo que queria para me sentar a construir legos com um deles como tinha com um só, muitas vezes o mais velho faz os trabalhos de casa sem nós o conseguirmos ajudar, às vezes não sei se lavaram os dentes, se as meias estão certas, às vezes sinto que dei mais atenção a um do que a outro e fico desfeita, tento compensar, às vezes tentar compensar ainda é pior, às vezes não tenho a certeza se puseram bem as cuecas, se a mochila foi pronta para a escola. Mas sei que quero mimá-los, quero enchê-los de amor a cada um como se fosse o único. Sei que provavelmente não os estou a preparar para uma carreira de sucesso, serem lideres ou génios, mas tenho a certeza que os estou a preparar para o amor.
Hoje os parabéns são para eles os quatro.” 

Infinito

É tão bom ter uma família grande.

Mãe, tias e tios, primos e primas, irmãos e irmãs.

É tão maravilhoso ter uma avó. E a minha, a minha é simplesmente a melhor do mundo.

E pelos vistos ser bisavó é também fantástico.

Amor infinito.

Beijinhos,

Sandra