Tag

nutrição infantil

Browsing

6 dicas para uma Páscoa mais saudável

Este ano a Páscoa é mais cedo que o habitual, ou seja, as tentações gastronómicas do Natal ainda agora acabaram e já começaram as da Páscoa!!!

Se os adultos têm dificuldade em resistir aos excessos nestas épocas festivas, imagine as crianças… Coelhos de chocolate, ovos de chocolate, amêndoas de todos os tipos, folares… a quantidade de açúcar ingerida pela maioria das crianças nesta altura do ano não é DE TODO aconselhável.

Deixo então algumas sugestões para que a Páscoa dos mais pequenos seja mais saudável:

  • não ofereça ovos ou coelhos de chocolate grandes, escolha os mais pequenos e embalados individualmente;
  • esconda os chocolates e vá oferecendo à criança gradualmente;
  • procure chocolates com uma maior percentagem de cacau, sendo o chocolate branco a pior escolha;
  • esqueça os chocolates “sem açúcar”; o açúcar é retirado mas a quantidade de gordura é maior;
  • as amêndoas propriamente ditas são muito saudáveis, o problema é a cobertura; apresente à criança as amêndoas sem qualquer cobertura doce, com pele ou laminadas;
  • os ovos mais saudáveis de todos são… os verdadeiros 😀 Coza alguns ovos (galinha, codorniz, pata), agarrem em pincéis e tintas e pintem os ovos em conjunto! Depois escondam os ovos e façam uma caça ao tesouro! Assim sempre queimam calorias em vez de só as ingerir 😉

Feliz e saudável Páscoa para todos!

 

Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutricionista Sandra Almeida. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10.

Ilustração: My Simple Life

Tem questões que gostava de ver respondidas por uma nutricionista? Envie um email para sweetcaos2@gmail.com

Adoçar sem açúcar

Os nossos bebés já nascem a saber distinguir o doce e o amargo, com clara preferência pelo doce, algo perfeitamente natural tendo em conta que o leite materno é bem docinho. 🙂

E aqui está a principal diferença que vos quero falar hoje – uma coisa é o leite (seja o materno ou o de vaca) ser naturalmente doce, outra coisa é adicionarmos açúcar a tudo o que ingerimos!

Assim sendo, a melhor forma de adoçar a boca dos nossos bebés é usando alimentos naturalmente doces mas muito saudáveis.
Sabem do que estou a falar, certo?
Isso mesmo: FRUTA!!!
Adicionar fruta aos iogurtes naturais, às papas caseiras, às saladas e até às sopas, é a melhor forma de adoçar a alimentação diária do seu bebé.

Após os 12 meses (dependendo da opinião médica poderá ser mais tarde), MEL, CANELA e farinha de ALFARROBA também podem ser usados para dar sabor a diversas refeições, sem usar açúcar.

Para os dias especiais em que há bolos e outras doçarias, a STEVIA pode ser usada como substituto do açúcar.
A stevia é uma planta com um sabor muito doce que pode ser usada fresca ou seca e já se encontra facilmente à venda nos hipermercados.

Atenção que os adoçantes/edulcorantes não são aconselhados para crianças!

Deixo uma sugestão para um lanchinho dos mais pequenos, e graúdos também, que eu faço sempre a mais para lanchar com a filhota 😉

– 1 iogurte natural ou de aromas
– 2 colheres de sopa de flocos de aveia
– 1 banana esmagada ou partida aos bocados
– 1 colher de sobremesa de sementes de chia

Misturar tudo e saborear 🙂

 

Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10.

Ilustração: My Simple Life

Tem questões que gostava de ver respondidas por uma nutricionista? Envie um email para sweetcaos2@gmail.com

Dicas para um Natal mais saudável! 

O Natal está a chegar e traz com ele muitas tentações gastronómicas tanto para graúdos como para miúdos!

Como já devem ter percebido noutros posts, não sou nada fundamentalista e acredito que estes convívios à volta da mesa são para serem aproveitados sem culpas, mas podemos sempre tentar minimizar os danos 😉

 Eis algumas dicas:

− O Natal comemora-se a 24 e 25 de Dezembro; dia 26 já não é Natal!!! Isto significa que não devemos continuar a consumir tudo o que é sobras natalícias até à passagem de ano. Se o Natal for fora, tentem não trazer nada para casa, se for em casa tentem fazer quantidades razoáveis.

− O forno é um grande aliado para diminuir o uso da frigideira. As rabanadas ficam muito boas se forem a dourar ao forno em vez de fritas e ficam muito menos calóricas.

− As espetadas de fruta com as cores do Natal (uvas verdes, maçãs verdes, morangos, framboesas, etc) são uma óptima forma de comer fruta nesses dias.

