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Nasceu!

Seguidores e amigos, papás e mamãs, é com imensa felicidade que partilho convosco o nascimento de mais um bebé no Sweet Caos.

Hoje é um dia muito especial, a nossa ‘família’ cresceu (e eu ganhei mais uma sobrinha).

Parabéns à Bárbara, ao papá Pedro e ao mano Vicente.

Bem-vinda Flor.

Pequenina

És pequenina e ris … A boca breve
É um pequeno idílio cor-de-rosa …
Haste de lírio frágil e mimosa!
Cofre de beijos feito sonho e neve!

Doce quimera que a nossa alma deve
Ao Céu que assim te faz tão graciosa!
Que nesta vida amarga e tormentosa
Te fez nascer como um perfume leve!

O ver o teu olhar faz bem à gente …
E cheira e sabe, a nossa boca, a flores
Quando o teu nome diz, suavemente …

Pequenina que a Mãe de Deus sonhou,
Que ela afaste de ti aquelas dores
Que fizeram de mim isto que sou!

Florbela Espanca, in “Livro de Mágoas”

 

Não sou Jedi, mas adoro ser Pai!

O Neo da parentalidade

matrix

Filha,

Estás quase a fazer dois anos, o dia do teu nascimento foi algo que desfrutei a cada segundo como quem se delicia a comer a sua fruta preferida sem que se importe do que podem pensar do seu ar de satisfação ou figura, julgo que devem ser privilégios concedidos por ser pai pela segunda vez. Do teu irmão, quando me apercebi da sua existência como ser humano neste mundo já tinham nascido os dois dentes da frente e já apareciam as primeiras febres e até já se aventurava em gatinhar a casa toda.

Contigo foi totalmente diferente, a preparação foi milimétrica, tudo tinha bateria carregada, desde que tirasse fotografias ou gravasse vídeo, só não levei tripés e luzes porque me pareceu exagerado, mas também julgo que a tua mãe não iria achar piada. Tudo ocorreu com normalidade e tu começaste a tua jornada das primaveras, os dias passaram a ser semanas e as semanas rapidamente passaram a ser meses.

Ao longo desse tempo sempre tentaste enganar-nos com as tuas manhas de bebé, mas filhota, eu sou o Neo a desviar-se das balas, tu ainda estavas a pensar fazer das tuas e já estava eu pronto para resolver a situação. Ter esta capacidade fez com que desfrutasse mais estes dois primeiros anos, que para te ser sincero, não são os meus favoritos no que toca a bebés, mas um dia explico-te porquê.

It’s a new dawn, it’s a new day

nina
Tal como a Nina interpretou a música que dá titulo a este segmento, também eu sinto que ninguém me pode tirar este momento que está começar filha. Sim a começar minha pipoca.

Até aqui foi garantir que não te aleijas, que comias a horas, que não tinhas a fralda cagada, que dormias bem, mesmo que isso implicasse que eu não. Mas a partir de agora, está a começar.

É a partir de agora que começas a dizer mais que uma palavra que se entenda, já começas a conjugar essas palavras e a fazer micro frases. Já tens noção de quem te rodeia, não pelos nomes, mas por Pai, Mãe, Mano, Gato, Panda, “ó-ó”. Já sabes que ando de mota e vês-me, do alto da tua janela, a passar na estrada dos “Pópós” como os gostas de chamar. O som de uma mota desperta em ti uma alegria imensa, quando me despeço de ti dizes “xau”, quando pergunto onde vai o mano, respondes sem hesitar, “cola”.

O mundo começa a apresentar-se divertido para ti, tens um espírito aventureiro, sobes cadeiras como quem sobe uma montanha, arriscas brincar com o “gato” quando sabes que te vais aleijar. Corres mais que o Bolt mas cais no segundo a seguir com a graça de uma pétala, choras como se o teu coração estivesse despedaçado para de seguida dizeres duas palavras, “Pai, cola.”. O meu colo é o teu porto seguro, sabes que nele tudo passa.

Adora esta fase, adora tudo nela, as tuas birras, as tuas manhas alegres, a tua perceção do outro e saberes que podes brincar culpando-o dos teus erros, inocentes. Gosto quando és a minha sombra mas adorei mais quando tinhas medo da tua. Adoro não ter 5 segundos de silêncio e os filmes serem vistos em bocados de 30 segundos com pausas de 10 minutos. Adoro quando dizes “banho” quando chego a casa de um dia de trabalho, já sabes que te vou dar banho. Detestas que te ponha água nos olhos, ficas aflita, mas com mais algum treino ficas apta para fazeres apneia em alto mar.

