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Maternidade

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Quem Nunca?

Hoje de manhã estava a trocar uma mensagem com a Bárbara no exacto momento em que o Sebastião estava a ter um resgate emocional porque não queria se vestir. Nesses momentos, logo pela manhã, às vezes é muito difícil lidar.

Nunca vos apeteceu desistir de ser mãe/pai?

Estão a olhar para mim de lado? Sinceramente que nunca? Eu às vezes sinto-me a Ally McBeal, lembram-se dessa série?  Imaginem, ele a fazer uma birra daqueles descomunais  e eu calmamente a dizer-lhe que assim não reunimos condições para continuar a nossa relação a agarrar na mala e a sair porta fora. Isto desenrola-se em segundos na minha cabeça e depois lá continuo a tentar, umas vezes calmamente outras nem por isso, a tentar convencê-lo que está na hora de vestir. Gostava de pensar que não sou a única a sentir-me assim. 🙂

O fantástico disto da maternidade é que rapidamente nos esquecemos destes momentos de desespero.

Basta ele dizer alguma coisa querida ou apertar a nossa mão e já não nos lembramos que há 10 segundos atrás queríamos mandar tudo pelo ar. Ainda agora desejávamos ardentemente estar solteiras num país distante e agora só estamos tristes porque não temos mais filhos.

Isto de certeza que é uma hormona qualquer que se activa quando somos pais…

 

 

 

Parabéns a (todos) Nós!

Faz hoje um ano que fizemos o primeiro post no Sweet Caos.

Depois de uma gravidez quase simultânea e com dois bebés com 19 dias de diferença um do outro, a nossa amizade ficou mais forte através da partilha dos bons e dos maus momentos, das dúvidas e dos medos.

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Após um fantástico, desafiante e assustador primeiro ano de maternidade, achámos que já teríamos alguma disponibilidade para partilhar a nossa experiência como mães.

O Sweet Caos é um espaço sobre a nossa experiência de parentalidade. Um espaço para guardarmos e recordarmos este maravilhoso mundo novo em que nos encontramos, para podermos olhar para trás e vermos todas as etapas pelas quais já passámos.

Rapidamente também se tornou um espaço de partilha, onde dezenas de pais, mães, tias, tios, filhos e filhas nos deram o privilégio de contar as suas experiências nos posts de convidados.

Um espaço em que a participação da nutricionista Sandra Almeida ajudou-nos a nós e a centenas de pais com dúvidas de nutrição e em que a criatividade ilimitada da Ana Cocker e as ilustrações da My Simple Life fizeram com que as palavras que escrevemos aqui ganhassem uma vida especial.

A todos eles, o nosso muito obrigada. Todos vocês fizeram do nosso Sweet Caos um espaço único de participação.

O Sweet Caos é apenas um blog de duas amigas que através da partilha se tentaram ajudar simultaneamente. Um dia, a Bárbara pensou que talvez pudéssemos ajudar outros pais que estão a passar pelas mesmas situações e embarcámos nesta aventura. Nunca pensámos que passado um ano tivéssemos chegado a tanta gente.

Não temos palavras para agradecer às mais de 35.000 pessoas, espalhadas pelo mundo inteiro, que leram os nossos posts.

Muito obrigada por partilharem esta aventura connosco. Muito obrigada por dividirem connosco as alegrias e inseguranças da parentalidade. Muito obrigada por nos seguirem no facebook, no twitter e no wordpress. Muito obrigada pelos comentários e mensagens que nos enviam. Muito obrigada por, tal como nós, darem o vosso melhor nesta aventura da parentalidade. Hoje estamos todos de parabéns, pois este espaço não é apenas meu e da Bárbara, passou a ser de todos aqueles que acompanham esta nossa fantástica aventura da maternidade.

Hoje é um dia muito especial, não apenas pela criação do Sweet Caos mas também por ser o dia de aniversário do Vicente. Hoje faz dois anos que começou a aventura da parentalidade para a Bárbara e para o Pedro. Foi o pequeno Vicente e dias depois o Sebastião, que fizeram de nós pais e que nos levaram a esta maravilhosa aventura.

Já não conseguimos viver sem este Sweet Caos em que a nossa vida se tornou. Obrigada a todos que fazem parte dele.

 

 

 

 

Vamos sair?

Já não me consigo lembrar de como é sair de casa apenas com a minha mala.

Uma ‘mala pequena preta que dá com tudo’ então esqueçam. Agora só mesmo de malote para cima.

