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Nutrição e Receitas

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Adoçar sem açúcar

Os nossos bebés já nascem a saber distinguir o doce e o amargo, com clara preferência pelo doce, algo perfeitamente natural tendo em conta que o leite materno é bem docinho. 🙂

E aqui está a principal diferença que vos quero falar hoje – uma coisa é o leite (seja o materno ou o de vaca) ser naturalmente doce, outra coisa é adicionarmos açúcar a tudo o que ingerimos!

Assim sendo, a melhor forma de adoçar a boca dos nossos bebés é usando alimentos naturalmente doces mas muito saudáveis.
Sabem do que estou a falar, certo?
Isso mesmo: FRUTA!!!
Adicionar fruta aos iogurtes naturais, às papas caseiras, às saladas e até às sopas, é a melhor forma de adoçar a alimentação diária do seu bebé.

Após os 12 meses (dependendo da opinião médica poderá ser mais tarde), MEL, CANELA e farinha de ALFARROBA também podem ser usados para dar sabor a diversas refeições, sem usar açúcar.

Para os dias especiais em que há bolos e outras doçarias, a STEVIA pode ser usada como substituto do açúcar.
A stevia é uma planta com um sabor muito doce que pode ser usada fresca ou seca e já se encontra facilmente à venda nos hipermercados.

Atenção que os adoçantes/edulcorantes não são aconselhados para crianças!

Deixo uma sugestão para um lanchinho dos mais pequenos, e graúdos também, que eu faço sempre a mais para lanchar com a filhota 😉

– 1 iogurte natural ou de aromas
– 2 colheres de sopa de flocos de aveia
– 1 banana esmagada ou partida aos bocados
– 1 colher de sobremesa de sementes de chia

Misturar tudo e saborear 🙂

 

Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10.

Ilustração: My Simple Life

Tem questões que gostava de ver respondidas por uma nutricionista? Envie um email para sweetcaos2@gmail.com

Alimentos fundamentais no Inverno

No Inverno, a alimentação de crianças e adultos pode sofrer grandes alterações: a fruta e as saladas tornam-se menos apetecíveis com o frio, é mais difícil beber a quantidade diária de água recomendada, os iogurtes são muitas vezes substituídos por leite com chocolate… Estas alterações podem levar a uma diminuição significativa da ingestão de vitaminas e minerais, diminuindo as defesas do nosso organismo e tornando-o mais susceptível a determinadas doenças, nomeadamente gripes e constipações.
Para contrariar esta tendência e aumentar a ingestão de nutrientes, podemos utilizar alguns truques:

– sopa de legumes: rica em vitaminas e minerais, água e muita fibra. Comecem sempre as refeições com um prato de sopa de legumes. Se a criança não gostar de sopa, ofereçam sempre legumes cozidos ou salteados no prato.
– leite quente com cevada ou canela: em vez de utilizar o típico chocolate em pó para dar um sabor diferente ao leite, porque não apostar na cevada (ou misturas de cereais sem café) ou na canela?
infusões quentes: para aumentar a ingestão diária de água, utilizem os chás quentes. Os adultos saudáveis podem beber qualquer tipo de chá ou infusão, as crianças devem evitar os chás (preto, verde, branco) e optar por infusões tipo camomila ou cidreira.
Para a prevenção de gripes e constipações, além da ingestão adequada de todos os nutrientes, devemos ter especial atenção com a vitamina C. Esta vitamina é um poderoso antioxidante e ajuda a fortalecer o sistema imunitário. As principais fontes de vitamina C são: citrinos, kiwis, bróculos, couves de bruxelas, salsa, morangos, tomates e acerola.
O alho é também um alimento muito importante no Inverno pois tem propriedades antivíricas, bactericidas e anti-sépticas, sendo considerado como um “antibiótico natural”.
Para além dos alimentos, as plantas medicinais também nos podem ajudar a passar o Inverno sem gripes. A Equinácea é a planta mais utilizada para este efeito pois estimula o sistema imunitário.
Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10. 
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Dicas para um Natal mais saudável! 

