Tag

sono

Browsing

Deixem a mamã dormir!

Não quero assustar ninguém que sonha ter filhos mas eu desde que tenho filhos nem tenho tempo para sonhar!

Dormir é um bem que só passei a valorizar depois de ter filhos, tal é a privação de sono que sofro! Há quatro anos!!! 😱

O miúdo regra geral agora até nos dá boas noites, excepção de uma ou outra vez que quer fazer xixi mas a miúda são mais as noites em que em chama de 2h/2h que as noites em que só acorda uma vez.

Não sei se é o calor, o frio, um pico de crescimento, os dentes, o caramba… só sei que a noite chega e o meu stress aumenta!

Já pensei seriamente deixar de dormir de noite 🤷🏻‍♀️ mas então se já a dormir às prestações, de dia ando a café e a adormecer sempre que me encosto, não dormir ainda seria mais bonito! 🤦🏻‍♀️

Eu já só pedia uma noite com 5h seguidas de sono! Acho que acordava 10 anos mais nova!!

Co-sleeping até que idade?

O Sebastião dormiu mal desde que nasceu. Nos primeiros 2 anos eu nunca soube o que era dormir mais de 3 horas seguidas. Ele nasceu a uma terça-feira de manhã e nessa mesma noite, enquanto a maior parte das mães e bebés dormiam por exaustão, o meu gritava em plenos pulmões. Eu soube logo desde aí que não iria ter a vida facilitada.

As noites dos primeiros 3 meses foram passadas sentada com ele ao colo. Ele chorava muito. Cólicas, dentes, necessidade, fome, para ser sincera poderia ser tudo isto junto, ou só porque sim, tentámos mil e uma técnicas mas poucas coisas o acalmavam.

Quando fez 3 meses, a exaustão era tanta que sentia que nem conseguia já pensar como deve ser. Ele adormeceu ao colo e eu deitei-me na cama com ele encostado a mim, dormimos 1h30m e eu descobri o co-sleeping.

Não planeámos e nem fizemos uma opção de parentalidade. Foram as circunstâncias. Foram as necessidades dele e as nossas que nos levaram a esta opção.

Quando li algumas coisas sobre o co-sleeping fez todo o sentido para a nossa família. Era o único modo de todos em casa descansarmos e nos sentirmos bem.

Tive os meus receios. Em primeiro lugar, um dos principais preconceitos que existem em relação a esta opção tem haver com a dependência dos bebés. Se pararmos para pensar não deixa de ser parvo pensar que um bebé que depende de nós para tudo irá ficar mais dependente porque tem companhia para dormir. Interessante como a sociedade acha que sentir-se seguro é estar dependente e pedir ajuda é ser frágil. Dá que pensar, não é?

Fomos criticados por todos os pais que têm crianças que nasceram a dormir a noite toda e que aos 3 meses já estavam no seu quarto.

Não seria interessante que a crítica tivesse sido ao contrário? É que eu também acho absurdo um bebé dormir sozinho num quarto longe dos pais.

Mas na verdade, a única coisa que acredito realmente como mãe é que a família deve fazer o que sente ser natural. Se o meu bebé dormisse a noite toda assim que nasceu acho que faria total sentido colocá-lo no quarto a partir dos 6 meses.

Mas o meu bebé não dormia. Não dormia nem aos 3 meses, nem aos 6 meses, nem sequer aos 2 anos.

O nº de horas foi espaçando até às 5h seguidas e não houve fórmulas mágicas nem medicação. Foi natural e progressivo.

O co-sleeping fez todo o sentido para nós. Foram momentos que partilhámos e acima de tudo momentos em que realmente conseguimos descansar.

Desde os 18 meses que o Sebastião tem uma cama no quarto dele. Uma cama de menino ‘crescido’ há espera de companhia. Quando fez 3 anos ele passou a dizer que era ‘crescido’ e nós perguntámos se ele não queria experimentar dormir na cama dele e ele respondeu que sim.

Uma semana depois desmontámos em conjunto o berço que ele diz que é para outro bebé. Arrumámos tudo bem guardado e fizemos a cama de lavado.