Adoro esta fase, adoro estes momentos.

May the force be with you

force
Como disse à tua mãe no dia do teu nascimento, se não fossem as mulheres, já estávamos extintos à imenso tempo. Eu acredito que tu vais honrar todas as mulheres que antes de ti andaram neste mundo e que servirás de exemplo para as vindouras, sinto isso, não me perguntes porquê, simplesmente sei. Vejo em ti uma força diferente, vejo que és destemida, curiosa, “móza” como tu te chamas quando te pergunto o que tu és, respondes sempre “móza”. Continua assim, teimosa.

Vais entrar na fase de descobrir e falar imenso, vais perguntar muitas coisas, vais querer ainda mais atenção. Vou estar aqui para isso, sei que até aos 5/6 anos o tempo vai voar e nunca mais vou ter esta oportunidade.

Estou ansioso: por dizeres coisas que me vão fazer chorar a rir, por saber que fizeste algo que ninguém estava à espera, por perceber que tens outro ponto de vista, por teres uma inocência malandra que não consigo resistir. Pega nessa tua força e torna estes próximos anos inesquecíveis, porque os dois que passaram já deixam saudades profundas e a lagrima a escorrer pela cara.

Dá-lhe com força que eu vou adorar, não sou nenhum Jedi mas eu aguento, afinal ser Pai é mais difícil.

Pedro Fonseca

Obrigada pelo testemunho Pedro e beijinhos à pipoca 😀

O parto da bebé mais linda que o hospital de Abrantes já viu!

Fui convidada pela minha querida Bárbara para contar como foi o parto da minha Maria Leonor.
Pois bem, o meu parto…

Vamos voltar ao dia 30 de Agosto de 2014 pelas 21h, que foi quando tudo começou.
Passei o dia 30 de Agosto a subir a descer as escadas do meu prédio porque me tinham dito que ajudava a acelerar o processo, sim, porque eu desde os meus 7 meses de gravidez que estava deserta para que a gravidez terminasse porque toda eu era uma bola com pernas sem joelhos e sem tornozelos.
Por volta das 20h do dia 30 disse ao marido: “Já que a miúda não quer nascer que me dizes de irmos à festa da terra dos meus avós ver os Némanos?” (ehehe)
Claro que ele me ignorou completamente e disse que eu era maluca.

Às 21h em ponto estava na minha cozinha e sinto um liquido quente a descer pelas pernas, sem que eu tivesse qualquer controlo sobre ele!
Vou a passo apressado para a casa de banho e dou de caras com o meu marido sentado na sanita a jogar candy crush!
Sem dizer uma palavra, fico parada a olhar para ele e a apontar para os calções ensopados.

Fomos a voar para o hospital de Abrantes, no caminha avisei os meus pais e só pensava “mas onde raio estão as contrações??”
Chegamos ao hospital e fui sujeita a toda a preparação standard para ter uma criança (devo confessar que meter o cateter do soro foi uma coisa bastante dolorosa).
Até aqui tudo bem, fiquei eu e o Tiago no quarto à espera das bem ditas contrações…
Era meia noite e nada de nada, e dilatação no 2… estava bonita a cena… já só pensava que ia para cesariana porque já me tinham arrebentado as águas há algumas hora.

Por volta das 3h da manhã começam a vir as ditas cujas! Ui! Jesus senhor!
Para mim foi um misto de pontapé nos rins, com murro no estômago e com cólicas ao mais alto nível! (mesmo assim acho que estou  a ser simpática)
O Tiago olhava com muita atenção para o aparelho de registo do CTG, a antecipar cada contração, mas isso não me ajudava muito. Contração vai e vem e dilatação nem vê-la…

Resolvi chamar a anestesista (que devia estar a dormir tranquilamente) para me dar a epidural, para mim não fazia sentido estar a sofrer daquela maneira quando havia algo que me poderia aliviar o sofrimento e tornar o momento do parto mais tranquilo.

Após 3 picadelas na coluna (a senhora anestesista tinha mau feitio quando acordava), lá consegui relaxar, e minhas amigas, a epidural, apesar de parecer que estamos paraliticas, foi a melhor invenção de sempre!!!