O Natal está a chegar e traz com ele muitas tentações gastronómicas tanto para graúdos como para miúdos!

Como já devem ter percebido noutros posts, não sou nada fundamentalista e acredito que estes convívios à volta da mesa são para serem aproveitados sem culpas, mas podemos sempre tentar minimizar os danos 😉

 Eis algumas dicas:

− O Natal comemora-se a 24 e 25 de Dezembro; dia 26 já não é Natal!!! Isto significa que não devemos continuar a consumir tudo o que é sobras natalícias até à passagem de ano. Se o Natal for fora, tentem não trazer nada para casa, se for em casa tentem fazer quantidades razoáveis.

− O forno é um grande aliado para diminuir o uso da frigideira. As rabanadas ficam muito boas se forem a dourar ao forno em vez de fritas e ficam muito menos calóricas.

− As espetadas de fruta com as cores do Natal (uvas verdes, maçãs verdes, morangos, framboesas, etc) são uma óptima forma de comer fruta nesses dias.

  
Estas espetadas não estão com a cor do natal pois foram para um aniversário mas estão lindas na mesma! 🙂

− O bolo de legumes tão falado aqui no blog também é uma excelente opção pois é verde e pode ser decorado com frutas vermelhas.

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− Se quiserem diminuir o açúcar das receitas, as melhores alternativas são o mel e a stevia.

− Não ofereçam doces aos pequenotes e guardem os que lhes oferecerem para irem distribuindo pelos meses seguintes.

− Escolham as vossas sobremesas preferidas e comam apenas essas em vez de andarem a petiscar um pouco de tudo o que está na mesa.

   

Que os excessos desta época sejam todos em amor, carinho e convívio, em vez de puro consumismo tanto nos presentes como na comida 😉

 Um excelente Natal para todos!

Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10. 

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A foto da mesa pertence aqui

Devemos obrigar as crianças a comer?

A resposta é: Não, não e não!!!

O resto do artigo é só mesmo para explicar esta minha posição porque a resposta já está dada! 🙂

Hoje em dia, a maioria das pessoas já não associa “gordura a formosura” mas isso parece só se aplicar a partir dos 3-4 anos de idade!
Enquanto bebés, a velha lei do “quanto mais gordinho melhor” ainda rege muitas cabeças.
O peso do bebé sempre a aumentar em grande escala é, na cabeça de muitos pais, o melhor indicador de que está tudo bem.

Como é óbvio, existem muitos outros parâmetros para avaliar a saúde e o desenvolvimento do bebé, por isso devemos relaxar um pouco em relação ao peso!

Esta preocupação começa logo nos primeiros meses.
No caso dos bebés amamentados, qualquer aumento de peso abaixo da média é logo motivo para introdução do leite artificial, o que é totalmente injustificado na maioria dos casos.
No caso dos bebés a leite artificial, há uma enorme pressão por parte das mães para que os bebés tomem as medidas de leite aconselhadas na embalagem.
Ora se os bebés são todos diferentes, se passam por picos de crescimento e por fases de crescimento mais lento, porque devem eles ter o mesmo apetite todos os dias a todas as refeições???

Se o bebé não quer mais leite, não vale a pena insistir. Bebe apenas o que quer e, caso tenha fome antes das habituais 3 horas, é alimentado mais cedo sem qualquer problema!

A fase de introdução de novos alimentos é novamente motivo de preocupação por parte dos pais e leva muitas vezes ao acto de obrigar o bebé a comer, por isso deixo alguns alertas:

– é normal que o bebé ainda não esteja fisiologicamente preparado para iniciar a alimentação com a colher, logo não se deve forçar e deve-se respeitar o ritmo do bebé;

– é normal que o bebé coma quantidades muito reduzidas de sopa ou papas numa fase inicial, não vale a pena forçar e não há qualquer problema em complementar a refeição com leite pois este continua a ser o principal alimento do bebé até aos 12 meses;

– é normal que o bebé estranhe novos sabores, com o tempo e com o acto de provar várias vezes o mesmo alimento ele irá aceitar sem ser forçado;

– é normal que o bebé queira brincar com a comida e que desperdice grande parte da refeição para o chão mas esse processo é essencial para a aprendizagem e para uma boa relação com a comida.

