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As noites! (Ainda!)

Contem-me pessoas!!

Quem daqui já fez terapia/tratamento/workshops para que os rebentos durmam melhor e quiçá aquele sonho longínquo que é dormirem a noite toda?

Cá por casa a miúda ainda acorda de noite e já vai nos 19 meses e todos culpa a mama! Mas o irmão deixou de mamar com um ano e só aos três começou a dormir a noite toda! Coisa que agora ao partilhar o quarto com a irmã também deixou de acontecer! 🤦🏻‍♀️

Por isso digam-me!! Vale a pena investir tempo e dinheiro em ajuda para isto? Ou é dar tempo ao tempo?

(Quanto tempo o tempo tem?)

Ah mas deixem-me que vos avise que aquela terapia do “deixa e deixa a chorar” comigo não dá! Ok?

Obrigada 😊

Curso de recuperação pós-parto

Íamos ser pais pela primeira vez e por isso concordamos que seria importante frequentarmos o Curso de Preparação para a Parentalidade e desta forma prepararmo-nos para a chegada do nosso bebé. Por isso, começamos por pesquisar locais onde o pudéssemos fazer, já que o Hospital não tinha vagas. Foi assim que encontramos o instituto4life que dispõe de vários programas de Preparação para o Nascimento e Parentalidade. Optamos pelo programa base, de baixo custo, um curso com menos sessões, mas com toda a informação essencial para chegarmos ao grande dia sem dúvidas. Entre as várias ofertas do programa escolhido, a mamã pode usufruir de uma sessão do curso de recuperação pós-parto totalmente gratuita.
Posso dizer-vos que usufruí de praticamente todas as ofertas do programa, incluindo essa sessão do curso de recuperação pós-parto. Gostei imenso da sessão e decidi inscrever-me. O curso tem a duração de um mês e inclui oito sessões.

Após o parto inicia-se uma etapa em que a nossa recuperação física é essencial. Felizmente eu recuperei muito bem o peso. Contudo, a barriguinha ficou mais flácida, o que é natural. Senti mais stress devido à grande exigência de todas as tarefas do dia-a-dia com o nosso bebé: alimentá-lo, vesti-lo, mudar a fralda, sossegá-lo, mimá-lo, lavar e passar as roupinhas dele e claro! Continuar a fazer todas as outras tarefas domésticas que fazíamos antes do bebé chegar. Um bebé pode consumir todo o nosso tempo e o stress é inevitável por pouco que seja. Também fiquei com os músculos mais tensos, principalmente porque passei a pegar todos os dias num novo peso, o meu bebé (o meu é bem pesadinho porque é um comilão).

Voltar para o ginásio estava fora de questão, já que não tinha ninguém que ficasse com o meu bebé e além disso o nosso corpo precisa recuperar progressivamente até estar preparado para exercícios mais intensos.

O curso de recuperação pós-parto permitiu-me retornar à actividade de uma forma progressiva, na presença do meu bebé, com o acompanhamento de uma Fisioterapeuta. Permite-me recuperar as estruturas que sofreram alterações durante a gravidez e parto. Compreende um conjunto de exercícios direccionados para cada grupo muscular específico, nomeadamente os músculos pélvicos, músculos abdominais e músculos lombares. Contribui para restaurar a força muscular e resistência, tonificar os músculos, potenciar a recuperação pélvica, aliviar o stress e tensão muscular, melhorar a aptidão cardiovascular e além de tudo, ajuda a prevenir/recuperar em caso de depressão pós-parto. No meu caso, foi uma forma de sair de casa e descontrair.

Agora estou a frequentar estas aulas, mais tarde, quem sabe, volto ao ginásio. Acima de tudo gosto de sentir-me bem e na minha opinião todas as mamãs devem procurar isso, sentirem-se bem. Aconselho a ponderarem frequentar estes cursos, pois com certeza melhoram a sua autoconfiança e autoimagem para além de usufruírem de todas as vantagens que referi antes.

 

Filipa é mãe do pequeno Simão. É professora e foi por esse motivo que trocou o Porto por Lisboa.

Todas as ilustrações dos convidados são: My Simple Life

Tosse Convulsa!

 

Recentemente vi nas notícias que o Mark Zuckerberg tinha tido uma filha. Que anda babado, como todos os papás. E como “papá” babado do Facebook, usa a rede social para mostrar o orgulho no tempo com a sua filhota. Depois disso, várias foram os títulos sobre a situação, que devido à falta de tempo (pois também eu sou a mãe babada de um pequenino) ignorei. Até que vi um que dizia que Mark Zuckerberg tinha colocado uma foto com a filha, e tinha sido severamente criticado por outros utilizadores da dita rede social.