Lá consegui adormecer levemente, e foi o bastante para passar de 2 de dilatação para um 8!

Às 8.45 do dia 31 aparece a minha médica, que diz que ainda tinha de esperar um bocadinho.
O Tiago aproveitou para ir beber um cafézinho e deu lugar à minha mãe.

Neste entretanto sou vista por outro médico que vai ver como estava a dilatação e do nada começa a gritar : “ Oh Helena (a minha médica) despacha-te!!! Já estou a sentir aqui a cabeça!!!”
Bom… acho que não preciso de dizer que fiquei em estado de choque com aquelas palavras.

Entre “faz força”, “só mais um bocadinho” , e um médico louco a empurrar a minha barriga, às 9h e 17 minutos do dia 31 de Agosto de 2014 nasceu de parto normal, com 50cm e 3kg750 a bebé mais linda que o hospital de Abrantes viu nos últimos tempos 😀
A sensação de a ter no meu peito assim que nasceu e de a ver a tentar chegar ao meu peito para mamar, é uma coisa que não há explicação! <3

Estivemos 2 dias no hospital e regressamos a casa!

Inês Lourenço Tomé

 

Obrigada menina dos três nomes próprios por partilhares a tua experiência e um grande beijinho à princesa pequenina <3

Manas L e duas experiências tão diferentes!

1ª experiência – LEONOR

Tal como a Bárbara eu tinha horrores ao parto e adiei a maternidade por 5 anos, até que cheguei aos meu 30 anos e disse para mim, ou é agora ou nunca… E foi, engravidei da Leonor.

Quando soube que estava grávida, fiquei tão feliz que nem me lembrei que ela tinha de sair passados 9 meses (ui que medo).
A gravidez foi passando, mas pelas 14 semanas de gestação esta “menina” pregou um susto à mãe, tive descolamento da placenta e “atiraram-me” para uma cama até quase ao fim da gravidez.
Cada vez que fazia uma ecografia a médica dizia-me, cuidado mãe podemos ver algo menos bom, mas eu só dizia: “nada disso Dra. este bébé vai nascer lindo e saudável, eu sinto”, e assim foi.

No dia 11 de Setembro de 2011 estava eu sentadinha no sofá a ver as notícias sobre o que se tinha passado no atentado do 11 de setembro, quando fui ao WC fazer xixi e, ui o xixi não parava de sair, corri para a sala pedi ajuda ao pai dela e lá fomos para a maternidade, cheguei lá perguntei à enfermeira: “já posso ir para casa? já parei de fazer xixi e só tenho parto marcado para dia 15 de setembro, até lá ainda me falta comer a minha bola de berlim.”  Resposta da enfermeira: “Nada disso mãe, vamos analisar a mãe e ver os batimentos da bebé e prepará-la para o parto, não tarda nada a rapariga está cá fora!!!”
Entrei em pânico, tal como a Bárbara, também tive as aulas de preparação para o parto mas que não me serviram para nada.
Lá fui eu para a sala de partos e só ouvi a e enfermeira dizer ao pai para ir para casa e que regressasse de manhã.
Passei a noite toda a ouvir gritos de outras mães e eu nada… nada… e nada e só pensava que algo estava errado, todas gritam com dores menos eu, eu não tenho dores e passaram-se assim 17 horas sem dores, sem nada, até que um médico chegou junto de mim, fez-me o toque e disse: “Vamos lá!”! E eu perguntei “para onde?” e ele respondeu: “conhecer a sua filha”.
Disse-lhe que  não tinha dores e estava bem mas o médico respondeu que era por isso mesmo, que a  menina tinha decidido sentar-se e dormir mais um pouco, portanto tinhamos de acordá-la e apresentar-lhe a sua nova vida.
E lá fui eu e ela para o bloco.
Despedi-me do pai dela e fomos as 2.

A rainha Leonor nasceu de cesariana a 12 de setembro de 2011, pelas 14h, com 50cm e 3140kg.
A Leonor chorou, a mãe chorou!
Estava com uma conjuntivite e tinha de ter muito cuidado para não lhe transmitir mas a minha filha era e é perfeita, linda, fantástica e é a minha melhor amiga, pois a Leonor apesar de criança já me apoiou tanto….

