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Blake – A roupa sem género

Hoje vou-vos falar do novo projecto da Bárbara, a Blake.

Ela será a melhor pessoa para vos explicar exactamente o que é a Blake (vejam aqui) mas como sei que anda perdida entre o caos da maternidade e o caos deste novo projecto e porque também sei que ela não quer usar o Sweet Caos como plataforma de promoção da marca achei por bem vos revelar este maravilhoso projecto (pode ser que ela me envie alguns gifts 😉 ). Espero também que este seja o incentivo para ela escrever em nome próprio sobre esta marca.

Acho que tem sido claro ao longo destes dois últimos anos que somos claramente oponentes a uma diferenciação por género das crianças.

Somos pela inclusão.

Para nós não há coisas para meninos e coisas para meninas. E, se as nossas opiniões, são apenas uma gota neste fantástico universo a Bárbara decidiu levar um bocadinho mais à frente esta sua posição. Juntamente com a sua sócia, Mariana, decidiram criar uma marca de roupa para criança dos 0 aos 6 anos, totalmente unissexo. A assinatura da marca é Genderless – Just Kids, e acho que resume exactamente o espírito da marca. O importante são as crianças e nada mais. A colecção Primavera/Verão 2018 já está pronta e chama-se Try (other) Angle, é baseada em três pontos: igualdade, estilo e conforto. Sei que vão gostar e vejam que é mesmo perfeita para irmãos e irmãs.

Blake

Aposto que já ficaram apaixonados por alguma peça. Como podem fazer para comprarem esta roupa fantástica? Falarem muito na marca nos locais em que usualmente compram a roupa para os vossos miúdos. A Blake não vende directamente por isso terá sempre que ser a partir de uma loja. A colecção acabou de ser lançada, por isso, no início de 2018 já vão começar a ver estas peças nas vossas lojas favoritas.

Roupa para crianças feita por duas mães. Acho que tem tudo para dar certo, não concordam?

 

Tens de lhe cortar o cabelo! 

“Agora com o verão transpira muito!” 

“Tens que lhe dar um jeitinho ao cabelo.”

“Está muito grande!”

“Quando é que lhe cortas o cabelo?”

“Parece uma menina!”

Se a minha filha tiver o cabelo comprido também me vão mandar cortar o cabelo no verão? Yah, right! 

Quando falamos em igualdade esquecemos muitas vezes que esta também é uma luta precisa! Os rapazes também podem, as meninas também podem! 

Sim é um rapaz, com lindos caracóis loiros, e não me apetece cortar-lhe o cabelo! E ele também não está nada incomodado!

Dia da mulher!

Já é o terceiro dia da mulher que temos aqui no blogue!
A Sandra já disse tudo o que havia a dizer sobre este dia e vale a pena recordar. Leiam aqui. Já leram? Está tudo igual não está? Então e ainda acham que não é preciso haver um dia como este?
Não vou por isso mencionar os factos assombrosos que a Sandra já mencionou!

Eu admito que não tenho a mínima pachorra para gente que acha que este dia é um dia em que se assinala o facto de termos uma vagina e portanto reclama que devia haver o dia do homem e afins. Há ainda quem ache que este dia é um dia de prendas apenas e só porque temos uma vagina (mais uma vez)  e somos mulheres.

Este dia é e infelizmente continua a ser muito importante! É um dia em que se recorda as mulheres que lutaram pela igualdade de género e é um dia em que se recorda que ainda há um longo caminho a percorrer.
Se por cá muitas mulheres não sentem que sejam diferenciadas há ainda muitos países em que isso é uma aberração.
Mas mesmo por cá há pessoas a ser prejudicadas apenas e só por serem mulheres.  (Acabaram de ler o post da Sandra!)

Fui criada sem a barreira de ser mulher. Os meus pais nunca me fizeram sentir isso. Fiz o que quis durante a minha adolescência mesmo quando as minhas amigas não o faziam porque não podiam! Viajei, sai à noite, e tudo aquilo que é suposto fazer-se nestas idades. A maioria das minhas amigas não o fez. Não podiam. Eram raparigas! Os irmãos já podiam, era diferente, eram rapazes! Está tudo dito não está? Acredito que em alguns momentos os meus pais hesitaram e não queriam dar-me essa liberdade mas sempre a deram!
Eu tinha ainda a agravante de ser filha única mas isso nunca pesou em mim. Nem o facto de ser filha única nem o facto de ser rapariga. Obrigada pais por isso!

Sei as minhas limitações, não consigo pegar em sacos de batatas, mas há mulheres que conseguem! Não consigo chegar aos armários de cima da cozinha sem um banco, mas há mulheres que conseguem! Não tenho força para empurrar um carro, mas há mulheres que conseguem! Nenhuma das minhas limitações tem a ver com o facto de ser mulher, sou eu, é a minha estatura!
Percebo de carros, já gostei muito de futebol, gosto de artes marciais, sou competitiva, etc etc, que nada tem a ver com o facto de sermos homens ou mulheres mas sim connosco! Só isso!

