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Paciência

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A paciência tem limites?

Adoro mães perfeitas!

Aquelas que deixam os filhos atirarem a água toda da banheira, que os deixam riscar as paredes, que não se importam com os constantes gritos dos filhos porque isso é sinal de saúde.

Adoro aquelas mães dos stories do instagram que fazem actividades perfeitas todos os dias mesmo quando eles estão doentes e estão fechados em casa há mais de uma semana.

Como é que conseguem?! A sério!

Bebem três copos de vinho depois de os deitarem ou tomam algum comprimido milagroso? Pergunta genuína!

É que eu tenho dias em que me sinto a ir à loucura. Repito trinta vezes a mesma coisa e eles não ouvem. Chamam quinhentas vezes por mim e eu ouvi e respondi à primeira.

Tenho dias em que só queria ir ao wc sozinha e ter uns filhos sossegados e que fizessem à primeira o que lhes digo! Nunca aconteceu! Se ia ter a mesma piada?  Ia claro!

Adoro os meus filhos e depois do caos passar até me rio e acho que podia ter aproveitado mais o momento me vez de lhes estar a ralhar mas eu quero educa-los, não quero só criá-los. Entendem?

A paciência deve ter limites e os miúdos são prós a testar esses limites. A minha vai-se carregando entre um berro ou outro ou outro ou mais outro e uma fugida à casa-de-banho! Quando eles deixam! 🙄

Sem paciência

Quando paro para pensar consigo facilmente perceber que o problema dos miúdos não são as birras… é simplesmente a falta de paciência para elas.

Como é que se pode achar que uma criança de dois anos tem capacidade para perceber uma série de coisas que nós achamos banais?

Acham mesmo que ele percebe o motivo porque não pode despejar a água dos gatos no chão para depois lá esfregar as meias e as batatas? Ou porque não pode comer arroz de pato às 11h da manhã? E já viram coisa mais divertida do que tirar toda a água da banheira para o chão da casa-de banho?

O problema não são eles, somos nós. E neste caso é bem verdade. Se não trabalhássemos tanto, se não tivéssemos tantas coisas para fazer (e para pensar) ao mesmo tempo, se não sentíssemos constantemente o tempo a escapar-se entre mãos, talvez aí olhássemos para as birras de um modo diferente. Talvez aí fossemos mais leves, mais sorridentes e conseguíssemos olhar para esta fase do crescimento como tenho a certeza que vamos olhar daqui a 2 ou 3 anos, com saudade.

A verdade é que depois de 2 ou 3 dias de descanso, as birras que pareciam intermináveis, são mais fáceis de acalmar. Nada tem haver com as crianças, somos nós que estamos diferentes.

Gostava que fosse sempre assim…