Foi um parto fantástico feito pelo Dr. Vitor na maternidade Júlio Dinis, nunca ouvi tantas anedotas durante um parto, posso dizer que o meu foi divertido e que no final correu bem!
A Leonor nasceu numa 2ª feira, passado uma semana eu já conduzia, claro que tive muitas dores no pós-parto, mas sempre aguentei bem, tão bem que passados 28 meses repeti a experiência.

Leonor

 

2ª Experiência – LAURA

Como já disse anteriormente adorei tanto a experiência de ser mãe como a do parto, apesar de tudo tinha corrido tão bem, que passados 28 meses a história repetiu-se mas com algumas grandes diferenças.

Voltei a engravidar e a 24 de janeiro de 2014, com 39 semanas, e parto marcado para este dia, dei entrada pelas 7h30 da manhã na maternidade. Desta vez consegui comer a minha bola de berlim.

Deixei a minha filha Leonor com os meus pais e fui o caminho todo a chorar para a maternidade, pois ia ter outra filha, mas tinha deixado outra que tinha 28 meses.
Quando temos outro filho a sensação de ter outro é boa, mas ao mesmo tempo preocupante, pois eu ia com receio que alguma coisa corresse mal… e deixasse para trás o meu bem mais precioso, a minha filha Leonor.  É mesmo uma sensação muito estranha, não sei explicar, foi um medo que se apoderou de mim,  fiquei muito ansiosa, só queria chegar à maternidade e que a Laura nascesse rápido para eu puder estar com as duas… Desculpem este meu desabafo, mas foi assim que me senti!
Cheguei à maternidade e examinaram-me, certificaram-se dos batimentos cardíacos da minha filha, mandaram-me trocar de roupa e fui para uma cama. Passados 10 minutos chega a médica, apresentou-se disse que seria a equipa dela a fazer-me o parto, fez-me algumas perguntas e após isso, começou o meu terror, desculpem, mas foi mesmo assim um filme de terror que parecia não ter fim… provocaram-me o parto, rebentaram-me as águas…
Em termos de comparação, sabem aqueles espetos de assar os frangos??? Pois foi mais ou menos assim que me rebentaram as águas, primeiro deram-me uma medicação intravenosa, depois vieram enfermeiras e agarraram-me nos braços, depois a médica com dito “espeto” e já está, ai se pudesse naquele momento tinha-me atirado a ela, doeu tanto, mas tanto que eu só pensei magoaram a minha bebe, mas não! Senti-me toda molhada a esvaiar-me toda de água, urina e sei lá que mais, fiz a minha comparação com uma gata a parir.
Eu só dizia, “Dra. eu fiz uma cesariana há 28 meses, não corro riscos, não é melhor fazerem-me outra?” e ela respondeu-me “você é médica? o protocolo diz que só se for inferior a 24 meses, a sra, já passou mais 4 meses”. Pois, pensei eu, ela terá razão.
Trocaram-me a roupa e mandaram-me para o corredor andar, como se eu pudesse, pois se da Leonor não senti dores, da Laura senti e muitas…. Só Deus sabe o que se passou ali…
Andei, andei, andei, conversava muito com o meu pai pelo telemóvel, chorava muito, tinha fome e sede, só queria ver a minha filha Leonor e ter a minha filha Laura nos braços.
Estive a maior parte do tempo sozinha… sentia-me só…. Até que pelas 20 horas me mandam para a BOX, começam a dar a epidural.
“Bolas!” disse a anestesista. Eu estava sentada de cócoras e cheia de dores, mas perguntei, “Passa-se alguma coisa?” Respondeu que sim, que ia doer um pouco porque a agulha partiu!
OK, mais umas dores, mas lá me aguentei. Mandaram-me deitar na cama, medem tensões, os batimentos meus e a da minha filha, dão-me medicação, sei lá mais, que me fizeram, até que me levantei e disse: “Estou aqui desde as 7h30 da manhã, já passam das 20h e a minha filha não nasce, o que se passa???”
Lá vem a médica, mais medicação, só que desta vez acho que foi para me acalmar. Estava sozinha numa sala que parecia o inferno, acho que estava tão anestesiada que  deixei de sentir as dores. Apanhei uma infeção, ganhei febre e a minha filha não nascia…. Só pensava na minha outra filha que tinha ficado com os meus pais.
Fiz a dilatação toda, e não só… eram meia-noite, tinham mudado de equipa, entrou uma médica para me ver e só me lembro dela começar a gritar e a pedir ajuda, a minha filha tinha entrado em sofrimento, pois ela queria sair, mas eu não estava a ajudar muito, tinha as contrações no máximo, mas não sentia nada, nem as dores.
Lembro-me da médica e dos enfermeiros, acho que contei para aí 12, de repente a sala ficou cheia a médica empurrou (acho eu) a Laurinha para cima e fomos a correr para mais uma cesariana. era 1h39 da madrugada do dia 25 de janeiro de 2014, e a minha filha nasce!
Não ouvi a Laura a chorar, e aterrei, desmaie! Acordei eram 4h30 da manhã, com a Laura já vertida no seu lindo fato verde, agarrada à  minha mama, e lembro-me de chamar a enfermeira e ter perguntado: “Esta é a minha filha, certo? Ela está bem, certo?”, A enfermeira olhou-me nos olhos e disse,: “Sim mãe é a sua linda filha, tem 51 cm, pesa 3490, agora está tudo bem com ela.Vamos tratar agora da mãe. Tem aqui o seu telemóvel para ligar para quem quiser.!”