Por volta dos 12 meses, o bebé entra na fase da chamada anorexia fisiológica do 2º ano de vida, ou seja, o bebé terá naturalmente menos apetite do que no seu primeiro ano!
É fundamental respeitar este apetite diminuído e não obrigar a criança a comer mais do que aquilo que lhe apetece.

Além de terem menos apetite, os bebés tornam-se mais selectivos em relação à comida pois já sabem bem o que gostam e o que não gostam! É nesta fase que surje com frequência a rejeição de certos alimentos como legumes, carne ou peixe e é nesta fase que os pais voltam a obrigar o bebé a comer!!!

Este obrigar pode ser forçar a entrada de comida, o que leva muitas vezes ao choro compulsivo e ao vómito…
Este obrigar pode ser a típica chantagem emocional “se não comeres a sopa toda não gosto de ti”…
Este obrigar pode ser o típico suborno “se comeres o peixe, comes gelado de sobremesa”…
Este obrigar pode ser a típica ameaça “não sais da mesa enquanto não comeres os bróculos”…

Agora pensemos: é este tipo de relação com a comida que queremos que o nosso bebé tenha???
Queremos que os nossos filhos associem a hora da refeição a um drama???
Queremos que os nossos filhos associem a comida a recompensas ou ameças???

Não será esta má relação com a comida um dos pilares da grande epidemia chamada obesidade???

Os meus conselhos enquanto nutricionista e enquanto mãe:

– ofereçam sempre comida saudável, eles vão acabar por experimentar e comer sem serem obrigados a isso;

– não obriguem a comer mas nunca troquem a comida saudável por petiscos carregados de açúcar;

– façam as refeições em família e deixem que o bebé maior de 12 meses coma exactamente o mesmo que os papás, com as devidas adaptações;

– sejam um exemplo para os vossos filhos pois eles são esponjas que actuam por imitação 🙂

Boas e saudáveis refeições para todos!!!

 

 

Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10. 
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Pequeno-almoço das crianças! 

Na rubrica deste mês trago-vos algumas sugestões de pequeno-almoço para os mais pequenos.

Julgo ser desnecessário dizer que é fundamental que as crianças tomem o pequeno-almoço antes de sair de casa, pois isso já todos sabem, certo? 😉

 1. Pão de centeio ou mistura com queijo e um copo de leite

2. Iogurte misturado com fruta a gosto e bolacha maria esmagada

3. Leite com cereais tipo granola

4. Iogurte com flocos de aveia

5. Papa de aveia com canela

6. Papa de farinha de milho com fruta

7. Batido de fruta com leite ou iogurte e sementes variadas

8. Panquecas de aveia e banana

 O pequeno-almoço, sempre que possível, deve ser tomado em família. Podem optar por alimentos mais rápidos para o dia-a-dia e preparar pequenos-almoços especiais aos fins-de-semana, sem pressas e incluindo os miúdos na preparação!

 Estas sugestões aplicam-se a todas as crianças com mais de 12 meses, desde que se respeite sempre a regra de introdução de novos alimentos de 3/3 dias.

Para bebés com menos de 12 meses, é necessário adaptar ao plano alimentar de cada bebé indicado pelo pediatra ou médico de família.

 Querem deixar alguma sugestão para juntar a esta lista? 🙂

Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10. 
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5 dicas de recuperação pós-parto!

Durante a gravidez há quem engorde imenso, há quem engorde o mínimo indispensável, há até quem emagreça!
Depois da gravidez há quem recupere rapidamente tendo como única aliada a amamentação mas há também quem tenha grandes dificuldades em recuperar o corpo pré-gravidez.

Eis 5 regras básicas para o pós-parto, que podem ser postas em prática mesmo durante a amamentação sem prejudicar em nada a produção de leite (ao contrário das dietas mais restritivas!):

 1. intervalos máximos de 3 horas entre refeições.