Nessa noite sentámo-nos na cama dele a contar uma história, eu pus um colchão no chão e dormi junto dele.

Não houve choros nem birras.

No dia a seguir fiquei apenas até ele adormecer. E tem sido assim até hoje.

Existem noites que dorme seguido e outras que chama várias vezes e até aquelas em que pede leite às 3h30 (já estamos habituados). Mas dorme sozinho no quarto dele.

Nunca pensámos que seria tão simples e natural esta passagem.

Depois de tudo o que passámos, depois de tantas noites sem dormir chegámos até aqui porque respeitámos o ritmo dele e as suas necessidades.

Por isso mamãs e papás, tudo tem o seu tempo e hora e nestas coisas de bebés todos têm ritmos diferentes.

Quando me perguntam até quando devem fazer o co-sleeping a resposta é simples: até todos quererem.

Habemus Sono!

Já começo a sentir mudanças com a entrada na creche do Sebastião. E não são das pequenas! Para nós são enooorrmmeesss.

Às 21h da noite ele pede para ir para a cama (ainda está no nosso quarto). Eu deito-o no berço, bebe um biberão. Eu deito-me ao lado dele, ficamos ali a olhar para o tecto em silêncio ou então ele fala várias coisas diferentes durante meia hora e depois (… espantem-se… abram o champagne…) ele adormece!

Sim, isto está mesmo a acontecer em minha casa! Depois de 30 meses sem nunca dormir antes das 23h e muitas vezes muito depois. Em que precisava de ter todos ao pé para adormecer. Em que inventava 1001 coisas para afastar o sono, o meu filho pede para ir dormir e realmente dorme!

Continua a mexer-se, a pedir a chucha, a beber mais um biberão a meio da noite, a choramingar mas o mais tardar às 21h30m está a dormir!

Ontem, mamãs e papás, eram 21h, 21h! Sabem o que isto significa?!? Que conseguimos relaxar no sofá e ver 2 episódios de uma série sem nenhuma interrupção (é a loucura).

Não sei se vai continuar assim mas estamos a aproveitar bem estes bocadinhos.

A parte menos boa?

Saudades. Sim, saudades. Eu sei que isto pode parecer estranho mas na verdade ele deitar-se mais cedo deixa-nos menos tempo para estarmos todos juntos.

Já estou a imaginar-vos aí desse lado a dizer: Realmente as pessoas nunca estão satisfeitas!

Mas nunca estamos na verdade 🙂 Isso é que nos faz procurar mais e melhores soluções para a nossa vida.

Digam-me lá mamãs e papás que estão fora todo o dia, chegam nunca antes das 19h e cujos filhos se deitam às 20h, não têm saudades?

Activo=Dificuldade em dormir? 

Eu sei que as crianças são todas diferentes, que os filhos nunca são iguais. 

Sei bem que há crianças  que levam os pais ao desespero porque não querem comer, outras porque não querem estar à mesa e tantas outras coisas. 

Por outro lado há aqueles filhos que tem a “boca santa”, como dizem os mais velhos, e comem tudo sem reclamar, como há aquele que vão a qualquer lado com os pais e se portam cinco estrelas. 

O meu filho é um miúdo inteligente (modéstia à parte), é muito curioso e fala pelos cotovelos. Sabes o nome de imensos animais, as cores, conta até 10, vem na rua da escola e diz : ” este é o pai do X”, e “está é a avó da Y:” 

Nunca o forçamos a aprender nada, apenas respondemos à sua curiosidade e corrigimos quando por exemplo diz um nome errado. 

Repete tudo, as palavras novas são uma loucura para ele. E portanto aos dois anos já estamos na fase de termos muito cuidado com a linguagem cá em casa. (Afinal de contas somos do Norte! E no norte já se sabe que palavras começadas com f ou p não tem assim tanta maldade!) 

Tudo isto é muito bom mas extremamente exigente!! Ele é perspicaz e nós temos que ser ainda mais que ele. Ele não sossega um segundo e está sempre no activo. Sempre a querer fazer qualquer coisa e sempre a falar para nós. Os poucos momentos quietos são a ver alguns desenhos animados, mas para terem noção, se lhe pergunto o que está o Justin a fazer, ele explica!! 

