Tag

género

Browsing

Menino veste Azul, Menina veste Rosa

Menino veste Azul, Menina veste Rosa? NÃO! VESTEM AS CORES QUE QUEREM!

Quantas vezes já falámos aqui da pressão do género com as nossas crianças? Lembram-se quando falámos dos brinquedos aqui ou aqui neste post? Parece que desde que os miúdos nasceram que andamos sempre a falar dos mesmos assuntos. Ou é porque não há roupa ou porque tem o cabelo demasiado comprido!  Quando é que acabam os rótulos e deixam os miúdos crescer e experimentarem o que querem?

Quando é que deixam as crianças, serem crianças?

Daqui a pouco tempo, o miúdo faz anos. Andou seis meses a dizer que queria uma festa dos Power Rangers. Agora já mudou de ideias e quer uma festa da Masha e do Urso. ‘Ah e tal mas isso é tema de festa de menina’.

Não amigos, é tema de festa de criança!

Vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou índigo) e violeta. São sete as cores do arco-íris. Só para vos lembrar 🙂

Estão aqui mais 274 se quiserem ver.

O género dos brinquedos

Nesta fase em que os nossos miúdos estão, a brincadeira não tem género. A Bárbara já falou aqui desse assunto.

Se existe coisa que o Sebastião adora é brincar na cozinha. Adora as panelas, os tupperwares, abrir e tirar coisas dos armários, ajudar-nos a usar o microondas ou a tirar um café. Quando chegou o Natal não tínhamos dúvidas nenhumas que a prenda ideal seria uma cozinha de brincar fornecida com acessórios oferecidos pelas avós e amigos.

Com esta decisão entrámos no universo dos brinquedos divididos por géneros. A nossa escolha para o nosso bebé é uma prenda de ‘menina’. Descobrimos que tudo o que se encontra ligado à cozinha, está concentrado no mesmo corredor. Um corredor muito muito cor-de-rosa e em que tudo é muito muito cor-de-rosa. As pequenas réplicas de máquinas de lavar, aspiradores e microondas eram realmente muito fidegnas aos originais tirando o facto de serem, a maior parte, em cor-de-rosa. 

Não me levem a mal, eu adoro cor-de-rosa, mas se eu tivesse uma cozinha toda cor-de-rosa provavelmente vivia em L.A. e tinha um reality show no canal E!

O role playing é uma parte essencial no desenvolvimento das crianças, ao copiarem os adultos vão desenvolvendo as suas capacidades motoras e a imaginação. 

Continuar a posicionar todos os artefactos ligados a uma cozinha com o papel feminino é assim como que simplesmente… parvo.

Os catálogos de brinquedos continuam a ser organizados por brinquedos para meninas e para meninos, as lojas continuam a incentivar esta divisão e os meninos que gostam de brincar com cozinhas ou bebés ficam de fora.

Uma criança brinca com o que lhe der prazer independentemente do seu género. Essas divisões são feitas pelos adultos, elas não existem nas suas cabeças.

Eu continuo a achar que em pleno século XXI, onde a divisão de tarefas é cada vez maior, em que a televisão é inundada de programas de culinária e onde os maiores Chefs do mundo são homens, vender cozinhas cor-de-rosa é parvo (já disse isto, não disse?).

Será que não é possível brincar sem rótulos?