2. aumentar ingestão de água ou chá sem açúcar.

3. aumentar consumo de sopa, saladas e legumes.

4. evitar doces, enchidos, refrigerantes e fritos.

5. fazer qualquer tipo de exercício mínimo 3 vezes por semana.

 Boa recuperação 🙂



Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10. 




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Como escolher iogurtes para as crianças? 

 

No mês passado falamos de leite, este mês falamos de iogurtes! 

Assim que o médico de família ou o pediatra permitem a introdução do iogurte (há diversas opiniões mas a maioria considera 8/9 meses a melhor idade), este pode passar a fazer parte da alimentação diária do bebé. 

Mas qual a melhor escolha?

Os iogurtes naturais não açúcarados são, sem qualquer dúvida, a melhor opção do ponto de vista nutricional. São feitos apenas de leite e fermentos lácteos, não tendo açúcares adicionados nem aditivos.

Como o sabor pode ser um entrave à escolha destes iogurtes, podemos adicionar fruta fresca para adoçar de forma saudável e equilibrada o iogurte natural.

 Os iogurtes próprios para bebés podem ser introduzidos mais cedo pois são feitos com leite adaptado, no entanto, são mais doces e podem dificultar a passagem para os iogurtes naturais. Na minha opinião, só devem ser usados caso exista alguma vantagem em introduzir o iogurte antes dos 8 meses.

Os iogurtes de aromas podem ser usados após os 12 meses mas os naturais continuam a ser a opção preferível.

Os suissinhos, danoninhos e outros semelhantes são frequentemente confundidos com iogurtes mas são queijos frescos, logo a sua composição nutricional é diferente e não devem ser usados diariamente.



Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10

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O polémico leite de vaca! 

 

Já toda a gente sabe que isto da Nutrição depende muito das modas!
Temos as dietas da moda que prometem milagres e corpinhos de Verão em pouco tempo, temos a moda dos superalimentos que prometem fazer maravilhas pela nossa saúde e curar qualquer doença, e temos, claro, a moda dos alimentos maus, maléficos, terríveis, autênticos demónios que são os culpados por tudo o que de mal nos acontece!!!
Neste último grupo temos, por exemplo, os demoníacos pão e ovo e, claro, o leite de vaca.

Como já devem ter percebido pelo tom sarcástico, eu não sou nada fã destas modas e defendo sempre que cada caso é um caso.

É claro que quem tem intolerância à lactose não deve beber leite de vaca.

É claro que quem tem alergia às proteínas do leite de vaca não deve beber leite de vaca.

É claro que o leite de vaca pode estar contaminado com hormonas e antibióticos, mas tudo aquilo que comemos também pode estar contaminado (o peixe com mercúrio, os legumes e as frutas com pesticidas, etc).

É claro que o leite de vaca é um alimento e, como todos os outros, é prejudicial quando consumido em excesso.

Tendo em conta tudo isto, não tenha receio de dar leite de vaca ao seu bebé nas seguintes condições:

− o leite de vaca nunca deve ser introduzido antes dos 12 meses!
− enquanto amamentar, não é necessário dar leite ou derivados.
− após os 12 meses, 3 porções de leite e derivados são a dose aconselhada para crianças e adolescentes. Uma dose corresponde a uma chávena de leite (250 ml) ou um iogurte líquido ou 1,5 iogurtes sólidos ou 2 fatias finas de queijo ou ¼ de queijo fresco (50g) ou ½ requeijão (100g).
− leite e derivados não devem ser consumidos em substituição do almoço ou jantar nem devem ser incluídos nessas refeições.

Se não pode ou não quer dar leite de vaca ao seu bebé, saiba que é perfeitamente possível ter todos os nutrientes que o leite fornece através de outros alimentos, nomeadamente através de carne, peixe, ovos, vegetais de folha escura, tofu ou linhaça.

Resumindo, para a grande maioria das crianças o leite de vaca tem muitos benefícios e deve fazer parte da sua alimentação diária. No entanto, não devem ser ultrapassadas as 3 porções diárias entre leite e todos os seus derivados.