Seria por colocar uma foto da miúda num sítio tão público? Como era um momento [curto] em que podia divagar pela net, abri a notícia. Começava com algo do género: “Mark Zuckerberg tira licença de paternidade de 6 meses”. Não, não podia ser por isso…quem dera a muitos pais fazer o mesmo! Se ele pode, não deve, OBVIAMENTE hesitar!

Aparvalhei quando percebi a real razão das críticas: parece que a foto era num consultório médico e a legenda era algo do tipo: “à espera das vacinas”. Estavam a criticá-lo por vacinar a filha. Há muitas modas relacionadas com educação de crianças, mas esta é uma que nunca compreenderei. Porque na maioria delas, podemos dizer: “Não temos nada com isso! É decisão dos pais”. Nesta “moda”, a decisão é dos pais, sim, mas temos algo com isso, sim senhor! A cobertura de vacinas por cá induz a chamada imunidade de grupo, que acresce ainda mais proteção à população para além da vacina individualmente.

Se sempre me foi difícil compreender por que razão boatos já contrariados pela ciência ou justificações para não vacinar com constituintes da vacina usados há dezenas de anos eram razão para esta prática se começar a espalhar… Mas no ano que passou, tive uma razão ainda mais válida para me irritar sempre que ouço alguém defender a não vacinação… O meu miúdo apanhou tosse convulsa aos 2 meses! O diagnóstico foi feito 3 dias antes de levar a vacina que iniciaria o seu processo de proteção da doença.

Hoje li uma outra notícia: a de um menino que morreu com tosse convulsa, e cuja mãe tenta espalhar a história, para que as grávidas se vacinem contra a tosse convulsa e estejam protegidas logo desde a gravidez (não é garantido que a vacinação das grávidas proteja totalmente o bebé recém nascido, mas compreendo que esta mãe, perante tal dor, queira sentir que faz algo de bom por alguém, em memória do seu filho).

O meu miúdo safou-se, mas ainda hoje com 7 meses tem por vezes crises de tosse que me fazem doer o coração. Durante o internamento não descansei, por não saber o futuro, e por não ter a certeza do Destino não me ir roubar mais um filho. Esteve aflito, mas mesmo assim podia ter sido bem pior. Podia ter sido mais grave. Podia ter morrido!

E sinceramente, não consigo “perdoar” a quem deixa certos vírus e bactérias circular por aí, quando já quase não deviam existir. Foi graças a essas pessoas que vivi tempos de tanta incerteza. Foi graças a essas pessoas que várias mães passaram pelo mesmo que eu, e muitas não viram a sua história ter um final feliz.

Sou tolerante para praticamente tudo o que vejo e ouço. Porque realmente não tenho nada a ver com isso… Com a decisão de não vacinar, já tenho!

 

Ana Matos é mãe da Leonor e do Leonardo, médica e autora dos blogues mamã-bio e Our Mad World
Ver outro artigo da Ana no nosso blogue: aqui!

Ilustração: My Simple Life

Corre mamã corre!! Parte 2

Há muitos meses atrás decidi que ia começar a praticar desporto. Na altura a corrida pelos passadiços da floresta ou da praia pareciam-me perfeitos.

Os motivos para a prática, os do costume: saúde e emagrecer! Recuperar da gravidez. 

Os motivos para a desistência, os do costume: preguiça e preguiça.

Ainda tentei que alguém me acompanhasse a ver se a coisa ia mas a coisa não foi mesmo! E depois veio o verão e ai  é que a coisa ficou mesmo nas ruas da amargura.

O peso fui perdendo naturalmente, a saúde vai se levando mas o sendentarimos e a inércia continua aqui! 

Sempre fui de praticar desporto e era menina para ter 2 e 3 actividades diferentes ao mesmo tempo! Jogava andebol e praticava aeróbica por exemplo. E isto tudo muito a sério e várias vezes por semana. Depois veio o trabalho, a falta de tempo, a preguiça e pimba! Acabou a vontade e a prática.

Hoje fui-me inscrever no ginásio!! 

“Ei lá!!!” 

Olhem nem sei que vos diga!! Só que espero não desistir. 

Pensei muito e pus as vantagens todas na frente! Dava um sim!

Fiz uma lista de motivos que me fariam não ir ao ginásio ( mesmo após pagar!) e arranjei solução para todos! Por isso não há desculpas! 

Assim a partir de 2ª feira começa um novo eu! Aiiiii que espero que dure!!! 