  

E que tem isto de mal, pergunta vocês! Além de ser cansativo, mas sinal de saúde! 

O que tem de mal é que acho que esta é a causa da dificuldade em dormir. Ultimamente diz-me mesmo: ” mamã não quero dormir.” 

Desespero com as voltas que ele dá na cama! Desespero com o choro, os pontapés, as almofadas pelo ar. Hoje para dormir a sesta demorei uma hora para que adormecesse. 

Às vezes queria mais paciência! Mas às vezes só queria uma solução, uma ajuda, uma dica para esta situação. Mas uma ajuda que não implicasse deixá-lo a chorar sozinho ou outro qualquer plano “maquiavélico”! 

Algum conselho? 

Outra vez o sono dos bebés…

Penso que nunca ouvi falar tanto sobre o sono do bebé como actualmente. Muito se escreve, muito se diz e muito se teoriza…

Apesar de algumas formações na área dos bebés e das famílias não sou especialista no sono mas sou mãe e acho que isso é o que realmente importa. Daquilo que vivenciei como mãe juntando algumas teorias que sabia na altura consigo agora concluir que tal como o mundo não é preto e branco, também os bebés são diferentes como uma palete de cores. Há bebés irritáveis, sensíveis, difíceis, enérgicos, mas também os há calmos, pacíficos, fáceis de lidar e portanto com esta realidade é impossível de determinar uma teoria como certa. O que fazer quando até os pediatras de referência nos dizem o que é certo ou errado, mesmo quando vai contra aquilo que acreditamos?

Eu penso que a tentativa e erro fazem parte do processo de parentalidade primeiro porque como já disse anteriormente os bebés são todos diferentes, mas também porque eles passam por etapas de crescimento e quando parece que está tudo bem e pacífico de repente acontece algo que volta a desorganizar tudo e portanto o que funcionou num momento pode ter que ser adaptado a uma nova realidade. Não é fácil gerir tanta informação com as dúvidas e crenças. Se me permitem deixo aqui umas dicas:

– Do que sabem, do que ouvirem e do que lerem retirem os métodos que vos deixem confortáveis. Um bebé não pode estar descansado se sentir ansiedade e dúvida por parte dos pais;

– Os pais estarem de acordo entre si com a rotina de sono que escolheram adoptar é importante. Uma família que discute sobre o facto do bebé estar a chorar há 30 min, ou a dormir na mesma cama não traz paz ao bebé, muito pelo contrário;

– Alternarem os cuidados quando um dos pais está mais cansado. Quando estão irritados e exaustos porque o bebé não dorme a paciência diminui, não pensam com clareza e perturbam ainda mais o bebé. Se um dos pais não puder, recorram a uma terceira pessoa da vossa confiança;

– Encontrar um ponto de equilíbrio entre o vosso bem-estar e o do bebé. Podem abdicar de algumas coisas em prol das necessidades do bebé mas não é razoável anular tudo o que for prazeroso em função daquilo que ele quer. Se os pais não estiverem bem consigo próprios, ou entre eles, isso vai destabilizar o bebé mesmo que seja a médio prazo;

– Não confundir as necessidades do bebé com as necessidades da mãe/pai. Todos os pais gostam de sentir que os filhos precisam de si e por vezes custa aceitar a sua autonomia, mas esta é fundamental para o desenvolvimento geral da criança. Neste caso a autonomia no sono é um processo natural e desejável e não obriga que exista sofrimento/choro. Por outro lado, quando os pais não aceitam e impedem a autonomia da criança podem estar a promover a insegurança;

– Antes de chegarem ao limite peçam ajuda especializada. Escolham um apoio que esteja disponível para adaptar a metodologia consoante a família que tem à frente, ou seja, vá de encontro às vossas crenças e seja sensível à vossa realidade familiar. Bebés diferentes têm necessidades diferentes logo, as abordagens não devem ser “chapa 5”.

dormir1

Acima de tudo acreditem que aquele bebé não nasceu para vos chatear e ele precisa de vocês, mas pode ter um temperamento que exige mais do vosso papel de pais para responder às suas necessidades. Já dizia Brazelton que os pais são os melhores especialistas nos seus filhos, mesmo assim podem precisar de ajuda nos primeiros tempos para entender a comunicação do bebé. Tenham a certeza de que aos poucos tudo vai correr bem.

