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Tosse Convulsa!

 

Recentemente vi nas notícias que o Mark Zuckerberg tinha tido uma filha. Que anda babado, como todos os papás. E como “papá” babado do Facebook, usa a rede social para mostrar o orgulho no tempo com a sua filhota. Depois disso, várias foram os títulos sobre a situação, que devido à falta de tempo (pois também eu sou a mãe babada de um pequenino) ignorei. Até que vi um que dizia que Mark Zuckerberg tinha colocado uma foto com a filha, e tinha sido severamente criticado por outros utilizadores da dita rede social.

Seria por colocar uma foto da miúda num sítio tão público? Como era um momento [curto] em que podia divagar pela net, abri a notícia. Começava com algo do género: “Mark Zuckerberg tira licença de paternidade de 6 meses”. Não, não podia ser por isso…quem dera a muitos pais fazer o mesmo! Se ele pode, não deve, OBVIAMENTE hesitar!

Aparvalhei quando percebi a real razão das críticas: parece que a foto era num consultório médico e a legenda era algo do tipo: “à espera das vacinas”. Estavam a criticá-lo por vacinar a filha. Há muitas modas relacionadas com educação de crianças, mas esta é uma que nunca compreenderei. Porque na maioria delas, podemos dizer: “Não temos nada com isso! É decisão dos pais”. Nesta “moda”, a decisão é dos pais, sim, mas temos algo com isso, sim senhor! A cobertura de vacinas por cá induz a chamada imunidade de grupo, que acresce ainda mais proteção à população para além da vacina individualmente.

Se sempre me foi difícil compreender por que razão boatos já contrariados pela ciência ou justificações para não vacinar com constituintes da vacina usados há dezenas de anos eram razão para esta prática se começar a espalhar… Mas no ano que passou, tive uma razão ainda mais válida para me irritar sempre que ouço alguém defender a não vacinação… O meu miúdo apanhou tosse convulsa aos 2 meses! O diagnóstico foi feito 3 dias antes de levar a vacina que iniciaria o seu processo de proteção da doença.

Hoje li uma outra notícia: a de um menino que morreu com tosse convulsa, e cuja mãe tenta espalhar a história, para que as grávidas se vacinem contra a tosse convulsa e estejam protegidas logo desde a gravidez (não é garantido que a vacinação das grávidas proteja totalmente o bebé recém nascido, mas compreendo que esta mãe, perante tal dor, queira sentir que faz algo de bom por alguém, em memória do seu filho).

O meu miúdo safou-se, mas ainda hoje com 7 meses tem por vezes crises de tosse que me fazem doer o coração. Durante o internamento não descansei, por não saber o futuro, e por não ter a certeza do Destino não me ir roubar mais um filho. Esteve aflito, mas mesmo assim podia ter sido bem pior. Podia ter sido mais grave. Podia ter morrido!

E sinceramente, não consigo “perdoar” a quem deixa certos vírus e bactérias circular por aí, quando já quase não deviam existir. Foi graças a essas pessoas que vivi tempos de tanta incerteza. Foi graças a essas pessoas que várias mães passaram pelo mesmo que eu, e muitas não viram a sua história ter um final feliz.

Sou tolerante para praticamente tudo o que vejo e ouço. Porque realmente não tenho nada a ver com isso… Com a decisão de não vacinar, já tenho!

 

Ana Matos é mãe da Leonor e do Leonardo, médica e autora dos blogues mamã-bio e Our Mad World
Ver outro artigo da Ana no nosso blogue: aqui!

Ilustração: My Simple Life

Sapatos de menina

As mulheres dominam a moda. Existem milhares de opções diferentes para menina. As mães de meninas devem perder horas para tentar decidir o estilo porque opções não faltam. 

Roupa de menino é uma tristeza. Se não fosse a H&M com umas coisas fora do vulgar, as opções acessíveis que existem são ou demasiado conservadoras ou demasiado ‘populares’. 

Sapatos é o mesmo martírio. Há tanto modelo de sandália para menina que até dói ter de escolher. Quando passamos aos rapazes há meia dúzia de opções que variam as cores (podemos escolher entre azul e azul) entre marcas. 

Como as regras são para quebrar comprei-lhe uns sapatos de ‘menina’. São giros, práticos e ele simplesmente adora. 

Estou um bocadinho farta destas ideias tão conservadoras nas roupas de rapazes… Alguém deve achar que para dominar o mundo o mais adequado são sapatos de vela…

Vamos às compras!

O pai diz que visto o filho à beto!

Eu defendo-me, digo que não, é hipster!

E o pai responde-me que os hipsters são os novos betos!

Posto isto diz-me que tenho é que comprar roupa streetwear para o miúdo.

Eu respondo que ele só fez agora um ano e que até aqui era muito difícil encontrar roupa que seja original e que fuja do estereótipo. E que os carapuços enquanto não andava só atrapalhavam! Além do mais, as roupas giras-que-se-fartam são caras. O pai responde que não faz mal e que é para comprar!

Oh papá, a mamã quer é ir às compras! Upa, Upa! 😉

nerd_or_hipster_t670

A foto devia ser com betos, mas só encontrei os fofinhos dos nerds!

 

E agora cá para nós, onde compram as roupas mesmo-giras para os vossos pequenos?

Beijinhos

Bárbara