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E o vosso parto?

Quando falamos em maternidade, em gravidez, surge logo o bicho papão: O Parto!

Foi por isso que cá no blogue nos lembramos de desafiar algumas amigas a partilharem as suas histórias. Umas são simples, outras são atribuladas, mas todas trazem um final feliz com um bebé ou dois! 🙂
E é nisso que sugerimos que se foquem! O parto tem que acontecer, seja natural, seja com anestesia, seja de cesariana. É assim que se nasce! Ponto!

Assim durante os próximos tempos vamos partilhar com vocês histórias de partos, todos diferentes, mães que defendem o parto natural, mães que escolhem a cesariana, mães que decidiram uma coisa e no final decidiram outra, mães que não tiveram escolha.  Não fujam!! Queremos que aceitem o parto, que entendam as opções e as motivações, que não julguem, que ouçam estas mães.

E gostávamos ainda de convidar as nossas leitoras a participarem também nesta iniciativa! Contam-nos o vosso parto para o partilharmos?
Enviem-nos um email para sweetcaos2@gmail.com

O primeiro testemunho será publicado ainda esta semana e se quiserem podem rever o meu texto sobre o meu parto, aqui.

 

 

Curso de recuperação pós-parto

Íamos ser pais pela primeira vez e por isso concordamos que seria importante frequentarmos o Curso de Preparação para a Parentalidade e desta forma prepararmo-nos para a chegada do nosso bebé. Por isso, começamos por pesquisar locais onde o pudéssemos fazer, já que o Hospital não tinha vagas. Foi assim que encontramos o instituto4life que dispõe de vários programas de Preparação para o Nascimento e Parentalidade. Optamos pelo programa base, de baixo custo, um curso com menos sessões, mas com toda a informação essencial para chegarmos ao grande dia sem dúvidas. Entre as várias ofertas do programa escolhido, a mamã pode usufruir de uma sessão do curso de recuperação pós-parto totalmente gratuita.
Posso dizer-vos que usufruí de praticamente todas as ofertas do programa, incluindo essa sessão do curso de recuperação pós-parto. Gostei imenso da sessão e decidi inscrever-me. O curso tem a duração de um mês e inclui oito sessões.

Após o parto inicia-se uma etapa em que a nossa recuperação física é essencial. Felizmente eu recuperei muito bem o peso. Contudo, a barriguinha ficou mais flácida, o que é natural. Senti mais stress devido à grande exigência de todas as tarefas do dia-a-dia com o nosso bebé: alimentá-lo, vesti-lo, mudar a fralda, sossegá-lo, mimá-lo, lavar e passar as roupinhas dele e claro! Continuar a fazer todas as outras tarefas domésticas que fazíamos antes do bebé chegar. Um bebé pode consumir todo o nosso tempo e o stress é inevitável por pouco que seja. Também fiquei com os músculos mais tensos, principalmente porque passei a pegar todos os dias num novo peso, o meu bebé (o meu é bem pesadinho porque é um comilão).

Voltar para o ginásio estava fora de questão, já que não tinha ninguém que ficasse com o meu bebé e além disso o nosso corpo precisa recuperar progressivamente até estar preparado para exercícios mais intensos.

O curso de recuperação pós-parto permitiu-me retornar à actividade de uma forma progressiva, na presença do meu bebé, com o acompanhamento de uma Fisioterapeuta. Permite-me recuperar as estruturas que sofreram alterações durante a gravidez e parto. Compreende um conjunto de exercícios direccionados para cada grupo muscular específico, nomeadamente os músculos pélvicos, músculos abdominais e músculos lombares. Contribui para restaurar a força muscular e resistência, tonificar os músculos, potenciar a recuperação pélvica, aliviar o stress e tensão muscular, melhorar a aptidão cardiovascular e além de tudo, ajuda a prevenir/recuperar em caso de depressão pós-parto. No meu caso, foi uma forma de sair de casa e descontrair.

Agora estou a frequentar estas aulas, mais tarde, quem sabe, volto ao ginásio. Acima de tudo gosto de sentir-me bem e na minha opinião todas as mamãs devem procurar isso, sentirem-se bem. Aconselho a ponderarem frequentar estes cursos, pois com certeza melhoram a sua autoconfiança e autoimagem para além de usufruírem de todas as vantagens que referi antes.

 

Filipa é mãe do pequeno Simão. É professora e foi por esse motivo que trocou o Porto por Lisboa.

Todas as ilustrações dos convidados são: My Simple Life

O Parto!

Antes de engravidar tinha pavor ao parto! PAVOR!
Só me lembrava de histórias horrendas que tinha ouvido contarem sobre o parto da prima da amiga da conhecida. Noutros casos eram histórias contadas na primeira pessoa, horrendas iguais.

Quando decidi engravidar mentalizei-me que ia deixar esse “problema” para o fim! E é essa a ordem mesmo!

Quando finalmente engravidei só pensei que o bebé ia ter que sair e portanto o parto ia ter que ser!

Ao longo da gravidez fui-me focando nas histórias simples que ia ouvindo, aquelas em que as mães dizem que doeu mas que quando o bebé nasce, passa! Fui olhando à volta e vendo que tantas mães tiveram mais que um filho e que isso é sinal que as coisas correram bem!