*A autora não segue o acordo ortográfico

Íris Seixas ajuda os pais no processo de descoberta do seu filho, partindo das premissas de que cada bebé é um ser único, e que os pais são os peritos nos seus filhos. Trabalha com Infância e Parentalidade e podem-na seguir e contactar através da sua página: Íris Seixas – Página Profissional na área da Infância/Parentalidade

O sono, o dormir, as noites!

Já uma vez aqui falei no blogue sobre o facto de ainda não saber o que é dormir uma noite seguida. E assim continua.

O miúdo está com 21 meses e continua a acordar pelo menos uma vez por noite, o que para mim já é bom, tendo em conta que tenho noites em que me levanto umas 3 vezes…

Quando acorda só uma vez costuma pedir o biberão e como se deita após o jantar fico mesmo a achar que tem fome e é por isso que acorda. Por outro lado acho que sou mesmo só eu a arranjar desculpas…

Dizem que as rotinas são muito importantes para os bebés e principalmente para o seu sono.
Acreditem que sempre tivemos rotinas, desde que nasceu e não percebo como poderemos dar a volta a isto….
Repararam que este texto está cheio de reticências? é que realmente nem sei bem o que dizer…

Ajudas?

As noites! 

Sempre fui de dormir pouco, durante a noite. Não é que dormisse de dia, mas as manhãs eram a minha balada preferida! 

Sempre fui de acordar durante a noite, para comer, para beber água, para ir à casa-de-banho. 

Desde que fui mãe que não sei o que é dormir uma noite, inteira ou pela metade. 

Mesmo nas noites em que o miúdo dorme bastante, eu acordo 3-4 vezes! 

E às vezes acordo fresca como uma alface! 

Hoje não foi o caso! Estive a esforçar-me para não adormecer. O miúdo acordou e quis leite. Tossiu consideravelmente e então esperei que adormecesse para lhe fazer uma nebulização. (Resulta sempre melhor a dormir!)

Já dorme sossegadinho na cama. E eu cá estou a escrever porque o soninho da mamã deve ter ido até à praia! 

Tivesse eu ainda as baladas na manhã e juro-vos que ia passar a ferro! Afinal de contas de dia está horrível para essas tarefas! 

Mas não tenho! Aqui as manhãs são de despertar incerto, às vezes às 7, às vezes às 10, e cheias de energia desde o primeiro instante, e por isso tenho que estar pronta. 

Resta-me pousar o telemóvel e apagar a luz. Chamar o sono e esperar dormir umas horinhas! 

Até amanhã, que é como quem diz, até daqui a pouco! 

Onde é que se desliga?

Não sei onde vai buscar tanta energia!

Horas de brincadeira, em que a consegue revirar a casa toda, divisão por divisão.

Era de esperar que tivesse um sono tranquilo durante a noite, certo?

Dormiu em 12 meses e meio apenas duas noites seguidas.

Adora umas belas sestas mas normalmente o ritmo dele é sempre acelerado.

Mamãs com bebés que não dormem mais do que 4h seguidas, estou convosco.

Podem ver na ilustração acima, feita pela My Simple Life e inserida no livro criado para o 1º aniversário do S., como são as nossas noites lá em casa.

Eu sei o quanto pode ser desesperante não conseguir realmente descansar.

Nos primeiros meses senti realmente que estava à beira de um colapso, valeu-me a calma e o apoio do pai nesta altura.

Hoje em dia, só vos digo que a capacidade de adaptação do ser humano é realmente fantástica mas não deixo de sonhar (acordada) com uma noite de sono de 7h, pronto se forem 6h já fico contente (5h por favor).