As dores desta cesariana, foram tão más, que devido à infeção que apanhei lá, a minha barriga cresceu tanto (que parecia continuar grávida) e passado uma semana, dei entrada na maternidade, pois os pontos rebentaram e saíram alguns agrafos, mas fiquei bem, só descobri aos 33 anos com esta cesariana, que só tenho um rim.

Agradeço todos os dias a DEUS, pelas linda filhas que me deu, por tudo no final ter corrido bem, e mesmo assim, eu ainda gostava de poder ter outro filho.

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Desde então a vida trocou-me as voltas, eu e o pai das minhas filhas já não estamos juntos (mas é o pais delas e elas adoram-no).
Perdi ainda o homem da minha vida, o meu pai, que partiu o ano passado em 14 dias, e foi o meu pai que sempre me apoiou muito.

Mas estou a conseguir dar a volta por cima, fiquei sozinha com as minhas filhas ( a Leonor com 2 anos e a Laura com 5 meses), uma casa para pagar, e com dívidas! Como devem imaginar desesperei mas arregacei mangas e segui em frente! Cheguei a ter 3 trabalhos, paguei tudo, divorciei-me, tive sempre o apoio do meu pai e hoje reencontrei o amor da minha vida, alguém que me ama, me respeita, me ajuda, me admira e é amigo das minhas filhas, e tento ser feliz todos os dias.

Hoje posso dizer, consegui! Nunca fugi dos meus problemas, só tentei torná-los mais simples e nunca prejudiquei as minhas filhas, faço tudo o que posso por elas, tento estar sempre presente, e espero que um dia, elas percebam que todos os sacrifícios que a mãe fez, foi somente a pensar nelas.

Hoje gosto muito da mulher que sou!!!! SOU FELIZ  e AMO MUITO as minhas princesas!

Fernanda Silva

 

Muito obrigada pela partilha Fernanda! É bom sabermos que apesar de tudo, vale sempre a pena!
Parabéns para as manas por serem tão doces (diz até que uma vai ser minha nora!!)  e à mãe por ser uma guerreira!

 

 

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Gravidez Santa mas Parto Infernal!

Olá, cá estou para participar no desafio e contar muito resumidamente a história do meu parto (bem, meu não, da Sara)

