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Viva a liberdade!

Viva o 25 de Abril!

Viva Portugal!

Viva a liberdade!

Parem hoje 10 minutos e expliquem o 25 de abril aos vossos filhos!

Não deixem que este enorme gesto se perca num feriado como que sem significado.

Hoje é o dia de todos os portugueses!

Hoje é o dia em que alguém (foram muitos!) foi maior que ele próprio e maior que o país que libertou.

Expliquem aos vossos filhos o significado deste dia, toquem-lhes ao coração, para que nunca mais seja preciso um 25 de abril!

A revolução e a liberdade tem que caber em cada um de nós!

Viva Portugal!

Foto: jornal de monchique

E se fosse eu?

O assunto dos refugiados já não está na ordem do dia, infelizmente!
Infelizmente porque eles continuam a existir, e continuam a não receberem uma solução para a ajuda que procuram.
Nós aqui no blogue já abordamos várias vezes este tema, que nos toca, e que achamos devia tocar a todos.
Por isso mesmo partilho com vocês a iniciativa da Plataforma de Apoio aos Refugiados com o Ministério da Educação que pretende sensibilizar os nossos jovens para este problema com o mote: “E se fosse eu? Fazer a mochila e partir”!

A ideia é que os alunos das escolas (inscritas na iniciativa) básicas e secundárias, amanhã dia 6 de Abril, fotografem o conteúdo das mochilas dos seus alunos, que em vez de livros, levarão o cenário de guerra e caos e da fuga respondendo à pergunta “E se fosse eu?”.

Deixo-vos o vídeo da iniciativa e o convite à pergunta: E se fossem vocês?

 

A campanha “E se fosse eu?” é inspirada no projeto “What’s In My Bag?” desenvolvido pelo International Rescue Comitee em colaboração com o fotógrafo Tyler Jump que fotografou um grupo de refugiados que chegou à ilha de Lesbos (Grécia) – uma mãe, uma criança, um adolescente, uma família, um farmacêutico e um artista – e que partilharam o que trouxeram nas suas mochilas quando tiveram de fugir.

Para mais informações sobre o projeto “What’s In My Bag?”:

Website: https://www.rescue.org

Facebook: @International Rescue Committee

Instagram: @International Rescue Committee

Twitter: @theirc

 

 

Foto: Revista Hoja de Ruta

 

 

25 de Abril

O 25 de Abril é um verdadeiro turbilhão de emoções na minha família.

Nasci em Angola. A minha mãe nasceu em Angola. O meu avô nasceu em Angola.

A minha família materna respira África. Desde a comida, passando pela música, às expressões tudo tem o calor e o ritmo que só esta terra quente dá às coisas e às pessoas.

Existe outra coisa constante: a saudade, essa saudade que fica dentro de quem sabe que o que foi não volta a ser.

O 25 de Abril levou a minha família a deixar a sua terra. Mulheres (com a minha mãe são 6 irmãs) no início da sua vida adulta que deixaram família, amigos, casa, trabalhos e rumaram a uma terra que tinham visto algumas vezes em férias de Verão.

Não são ‘retornadas’. São emigrantes. Deixaram Angola. Abdicaram da sua nacionalidade. Iniciaram vida noutro país. Chegaram no meio do PREC e espantaram-se com a ‘liberdade’. Essa ‘liberdade’ que ouviam na rádio falarem tanto mas que na verdade estava tão longe de ser real.

Elas que tiveram o privilégio de serem educadas em Liberdade descobriram que no país que fez uma revolução para ser livre elas, como mulheres, não o eram.

Os meus avós promoveram a educação, o conhecimento e acima de tudo a igualdade. Estas mulheres, que apesar de terem nascido durante o antigo regime, tiveram a sorte de estar num país suficientemente longe e terem uns pais com inteligência suficiente para contornar as questões mais flagrantes.

Estas mulheres eram livres quando chegaram. Estas mulheres usavam mini-saias, tinham os cabelos compridos e ouviam The Doors. Liam o que queriam e viam filmes sem censura. Tinham namorados negros, cubanos e brancos. Trabalhavam. Eram independentes.

Quando chegaram tiveram que cortar o cabelo, vestir saias até aos joelhos e ficar em casa. E num país livre, eram convidadas a não ter opinião.

A Liberdade não é uma coisa que simplesmente se dá. A Liberdade aprende-se e ensina-se. A Liberdade está em cada um de nós.

Durante muitos anos e ainda hoje (infelizmente) existem pessoas que não sabem o que é ser livre e respeitar a liberdade dos outros.

E tal como os meus avós, hoje, é a minha função e a do Zé, promover essa liberdade.

Ensinar o S. a ser livre e a respeitar o outro na sua liberdade.

Há exactamente 25 anos atrás nascia a minha irmã. Ela é, para mim, a metáfora mais bonita de Abril.

Uma mulher que nasceu a 25 de Abril, à 00h20 com a mão esquerda à frente. Está tudo dito não está?

Finalmente, depois de ter desejado tanto que ela não nascesse neste dia que tanta mágoa ainda lhe trazia, a minha mãe fez finalmente as pazes com Abril.

E, todos os anos, os Parabéns a Você misturam-se com o Grândola Vila Morena.