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Maternidade

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Para os meus amigos e amigas.

Só nos completamos no ‘outro’. Porque o que não está em nós está algures por aí. Hoje este post é para os amigos(as), esses ‘outros’ que nos dão tanto e que sem eles não teríamos, muitas vezes, o equilíbrio suficiente para os desafios da maternidade.

Para os meus amigos e amigas.

Obrigada.

Aos que acreditam em mim. Lutam e trabalham por mim. Aos que me ensinaram tudo o que sei hoje. Aqueles que dão abraços apertados numa estação de comboio em França. Aos que aceitam que não atenda o telefone porque simplesmente não me apetece falar. Aos que fazem com que eu queira ser sempre melhor. Aqueles que partilham comigo as aventuras da maternidade. Aos que conseguem ter uma conversa comigo utilizando todas as redes sociais e aplicativos de mensagens (o Google+ não conta). Aqueles que começam hoje uma conversa e dão uma opinião daqui a 6 meses como se não fosse nada. Aos que invadem a minha casa com o seu talento. Aos que compraram toda a roupa para os primeiros meses do S. Aqueles que me mostram que a força interior é mais forte do que qualquer doença. Aos que criam empresas comigo. Aos que incentivam todos os projectos em que acredito. Aqueles que discutem comigo. Aos que sabem o que quer dizer Dude Bio Moreau. Aos que me fazem rir. Aos que me fazem chorar. Aqueles que gostam de Sushi e de Pizza. Aos que bebem vinho, gin e sumol de laranja. Aqueles que passam horas no hospital há espera que o S. nasça. Aos que comem pastéis de nata na rotunda do Hospital Sta. Maria. Aos que são #Fab. Aos que vão para fora à procura de uma vida melhor. Aqueles que ficam cá dentro à procura de uma vida melhor. Aos que compram meias. Aos que aparecem só porque precisam de uma abraço. Aos que cozinham favas. Aos que abrem a porta de suas casas. Aos que abrem o coração. Aos que guardam segredos. Aos que têm coração de pedra (e na verdade não têm). Aos que têm fé. Aqueles que compram fraldas e cremes. Aos que me ouvem gritar. Aos que me dizem que tudo se resolve. Aos que são felizes comigo e me deixam ser felizes com eles. Aos que escrevem blogs. Aos que me amam.

Todos eles fazem parte daquilo que sou hoje.

 

 

 

Molares a caminho

Há dois dias que recomeçaram as noites complicadas (sim, porque deitar-se perto da meia noite e acordar às 3h da manhã é o normal).

Noites complicadas são as noites todas a choramingar, mais biberões e muito colinho.

Isto associado a dedos enfiados na boca e baba só nos vem preparar para mais uma temporada de dentes. A última. 

Com 14 meses só lhe faltam os quatro molares para completar a primeira dentição.

Estes ainda nem sequer se notam e ele já está assim… Vão ser difíceis estes quatro.

Com dentes a partir dos três meses (logo a seguir às cólicas) os dias são recheados de altos e baixos. 

Estas fases mais complicadas exigem muito de todos os pais. 

O importante é não esquecer que exige muito mais dos nossos bebés.

Sobre as memórias 

Sou só eu ou à medida que o tempo vai passando as memórias ocupam um lugar cada vez mais especial nas nossas vidas?

Que fortes são. Hoje, uma amiga recordava os almoços de Domingo, aquele momento é tão vivído que conseguimos ouvir os sons e cheirar a comida na panela.

Dá vontade de ser pequena outra vez e esperar que a mãe nos chame para a mesa.

Hoje construímos novas memórias e talvez, daqui a umas décadas, o S. recorde com saudade os nossos Domingos de manhã.

‘O som da água da piscina, o meu pai a fazer disparates, o cheiro do café que a minha mãe tomava a seguir…’

Cair e Levantar

Tantas vezes na vida ‘caímos’ para nos voltarmos a levantar.

Assim, vamos crescendo, aprendendo, amadurecendo e acima de tudo, criando memórias que nos servem de base aquilo a que chamamos de experiência.

A experiência da maternidade é construída com momentos em que também ‘caímos’.

Todos nós, mães e pais, em determinado altura gostaríamos de ter feito as coisas de maneira diferente. O mais importante não é a ‘queda’ mas sim levantarmo-nos sempre.

É essa energia avassaladora que toma conta de nós que devemos cuidar e deixar prevalecer para bem de todos.