Apesar de ter tido uma gravidez santa, sem quaisquer sintomas, o parto foi complicado.
Não foram muitas horas, mas foram muitas dores e algumas complicações.
Às 41 semanas, o parto teve de ser induzido. Entrei no hospital às 12h de dia 9 de Dezembro de 2012. Fizeram a indução e só às 20h00 comecei a sentir contrações.
Apesar das contrações cada vez mais fortes e próximas, não tinha dilatação. Então fui para uma sala isolada, com monitorização do bebé e onde me deram epidural. Mas não fez efeito. E as contrações eram de tal maneira fortes que eu pensava que não ia aguentar.
O meu marido foi ver-me durante dois minutos (eu não quis que ele estivesse ali por causa do estado em que estava) e disse que eu revirava os olhos e quase que subia as paredes, mesmo estando deitada. Ainda hoje me lembro das dores e nunca na vida tive tamanha dor e espero nunca voltar a ter.
Então disse às enfermeiras que a epidural não tinha feito nada e elas deram-me outra. Quando passado um tempo disse que mais uma vez a epidural não teve efeito, elas não acreditaram e não ligaram. E só diziam: “agora já está melhor, não está?” E eu: “Não!” E elas:”Como não? Vá calma”. Só me apetecia dizer asneiras.
Isto passou-se das 21h às 00h30, hora em que entram e dizem que tenho de fazer uma cesariana de emergência.
Vou para a sala de cesariana e dão-me aquela anestesia na base das costas em que deixamos de sentir da bacia para baixo.
Foi um alivio tãooo grande que quase beijei o anestesista!
Mas assim que aliviou, eu senti o bebé a descer de repente.
A médica olhou e disse: “Afinal é parto normal! Nunca fizemos um parto normal numa sala de cesariana! Vão buscar o material de parto normal!”
E depois fiz força duas vezes e nasceu a minha filha com ajuda de ventosa à 1h14 de dia 10 de Dezembro 2012.

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Sei que teve de ser reanimada. Mas até hoje foi o bebé e é a criança mais saudável que conheço.
Uma gravidez santa, um bebé e uma criança santas mas um parto infernal!
Beijinhos a todas!
Inês Conceição

IMG_3472                                                                                                                                                              Adoramos esta foto!
Obrigada pela partilha Inês e um beijinho especial à Sara! <3

 

E o vosso parto?

Quando falamos em maternidade, em gravidez, surge logo o bicho papão: O Parto!

Foi por isso que cá no blogue nos lembramos de desafiar algumas amigas a partilharem as suas histórias. Umas são simples, outras são atribuladas, mas todas trazem um final feliz com um bebé ou dois! 🙂
E é nisso que sugerimos que se foquem! O parto tem que acontecer, seja natural, seja com anestesia, seja de cesariana. É assim que se nasce! Ponto!

Assim durante os próximos tempos vamos partilhar com vocês histórias de partos, todos diferentes, mães que defendem o parto natural, mães que escolhem a cesariana, mães que decidiram uma coisa e no final decidiram outra, mães que não tiveram escolha.  Não fujam!! Queremos que aceitem o parto, que entendam as opções e as motivações, que não julguem, que ouçam estas mães.

E gostávamos ainda de convidar as nossas leitoras a participarem também nesta iniciativa! Contam-nos o vosso parto para o partilharmos?
Enviem-nos um email para sweetcaos2@gmail.com

O primeiro testemunho será publicado ainda esta semana e se quiserem podem rever o meu texto sobre o meu parto, aqui.

 

 

O não nascimento de uma mãe.

Hoje vou-vos contar uma história!

Quando me tornei mãe senti que nasceu em mim uma vontade imensa de ser melhor e de fazer o melhor pelo e ao meu filho.

Ao mesmo tempo que nasceu o meu filho, nasci eu como mãe e nasceram todos aqueles pormenores estranhos que as mães tem.  Pormenores como o medo constante de tudo e de mais alguma coisa ou o pormenor de verificar se respiram de minuto a minuto.

No mesmo dia que nasceu o meu filho naquela maternidade, nasceram mais bebés e nos dias que se seguiram de internamento, os bebés e as mães continuaram a nascer, como seria de esperar.

Não sei quantas mães e bebés lá estávamos  mas houve uma mãe que não nasceu.

Lembro-me de haver uma senhora que não quis amamentar e lembro-me de ouvir comentários diversos como: ” não quer saber do filho” , “não se levanta para nada”, “se a enfermeira não trouxer o biberão também não o pede”!

Na altura tudo aquilo me pareceu estranho, eu que estava entorpecida por ter um filho e pela dimensão da responsabilidade que me fez estar 3 dias sem dormir.

Hoje lembrei-me desta mãe, que naqueles dias ainda não tinha nascido.

Não sei nada sobre ela, não sei qual era a batalha que estava a travar naquele momento, não sei a história daquela gravidez, não sei o que gerou aquele bebé, se amor, se violência, se nada.

Não sabia nada sobre ela, nem sei nada sobre ela repito.  Nem eu nem as vozes que lhe teceram os comentários.

Hoje lembrei-me daquela mãe porque nem todas somos mães iguais, nem todas desejamos os nossos filhos, nem todas temos nos nossos bebés a continuação de um amor ou a realização de uma vida.
Nem todas somos felizes, nem todas nos sentimos capazes, nem todas temos apoio.