Antigamente só existiam dois motivos que interferiam na decisão de sair, o primeiro seria se realmente me apetecia ou não e o segundo, dependia do tipo de actividade, se existia orçamento ou não.

Ah belos tempos em que apenas dois eixos definiam qualquer saída de casa. Sair de casa com uma criança é uma verdadeira odisseia, mesmo que seja só ir ali tomar um café. E, não é só pela quantidade de coisas que temos de levar atrás, porque isso é mesmo uma questão de hábito e ter uma mala sempre com os essenciais é obrigatório.

O problema é que é mais uma pessoa a ter em conta. Essa ‘pequena’ pessoa também tem uma ‘palavra’ a dizer.

Por exemplo, eu não posso nunca combinar nada enquanto estou fora de casa… Porque as crianças são totalmente imprevisíveis. Eu posso chegar a casa e ele estar a ficar febril ou simplesmente não ter dormido nada e estar com birra. Essas coisas alteram totalmente as dinâmicas das saídas.

Forçar a criança a estar num espaço quando ela ‘não está para amar’ é plenamente possível mas acreditem que não é agradável nem para ela nem para os pais.

O ‘vamos sair?’ passou a ser uma pergunta que não é fácil responder imediatamente, e se a resposta for afirmativa entramos na fase da logística.

As horas e o local da saída determinam uma série de coisas que temos de levar connosco, por exemplo a quantidade de refeições e o tipo de roupa.

À medida que eles vão crescendo a quantidade de tralha que levamos atrás diminui, o que facilita muito a deslocação.

Antes dos 12 meses, sempre que queríamos passar um fim-de-semana fora de casa, parecia que íamos ficar um mês de férias. Era realmente impressionante a quantidade de coisas necessárias.

Hoje em dia é ligeiramente mais fácil e a experiência também ajuda.

Muitas vezes é complicado sair mas quando corre pelo melhor é bom para todos.

Se eu pudesse

Se eu pudesse abraçar o meu filho todas as horas do dia…

Ouvir os passos dele todos os dias ao acordar.

Tomar o pequeno-almoço e ficar a brincar.

Voltar a adormecer quando o sol já vai alto ou  simplesmente, ficar acordada a ouvir a sua respiração.

Se eu pudesse ver todas as mudanças e registar todas as ‘primeiras vezes’ na minha memória.

Embalá-lo quando chora e dizer-lhe que tudo vai ficar bem.

Rir à gargalhada numa guerra de cócegas.

Ver televisão e cantar músicas parvas.

Afagar-lhe o cabelo enquanto explora um livro.

Isto tudo sem hora. Sem dias marcados.

Livre. Sem cansaços. Sem dias menos bons.

De cabeça limpa. Sem rispidez. Sem falta de paciência.

Se eu pudesse…

A lista de maternidade

Com tantas grávidas por aí, cheias de dúvidas, decidi deixar aqui uma ajudinha em relação ao que se deve levar para a maternidade.

Nem todos os hospitais disponibilizam listas e sei que na altura era uma coisa que me provocava um pouco de ansiedade: saber o que pôr na mala.

Eu tive o Sebastião no Hospital Sta. Maria e só tenho coisas boas a dizer (tirando a comida que era mesmo horrível), no curso de Preparação para a Parentalidade eles forneceram a lista dos essenciais.

Deixo-vos a lista e os meus comentários, do que realmente precisei e do que não estava e fez falta. Como tudo neste blog, esta é apenas o relato da minha experiência. As necessidades podem variar de hospital para hospital, de mãe para mãe, de bebé para bebé.

Mãe

3 Camisas de Dormir

O Sebastião nasceu de cesariana a uma terça-feira e eu tive alta na sexta-feira. Só pude tomar banho na quarta-feira de manhã. Até lá estamos sempre com a bata do hospital. Eu só usei 1 ‘camisa de dormir’ pois não a sujei. As mamãs de parto normal têm alta mais cedo, normalmente são apenas dois dias. O motivo porque aconselham 3 camisas, está relacionado com o facto de no pós-parto existir sangramento durante diversos dias. O que pode acontecer numa hemorragia vaginal mais forte é a roupa ficar suja. Eu não uso camisa de dormir habitualmente e optei por levar um vestido de algodão, daqueles de praia, de alças. O importante é que seja fácil o acesso ao peito e que seja o mais confortável para nós. Quem optar por camisa de dormir, deve ter atenção que esta deve ter botões na parte da frente de maneira a que o peito fique acessível. Existe sempre a possibilidade de solicitarmos uma bata do hospital limpa, que (em princípio) será fornecida sem problema. Estas batas traçam à frente e também permitem um acesso fácil ao peito.