O Autismo é f…

Sabem aquele livro do Miguel Esteves Cardoso, O Amor é f…? Eu digo que não é bem o amor, mas o autismo. É certo, eu não tenho medo das palavras, do seu som ou intensidade. Sem ser a palavra f… – que podem estar menores a ler-me – diria com enorme segurança que Autismo é “Desconcertante”.

Há um momento negro que todos os pais destes miúdos recordam – que naturalmente os outros pais secretamente temem que lhes suceda: Um senhor doutor de bata branca sentado a uma secretária num qualquer consultório mais ou menos pomposo a debitar palavras que, essas sim, todos temos pavor de um dia ouvir.
Até nisso tive sorte: não tinha bata branca, estava com o rabo sentado sobre a secretária com um fantoche na mão e enquanto fazia voz de roberto a brincar com o meu filho, observava-o com olhar clínico. E fui eu que perguntei – Dr. Nuno, é autismo…?
Era sim. Autismo e mais um par de botas de patologias associadas.
Passaram mais de 25 anos desde essa primeira consulta. Terei hoje uma postura diferente perante a adversidade, contudo a mesma convicção, e sim, o mesmo médico.

Autismo para mim nunca foi um bicho-papão. Inicialmente talvez, porque sabia ao que ia. Sou-era uma menina informada e não era um palavrão que teria de buscar numa qualquer enciclopédia (o Dom Google não fazia parte das nossas vidas, vivia-se sem internet naqueles tempos…) a minha atitude foi sempre muito positiva, no sentido que arregacei as mangas e encarei o bicho olhos nos olhos: “Anda cá autismo, o que queres fazer com o meu bebé?, anda cá que eu estou aqui preparadinha para lutar contigo!!” E foi uma luta de uma vida. Mil batalhas ganhas muitas mais as perdidas, as que rapidamente esquecemos a cada nano-conquista.
Porque é nesse sorriso do nosso filho que se ganha fôlego para a seguinte, e a outra depois.

Dizem que o autismo só se consegue diagnosticar depois dos dois, três anos. Perdoem-me a petulância, mas discordo veementemente.
Primeiramente (deixem-me que vos diga a quem não sabe), por não existirem quaisquer testes médicos ou clínicos que se façam: O autismo é diagnosticado por observação. E observadora eu sou. Não o fui só com o meu filho. Noto em qualquer outra criança pequena que tenha aquele twist no comportamento que dispara a minha atenção. Porque é disso que se trata: Autismo é uma perturbação de comportamento.
Há um olhar diferente nestes miúdos, uma desatenção, um gelar de alma que se instala quando o sentimos.
Sim. Batam-me, mas uma mãe ou um pai sabe. Pode não querer senti-lo, muito menos verbalizá-lo, mas no mais recôndito e escuro recanto do seu ser, a dúvida instala-se, um medo frio e escorregadio, pespega-se nas entranhas, queremos a tecla do undo, do delete, do escape, mas não foram ainda inventadas para este intento.
Este é um filho diferente dos irmãos, dos primos, dos filhos dos amigos. Todos o notam (é um facto incontornável nas relações de grupo), mas só alguns têm a capacidade, a coragem de o falar abertamente, de chamar a atenção dos próprios pais quando eles se fecham na oportuna concha. Não é um processo ligeirinho. Normalmente começa o cochicho calado. O olhar de esguelha. O acusar descomplacente para com uma postura que não entendem, mas lá que são rápidos no gatilho do julgamento…. Peço-vos: não o façam. E explico.
Há pais que escolhem o caminho da negação. Este filho é tímido, é distraído, é assim… Há pais que viram as costas e recusam aceitar. Há pais que ficam e lutam com armas que nem sabiam que tinham. Há pais que escolhem o caminho da eterna busca pela cura. Cura? Está bem… Querem um facto? Aqui o têm: os cientistas (ainda) não a descobriram. O que podem encontrar sim, são mil formas de melhorar a qualidade de vida desse filho e da família.

Dizem os livros que autismo será a diferença mais difícil de gerir no seio de uma família. Demorei muito a aceitar como facto a dor que me provocava esse afastamento familiar e dos amigos que achava serem próximos. E é um grito que não deixo calar em mim. Se calhar deveria apaziguá-lo…
Acredito firmemente que se as pessoas em geral soubessem-souberem realmente o que é um indivíduo com autismo, como se movimenta e pensa, se o respeitassem-respeitarem na sua essência, se se dessem-derem de coração para conhecê-lo, não teriam “medo” – porque é natural ter-se, sentir-se medo do que se desconhece, e a primeira imagem que se retém, de tantos mitos urbanos que circulam, não é simpática.