Não sei o que aconteceu àquela mãe nem àquele bebé mas espero que ela tenha nascido e que ele lhe seja filho. E que se amem.

 

O Parto!

Antes de engravidar tinha pavor ao parto! PAVOR!
Só me lembrava de histórias horrendas que tinha ouvido contarem sobre o parto da prima da amiga da conhecida. Noutros casos eram histórias contadas na primeira pessoa, horrendas iguais.

Quando decidi engravidar mentalizei-me que ia deixar esse “problema” para o fim! E é essa a ordem mesmo!

Quando finalmente engravidei só pensei que o bebé ia ter que sair e portanto o parto ia ter que ser!

Ao longo da gravidez fui-me focando nas histórias simples que ia ouvindo, aquelas em que as mães dizem que doeu mas que quando o bebé nasce, passa! Fui olhando à volta e vendo que tantas mães tiveram mais que um filho e que isso é sinal que as coisas correram bem!

Quando cheguei ao último trimestre exigi que ninguém me contasse NADA sobre o parto! Simplesmente não queria! Não queria saber, não queria ouvir, muito menos aquelas histórias horrendas de sofrimento de mãe e filho.

Até que entrei no salão do hospital de Gaia, onde fui seguida, para a minha primeira aula de preparação para o parto e a parentalidade.
Nesse curso aprendi tanto sobre este novo mundo mas acima de tudo aprendi a ter tranquilidade e confiança em mim para que o parto corresse bem.
Acreditem, perdi qualquer medo sobre o parto, sentia-me serena, tranquila e confiante.

Não posso dizer que fiz esta caminhada do medo à confiança sozinha, não a fiz!
Foi muito importante a ajuda da enfermeira que ministrou as aulas, teóricas e práticas e do pai do meu príncipe que as fez comigo e esteve de mão dada a sofrer os apertos na hora da verdade.

Foi a enfermeira Joana Gonçalves (a quem só agradeço!), que me fez acreditar que ia ser simples, mesmo que fosse complicado. Que me fez perceber que eu tinha que fazer bem o meu trabalho para que a equipa médica conseguisse fazer o melhor pelo meu filho. Que devia estar preparada para o pior mas mentalizada que vamos conseguir.

Ouço tantas e tantas vezes dizerem que as aulas de preparação para o parto não interessam, não servem de nada, não resultam e ainda bem que não liguei a essas vozes e decidi faze-las!
Nas aulas teóricas aprendi procedimentos a ter em vários casos, mas nas aulas práticas aprendi tudo o que me deu a segurança necessária para estar tranquila e apta ao momento fantástico que é darmos à luz!
As respirações, as posições, os puxos! Tudo tão importante!
Se me sentia ridícula nas primeiras aulas, estando de pernas para o ar a simular o parto a verdade é que foi isso que me fez entender tudo!

Há ainda quem diga que na hora da verdade esquece-mos tudo, nos descontrolamos, pode ser verdade, mas comigo funcionou.  Inspirei, expirei, levei oxigénio ao meu bebé nas contrações, puxei, puxei!

Só que o Sr. Vinny decidiu nascer grande demais para a mamã pequena que tem e apesar de eu estar a fazer bem o meu trabalho, da equipa médica e enfermeiras estarem a insistir num parto normal, lá tivemos que ir para uma cesariana porque o miúdo não descia!

Desolação foi o que senti quando o médico me explicou que não valia a pena e que tínhamos que seguir para o bloco. Olhei para o pai e partilhamos do mesmo pensamento, tanto esforço e agora vamos para cesariana.
Hoje acredito que não foi assim, que não foi em vão, a minha tranquilidade naquele momento, o ter  feito correctamente o meu trabalho permitiu que se entendesse que não valia a pena os fórceps ou coisas que tais. E o meu bebé não teve que sofrer!

Vinte minutos depois de entrarmos no bloco choramos. Ele por nascer, eu por o ver nascer!
Senti a mão de alguém a fazer-me festas na cara e a dizer: “Olhem, a mãe também já chora!”
E chorei, de feliz, de alivio, de tranquilidade.