Tenho um amigo, também pai, que diz que fazemos sempre o melhor que sabemos com as ‘ferramentas’ que temos no momento.

É exactamente assim na maternidade/paternidade.

A todos os pais que se debatem com os seus ‘erros’ simplesmente, não se esqueçam, o importante é levantar.

Como diz a Bárbara: Upa.

 

Trabalho fora de horas

Já passa da meia-noite. Estou a acompanhar a produção de um trabalho.  Hoje não vi uma série aos bocados, não andei a apanhar brinquedos do chão , não adormeci o meu filho nos meus braços.

Este é também o outro lado da maternidade. 

Onde é que se desliga?

Não sei onde vai buscar tanta energia!

Horas de brincadeira, em que a consegue revirar a casa toda, divisão por divisão.

Era de esperar que tivesse um sono tranquilo durante a noite, certo?

Dormiu em 12 meses e meio apenas duas noites seguidas.

Adora umas belas sestas mas normalmente o ritmo dele é sempre acelerado.

Mamãs com bebés que não dormem mais do que 4h seguidas, estou convosco.

Podem ver na ilustração acima, feita pela My Simple Life e inserida no livro criado para o 1º aniversário do S., como são as nossas noites lá em casa.

Eu sei o quanto pode ser desesperante não conseguir realmente descansar.

Nos primeiros meses senti realmente que estava à beira de um colapso, valeu-me a calma e o apoio do pai nesta altura.

Hoje em dia, só vos digo que a capacidade de adaptação do ser humano é realmente fantástica mas não deixo de sonhar (acordada) com uma noite de sono de 7h, pronto se forem 6h já fico contente (5h por favor).

 

Donas da razão

Todos os casais discutem.

É normal, é saudável e só mostra que têm pontos de vista diferentes sobre certos assuntos.

Mas, e quando as discussões são sobre as crianças?

Quando existem dois pontos de vista realmente diferentes é possível chegar a acordo? Tem sempre um que ‘perder’ e o outro ‘ganhar’?

As mamãs realmente ouvem o outro lado? Ou são sempre as ‘donas da razão’?

Ter um filho é uma decisão conjunta, de preferência planeada e desejada. Este pequeno indivíduo só existe porque duas pessoas contribuíram para a sua concepção. Então, se é tudo a meias, se a responsabilidade é igual porque os pais, muitas vezes, são postos de parte?

A opinião de um pai, não pode e não deve ser menor que a da mãe.

Como mãe faço um esforço diário para manter o equilíbrio. Quando estava grávida pensava que estas tomadas de decisões seriam sempre feitas em conjunto e de repente descubro que não sai naturalmente. Que sinto que a minha opinião deve ser tida mais em conta afinal, eu sou a Mãe.

De onde vem esta necessidade de ‘comandar as tropas’ em relação às crianças?

E vocês? Como é lá em casa? Também são as ‘Donas da razão’?

O primeiro aniversário

Quando a data do primeiro aniversário do S. se começou a aproximar materializou-se a sua real importância.

Até um mês antes, quando me perguntavam se ía fazer alguma coisa para o aniversário eu respondia que em princípio não, porque na verdade ainda não tinha realmente pensado nisso.

Nunca liguei aos aniversários. Pelo vistos, isto é uma coisa que também muda com a maternidade 🙂

Há medida que a data de aniversário se aproximava decidi fazer uma pequena festa apenas para a família mais chegada. Ponderámos alargar a mais pessoas, todas elas importantes para nós e com quem gostávamos de partilhar este momento. Com família e amigos a lista já passava as 100 pessoas! Desistimos e decidimos fazer um lanche em casa.

Acabei por decidir fazer tudo para o aniversário por incentivo do Z.  “Ah e tal que tu consegues… Que giro seria seres tu a fazer” E com esta conversa até acabei a fazer o bolo do Mickey que está aí em cima (sim, fui eu que fiz, juntamente com mais umas quantas coisas com a temática do Mickey, no final, o meu irmão acabou a dizer que a quantidade de comida dava para alimentar a República Popular da China)

Foi muito cansativo mas ainda bem que o fiz. Logicamente que ele não se vai lembrar mas ficamos com a memória dessa data para depois lhe podermos contar (e mostrar os vídeos).

O primeiro aniversário não é apenas dele, é o nosso primeiro aniversário como pais (mais 9 meses).

Ainda bem que criámos mais esta memória.

Oh boa. É bom. É demais. É tão bom.