Tag

género

Browsing

O género dos brinquedos

Nesta fase em que os nossos miúdos estão, a brincadeira não tem género. A Bárbara já falou aqui desse assunto.

Se existe coisa que o Sebastião adora é brincar na cozinha. Adora as panelas, os tupperwares, abrir e tirar coisas dos armários, ajudar-nos a usar o microondas ou a tirar um café. Quando chegou o Natal não tínhamos dúvidas nenhumas que a prenda ideal seria uma cozinha de brincar fornecida com acessórios oferecidos pelas avós e amigos.

Com esta decisão entrámos no universo dos brinquedos divididos por géneros. A nossa escolha para o nosso bebé é uma prenda de ‘menina’. Descobrimos que tudo o que se encontra ligado à cozinha, está concentrado no mesmo corredor. Um corredor muito muito cor-de-rosa e em que tudo é muito muito cor-de-rosa. As pequenas réplicas de máquinas de lavar, aspiradores e microondas eram realmente muito fidegnas aos originais tirando o facto de serem, a maior parte, em cor-de-rosa. 

Não me levem a mal, eu adoro cor-de-rosa, mas se eu tivesse uma cozinha toda cor-de-rosa provavelmente vivia em L.A. e tinha um reality show no canal E!

O role playing é uma parte essencial no desenvolvimento das crianças, ao copiarem os adultos vão desenvolvendo as suas capacidades motoras e a imaginação. 

Continuar a posicionar todos os artefactos ligados a uma cozinha com o papel feminino é assim como que simplesmente… parvo.

Os catálogos de brinquedos continuam a ser organizados por brinquedos para meninas e para meninos, as lojas continuam a incentivar esta divisão e os meninos que gostam de brincar com cozinhas ou bebés ficam de fora.

Uma criança brinca com o que lhe der prazer independentemente do seu género. Essas divisões são feitas pelos adultos, elas não existem nas suas cabeças.

Eu continuo a achar que em pleno século XXI, onde a divisão de tarefas é cada vez maior, em que a televisão é inundada de programas de culinária e onde os maiores Chefs do mundo são homens, vender cozinhas cor-de-rosa é parvo (já disse isto, não disse?).

Será que não é possível brincar sem rótulos?