2 Soutiens de Amamentação

Apenas utilizei um. Na verdade a maior parte do tempo não usei, porque me sentia mais confortável sem ele mas, a maior parte das mulheres, sente-se melhor com o soutien vestido pois o peito fica mais pesado e é normal que após a subida do leite, o peito fique molhado.

1 Robe

Não usei. A maternidade é bastante aquecida por causa dos bebés e para mim estava bastante calor. Também não o coloquei na mala pois não tenho por hábito usar. Para dois ou três dias não me parece que se justificasse o investimento. Optei por colocar um casaquinho para o caso de ter frio que não cheguei a usar. O uso do robe também tem uma parte estética e a maior parte das novas mamãs optava por usar na hora da visita.

6 Cuecas de algodão ou descartáveis

No Hospital Sta. Maria deram 2/3 cuecas descartáveis que são perfeitas para as primeiras horas/dias. Esticam e adaptam-se a qualquer tamanho. O resto do tempo o que usei foram cuecas de algodão mais gastas. Não vale a pena meterem na mala a vossa melhor lingerie, pois o mais provável é que facilmente se sujem.

1 par de chinelos de quarto

Não levei e não usei. Optei por levar havaianas.

1 par de chinelos para o duche

Como disse acima, as havaianas deram para tudo. Depois do banho foi só secar com uma toalha. 

1 saco para a roupa suja

Sacos de plástico dão perfeitamente. Levem vários, assim se for necessário podem entregar à família todos os dias na hora da visita. Evitam acumular coisas ao pé de vocês e do bebé.

Produtos de higiene

Levem os vossos básicos para o banho. Eu levei shampoo, gel de banho, desodorizante, escova de dentes, pasta de dentes, óleo de amêndoas doces (no meu caso foi o que usei toda a gravidez, levem o vosso habitual creme gordo/hidratante), escova do cabelo.

Discos absorventes de amamentação

Eu levei uma caixa mas claro que usei muito pouco. Julgo que para quem use soutien imediatamente 2 pares por dia é suficiente. Os discos além de absorverem o leite que pode sair também tornam os soutiens mais confortáveis nesta fase pois protege do contacto entre o mamilo e os tecidos.

1 pacote de pensos higiénicos

Essencial. Eu optei por levar pensos destinados a perdas urinárias porque são maiores do que qualquer penso de noite. Escolhi uns de marca de distribuição pois são bem mais em conta. Até tomar o primeiro banho são fornecidos pelo hospital. Já não me recordo se me deram mais ou não, mas sei que usei dos meus após o banho.

Recém-Nascido

4 fatos (babygrows, vestidos)

O bebé quando nasce é vestido com a roupa do hospital. Os fatos só são vestidos quando vamos para o quarto. Não utilizei as 4 mudas. Utilizei apenas 3, sendo que a última foi a que trouxe vestida para casa. Optem por coisas simples de vestir e tirar que sejam confortáveis e de materiais suaves. Lembrem-se que o bebé nunca sentiu nada desse tipo e a sua pele é muito delicada. Se o bebé se sujar vão perceber porque é tão importante que seja simples de tirar. Deixem os fatinhos mais complicados para uns dias mais à frente. Eu acho que os babygrows são mesmo o mais prático, ou então um conjunto body, calça e casaco. Eu optei por levar dois de cada. Podem existir fugas na fralda por isso é sempre bom levar os 4.

4 camisas e calças interiores de algodão ou 4 fatos interiores

Os bebés não regulam a temperatura como nós. Por este motivo necessitam sempre de mais roupa. Mas atenção, não sufoquem as crianças e não se esqueçam que no hospital está bastante calor. Eu dispensei as calças e optei por levar apenas bodys de manga comprida. O Sebastião nasceu no inverno e a roupa de fora que lhe levei era bastante quente. Um truque que funciona sempre: eles têm de ter sempre mais uma peça de roupa que nós. Se conseguirmos fazer camadas é o ideal, assim se tiver calor é ir tirando peças.

2 pares de meias

Nestes primeiros dias, as meias são essenciais. Os bebés perdem calor pelas extremidades, ou seja, pelos pés e pela cabeça. Mesmo quando a roupa tem ‘pezinhos’ convém sempre colocar meias por baixo. Pensem sempre em duas camadas, por exemplo: se optarem por umas calcinhas que não têm pés, coloquem meias e botinhas.