 

 

Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos.

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A cada dia 10 a Sandra Almeida responderá a uma questão 🙂

O Menu Infantil 

Não sou fundamentalista, muito pelo contrário, aliás quando vejo discussões sobre alimentação fujo a sete pés… 

Acho que, como tudo na vida, o equilíbrio é fundamental. Já falámos aqui no blog várias vezes sobre este assunto e até temos uma nutricionista a ajudar as mães com as suas dúvidas.

Em casa, cabe aos pais gerir da melhor maneira a alimentação dos seus filhotes mas, hoje quero falar dos menus infantis nos espaços públicos.

Não estou a falar de fast-food pois logicamente que nenhum menu é bom. Estou a falar nos locais onde existem alternativas mais saudáveis, restaurantes e espaços com refeição.

Existe alguma lei, da qual eu não tenho conhecimento, que obriga os Menus Infantis a terem batatas fritas e sumos?

Parece que está instituído que estes menus, deverão ser o mais calóricos possível.

Atenção: eu não defendo que a criança não pode comer uma batata frita ou beber um sumo (crucifiquem-me). Parece-me é que estes espaços também têm um papel social a cumprir. Esse papel social, passa por darem um exemplo de alimentação saudável porque para fazer asneiras alimentares estamos cá todos nós.

Como dizia no início, sou pelo equilíbrio, mas gostava de ver que uma alimentação saudável é a regra e não a excepção.

No exemplo da foto, temos um menu infantil especial para festas de aniversário composto por cachorros quentes, batatas fritas, sumo e uma peça de fruta para disfarçar. O mais assustador é isto ser aceite como perfeitamente normal. 

Ainda não estamos cá em casa na fase da escola mas acho que quando chegar aí é que vou achar assustador. Eu lembro-me bem do que comia na escola e, infelizmente, não me parece que as coisas tenham melhorado assim tanto. 

Já para não falar na falta de alternativas para quem tem alguma intolerância alimentar ou para quem optou por uma dieta vegetariana (como é possível não existirem opções diferentes?).

Será que existem ‘menus infantis’ saudáveis por aí? 

Juntar legumes da mesma cor na sopa faz mal? 

A cor dos legumes está muito relacionada com a sua composição nutricional.

Por exemplo:

− alimentos de cor roxa (beringela, couve roxa) são ricos em antocianinas

− alimentos de cor vermelha (tomate, beterraba) são ricos em licopeno

− alimentos de cor amarela/laranja (abóbora, cenoura, batata doce) são ricos em carotenóides

 

Se juntarmos legumes da mesma cor numa sopa, estamos a potenciar o seu teor em determinado nutriente. Este é um assunto muito falado aquando da introdução das sopas na alimentação dos bebés, sendo recomendado por muitos pediatras que não se junte cenoura e abóbora na mesma sopa. Se à cenoura e abóbora ainda juntarmos a batata doce, muito usada para adocicar a sopa dos bebés, teremos uma sopa extremamente rica em carotenóides.

 

Efectivamente, a ingestão prolongada de alimentos muito ricos em carotenóides (como sopas contendo abóbora, cenoura e batata doce) podem aumentar os níveis de betacaroteno no organismo dos bebés.

 

Se isso é prejudicial? Não!

 Aquilo que acontece é que o bebé fica com um tom de pele mais amarelado pela acumulação do betacaroteno, mas isso não está minimamente relacionado com icterícia nem é prejudicial ao bebé.

 Ou seja, juntar legumes da mesma cor na sopa, incluindo a famosa junção cenoura e abóbora, não é nocivo para o bebé. Caso o bebé comece a ficar mais amarelado, pode diminuir esse tipo de alimentos no plano diário do bebé, mas sempre tendo noção que é uma questão meramente estética e não de saúde.

 

No entanto, deixo a ressalva: a diversidade é a grande base de uma alimentação saudável, logo variar os legumes que colocamos na sopa ou no prato dos pequenotes é fundamental!


Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos.

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