É preciso querer-se olhar uma outra vez e com mais atenção para esta população.
Urge em mim essa vontade. Que o façam.
Sabia? São pessoas doces e meigas, muitas vezes dadas e terrivelmente genuínas, tanto que o são que muitos lhe chamam anjinhos e outras coisas fofinhas. São gente, como todos nós, têm o mesmo direito que nós os tais normaizinhos de pisar este chão que é de todos, sabia? Eu já o aprendi da forma mais complicada. Não precisa ser assim para si…
Familiares e amigos, que se distanciam destas pessoas e suas famílias nucleares, não sabem como perdem uma oportunidade estranha de se elevarem, de crescerem.
Vou-lhe contar um segredo, quer?
Aprendemos com eles a verdadeira essência da vida, a resposta que todos buscamos – o SIMPLES. Eles têm um *descomplicómetro* associado que lhes confere uma poesia na forma de ver e viver a vida que a nós, os formatados para a normalidade, nos desconcerta tão completamente. Afinal andamos a complicar a nossa existência para quê??

Como mãe e como observadora, gostaria ainda de assistir neste mundo ao momento em que familiares, amigos da família, pessoas que circundam estes lares, onde existe uma pessoa com autismo, fossem simplesmente agraciados com uma estranha generosidade e tivessem a verdadeira intenção de perceber como estas pessoas vivem cada momento do seu dia, como os pais e cuidadores resolvem problemas que apenas aparentam ser de somenos importância e podem ser (são) calamitosos. Mais. Deixassem de culpabilizar quem (os pais) não tem nem a culpa nem a vontade que isso aconteça. Mais ainda. Esta é a fase em que estas famílias mais precisam de apoio, não de um dedo apontado.

Sabe uma chuvada de Verão, que poeticamente achamos ter um cheiro romantizado a terra molhada, e essa ser a única emoção a ser acordada? Pode ser dramático para alguém cuja hipersensibilidade o faz sentir dor.
A chuva não dói – que disparate – poderá pensar, não é?
Faça-me lá a vontade e caminhe comigo: vá, dispa o casaco, fique de braços nus, descalce-se, abra os braços a uma nova descoberta e deixe os simpáticos pingos quentes da primeira chuvada tomarem conta de si. Caminhe à chuva, vá, mas esqueça-se da sensação que lhe é prazeirosa e tente entrar na mentalidade autística de que só (me) ouve falar.
Aferir a dor de outrem é algo que considero impossível – sempre afirmo isto – mas tente concentrar-se em que cada minúsculo pingo de chuva é uma alfinetada, um golpe de faca, o que seja que imagine que lhe doa a si, mas sinta que lhe dói. E muito. Então? Ficou com vontade de chorar? De gritar? Não acha (ainda) terrivelmente intrusivo?… Certo, vamos subir de nível neste jogo. Agora acrescente que todos os sons foram magnificados amplificados a raiar a distorção e consegue ouvir todas as conversas de todas as pessoas, todos os ruídos de portas, carros, sirenes, pássaros, até o ar condicionado da loja do outro lado da rua, todos os cães a ladrar, os passos de todas as pessoas, mesmo os grilos lá no fundo, do outro lado do quintal. Não chega… Pense nos cheiros que lhe entra pelas narinas. Quais? Então, o do suor do seu próprio medo, aquele que nem deu conta de que se apossou de si, o do pêlo molhado do cão que está do outro lado da rua, o do cozinhado queimado da tia Micas que sai pela janela, o do horrendo dos caixotes do lixo da rua detrás, e sim, o da terra molhada pela primeira chuvada de Verão. Podia continuar, mas vá, pense só que agora não pode abrir os olhos e acabar este exercício. Nunca. Nunca em toda a sua vida…. Diga-me: e agora já gritaria? Eu creio que sim. E nem falei das texturas complexas, das cores que ferem e doem, das palavras que passam por cima da cabeça e fazem fila para entrar nas suas ideias….

Autismo existe. É fodido, sim. É apenas o que lhe peço. Olhe para o lado. Cada vez tem mais amigos, vizinhos, primos e conhecidos a terem um bebé com autismo, não é? Então pare para ajudar. Nem que seja a entender. Vá, não seja fodido para com o autismo.

Ana Martins, é a autora de diversos artigos e livros, entre os quais se conta: Autista, quem…? Eu?, e a fantástica mãe do Pedro.

Bolachas de Aveia rápidas

As bolachas em forma de estrela foram sujeitas à aprovação da família. Isto quer dizer que a minha irmã fez uma razia ao frasco.

Como deixei de comprar e optei por fazer em casa, ficámos sem este snack saudável.

Como tinha pouco tempo, pesquisei algumas receitas na net e adaptei ao que tinha em casa.