12-18 fraldas

Sim, vão precisar de muitas fraldas e começa logo nos primeiros dias. No hospital Sta. Maria eles fornecem fraldas, julgo que são doze. Sei que no dia a seguir já estava a usar das minhas. Que abuso, não é? Pois. Não acontece a todos os bebés, mas o Sebastião na primeira noite fez bastante mecónio. Eu mudei sete fraldas em sete horas. Acabava de mudar, punha-o na mama um bocadinho e lá estava ele a fazer. Foi deveras impressionante. Mas acreditem, só custa a primeira. Eu levei um pacote de fraldas recém-nascido que julgo que tem 30, lógico que não gastei depois tantas, normalmente faz-se as contas a 6 por dia. É comum que após cada mamada façam fezes líquidas. É mais ao menos a ideia do ‘entra por cima, sai por baixo’.

1 xaile ou envolta

Quem não gosta de estar aconchegado? Os bebés sentem-se mais confortáveis e seguros quando estão envolvidos, afinal foram 9 meses num espaço apertado. Mais do que servir para aquecer, serve mesmo para os proteger nesta altura. Mais uma vez, optem por tecidos mais delicados, pois normalmente ficam muito próximo da cara dos bebés e em contacto com as mãos.

1 gorro

Assim que nascem enfiam-lhes logo o gorro, tal como disse acima, serve para não perderem calor e manterem a temperatura do corpo. Podem combinar os gorros com a roupinha (fashion victim) ou optarem por um gorro simples em algodão branco que combina com tudo.

Essenciais que não estão na lista para a Mãe

Creme para os mamilos

Este considero mesmo indispensável, é necessário proteger os mamilos desde o início de modo a não arranjar complicações. Nem sempre a pega é fácil. Basicamente nós não sabemos dar de mamar e eles não o sabem fazer. No meio disto tudo pode correr logo muito bem à primeira ou não, por isso convém prevenir. Ao segundo dia já sentia dor e foi essencial ter o creme comigo. Foi o meu melhor amigo durante todo o tempo que dei de mamar. Atenção à escolha do creme. A maior parte dos cremes é necessário limpar o mamilo antes de dar de mamar. Eu optei pelo Purelan 100 da Medela. Completamente seguro e não precisa de lavagem anterior à mamada.

Telemóvel e carregador (e/ou máquina fotográfica)

Não quer dizer que vão actualizar o facebook imediatamente ou fazer um tweet espectacular. Serve essencialmente para poderem falar com a família sobre as vossas necessidades (por favor tragam-me comida que estou cheia de fome) ou partilharem a alegria que sentem. Aproveitem também para tirar algumas fotos aos vossos pequeninos, se forem como eu nos dias a seguir além de não terem tempo nem sequer se vão lembrar.

Toalha de Banho

Para mim foi essencial porque prefiro levar a minha. No hospital fornecem se for solicitado mas apesar de não estar na lista acho preferível levar.

Essenciais que não estão na lista para o Bebé

Toalha de banho e produtos de banho

O primeiro banho é dado no hospital pois é também uma oportunidade de explicar às jovens mães como o fazer. Podem optar por usar tanto a toalha como os produtos que são fornecidos. Se preferirem podem levar os vossos. Eu usei a toalha que tinha levado e os produtos que nos forneceram.

Leite hidratante

Para depois do banho do bebé e não só. É normal a pele do bebé escamar nos primeiros dias especialmente na zona dos pés e das mãos, o leite hidratante ajuda muito neste aspecto.

Creme muda-fraldas

Para evitar as assaduras é importante colocar creme nas mudas das fraldas. Nada de fazer camadas, basta apenas o suficiente para proteger.

Toalhitas (ou compressas)

Pode limpar o rabiosque com toalhitas de bebé ou compressas embebidas em água tépida. Se o bebé tiver a pele muito sensível a melhor opção são as compressas. 

Tesoura de unhas com pontas redondas

A tesourinha das unhas pode dar jeito se o bebé nascer com as unhas compridas, o que é muito habitual. É normal que eles ao mexerem-se (chorarem desalmadamente) se arranhem.

Chupeta

Sim, eu levei uma chupeta logo para a maternidade e ainda bem que o fiz. Ele chorava muito e na segunda noite foram as próprias enfermeiras que aconselharam a chucha como consolo. Ele não deixou de chorar mas a pouco e pouco ía acalmando. Esta sugestão não considero essencial para todos os bebés mas para o meu foi importante ter a chucha comigo.