O que se passou a seguir foi um pós-parto com dores, difícil, mas que preciso de puxar pela memória para lembrar! Como durante o trabalho de parto vos posso dizer que dói, que as contrações são terríveis e que a sala de partos gritei um fodasse e um puta que pariu!
Mas já nem me lembro das dores! Só me lembro dos pormenores que me levaram ao momento em que nasceu o meu filho.

Lembro-me de acordar a meio da noite a achar que estava com cólicas, de ir para o hospital ainda de noite a achar que ” não é trabalho de parto” e ” ai ai ai ai afinal acho que é”! , de chegar ao hospital e estar a sala de espera vazia, da enfermeira das urgências se rir quando lhe perguntei se estava em trabalho de parto, porque sim, estava e já ia a meio!

Lembro-me do pai, cá fora à espera, a escrever no iPad as memórias daquela hora.
De vir ter comigo e ter que sair a meio para fazer xixi, de me dizer que não sabia se ia aguentar mas de ter feito um esforço tremendo quando percebeu que eu precisava dele ali.
Lembro-me do nome das enfermeiras e do médico que estiveram comigo.
E lembro-me do rosto do meu bebé acabadinho de nascer. Nariz de pai e boca de mãe.

As dores? Passaram todas!
O medo? Quem tem cú tem medo, ja diz a sabedoria popular.

O parto? Nascemos todos não foi? 🙂

A extrema adaptação à maior mudança da vida.

Quando penso em algo que gostava de partilhar com as pessoas, vem­-me inúmeras memórias de felicidade à cabeça, destes pequenos grandes 15 meses de vida do meu filho.
São tantos os momentos em que me arranca um sorriso, uma gargalhada, um olá rasgado, um carinho… mas essa parte toda a gente conhece do que é ter um filho.
São a nossa maior alegria.

Hoje quero partilhar algo muito próprio, a adaptação a uma nova vida desde o dia de nascimento dele.

 

Um dia marcante, mesmo para a minha fraca memória, mas demasiadamente importante para perder um único momento daquele momento mágico.

Antes de me tornar pai, estava habituado a ter a minha rotina, absorvido por projetos e objetivos, uma ambição desmedida de aprender sobre tudo da minha área.
Podia agendar a vida como queria e ainda assim as 24 horas eram escassas, deixando um sentimento de correr atrás do tempo.

As viagens, quer de trabalho, quer de lazer, faziam parte de um estilo de vida, conquistar o mundo nos negócios e na aprendizagem de novas culturas.

Até que chegou aquele dia, aquele que pegou no meu castelo de cartas, construído muito cuidadosamente ao longo dos últimos anos, o derrubou, baralhou e me devolveu para que o voltasse a construir.

Esta é a melhor descrição que encontrei, nestes 15 meses, que descrevesse o processo pelo qual passei com o nascimento do meu filho.

Ele é lindo, mágico, consegue aquilo que mais ninguém consegue com tanta facilidade, mas nem ele me conseguiu preparar para tamanho desconcerto.

Nós humanos, somos seres de hábitos e ele fez me perceber que havia muito mais para além da rotina orientada a objetivos que era a minha vida, sempre a correr contra o tempo.

A minha devoção para com ele e a sua exigência para comigo, fez com que calmamente deixasse de correr desenfreadamente em procura de algo e começasse a encontrar o meu tempo, que começou a ser o suficiente para o trabalho e para ele.

Ainda tem 15 meses e já me ensinou a ser melhor, a partilhar melhor de mim e as 24 horas do dia passaram a ser suficientes.

  

Foram 15 meses muito desafiantes, onde tive que aprender a viver a minha nova vida, onde tive que aprender a conhece-lo, mas valeu tudo a pena, ai se valeu!

Ainda estou a aprender e sinto que o vou fazer toda a minha vida, mas não me importo.

Aquilo que ele retribui é tão forte, tão bom, que tive que me esforçar, para hoje transpor em palavras, as dificuldades deste processo de me reinventar.

A minha intenção em partilhar este texto é confortar os papás que iniciam a sua viagem, pois acredito que todos passamos por este processo, mas não falamos muito sobre ele.
Talvez por termos receio do que as outras pessoas possam pensar, do que nos podem julgar. É um processo normal que hoje consigo ver com maior clareza.

Ajustem-­se, aprendam com eles, mudem o que for preciso, mas aproveitem.
É tão bom, garanto.

Pedro Silva

Pedro Silva é o super pai do miúdo da Bárbara, a co-autora deste blog.