  
Estas espetadas não estão com a cor do natal pois foram para um aniversário mas estão lindas na mesma! 🙂

− O bolo de legumes tão falado aqui no blog também é uma excelente opção pois é verde e pode ser decorado com frutas vermelhas.

IMG_7137

− Se quiserem diminuir o açúcar das receitas, as melhores alternativas são o mel e a stevia.

− Não ofereçam doces aos pequenotes e guardem os que lhes oferecerem para irem distribuindo pelos meses seguintes.

− Escolham as vossas sobremesas preferidas e comam apenas essas em vez de andarem a petiscar um pouco de tudo o que está na mesa.

   

Que os excessos desta época sejam todos em amor, carinho e convívio, em vez de puro consumismo tanto nos presentes como na comida 😉

 Um excelente Natal para todos!

Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10. 

Tem questões que gostava de ver respondidas por uma nutricionista? Envie um email para sweetcaos2@gmail.com

A foto da mesa pertence aqui

Devemos obrigar as crianças a comer?

A resposta é: Não, não e não!!!

O resto do artigo é só mesmo para explicar esta minha posição porque a resposta já está dada! 🙂

Hoje em dia, a maioria das pessoas já não associa “gordura a formosura” mas isso parece só se aplicar a partir dos 3-4 anos de idade!
Enquanto bebés, a velha lei do “quanto mais gordinho melhor” ainda rege muitas cabeças.
O peso do bebé sempre a aumentar em grande escala é, na cabeça de muitos pais, o melhor indicador de que está tudo bem.

Como é óbvio, existem muitos outros parâmetros para avaliar a saúde e o desenvolvimento do bebé, por isso devemos relaxar um pouco em relação ao peso!

Esta preocupação começa logo nos primeiros meses.
No caso dos bebés amamentados, qualquer aumento de peso abaixo da média é logo motivo para introdução do leite artificial, o que é totalmente injustificado na maioria dos casos.
No caso dos bebés a leite artificial, há uma enorme pressão por parte das mães para que os bebés tomem as medidas de leite aconselhadas na embalagem.
Ora se os bebés são todos diferentes, se passam por picos de crescimento e por fases de crescimento mais lento, porque devem eles ter o mesmo apetite todos os dias a todas as refeições???

Se o bebé não quer mais leite, não vale a pena insistir. Bebe apenas o que quer e, caso tenha fome antes das habituais 3 horas, é alimentado mais cedo sem qualquer problema!

A fase de introdução de novos alimentos é novamente motivo de preocupação por parte dos pais e leva muitas vezes ao acto de obrigar o bebé a comer, por isso deixo alguns alertas:

– é normal que o bebé ainda não esteja fisiologicamente preparado para iniciar a alimentação com a colher, logo não se deve forçar e deve-se respeitar o ritmo do bebé;

– é normal que o bebé coma quantidades muito reduzidas de sopa ou papas numa fase inicial, não vale a pena forçar e não há qualquer problema em complementar a refeição com leite pois este continua a ser o principal alimento do bebé até aos 12 meses;

– é normal que o bebé estranhe novos sabores, com o tempo e com o acto de provar várias vezes o mesmo alimento ele irá aceitar sem ser forçado;

– é normal que o bebé queira brincar com a comida e que desperdice grande parte da refeição para o chão mas esse processo é essencial para a aprendizagem e para uma boa relação com a comida.

Por volta dos 12 meses, o bebé entra na fase da chamada anorexia fisiológica do 2º ano de vida, ou seja, o bebé terá naturalmente menos apetite do que no seu primeiro ano!
É fundamental respeitar este apetite diminuído e não obrigar a criança a comer mais do que aquilo que lhe apetece.

Além de terem menos apetite, os bebés tornam-se mais selectivos em relação à comida pois já sabem bem o que gostam e o que não gostam! É nesta fase que surje com frequência a rejeição de certos alimentos como legumes, carne ou peixe e é nesta fase que os pais voltam a obrigar o bebé a comer!!!

Este obrigar pode ser forçar a entrada de comida, o que leva muitas vezes ao choro compulsivo e ao vómito…
Este obrigar pode ser a típica chantagem emocional “se não comeres a sopa toda não gosto de ti”…
Este obrigar pode ser o típico suborno “se comeres o peixe, comes gelado de sobremesa”…
Este obrigar pode ser a típica ameaça “não sais da mesa enquanto não comeres os bróculos”…

Agora pensemos: é este tipo de relação com a comida que queremos que o nosso bebé tenha???
Queremos que os nossos filhos associem a hora da refeição a um drama???
Queremos que os nossos filhos associem a comida a recompensas ou ameças???

Não será esta má relação com a comida um dos pilares da grande epidemia chamada obesidade???