 

Acho que não me esqueci de nada do que levei e usei. Não se preocupem se se esquecerem de alguma coisa. Podem pedir ao pai ou à família para levar o que falta na hora da visita. Se se virem enrascadas podem sempre solicitar às enfermeiras (elas estão lá para ajudar) e às outras mamãs. Estamos todas na mesma situação naquele momento.

Boa sorte futuras mamãs e toca a fazer as malas.




Desde que sou mãe! 

Desde que sou mãe muita coisa mudou!  Já todos sabemos isso e eu repito-me algumas vezes!

Mas há coisas que nem sei como acontecem! 

Ainda hoje ao falar com uma grávida dei por mim com o meu discurso habitual a quem vai pela primeira vez viver esta aventura e acho que ele é bastante assustador e pessimista!… Ups! Não era suposto. 

Mas a verdade é que acho que chega de iludir as meninas que a maternidade é linda e bolas de sabão e sininhos pelo ar! 

A maternidade é boa sim mas é uma luta! E que não depende apenas de nós! Há todo um meio envolvente bem como a própria criança que ditam a coisa ser mais suave ou mais agreste! 

Então em linhas duras para quem lá vai é assim:

– aquela treta do ” aí muda muito”! Não muda nada muito. Muda TUDO!! Muda a 1000000%! (o que não é necessariamente mau, mas julgo que ninguém está bem a ver o quanto muda!)

– aquela coisa de ” aí filho meu não faz aquilo”! Faz, faz! E se calhar até vai fazer pior! E não é culpa da mãe, nem do pai, às vezes nem da própria criança! Quando lá chegarem percebem! 

– conhecem a palavra “paciência”? Não estão bem a ver, temos resmas dela guardada em algum lugar que desconhecíamos! E dá imenso jeito. 

– pós parto, amamentação, cordão-umbilical, banhos, fraldas, assaduras, cólicas, birras, biberões, bolsados, vomitados, cagados! É assim mesmo, bem nojento! Mas que não dá nojo! Pelo menos às mães e aos pais não dá! 

– amor! Muito! E isso paga tudo! 

Por fim, a frase que não me canso de repetir, a minha máxima desde que o miúdo nasceu e me deparei com esta nova realidade:

“-Eu era uma excelente mãe, até ser mãe! ”

Obrigada Jonas pela frase! É perfeita! 

Os inconseguimentos

Acho que o medo passa a estar mais presente na maternidade. Já tivemos um convidado (vénia) que falou também disso.

Eles são tantos e assumem diversas formas.

Hoje quero falar de um muito específico. Chamo-lhe o medo do ‘inconseguimento’ (beijinho bom para ti Assunção).

Eu sofri deste medo (e de vez em quando ele paira por aqui). É o medo de não conseguir lidar com a maternidade e com todas as mudanças que ela traz às nossas vidas. Resumindo: é o medo de ser mãe (ou pai). De não conseguir estar à altura dessa tarefa.

Eu sei exactamente o momento em que surgiu esse medo. Ele chegou galopante no momento em que depois de limpo e vestido puseram o Sebastião ao meu colo.

Ele nunca tinha surgido antes. Dúvidas (muitas), outro tipos de medos também. Mas, o medo de não conseguir ser Mãe, de não conseguir lidar com toda a situação nunca tinha estado presente.

Depois de uma gravidez tão desejada. De tantos planos feitos. Ali estava eu, finalmente com o meu filho nos braços. E a sensação foi mais ao menos esta:

medo

Estavam lá milhares de outras sensações mas isso é para outro post 🙂 .

Surgiu o medo do ‘inconseguimento’! O tal que fez ecoar durante muito tempo na minha cabeça, a pergunta: E Agora?

Por muito que achemos que estamos completamente preparadas para a maternidade, a realidade dá-nos conta imediata que isso não é verdade.

Não estamos mesmo. Como poderíamos? Nunca passámos por esta situação. O normal é perante o desconhecido sentirmos medo.

O Sebastião nasceu às 11h26m, às 15h começaram as visitas. Assim que vi a minha mãe entrar pela porta desatei a chorar.

No meio da choradeira, com o Sebastião nos braços, murmurei baixinho: Acho que não consigo fazer isto.

E enquanto me abraçava e me afagava o cabelo, a minha mãe só me disse: Claro que consegues. Olha para ele.

Durante os primeiros três meses, tão difíceis, eram essas simples palavras de que me recordava sempre.