Tenho um filho e se me preocupo que ele não sinta a diferença de géneros nas brincadeiras e nas roupas também me preocupa que ele saiba que não é mais que as meninas da escola. É igual!
Admito que não é fácil porque a sociedade é maior que nós e ele já chega a casa a dizer que às meninas não se bate! “Não filho, não se bate a ninguém!” Remendo eu!

Agora que estou grávida de uma filha cabe-me também a mim (e ao pai) que ela perceba que pode ser quem quiser! Que ela e o irmão tem os mesmos direitos e as mesmas obrigações. Ela não terá que arrumar porque é mulher nem o irmão ficará livre dessa tarefa por ser homem!
Ambos terão os mesmos direitos e deveres, o mesmo amor, a mesma liberdade e o mesmo apoio.
Ambos podem escolher serem policias, gestores, magistrados, carpinteiros ou mãe/pai a tempo inteiro.
Os meus filhos, os vossos filhos, são pessoas! São apenas pessoas com géneros diferentes tal como as personalidades serão diferentes!

Vamos valorizar o dia, olhar para o lado e ver o trabalho que ainda é preciso fazer! Comecemos pelos nossos filhos, pelo colega do lado que goza com os decotes da outra colega, pelo chefe que não dá a promoção mais que merecida aquela colega porque está grávida, pela professora que diz que não se bate às meninas, pelo marido que acha que passar a ferro é coisa de mulher, comecemos por nós!

Daqui a muitos anos este será um dia de lembrança, espero! Até lá há ainda muito que fazer!


Feliz dia da mulher a todas as mulheres e a todos os homens! A nossa luta é feita de gente!

É uma miúda!

Esta semana fomos fazer a ecografia morfológica e tivemos a certeza de que a caminho vem uma miúda!

Não nos fazia diferença, mas é sempre giro ter uma menina e ainda por cima quando já há um menino em casa! 😀

O pequeno está feliz com a mana e nós estamos felizes com eles! E a pouco e pouco vamos indo e já estamos nas 20 semanas!!!

<3

O género dos brinquedos

Nesta fase em que os nossos miúdos estão, a brincadeira não tem género. A Bárbara já falou aqui desse assunto.

Se existe coisa que o Sebastião adora é brincar na cozinha. Adora as panelas, os tupperwares, abrir e tirar coisas dos armários, ajudar-nos a usar o microondas ou a tirar um café. Quando chegou o Natal não tínhamos dúvidas nenhumas que a prenda ideal seria uma cozinha de brincar fornecida com acessórios oferecidos pelas avós e amigos.

Com esta decisão entrámos no universo dos brinquedos divididos por géneros. A nossa escolha para o nosso bebé é uma prenda de ‘menina’. Descobrimos que tudo o que se encontra ligado à cozinha, está concentrado no mesmo corredor. Um corredor muito muito cor-de-rosa e em que tudo é muito muito cor-de-rosa. As pequenas réplicas de máquinas de lavar, aspiradores e microondas eram realmente muito fidegnas aos originais tirando o facto de serem, a maior parte, em cor-de-rosa. 

Não me levem a mal, eu adoro cor-de-rosa, mas se eu tivesse uma cozinha toda cor-de-rosa provavelmente vivia em L.A. e tinha um reality show no canal E!

O role playing é uma parte essencial no desenvolvimento das crianças, ao copiarem os adultos vão desenvolvendo as suas capacidades motoras e a imaginação. 

Continuar a posicionar todos os artefactos ligados a uma cozinha com o papel feminino é assim como que simplesmente… parvo.

Os catálogos de brinquedos continuam a ser organizados por brinquedos para meninas e para meninos, as lojas continuam a incentivar esta divisão e os meninos que gostam de brincar com cozinhas ou bebés ficam de fora.

Uma criança brinca com o que lhe der prazer independentemente do seu género. Essas divisões são feitas pelos adultos, elas não existem nas suas cabeças.

Eu continuo a achar que em pleno século XXI, onde a divisão de tarefas é cada vez maior, em que a televisão é inundada de programas de culinária e onde os maiores Chefs do mundo são homens, vender cozinhas cor-de-rosa é parvo (já disse isto, não disse?).

Será que não é possível brincar sem rótulos?

Menino ou Menina!

tabela

 

No outro dia descobri esta tabela na net que nos indica conforme alguns parametros o sexo dos nossos bebés!
É uma antiga tabela chinesa que parece ser muito utilizada por lá!

Assim se quiserem muito uma menina é fazerem as contas e engravidar naquele mês! 😛

Que me dizem?

Se já tem filhos comprovem se está certo ou não!