Os meus conselhos enquanto nutricionista e enquanto mãe:

– ofereçam sempre comida saudável, eles vão acabar por experimentar e comer sem serem obrigados a isso;

– não obriguem a comer mas nunca troquem a comida saudável por petiscos carregados de açúcar;

– façam as refeições em família e deixem que o bebé maior de 12 meses coma exactamente o mesmo que os papás, com as devidas adaptações;

– sejam um exemplo para os vossos filhos pois eles são esponjas que actuam por imitação 🙂

Boas e saudáveis refeições para todos!!!

 

 

Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10. 
Tem questões que gostava de ver respondidas por uma nutricionista? Envie um email para sweetcaos2@gmail.com

Pequeno-almoço das crianças! 

Na rubrica deste mês trago-vos algumas sugestões de pequeno-almoço para os mais pequenos.

Julgo ser desnecessário dizer que é fundamental que as crianças tomem o pequeno-almoço antes de sair de casa, pois isso já todos sabem, certo? 😉

 1. Pão de centeio ou mistura com queijo e um copo de leite

2. Iogurte misturado com fruta a gosto e bolacha maria esmagada

3. Leite com cereais tipo granola

4. Iogurte com flocos de aveia

5. Papa de aveia com canela

6. Papa de farinha de milho com fruta

7. Batido de fruta com leite ou iogurte e sementes variadas

8. Panquecas de aveia e banana

 O pequeno-almoço, sempre que possível, deve ser tomado em família. Podem optar por alimentos mais rápidos para o dia-a-dia e preparar pequenos-almoços especiais aos fins-de-semana, sem pressas e incluindo os miúdos na preparação!

 Estas sugestões aplicam-se a todas as crianças com mais de 12 meses, desde que se respeite sempre a regra de introdução de novos alimentos de 3/3 dias.

Para bebés com menos de 12 meses, é necessário adaptar ao plano alimentar de cada bebé indicado pelo pediatra ou médico de família.

 Querem deixar alguma sugestão para juntar a esta lista? 🙂

Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos. Colabora com o Sweet Caos a cada dia 10. 
Tem questões que gostava de ver respondidas por uma nutricionista? Envie um email para sweetcaos2@gmail.com 

O polémico leite de vaca! 

 

Já toda a gente sabe que isto da Nutrição depende muito das modas!
Temos as dietas da moda que prometem milagres e corpinhos de Verão em pouco tempo, temos a moda dos superalimentos que prometem fazer maravilhas pela nossa saúde e curar qualquer doença, e temos, claro, a moda dos alimentos maus, maléficos, terríveis, autênticos demónios que são os culpados por tudo o que de mal nos acontece!!!
Neste último grupo temos, por exemplo, os demoníacos pão e ovo e, claro, o leite de vaca.

Como já devem ter percebido pelo tom sarcástico, eu não sou nada fã destas modas e defendo sempre que cada caso é um caso.

É claro que quem tem intolerância à lactose não deve beber leite de vaca.

É claro que quem tem alergia às proteínas do leite de vaca não deve beber leite de vaca.

É claro que o leite de vaca pode estar contaminado com hormonas e antibióticos, mas tudo aquilo que comemos também pode estar contaminado (o peixe com mercúrio, os legumes e as frutas com pesticidas, etc).

É claro que o leite de vaca é um alimento e, como todos os outros, é prejudicial quando consumido em excesso.

Tendo em conta tudo isto, não tenha receio de dar leite de vaca ao seu bebé nas seguintes condições:

− o leite de vaca nunca deve ser introduzido antes dos 12 meses!
− enquanto amamentar, não é necessário dar leite ou derivados.
− após os 12 meses, 3 porções de leite e derivados são a dose aconselhada para crianças e adolescentes. Uma dose corresponde a uma chávena de leite (250 ml) ou um iogurte líquido ou 1,5 iogurtes sólidos ou 2 fatias finas de queijo ou ¼ de queijo fresco (50g) ou ½ requeijão (100g).
− leite e derivados não devem ser consumidos em substituição do almoço ou jantar nem devem ser incluídos nessas refeições.

Se não pode ou não quer dar leite de vaca ao seu bebé, saiba que é perfeitamente possível ter todos os nutrientes que o leite fornece através de outros alimentos, nomeadamente através de carne, peixe, ovos, vegetais de folha escura, tofu ou linhaça.

Resumindo, para a grande maioria das crianças o leite de vaca tem muitos benefícios e deve fazer parte da sua alimentação diária. No entanto, não devem ser ultrapassadas as 3 porções diárias entre leite e todos os seus derivados.

 

 

Sandra Almeida é nutricionista, mãe da pequena Francisca e autora do blog Nutrir Sentimentos.

Tem questões que gostava de ver respondidas por uma nutricionista?  Envie um email para sweetcaos2@gmail.com 

A cada dia 10 a Sandra Almeida responderá a uma questão 🙂