E não é que consegui (consigo) mesmo?

Por isso, novas mamãs que estão por aí, é normal ter medo.

Lembrem-se: vão conseguir.

As certezas

A primeira gravidez é povoada por dúvidas mas também muitas certezas.

Depois de consumir ‘resmas’ de informação, adquirida nos mais diversos locais, começamos a achar que realmente sabemos algumas coisas sobre isto da maternidade.

É neste ponto que começam as certezas do que vamos ou não fazer.

Na nossa cabeça parecem-nos bem claras as atitudes a tomar. Quando vemos algumas situações entre pais e filhos que vão contra o que acreditamos, não resistimos a um olhar de desaprovação e a um múrmuro entre dentes ‘quando for eu, não vai ser assim’.

Pode-se aprender muita coisa, é verdade.

Ter conhecimento teórico para lidar com algumas situações também é importante.

Mas no meio das certezas falta o mais importante desta equação. As certezas não valem de nada perante a individualidade.

Temos, claramente, pontos em comum. Mas somos, realmente, todos únicos.

Todas as experiências são diferentes, começando pela gravidez.

E quando finalmente os nossos bebés nascem, todas as certezas que tínhamos vão-se diluindo, pouco a pouco.

São eles que nos vão mostrar que na maternidade existem muito mais áreas cinzentas do que a preto e branco.

Mas, garanto-vos, é uma vida cheia de cor.

Para os meus amigos e amigas.

Só nos completamos no ‘outro’. Porque o que não está em nós está algures por aí. Hoje este post é para os amigos(as), esses ‘outros’ que nos dão tanto e que sem eles não teríamos, muitas vezes, o equilíbrio suficiente para os desafios da maternidade.

Para os meus amigos e amigas.

Obrigada.

Aos que acreditam em mim. Lutam e trabalham por mim. Aos que me ensinaram tudo o que sei hoje. Aqueles que dão abraços apertados numa estação de comboio em França. Aos que aceitam que não atenda o telefone porque simplesmente não me apetece falar. Aos que fazem com que eu queira ser sempre melhor. Aqueles que partilham comigo as aventuras da maternidade. Aos que conseguem ter uma conversa comigo utilizando todas as redes sociais e aplicativos de mensagens (o Google+ não conta). Aqueles que começam hoje uma conversa e dão uma opinião daqui a 6 meses como se não fosse nada. Aos que invadem a minha casa com o seu talento. Aos que compraram toda a roupa para os primeiros meses do S. Aqueles que me mostram que a força interior é mais forte do que qualquer doença. Aos que criam empresas comigo. Aos que incentivam todos os projectos em que acredito. Aqueles que discutem comigo. Aos que sabem o que quer dizer Dude Bio Moreau. Aos que me fazem rir. Aos que me fazem chorar. Aqueles que gostam de Sushi e de Pizza. Aos que bebem vinho, gin e sumol de laranja. Aqueles que passam horas no hospital há espera que o S. nasça. Aos que comem pastéis de nata na rotunda do Hospital Sta. Maria. Aos que são #Fab. Aos que vão para fora à procura de uma vida melhor. Aqueles que ficam cá dentro à procura de uma vida melhor. Aos que compram meias. Aos que aparecem só porque precisam de uma abraço. Aos que cozinham favas. Aos que abrem a porta de suas casas. Aos que abrem o coração. Aos que guardam segredos. Aos que têm coração de pedra (e na verdade não têm). Aos que têm fé. Aqueles que compram fraldas e cremes. Aos que me ouvem gritar. Aos que me dizem que tudo se resolve. Aos que são felizes comigo e me deixam ser felizes com eles. Aos que escrevem blogs. Aos que me amam.

Todos eles fazem parte daquilo que sou hoje.

 

 

 

Molares a caminho

Há dois dias que recomeçaram as noites complicadas (sim, porque deitar-se perto da meia noite e acordar às 3h da manhã é o normal).

Noites complicadas são as noites todas a choramingar, mais biberões e muito colinho.

Isto associado a dedos enfiados na boca e baba só nos vem preparar para mais uma temporada de dentes. A última. 

Com 14 meses só lhe faltam os quatro molares para completar a primeira dentição.

Estes ainda nem sequer se notam e ele já está assim… Vão ser difíceis estes quatro.

Com dentes a partir dos três meses (logo a seguir às cólicas) os dias são recheados de altos e baixos. 

Estas fases mais complicadas exigem muito de todos os pais. 

O importante é não esquecer que exige muito mais dos nossos bebés.