Ingredientes

Meia maçã 

Meia banana

175g de aveia

70g de farinha integral

75mm de azeite

Confecção

Pré-aquecer o forno a 180 graus. Ralar a maçã juntamente com a banana. Eu utilizei a varinha mágica. Juntar numa taça todos os ingredientes. Envolver bem. Fazer pequenas bolas com a massa. Quanto maior a bolinha maior a bolacha. Colocar as bolinhas num tabuleiro forrado e espalmar. Vai ao forno durante 10 a 15m.

   
  

Óptimas para bebés (e adultos), super rápidas de fazer.

  

Molares a caminho

Há dois dias que recomeçaram as noites complicadas (sim, porque deitar-se perto da meia noite e acordar às 3h da manhã é o normal).

Noites complicadas são as noites todas a choramingar, mais biberões e muito colinho.

Isto associado a dedos enfiados na boca e baba só nos vem preparar para mais uma temporada de dentes. A última. 

Com 14 meses só lhe faltam os quatro molares para completar a primeira dentição.

Estes ainda nem sequer se notam e ele já está assim… Vão ser difíceis estes quatro.

Com dentes a partir dos três meses (logo a seguir às cólicas) os dias são recheados de altos e baixos. 

Estas fases mais complicadas exigem muito de todos os pais. 

O importante é não esquecer que exige muito mais dos nossos bebés.

Instinto

Existe uma linguagem invisível ao olhar que une pais e filhos. Impossível de explicar.

Ele ri, brinca, faz disparates e eu olho para o pai e ambos pensamos o mesmo. Algo se passa, algo não está bem.

Todos à nossa volta desvalorizam, afinal está tão bem disposto.

É um olhar, o modo como se encosta, o modo de desarrumar os brinquedos, mil pormenores que só nós parecemos ver.

No dia seguinte, vem a confirmação, febre.

Cada dia que passa somos mais pais. Cada dia que passa ouvimos melhor.

O Poder da Imitação (ou como lavar os dentes)

O S. tem 16 dentes e 13 meses.

Começou a dentição aos 3 meses, logo dois de seguida e todos os meses temos dentes novos.

São faltam sair os 4 molares, o que aparentemente não deve demorar muito.

Começando com a dentição tão cedo, também introduzimos os actos de higiene dentária.

Primeiro começámos por apenas limpar com uma compressa, depois passámos para uma escova de borracha específica.

2015-04-09

Agora já tem uma escova de cerdas adaptada ao seu tamanho.

Até à pouco tempo, éramos nós que lhe lavávamos os dentes sem problema nenhum.

À medida que se começou a tornar mais independente começou a rejeitar que lhe puséssemos a escova na boca.

Começaram as birras e a choradeira na hora de lavar os dentes.

Decidimos que tínhamos de fazer alguma coisa pois não queríamos que aquele momento se tornasse uma coisa que ele odiasse.

Decidimos tentar a imitação.

A ideia era eu ou o pai lavarmos os dentes com ele ao pé de nós ou ao colo para ele perceber que é um acto natural que nós também fazemos.

Podia ser que ele achasse curioso e ao fim de 2 semanas (pensávamos nós) se habituasse à ideia e ele próprio quisesse lavar os dentes sozinho.

Era hora de pôr o plano em prática.

Lá fui eu com ele ao colo lavar os dentes para a casa-de-banho.

Qual não foi o nosso espanto que, ao fim de 20 segundo a olhar atentamente para o que eu estava a fazer, pede a escova dele e começa a imitar-me!

Sim, 20 segundos foi o que bastou para acabar com 3 semanas de choradeira.

Agora sempre que vamos lavar os dentes ele vai connosco.

Claro que ele não ‘lava’ na perfeição os dentes mas, está bem encaminhado.

Nunca pensei que esta técnica resultasse imediatamente. Só vem mesmo mostrar que eles são umas pequenas ‘esponjas’ e que temos de estar atentos ao que fazemos à frente deles.

Digo-vos uma coisa, nunca mais digo asneiras. Ainda me sai um pequeno Saúl.

As doenças do infantário? 

Cá estamos outra vez em casa com o pequeno! 

Não há semana que o meu miúdo não fique doente!  

O normal, dizem! Uma semana são os dentes, noutra uma virose, noutra a tosse ou a febre ou a garganta e andamos nisto todo o santo inverno!

Dizem que a culpa é do infantário, que são assim, um foco para as doenças! 

Mas será? 

Conheço crianças que estão em casa ou em amas com mais um ou dois miúdos e que também estão sempre doentes!! 

Como se tem aguentado os vossos filhos este inverno? 

Beijinhos,Bárbara