Quando cheguei ao último trimestre exigi que ninguém me contasse NADA sobre o parto! Simplesmente não queria! Não queria saber, não queria ouvir, muito menos aquelas histórias horrendas de sofrimento de mãe e filho.

Até que entrei no salão do hospital de Gaia, onde fui seguida, para a minha primeira aula de preparação para o parto e a parentalidade.
Nesse curso aprendi tanto sobre este novo mundo mas acima de tudo aprendi a ter tranquilidade e confiança em mim para que o parto corresse bem.
Acreditem, perdi qualquer medo sobre o parto, sentia-me serena, tranquila e confiante.

Não posso dizer que fiz esta caminhada do medo à confiança sozinha, não a fiz!
Foi muito importante a ajuda da enfermeira que ministrou as aulas, teóricas e práticas e do pai do meu príncipe que as fez comigo e esteve de mão dada a sofrer os apertos na hora da verdade.

Foi a enfermeira Joana Gonçalves (a quem só agradeço!), que me fez acreditar que ia ser simples, mesmo que fosse complicado. Que me fez perceber que eu tinha que fazer bem o meu trabalho para que a equipa médica conseguisse fazer o melhor pelo meu filho. Que devia estar preparada para o pior mas mentalizada que vamos conseguir.

Ouço tantas e tantas vezes dizerem que as aulas de preparação para o parto não interessam, não servem de nada, não resultam e ainda bem que não liguei a essas vozes e decidi faze-las!
Nas aulas teóricas aprendi procedimentos a ter em vários casos, mas nas aulas práticas aprendi tudo o que me deu a segurança necessária para estar tranquila e apta ao momento fantástico que é darmos à luz!
As respirações, as posições, os puxos! Tudo tão importante!
Se me sentia ridícula nas primeiras aulas, estando de pernas para o ar a simular o parto a verdade é que foi isso que me fez entender tudo!

Há ainda quem diga que na hora da verdade esquece-mos tudo, nos descontrolamos, pode ser verdade, mas comigo funcionou.  Inspirei, expirei, levei oxigénio ao meu bebé nas contrações, puxei, puxei!

Só que o Sr. Vinny decidiu nascer grande demais para a mamã pequena que tem e apesar de eu estar a fazer bem o meu trabalho, da equipa médica e enfermeiras estarem a insistir num parto normal, lá tivemos que ir para uma cesariana porque o miúdo não descia!

Desolação foi o que senti quando o médico me explicou que não valia a pena e que tínhamos que seguir para o bloco. Olhei para o pai e partilhamos do mesmo pensamento, tanto esforço e agora vamos para cesariana.
Hoje acredito que não foi assim, que não foi em vão, a minha tranquilidade naquele momento, o ter  feito correctamente o meu trabalho permitiu que se entendesse que não valia a pena os fórceps ou coisas que tais. E o meu bebé não teve que sofrer!

Vinte minutos depois de entrarmos no bloco choramos. Ele por nascer, eu por o ver nascer!
Senti a mão de alguém a fazer-me festas na cara e a dizer: “Olhem, a mãe também já chora!”
E chorei, de feliz, de alivio, de tranquilidade.

O que se passou a seguir foi um pós-parto com dores, difícil, mas que preciso de puxar pela memória para lembrar! Como durante o trabalho de parto vos posso dizer que dói, que as contrações são terríveis e que a sala de partos gritei um fodasse e um puta que pariu!
Mas já nem me lembro das dores! Só me lembro dos pormenores que me levaram ao momento em que nasceu o meu filho.

Lembro-me de acordar a meio da noite a achar que estava com cólicas, de ir para o hospital ainda de noite a achar que ” não é trabalho de parto” e ” ai ai ai ai afinal acho que é”! , de chegar ao hospital e estar a sala de espera vazia, da enfermeira das urgências se rir quando lhe perguntei se estava em trabalho de parto, porque sim, estava e já ia a meio!

Lembro-me do pai, cá fora à espera, a escrever no iPad as memórias daquela hora.
De vir ter comigo e ter que sair a meio para fazer xixi, de me dizer que não sabia se ia aguentar mas de ter feito um esforço tremendo quando percebeu que eu precisava dele ali.
Lembro-me do nome das enfermeiras e do médico que estiveram comigo.
E lembro-me do rosto do meu bebé acabadinho de nascer. Nariz de pai e boca de mãe.

As dores? Passaram todas!
O medo? Quem tem cú tem medo, ja diz a sabedoria popular.

O parto? Nascemos todos não foi? 🙂

O primeiro dia de uma mãe.

Soube pelo P3 do novo livro da fotografa Jenny Lewis e fiquei logo fascinada pelas brilhantes fotografias que nos apresenta!

Para este livro Jenny fotografou várias mamãs com os seus recém-nascidos nas suas primeiras 24 horas de vida.

As imagens são mágicas e a autora pretende com esta publicação passar a mensagem da dor positiva e da doce vitória sobre o parto em vez de segmentar o medo que as novas gerações tem deste momento.

Resta-me dizer que o resultado é lindo e partilhar com vocês a minha foto das primeiras 24 horas do meu filho. 🙂

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Podia estar no livro da Jenny, mas não está! 😛
No entanto acho que também demonstro a felicidade desta dor positiva!

beijnhos Bárbara